Posts de 2009

27

Feb

09

Novo blog: Marcos Donizetti

Doni, autor do Hedonismos e um dos grandes textos da blogolândia, acaba de inaugurar um novo blog, Marcos Donizetti, voltado pra assuntos mais “sérios” – embora não sisudos, ele lembra – como psicologia, psicanálise e literatura. Hedonismos vai se dedicar mais a “entretenimento”. Como leitor, fico curioso pra ver como ele vai se equilibrar nas áreas cinzentas dessa linha divisória. Longa vida ao novo blog.

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26

Feb

09

Brunitezas e o processo civilizatório

No dia 10 o Bruno fez a estreia no universo escolar (e eu hoje tou estreando estreia sem acento). O primeiro dia foi aparentemente tranquilo, mas em todos os seguintes ele chorou na despedida – a cada dia um tiquinho menos. A vó perguntou o que ele tinha gostado mais na escola. E ele:
- Quando o pai vai me buscar.

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26

Feb

09

O caminho do dragão e o céu que nos protege

Neste carnaval vi pela primeira vez um filme de Bruce Lee: Way of the dragon, filmado em 1972, um ano antes de sua morte precoce aos 32. É uma comédia de ação que se passa em Roma – escrita, dirigida e protagonizada pelo próprio -, com roteiro tosco, mas belas coreografias de luta. Uma curiosidade é que o antagonista do filme é interpretado por Chuck Norris, que foi discípulo de Lee. A história desse ator, filósofo e lutador de artes marciais que se tornou um símbolo da cultura pop nos anos setenta é fascinante, como conta a Laura sobre a biografia dele, Bruce Lee – Definitivo (Marco Antonio Lopes, editora Conrad). Por exemplo, ele já foi exímio dançarino de cha-cha-cha.

Fui atrás de mais informações na Wikipedia e um link foi me levando a outro. Em 1993 o filho dele, o também ator Brandon Lee, morreu num acidente bizarro, atingido por um tiro que era pra ser de festim durante as filmagens de O corvo. Pouco antes de sua morte, Brandon Lee havia incluído no convite de seu casamento uma citação do escritor Paul Bowles (autor de The Sheltering Sky – O céu que nos protege, que foi adaptado pro cinema por Bertolucci). A citação está gravada no seu túmulo, o que levou muitos fãs a atribuírem-na ao ator:

“Because we don’t know when we will die, we get to think of life as an inexhaustible well. And yet everything happens only a certain number of times, and a very small number really. How many more times will you remember a certain afternoon of your childhood, an afternoon that is so deeply a part of your being that you can’t even conceive of your life without it? Perhaps four, or five times more? Perhaps not even that. How many more times will you watch the full moon rise? Perhaps twenty. And yet it all seems limitless…”

[Minha tradução fast-food:

Por não sabermos quando vamos morrer, tendemos a pensar na vida como um bem inesgotável. Mas cada coisa acontece apenas um certo número de vezes, na verdade um pequeno número. Quantas vezes mais você vai lembrar de uma certa tarde da sua infância, uma tarde que pertence tão profundamente ao seu ser que você não consegue conceber sua vida sem ela? Talvez quatro ou cinco vezes mais? Talvez nem mesmo isso. Quantas vezes mais você vai ver a lua cheia nascer? Talvez vinte. E ainda assim tudo parece sem limites…” ]

p.s.: Se este post tivesse trilha sonora, seria Um Índio, de Caetano.

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25

Feb

09

A política do rebelde

Do baú, uma resenha que escrevi para a Rocco em 2001 sobre A política do rebelde – tratado de resistência e insubmissão, de Michel Onfray:

A veia anarquista que originou A política do rebelde lhe surgiu na infância, conta o filósofo francês Michel Onfray. Sua experiência de humilhações em um colégio interno e, na adolescência, o trabalho insalubre numa fábrica de queijos forjaram-lhe um visceral espírito libertário: “A autoridade me é insuportável, a dependência, intolerável, a submissão, impossível”, deixa claro no início do livro. Seu texto celebra a busca do prazer como filosofia de combate. Uma filosofia pela plenitude da vida, contrária à armadilha do ascetismo e atenta ao fato de que tudo irá desaparecer. (…)

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25

Feb

09

Frase da vez, hoje e sempre: wasted time

Esta aqui bem que podia ser um mantra pra mim. Peguei no blog zenhabits:

“The time you enjoy wasting is not wasted time.” – Bertrand Russell

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25

Feb

09

Bunda, bunda, bunda…

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24

Feb

09

Recordações de Quarta-Feira de Cinzas

Já fui bastante ligado em Carnaval. Não em clubes ou em de escolas de samba, e sim na festa de rua. Tenho belas lembranças dos blocos de sujos de Recife e Olinda da minha infância. Meus pais eram carnavalescos ativos e aqueles dias eram de uma deliciosa alegria ingênua. Primeiro, o “esquenta” em casa, com amigos e agregados. Depois saíamos atrás da muvuca nos bairros e no centro histórico. À noite os adultos deixavam as crianças em casa e iam pros bailes a fantasia, então dessa parte não tenho o que contar. Uma brincadeira comum naquele tempo era jogar água nos motoristas que passavam, usando uma espécie de “seringa” feita com um cano de PVC, um cabo de vassoura como êmbolo e um pedaço de borracha (depois foi proibida porque começaram a usar água de sarjeta e mijo, o que às vezes resultava em facadas e tiros, mas isso foi bem depois). O ritmo das bandas de frevo percorrendo a pé as ladeiras de Olinda reverberava em cada célula do corpo. As fantasias impressionavam pela criatividade. Lembro que o número de brigas era mínimo, considerando a quantidade de gente circulando.

Depois, na adolescência, descobri outros carnavais e já preferia me divertir com os amigos. Em fevereiro de 1982, aos 16 anos, fui acampar com meu irmão André e os amigos Marcello, João Augusto e Atamir em Barra de Maxaranguape, uma vila de pescadores no litoral potiguar, a uma hora de Natal. O lugar tradicionalmente pacato virava uma ferveção, tinha até trio elétrico. Andávamos descalços nas ruas de areia branca da vila, tomávamos banho de mar e misturávamos bebidas, pulando de festa em festa, dia e noite. Pra dormir, nos dividíamos: uns numa barraca no acampamento que montamos na praia, outros dentro duma Variant velha e quem sobrasse deitava numa rede no chão fofo ou ia dançar mais um pouco. Ali pertinho, a foz de um rio ladeado de coqueiros. Todos éramos lisos e desajeitados nas artes da paquera, mas tínhamos fígados novinhos e tamanha fome de viver que aquela folia entrou pra nossa história. Rolou até um diário coletivo em que íamos registrando as loucuras e piadas. Até hoje sou amigo desses caras. A gente raramente se vê, mas quando se encontra, é quase como se aquele carnaval tivesse sido ontem.

Depois disso houve vários carnavais, nenhum tão lindo, mas tiveram seu valor (destaques pra Olinda, Floripa e Laguna, em que a alegria caótica das ruas me ajudou a lidar melhor com pequenas e grandes tristezas). Aí o tempo foi passando, vieram os filhos, a preguiça aumentou exponencialmente. O fato de viver no Sul, há mais de duas décadas longe das minhas raízes carnavalescas nordestinas, talvez tenha contribuído pra esse afastamento gradativo. Agora deixo a folia passar ao largo e aproveito pra descansar, pegar praia, botar as leituras em dia. Com uma pontinha de saudosismo pelos meus velhos carnavais, mas sem a ranzinice de achar que “antigamente era melhor”. Como diz mestre Paulinho da Viola, meu tempo é hoje. Sem esquecer que o tempo passado “foi um rio que passou em minha vida/e meu coração se deixou levar“.

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24

Feb

09

Blogue da Bia

A Bia resolveu entrar na blogolândia pra compartilhar suas receitas e dicas de gastronomia com a gente. Benvinda!

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20

Feb

09

Blog em modo offline pro feriado momesco. Até mais!

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18

Feb

09

A TIM vai pensar no meu caso e talvez me atenda

Pedi pra TIM parar de me mandar SMS promocionais. Na segunda tentativa, depois de um tempão esperando na linha, recebi resposta da atendente (sem gerundismo!):

- Em 5 dias úteis a TIM vai entrar em contato com o sr. para lhe informar se sua solicitação foi atendida ou não.

Eita vontade de acionar a tal da portabilidade…

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