23
Oct06
outdoor glitch
if you are lucky to be near when something breaks, you are rewarded with a complete x-ray of the system in question, a valuable information you can use to infer the system at any time.
23
Oct06
De dores e tempo
“O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções”.
20
Oct06
Uma educadora brasileira em Timor-Leste

Em março de 2005, depois de ser selecionada pelo Ministério da Educação entre mais de 13 mil candidatos, a professora Maria Inês Amarante embarcou pro Timor-Leste pra atuar em um projeto de cooperação internacional. Fiz uma longa entrevista com ela sobre sua experiência: o contato com a população local e com os dirigentes do país, os momentos de insegurança com a crise política, suas impressões sobre a discriminação de mulheres, a fragilidade das instituições, a violação de direitos… Maria Inês também conta da pesquisa que está iniciando sobre os meios de comunicação timorenses – principalmente o rádio -, as mulheres e a oralidade. A entrevista tá aqui, em copyleft. Fique à vontade pra reproduzir no todo ou em parte – basta citar o autor e dar link pra fonte.
19
Oct06
Um dia daqueles
8h: pesquisa de campo pra um frila.
9h30: carro quebrado no Morro das Pedras.
9h40: mecânico – “É o motor de arranque”.
9h45: pitangas docinhas na beira da estrada.
10-11h: três ônibus até o centro.
11h-13h30: café-trabalho-café-trabalho.
14h: restaurante Vida. Encontro um cara que não via há 10 anos.
15h: mecânico no fone: “Vai sair por R$ 160. Pronto só amanhã”.
14h30-17h40: café-trabalho-café-trabalho.
Previsão:
17h40-18h15: três ônibus pra casa.
19h20: pediatra com Bruno.
Altas horas: dormir.
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E ainda encontro tempo pra blogar…
19
Oct06
19
Oct06
Pensamento aleatório do dia
Sou um vegetariano em potencial.
[almoçando um rango delicioso no Restaurante Vida]
19
Oct06
Definição de blogueiro
Blogger. n. Someone with nothing to say writing for someone with nothing to do.
[Laura pescou aqui]
17
Oct06
Blog Latino
Meu amigo e ex-colega de curso Geraldo Hoffmann, junto com outros dois jornalistas, começou uma série de reportagens especiais sobre a América Latina pra a agência de notícias alemã Deutsche Welle. Ele está encarregado do Brasil. Os bastidores da viagem dos três podem ser acompanhados no Blog Latino. Geraldo é catarinense de Antônio Carlos e vive há 14 anos na Alemanha. É um dos jornalistas mais brilhantes que conheço. Pelo blog, vi que desembarcou domingo à noite no Rio e que ontem tomou água de coco. No pouco tempo que tem disponível, ele gostaria de responder algumas perguntas, como:
O Brasil é visto de fora como uma enorme reserva de matérias-primas. Afinal, o que o país tem a oferecer ao mundo? E o que faz para explorar suas riquezas sem se autodestruir?Qual é o poder real da Petrobrás na América Latina? Ela deve ser privatizada? Qual é o segredo da auto-suficiência energética brasileira?
Brasil rico, Brasil pobre: Bolsa família ou “ajuda” do PCC? Qual das duas faz a corrida?
País gigante, pequeno demais: Por que ainda há índios e trabalhadores rurais que precisam matar ou morrer pelo direito à terra?
17
Oct06
Repórter Brasil, menção honrosa no Herzog
O documentário “Correntes”, produzido e dirigido por Caio Cavechini, Ivan Paganotti e Evelyn Kuriki, recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, categoria Documentário. Correntes é uma realização da ong Repórter Brasil e foi exibido na TV Brasil, do sistema Radiobrás, e na TV Sesc. O ganhador principal da categoria foi “Falcão – Meninos do Tráfico”, de Frederico Neves, exibido pelo Fantástico. A outra menção honrosa foi para Vera Carpes, com o vídeo “Scuderie Le Cocq I e II”, transmitido pela TV Justiça e TV Cultura.
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Leonardo Sakamoto, jornalista e pesquisador que coordena a Repórter Brasil, tem sido um grande parceiro do Observatório Social na cobertura do tema trabalho escravo. Sua ong faz um trabalho de inestimável valor pro país. Grande abraço!
11
Oct06
Aracruz versus índios
Plantio da Aracruz em cabeceira na Bacia Hidrográfica do São Domingos. Foto de Simone Batista Ferreira.
O bicho tá pegando no Espírito Santo. A Aracruz Celulose – aquela da propaganda bonitinha e ufanista na tevê, com famosos chutando uma bola ao som de Gilberto Gil – está usando outdoors numa campanha agressiva para voltar a população contra comunidades indígenas. Um parecer da Funai divulgado em agosto reafirma que 11 mil hectares ocupados pela empresa pertencem aos índios Guarani e Tupiniquim. Esta entrevista com a geógrafa Simone Batista Ferreira é bastante ilustrativa sobre os danos ambientais e humanos provocados pela empresa. Simone é autora da dissertação Da fartura à escassez: a agroindústria de celulose e o fim dos territórios comunais no Extremo Norte do Espírito Santo (2002).
[Com informações do Centro de Mídia Independente]
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Em 1997, eu visitava amigos em Oslo quando recebi de dois índios Tupiniquim um dossiê (ops!) sobre os desmandos dessa empresa. Eles estavam fazendo uma turnê de denúncias por vários países europeus e incluíram a Noruega no roteiro porque havia dinheiro norueguês investido no negócio. Tentei passar a pauta pra dois jornais de circulação nacional – Estadão e Correio Braziliense – mas não demonstraram o menor interesse.









