31
Aug06
Cinco blogs
Hoje é Dia do Blog. Participo da festa indicando cinco que vale visitar.
Xinelão Studio. Capa dura, miolo mole é o lema do espaço em que o artista gráfico e irmão de fé Frank Maia publica algumas de suas ilustrações e charges afiadas.
De olho na capital. Reprodução web da coluna do jornalista César Valente no Diarinho – Diário do Litoral, jornal independente e bem-humorado com sede em Itajaí.
Puxadinho. Espaço do jornalista Raul Ribeiro, meu guia oficial pelo mundo do samba de raiz no Rio, amante dos livros, do cinema e da música. Grande figura.
Diário de Bordo. O cotidiano da amiga Gisele Losso, Megui, uma baixinha especial com alma de viajante, espírito inquieto e um coração enorme. Direto de Los Angeles.
Cambalhota. Como se não bastasse ser músico e fotógrafo talentoso, Caio é um cara generoso, carismático e grande contador de piada. Novidades musicais saindo do forno…
30
Aug06
Vocação
Faço questão de ser tratado por esse vocábulo que tanto amei: professor. Os jornais, na melhor ou na pior das intenções, me chamam folclorista. Folclorista é a puta que os pariu. Eu sou um professor.
Luís da Câmara Cascudo
Pesquei no ótimo Memória Viva, projeto sem fins lucrativos do jornalista e historiador Sandro Fortunato, que agora se dedica a colocar na web toda a coleção do Pasquim, de 1969 a 1991.
Cascudo (1898-1986) foi um desses brasileiros geniais que se contam nos dedos. Fomos contemporâneos em Natal, embora eu nunca o tenha encontrado. Grande apreciador da rede, como este que vos tecla. É dele a nova epígrafe do blog.
29
Aug06
Letras
Estou testando o Writely, editor online de textos colaborativos (mas não necessariamente) do Google. Aproveitei um dos recursos do programa, que é publicar documentos na web, pra tirar uns escritos da gaveta e “botar a cara a tapa”. São microcontos, minicontos, memórias, entrevistas e outras letras esparsas. A maioria já foi publicada aqui no blog, mas assim fica mais fácil de encontrar. Você pode conferir aí do lado à direita.
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Esses textos que escrevi estão disponíveis só pra leitura. Mas o Writely também permite fazer junto. É um recurso que ainda não testei. Se alguém estiver a fim de experimentar, dê um toque.
29
Aug06
A boa e velha rede
Atendendo a pedidos (Fefê, Marli) , retorna a antiga foto do blog, sem aquelas ondas assustadoras.
28
Aug06
28
Aug06
touch
Mais uma amostra do olhar de Tatiana Cardeal. A foto, tirada no encontro indígena de Bertioga, SP, mostra pessoas do povo Xerente, que vive a leste do rio Tocantins. Eram 1.814 em 2000.
Copyright Tatiana Cardeal.
28
Aug06
Revendo O Filho da Noiva
Três bons trechos de diálogos no filme de Juan José Campanella estrelado por Ricardo Darín – não exatamente com as mesmas palavras.
1. Protagonista encomendando vinho pelo telefone enquanto negocia crédito com o fornecedor:
- Dez caixas de tinto. Ah, uma de branco também. Sempre tem cliente de mau gosto.
2. Padre com protagonista.
- Meu filho, Deus não é homem, nem mulher, nem branco, nem negro…
- Ah, padre, esse é Michael Jackson.
3. No restaurante, com amigo que se fingia de padre para os convidados.
- …porque ele veio para nos salvar e o crucificaram.
(protagonista o chama de lado) – Chega de Jesus.
(amigo) – Que Jesus? Eu estava falando de Maradona.
27
Aug06
Cinema hermano
Adorei Clube de Lua (Luna de Avellaneda; Argentina, 2004), de Juan José Campanella, o mesmo diretor de O filho da Noiva. O filme conta a história de um tradicional clube de dança de Buenos
Aires cujos sócios batalham para tentar evitar que seja vendido pra um cassino. Roteiro bem amarrado, personagens cativantes, equilíbrio entre drama e humor, uso habilidoso da trilha sonora. É uma alegoria criativa e agridoce da história recente dos nossos vizinhos. 97/100.
25
Aug06
Dona Edith
Vídeo do Terças Insanas – Como educar seu filho na favela. Hilário! O ator é Luís Miranda.
25
Aug06
Livros da semana
Acabo de comprar Manual Prático de Levitação, livro de contos do angolano José Eduardo Agualusa. Presente pra Laura. Trecho:
- Levitar não é para qualquer um, – prosseguiu Emanuel Subtil carregando nas palavras. – Levitar exige fé, perseverança e ainda algo mais: responsabilidade. Quer tentar?E logo ali expôs as suas condições. Trezentos reais por mês. Quatro vezes por semana. Uma hora cada sessão. Naturalmente, acrescentou, seria impossível observar resultados antes de três a quatro meses.
- E se não obtiver resultados?
Emanuel Subtil sossegou-me. Em três meses, convenientemente orientado, até um elefante consegue levitar.
Esta semana comprei, por impulso e por indicação do vendedor da Siciliano, Nove Noites, de Bernardo de Carvalho. É a história de uma investigação, 62 anos depois, sobre a morte de um antropólogo americano, que se suicida depois de estar com os índios krahô, no Brasil. Na verdade eu procurava Dois Irmãos, de Milton Hatoum. Tá em falta – foi indicado como leitura pro vestibular. Esses aí ficam na fila enquanto termino O jogo da Amarelinha (Cortázar) e A arte de Viajar (Alain de Botton).








