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Jan09
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Jan09
O filho eterno
Terminei na sexta-feira, voando entre Brasília e Floripa, O filho eterno, de Cristovão Tezza. Melhor livro que li no ano. Ok, ainda estamos em janeiro, mas vai ser preciso outro muito bom pra mudar minha opinião até dezembro. A história, contada na terceira pessoa, tem fundo autobiográfico: um escritor tem um filho com síndrome de Down e narra a dificuldade que enfrentou pra aceitar a criança. É um relato corajoso, pois ele conta coisas que dificilmente um pai confessaria em público. Por exemplo, que no começo desejou que o bebê morresse, e que por muito tempo teve vergonha de comentar sobre o filho com os amigos. Aos poucos ele vai aprendendo com as dificuldades e se conhecendo melhor enquanto educa o menino e o vínculo entre eles vai aumentando.
Tezza é catarinense, amigo da querida Regininha Carvalho – foi no blog dela, atualmente desativado, que li a primeira resenha sobre o livro – e vive em Curitiba. Seu texto é muito bom. Conta uma história forte, emocionalmente envolvente, sem ser piegas em nenhum momento. Chorei ao ler o livro, pois me identifico muito com o que o escritor conta ali. Tive um irmão com síndrome de Down que morreu em 1999, aos 46 anos de idade, de pneumonia. Leopoldo foi uma bênção divina com quem nossa família teve o privilégio de conviver. Ainda tenho dificuldade em falar ou escrever sobre isso, por isso recomendo que leiam quem conseguiu colocar as emoções em palavras com tamanha beleza e arte.
p.s.: O filho eterno já recebeu três prêmios: Portugal Telecom, o da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Jabuti.
25
Jan09
Frank, inspiradíssimo. Aliás, nas últimas semanas, vários jornalistas em Santa Catarina ganharam da RBS calças como estas.
21
Jan09
Nota rápida sobre gastronomia nordestina
Almocei hoje no Mangai, restaurante de comida sertaneja que começou como uma bodega em João Pessoa e hoje tem filiais em Natal e em Brasília, onde tou agora. Dica do natalense-globetrotter Julio Gurgel. Diliça!, como dizem na Ilha. Vasta variedade de comida e sucos da terrinha (tomei um de siriguela, minha fruta favorita) que me deram até um pouquim de banzo. O suco é caro, mas a comida – a quilo – não é nada exorbitante. Na saída tem umas redes no alpendre – o detalhe me conquistou de vez.
De tarde ganhei duas rapaduras do Pitomba, motorista de táxi cearense que presta serviços pra mim e pros colegas aqui. Confesso que nunca fui muito fã de rapadura, aquela que “é doce mas não é mole”, mas me senti honrado com o simbólico tijolo da amizade. Agradeci e disse que tinha medo de quebrar um dente, mas ele deu logo a dica infalível: “Raspe e coma com farinha!” Caba bom. Como se diz lá no Ceará, respeite!
20
Jan09
20
Jan09
Obama aos líderes do mundo: “…seu povo vai julgar vocês pelo que vocês podem construir, não pelo que podem destruir”.
19
Jan09
Notícias do Caribe
O amigo Marcelo Spina, que já foi correspondente de guerra e ultimamente trabalhava nas Nações Unidas, me manda e-mail com uma bela notícia. Depois de um tempo na Coreia do Norte e em Uganda, pediu demissão da ONU e saiu velejando com a mulher, Marina. No momento eles estão em St. Thomas, no Caribe, recém-grávidos e felizes da vida com a visita da mãe dele e da mãe dela. O veleiro se chama MarMar e eles mantêm um blog em inglês. A próxima parada será Cuba e, em breve, algum porto seguro na América Central para a chegada do bebê.
19
Jan09
O mapa das mulheres bonitas de Floripa
Vi agora no blog do Alexandre Gonçalves um vídeo bem-humorado da MTV, o Reggae de Jurerê Internacional, sobre esse “universo paralelo” de Florianópolis que ganhou destaque em matéria do New York Times, pra alegria de muitos nativos deslumbrados. Sobre isso, tem também uma crônica muito boa de Felipe Lenhart no Diário Catarinense. A teoria dele é a seguinte:
… As mulheres realmente bonitas desta cidade tão incensada por causa da beleza feminina estão concentradas é no Centro, enfiadas em lojas, escritórios, repartições e consultórios, cercadas por muito concreto e muita argamassa, e é provável que a sua figura cheia de atributos esteja sendo tratada agora mesmo com lufadas agradáveis de ar refrigerado. …












