Posts de 2009

19

Mar

09

Lula e o presidente Obrahma

Não costumo achar graça nem passar adiante as piadas que ridicularizam a escolaridade precária ou a deficiência física do Lula. Mas essa aqui é de outra categoria, é piada pronta. Foi impossível evitar uma gargalhada ao ouvir esse trecho de uma fala dele na recente visita aos Estados Unidos, quando confunde o mandatário americano com a marca de cerveja.


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19

Mar

09

Bolsa de Pesquisa

Fiquei bem contente com a notícia que li no blog do Christofoletti: um projeto da Zeca Baldessar foi um dos nove selecionados pela UOL Bolsa de Pesquisa, para incentivar o desenvolvimento de tecnologias e conhecimento de ponta sobre a internet. Ela vai pesquisar O leitor e sua relação com três características do jornalismo online: a interatividade, hipertextualidade e a multimidialidade.

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19

Mar

09

Crônicas da Regina

Há poucos meses ela se despediu da blogolândia pra se dedicar a escrever em voos de mais fôlego. Mas deve ter conseguido um bom arranjo no seu tempo, porque voltou! Agora em novo endereço, Regininha Carvalho compartilha com os amigos e admiradores suas crônicas saborosas sobre livros, causos, pão, artes domésticas, caminhadas, nuvens outonais e muito mais. Que bom!

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18

Mar

09

Travessuras da menina má

Terminei de ler – ou melhor, devorei – Travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa. Lindíssimo e triste também. É a história de um tradutor peruano apaixonado desde a adolescência por uma mulher. Mas eles são muito diferentes. Enquanto Ricardo é romântico e se satisfaz em levar uma vida tranquila na capital francesa como intérprete da Unesco, a mulher – que tem vários nomes – é ambiciosa, quer a todo custo sair da pobreza se casando com homens de dinheiro. Os anos vão passando e os dois se encontram em várias ocasiões, em diversas cidades do mundo – primeiro em Lima, depois Paris, Londres, Tóquio, Madri… A relação entre eles é estranha e dolorida porque ela o faz de gato e sapato, mas ele continua cada vez mais apaixonado.

Pelo caminho, o narrador – que conta a história em primeira pessoa, de forma linear – vai entremeando relatos sobre os momentos históricos que viveu, como os anos revolucionários em Paris nos anos 60, a swinging London dos hippies nos 70, a Madri em efervescência política da redemocratização dos anos 80. Também passam pela narrativa alguns grandes amigos dele e breves relatos das mudanças no Peru: golpes de estado, terrorismo do Sendero Luminoso, urbanização e favelização das grandes cidades. É um romance tocante sobre encontros e desencontros, sobre solidão, sonhos e buscas existenciais. Dos livros de Vargas Llosa que li até agora (os outros são Conversa na Catedral e Quem matou Palomino Molero?), achei o melhor.

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18

Mar

09

Dez contos de humor

Na terça-feira 31 de março a partir das 19h, na livraria Saraiva do xópim Iguatemi de Floripa, o amigo cartunista, escritor, roteirista da Globo e torcedor do Criciúma Zé Dassilva autografa o livro Dez Contos de Humor, escrito junto com outros nove piadistas. Em São Paulo o lançamento vai ser nesta sexta 20, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

“A ideia é do Marcio Trigo, autor de livros infantis e diretor de TV na Globo, que inventou de criar a editora Mirabolante”, conta o Zé. Trigo vem ao lançamento de Floripa junto com outra coautora, Patricia Mellodi, que também é cantora e vai fazer um show no mesmo local no dia seguinte. O próximo lançamento já tá na gráfica e terá textos policiais, também com um conto do Zé.

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18

Mar

09

Caravana da Anistia

A programação da Caravana da Anistia em Santa Catarina, repassada pelo Prudente Mello – membro da comissão da anistia do Ministéro da Justiça -, está no blog do Josemar. Entre as atividades previstas está o julgamento dos processos de perseguidos políticos de SC.

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17

Mar

09

Espírito de Porco

Está quase pronto o Espírito de Porco, minha primeira experiência autoral atrás das câmeras. É um videodocumentário de 52 minutos sobre os impactos da suinocultura industrial em Santa Catarina, do ponto de vista “suinocêntrico” – a história é narrada por um porco que já morreu. Divido a direção com Chico Faganello e o roteiro com ele e a irmã, Eliane Faganello de Som. Lícia Brancher fez a produção executiva e musical e Cíntia Bittar, a edição. O projeto ganhou o prêmio Cinemateca Catarinense de 2005 e foi filmado entre 2006 e 2008, com 60 mil reais. Estamos finalizando os letreiros e a mixagem do som. Hoje o Diário Catarinense publicou uma reportagem da jornalista Alícia Alão sobre o filme.

Mergulhar no universuíno e no fazer cinematográfico documental foi uma experiência marcante. Construímos um roteiro aberto – redigido à medida que filmávamos -, a partir de algumas premissas básicas: a de que o porco é um injustiçado por atribuírem a ele responsabilidade sobre a poluição provocada pelos humanos; e que é preciso repensar essa atividade, considerando o bem-estar animal, o respeito ao meio ambiente e as técnicas adequadas de manejo, desde a alimentação e o espaço adequado até a destinação dos dejetos. Na verdade, essa transformação já está em curso, com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e os produtores, mas ainda há muito o que fazer para que o porco possa voltar a ser feliz.

Nosso filme não tem a pretensão de ser um panfleto, nem de discutir com profundidade todos os complexos aspectos da suinocultura. A intenção é jogar uma luz sobre uma atividade que pouca gente conhece e mostar que o porco está presente na vida de boa parte das pessoas – do presunto ao aglutinador de cabeças de palitos de fósforo, da insulina à feijoada, da gelatina às válvulas cardíacas, o animal é utilizado para fabricar mais de cem produtos. É uma reflexão filosófica, com pitadas de humor, sobre a vida e a morte. E sobre a “coisificação” de gentes e bichos. Pelo caminho, abordamos de passagem a relação entre a grande indústria e os pequenos produtores, a mudança nos hábitos alimentares, o forte vínculo cultural dos catarinenses do Oeste com a suinocultura. A estréia vai ser ainda este semestre.

Arte: Frank Maia, da série de ilustrações para a coluna Fala Mané, de Aldírio Simões.

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16

Mar

09

Europeana

Um presentão pros internautas: está aberta ao público – ainda em versão beta, sujeita a instabilidades – a Europeana, biblioteca multimídia online da Europa, com acervo cultural de mais de dois milhões de obras dos 27 estados-membros da UE, entre imagens, textos, sons e vídeos. A biblioteca conta com material fornecido por mais de mil organizações culturais. Segundo a Comissão Europeia, que lançou a iniciativa em 2005, este é “apenas o começo”: a ideia é dar acesso a pelo menos 10 milhões de obras até 2010.

O quadro acima é Jardin à l’automne, óleo sobre tela pintado em 1888 por Vincent Van Gogh, e faz parte do acervo do museu Berggruen, de Berlin.

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15

Mar

09

Paradoxos arquitetônicos

O que seria deste blog(ueiro) sem as miguelices e brunitezas?
~
Bruno, enquanto visitava o enorme santuário de Madre Paulina, em Nova Trento:
- O que é isso? Um shopping? Onde tá a escada rolante?
~
Miguel e suas perguntas que não esperam resposta:
- Pai, por que não pode correr em corredor? Devia ser “andador”.

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13

Mar

09

Sobre o valor subjetivo das coisas

Reproduzo do dharmalog, sem tirar nem pôr, essa reflexão valiosa. É sempre uma alegria quando percebo que algumas ideias que rumino de maneira tosca já foram aperfeiçoadas por pessoas mais evoluídas.

“É meu valor subjetivo pelas coisas que transforma um simples objeto num objeto de valor especial, um objeto peculiarmente importante pra mim. Torno-me apegado a tais objetos apenas porque me rendo a eles, não porque eles se prendam a mim. Nenhuma casa me prende, eu me prendo à casa por causa do valor subjetivo que projeto nela. Objetos não me pegam e prendem. Eu os prendo. A prisão está em mim mesmo, em meus valores subjetivos baseados na incapacidade para compreender as limitações dos objetos, sua impossibilidade de me preencherem. Quando compreendo, a prisão desaparece e vejo a coisas como são. E este estado de ver é chamado indriyartheshu vairagyam, desapego em relação aos objetos dos sentidos”.
~ Swami Dayananda Saraswati, em “O Valor dos Valores” (Vidya Mandir, 1988)

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