03
Aug07
Vem aí o Diplô brasileiro impresso
Chega às bancas hoje a edição brasileira do jornal francês Le Monde Diplomatique. Com periodicidade mensal, vai dar uma abordagem reflexiva a temas de economia, cultura, sociedade, meio ambiente, política e filosofia. Bem-vindo!
19
Jul07
19
Jul07
Enquanto isso, num país chamado Brasil…
Detentas morrem por falta de atendimento
médico no maior presídio da América LatinaApós morte de detenta por leptospirose, Defensoria Pública reiterou nesta quarta-feira (18) o pedido de interdição da Penitenciária Feminina de Sant´Ana, em São Paulo (SP), pela falta de médicos, má qualidade da água e infestação de ratos.
A reportagem é de Beatriz Camargo, da ong Repórter Brasil.
19
Jul07
Hora da novela é sagrada para a Globo
Nas primeiras horas depois do acidente em Congonhas, a CNN deu um banho de cobertura em relação às tvs brasileiras. É a avaliação de Bressane, que comparou as programações e publicou seus comentários no youtube: “E olha que o país nem é deles”. A Globo chegou a colocar a novela no ar, mesmo diante do maior acidente da história da aviação brasileira. Enquanto a emissora americana trazia especialistas pra comentar o fato e informações sobre a reforma do aeroporto, as brasileiras se limitaram ao achismo dos repórteres e comentaristas.
19
Jul07
Memorial às vítimas do vôo TAM 3054
Um memorial digital às vítimas, no Estadão. E o verbete da Wikipedia sobre o acidente.
03
Jul07
Mais uma história incrível de coma e despertar
Notícia da BBC [via Aidan]: o polonês Jan Grzbski, 65 anos, trabalhador de estradas de ferro, entrou em coma em 1988 depois de ser atropelado por um trem. Dezoito anos depois – contra todos os prognósticos médicos, que lhe davam só dois ou três anos de vida -, despertou. Para encontrar uma Polônia sem comunismo, com as lojas abastecidas e pessoas andando na rua com seus celulares.
Vi um filme parecido, uma comédia que se passava na Alemanha Oriental. O filho fazia de tudo pra que a mãe, comunista ortodoxa, não descobrisse que o Muro de Berlim já havia caído. Imagine uma história brasileira: o cara entrar em coma em 1989, logo depois da vitória de Collor sobre Lula, e acordar agora!
02
Jul07
Dica pra jornalistas: desenvolvimento sustentável
A Fundação Avina e La Iniciativa de la Comunicación lançaram o Guia de Fontes para o Desenvolvimento Sustentável, um banco de dados gratuito com informações detalhadas e contatos de 634 especialistas e organizações não-governamentais de 23 países, que atuam em 22 áreas de Desenvolvimento Sustentável.
23
Jun07
Partidas: Olívio Lamas, repórter fotográfico
Encontrei Hermínio no CIC e ele me deu a notícia triste: o Lamas morreu hoje de manhã em sua casa em Garopaba. Pessoa extraordinária e um dos melhores repórteres fotográficos que já conheci. Há meses lutava contra o câncer. Este texto do colega Celso Martins, publicado na revista Mural, de março de 2007, dá a dimensão da estatura do homem.
Convivi pouco com ele, sou de uma geração mais nova – ou menos velha. Mas há tempos já o conhecia de nome e fama. Repórter fotográfico de olhar sensível e atento, sempre pronto a aproveitar as oportunidades para registrar os dramas humanos, as injustiças, os ângulos inusitados dos fatos relevantes e cotidianos. Não por acaso juntou um monte de prêmios na trajetória profissional.
Uma vez, numa festa beneficente, comprei uma foto do Lamas. Um barquinho ancorado na água tranqüila da Lagoa de Ibiraquera – onde ele morava – sob uma luz maravilhosa. Minha intenção era emoldurar e botar na parede da sala, mas as constantes mudanças de casa adiaram o plano. A foto está guardada em alguma caixa, esperando o dia em que eu remexa os papéis e a reencontre. Sempre que eu avistar um barquinho com aquela luz, vou lembrar dele.
18
Jun07
Dinheiro público e monopólio da mídia impressa
Cesar Valente, em sua coluna De Olho na Capital de sexta-feira no Diário do Litoral, informa que, na edição de 15 de junho do Diário Oficial de SC, página 35, está publicado o ato de “inexegibilidade 001″, da Secretaria de Estado da Educação. As assinaturas dos jornais Diário Catarinense e A Notícia, do grupo RBS, são renovadas por dois milhões de reais (!) para distribuição nas escolas públicas. Não há informação sobre tempo de assinatura nem número de exemplares. Como o grupo RBS detém o virtual monopólio da mídia impressa em Santa Catarina, fica justificada assim a dispensa de licitação ou coleta de preços. Comenta Cesar:
Paga-se o que foi pedido e colabora-se para consolidar o monopólio, mostrando às pobres crianças catarinenses que não existem outras fontes de informação. Tudo feito com o nosso dinheiro, que só anda escasso para abastecer as viaturas policiais e para fazer os serviços do Estado funcionarem adequadamente.
Numa conta rápida, com esse valor poderiam ser comprados 80 mil livros de R$ 25 cada para distribuir nas escolas.
01
Jun07
Operação Moeda Verde: novos nomes podem surgir
Uma série de reportagens de João Cavallazzi e Felipe Pereira que começou nesta quinta do Diário Catarinense traz os bastidores da investigação da PF para deflagrar a Operação Moeda Verde, sobre tráfico de influência na liberação de licenças ambientais em Floripa.
A transcrição das conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial é de dar ânsia de vômito. Negociação de dinheiro e automóveis em troca de favores do poder público, na maior cara-de-pau. Será que esses sujeitos conseguem olhar nos olhos dos filhos depois disso tudo?
A reportagem de hoje informa que a investigação da Polícia Federal “pode incriminar pessoas cujos nomes não foram citados”. Os novos nomes surgiram nas conversas de um dos investigados, notório falastrão. O juiz Zenildo Bodnar afirmou que há investigações sobre funcionários do “alto escalão do Executivo municipal” e empresários “do ramo hoteleiro”.
Dizem por aí que dispararam as vendas em Floripa de um telefone celular de fabricação israelense, equipado com misturador de voz. Ainda tem muita moeda verde debaixo do tapete.
A grande questão que está na cabeça de muita gente é sobre o papel da Justiça. A corja vai ser julgada pela Justiça Federal e todos podem recorrer a instâncias superiores. No ritmo em que o Judiciário brasileiro caminha, a sentença final pode levar uns dez anos, já pensou?








