Posts de 2006

16

Jan

06

Cambalhota no Caribe


O blogue Cambalhota tá de volta. Confira aqui as histórias de viagem de Caio a Cuba. E fotos lindas como esta.

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16

Jan

06

Um dia na Lagoa

Certos dias de verão em Floripa reservam aos viventes a mais genuína satisfação por simplesmente ser e estar. Ontem, a convite dos amigos Matosinho e Joana, de São Paulo, meu sogro Augusto e eu fizemos um delicioso passeio de barco pela Lagoa da Conceição. A idéia era ir até o mar, mas mudamos de rota porque o vento tava meio forte. Percorremos o canal da Barra até quase a foz e retornamos pra um cantinho abrigado do vento, ao lado de um morro verde e rochoso perto da praia Mole. Nadamos e boiamos até o sol se pôr. A água tava irresistível, morna e envolvente como um útero. Os donos do barco Ondança, o suíço Dieter e a holandesa Ana, são um simpático casal de viajantes de bem com a vida, com muita história pra contar. Eles fazem passeios diurnos e noturnos com saída no final da avenida das Rendeiras. Também fretam o barco pra charter até as ilhas próximas.

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16

Jan

06

As histórias de Zuenir

Acabo de ler Minhas histórias dos outros, de Zuenir Ventura. Com texto fluente e coloquial, ele passeia por alguns acontecimentos marcantes do século 20 que testemunhou como jornalista. Também conta anedotas curiosas de bastidores e pequenos grandes dramas do cotidiano. Eu já gostava muito do trabalho dele. Depois de ler a última história do livro – um relato corajoso e íntimo que envolve sua vida familiar -, minha admiração vai além do profissional: Zuenir é um homem de generosidade ímpar. Ele conta como rompeu com um dos princípios do jornalismo – o de não interferir nas histórias que cobre – ao adotar um menino acreano que foi testemunha-chave de acusação no caso Chico Mendes. O ato de amor que salvou a vida do menino provocou conseqüências inesperadas. Mais não conto pra deixar você com vontade de ler. As crônicas do autor de Cidade Partida e de 1968, o ano que não terminou podem ser lidas em No Mínimo.

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13

Jan

06

Floripa em cinco sentidos

Mais uma das minhas listas…

Tato. O primeiro vento frio do outono.
Olfato. Maresia com cheiro de mata.
Paladar. Ostra natural.
Visão. Fim de tarde na praia.
Audição. O charmoso e às vezes incompreensível sotaque açoriano.

E a sua?

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13

Jan

06

O fim de uma era

A Nikon anunciou ontem que planeja parar de produzir a maioria de suas tradicionais câmeras com filmes e se concentrar na fabricação de câmeras digitais.

Qualé a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando lê esta notícia?

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12

Jan

06

Vinte anos de Floripa

Escrevo de um ciber em Brasília. Mas não é sobre o planalto central que quero comentar hoje, e sim sobre uma efeméride pessoal. Há exatos vinte anos, mais ou menos a esta hora da manhã, começou meu caso de amor com Floripa. Eu tinha dezenove anos, onze meses e dezenove dias. Desembarquei na rodoviária Rita Maria, de um ônibus que vinha do Rio de Janeiro – uma das escalas na longa viagem que começou em Natal.

Como tantos acontecimentos em minha vida, o acaso e o improviso contaram muito. O plano original era ir pro Caribe e pra França, de carona num veleiro francês, mas terminei indo de caminhão na direção oposta. Meus amigos velejadores – dois irmãos e a mulher de um deles – fizeram o convite pra rachar trabalho e despesas, mas os planos mudaram quando os reencontrei na Marina da Glória, no Rio. O casal tinha se separado, a moça voltara pra Paris e os irmãos decidiram continuar descendo até Buenos Aires. Abandonei o barco (aliás, até hoje enjôo no mar) e o sonho adolescente de aventurar o subemprego na Europa.

Resolvi passar férias em Floripa, pra onde minha família tinha acabado de se mudar – minha mãe ia fazer mestrado em enfermagem. Eu pouco sabia da cidade, a não ser que era uma ilha oceânica, bonita, pequena, conhecida pela qualidade de vida. Foi um alumbramento! Me apaixonei à primeira vista e, como já tinha botado na cabeça nômade a decisão de ir embora de Natal, pensei: por que não? A decisão foi rápida. Em pouco tempo eu já tinha trancado a faculdade de jornalismo na Federal do Rio Grande do Norte e estava frequentando o curso de jornalismo da UFSC como aluno ouvinte, enquanto tentava uma transferência.

Da janela do apartamento que dava vista pra Baía Norte, chorei de saudade dos amigos maravilhosos que ficaram em Natal, pelo que foi bom e não ia mais ser. E – pressentia – pela transformação radical que a minha nordestinidade ia passar dali pra frente. Dores do amadurecimento, frio na barriga com as conseqüências da escolha. Aos vinte anos de idade eu abria um novo capítulo na vida, que iria transformar meu sotaque – de onde ele é hoje? -, ampliar meus horizontes profissionais e definir a existência de pessoas ainda por nascer.

Seis meses depois eu conseguia a matrícula em definitivo e começava a trabalhar em jornalismo como revisor do jornal O Estado, a convite do amigo-irmão Frank Maia. Mais outros seis meses e minha família retornava a Natal – a mãe desistiu do curso -, ficando em Floripa eu e mano André, que estudava Direito. Daí experimentei a solidão, depois conheci um montão de gente, virei repórter de polícia e de geral, estive em festas malucas, sofri com o inverno, curti altos verões, peguei caronas pelo interior catarinense e muita, muita coisa aconteceu.

Quase todo ano eu retorno ao Nordeste, de férias, mas não mais voltei a morar lá – com exceção de oito meses entre 1990 e 91, por ocasião da morte da minha mãe, quando ancorei em Ponta Negra pra apoiar a família e escrever meu projeto de conclusão de curso. Floripa virou minha casa, o ninho acolhedor e porto seguro. Na Ilha fiz descobertas maravilhosas no amor, na literatura, no cinema e nos bares. Peguei estradas, cruzei fronteiras, ri muito, passei apertos e cresci. Saí e voltei – Natal, Manaus, Rio -, sempre recebendo acolhida generosa. Encontrei minha amada, gerei dois meninos barrigas-verdes. E fui ficando, por decisão explícita.

Nunca me arrependi da migração voluntária. Eu não seria o que sou hoje sem aquele passo. Vinte anos depois, as lembranças me voltam como uma força da natureza, caóticas e belas. Na manhã daquele 12 de janeiro de 1986, intuí que os novos tempos podiam ser tudo, menos tediosos. Assim é.

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11

Jan

06

28ª semana

Com peso de 1100 g e comprimento de 37,1 cm. O bebê está se desenvolvendo no sentido de adquirir peso, maturidade do sistema nervoso, maturidade do sistema respiratório. Em termos de órgãos estão todos formados, só falta aperfeiçoar. Teoricamente é um bebê viável. Ele se coloca na posição de nascimento.

[Guia do Bebê]

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11

Jan

06

Em Rede 3

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11

Jan

06

Em Rede 4

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10

Jan

06

Miguelices: papo de bicho

- Miguel, o que é minhoca?
- É aquela que se mexe e não tem mão.
- Que bicho você é hoje?
- Sou o tubarão ondulante.

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