23
Aug06
Chegadas: Nina
Méa e Marco Silva estão grávidos! Lá pro fim de dezembro vai chegar a Nina pra alegrar a casa e fazer companhia ao mano Théo. Felicidades, amigos!
23
Aug06
Censura

A juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, da Comarca de Ouro Preto, Minas Gerais, determinou a apreensão da edição 09 da revista do Observatório Social, editada por Marques Casara e por mim, com fotos de Sérgio Vignes. A reportagem de capa, intitulada “A Idade da Pedra”, mostra que empresas mineradoras da região de Ouro Preto usam mão-de-obra de crianças na coleta de rochas de talco. Depois de beneficiado, o talco é vendido para empresas multinacionais. A juíza também determinou a retirada, do site do Observatório, de todas as imagens onde aparecem crianças trabalhando. O Observatório Social considera a apreensão da revista e a retirada das imagens do site um ato de censura, incompatível com os preceitos da democracia e da liberdade de imprensa. E reafirma a autenticidade das fotos e da denúncia.
23
Aug06
Plágio
Rosana Hermann, autora do blog Querido Leitor, vem sendo plagiada há um tempão por um tal de Miltinho Cunha, colunista do jornal O Estado, de Floripa. São dezenas de notas quase idênticas sem qualquer crédito a ela. É um caso estarrecedor que combina mau-caratismo, cara-de-pau e incompetência. Rosana tá bastante abalada e vai entrar com ação por danos morais.
23
Aug06
Eleições e cotidiano
O amigo Fábio “Mutley” Bianchini, repórter do Diário Catarinense, é autor do blog Voz das Ruas SC, sobre as curiosidades deste período eleitoral. Vale conferir. O rapaz manda ver legal nas letrinhas e tem bom faro.
23
Aug06
Do dia: auto-estima
“O mal de quase todos nós é que preferimos ser
arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.”
(Norman Vincent, citado no site do Instituto Ethos)
~
E você, prefere a “salvação” ou a “ruína”?
21
Aug06
Os igarapés da memória
Recebi por e-mail, da amiga Lícia, artigo do escritor Milton Hatoum sobre o rio Negro e seus igarapés, do qual pincei os trechos abaixo. É um tema que me traz recordações intensas. Tomei muitos banhos pelado nos igarapés de Manaus, onde vivi dos quatro aos seis anos. Não cheguei a ter, como Hatoum, o primeiro encontro sexual nesse paraíso aquático cor de mel. Minha iniciação foi de outra natureza: a percepção da coisa antes da palavra, a sinestesia atordoante dos sentidos, o riso infantil de liberdade. Parti de Manaus em 1970 para só voltar vinte anos depois e ver os efeitos da Zona Franca: meus amados igarapés transformados em esgotos fedidos a céu aberto, em torno de favelas miseráveis de palafita. Por quanto tempo o rio Negro vai sobreviver, Hatoum? Gostaria muito de acreditar que as nossas lembranças doces podem de alguma forma servir de freio a essa destruição.
(…) Em menos de vinte anos, os igarapés de Manaus tornaram-se canais poluídos onde nem um louco ousaria banhar-se. No entanto, nos anos 60, até os moradores do hospício de Flores freqüentavam os balneários públicos da cidade. Fugiam do inferno para nadar e mergulhar.
Lembro da tarde em que um dos fugitivos foi capturado no balneário 15 de Novembro. Ele estava nu, brincando nas águas escuras e limpas do igarapé. Ria de tanta liberdade, os braços erguidos para o céu cheio de nuvens espessas como se fossem blocos de mármore. (…)
Paisagens vivas da cidade, esses caminhos de água foram fontes de prazer, leitos aquáticos de experiência erótica e encontro carnal. Na minha memória, o primeiro encontro com uma mulher aconteceu num desses balneários escondidos, quase clandestinos numa cidade ainda pequena e provinciana.
Namoramos no rio, brincamos até o sol da tarde esquentar a água e a areia. Um namoro com tantos volteios e imersões… Amor sem palavras, como se fôssemos estranhos ou mudos… Depois deitamos no areal próximo da floresta e mergulhamos no sono de quem se esquece do mundo. No fim da tarde ela já não estava mais comigo. (…)
Do texto Rios da nossa aldeia, por Milton Hatoum, autor dos romances Dois Irmãos, Relato de um Certo Oriente e Cinzas do Norte.
~
Em tempo: Relato de um certo Oriente é um livro maravilhoso, que bate forte na alma de nômades como eu. Li também Cinzas do Norte e gostei muito.
21
Aug06
21
Aug06
21
Aug06
18
Aug06
Epifanias de um ciberignorante: trackback
Finalmente aprendi tim-tim por tim-tim, aqui no Contraditorium, o que é trackback.










