13
Dec05
2 filhos de Francisco
“Você não precisa gostar da nossa música pra gostar do filme”. Quem disse foi Luciano, o irmão e companheiro de palco de Zezé Di Camargo, numa entrevista sobre 2 filhos de Francisco. Fui conferir e é bem isso. Continuo não gostando da música deles, mas agora a entendo melhor, consigo enxergar suas origens. E passei a gostar deles, indivíduos. A trajetória da família, casal de agricultores do interior de Goiás que migrou com uma penca de filhos pra periferia da cidade grande, é forte e bonita. Uma história que tem apelo universal e estava esperando pra ser contada no cinema. O filme transpira amor, sonho e esforço de superação – da pobreza e da dor de perdas terríveis. Sensível sem pieguice, mostra Brasil que a gente não tá acostumado a ver nas telas. E que meninos fantásticos os intérpretes da dupla quando crianças! A cena dos dois tocando na rodoviária e a do menino tocando gaita pro pai na roça são primorosas. Talvez o filme pudesse ser um pouco mais enxuto, mas esse é um detalhe menor. Gostei. 88/100.
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Nos extras, me chamou a atenção uma declaração de Zezé no making-off. Ele diz pra câmera mais ou menos assim: “O mundo é muito mais que aquilo que a gente vê. Não se deixe enquadrar, lute pelos seus sonhos”. É por aí.
13
Dec05
24ª semana
O bebê é uma miniatura dele mesmo. Tem tudo definido, com cabelos, unhas, sobrancelhas, cílios, orelhas bem formadas e no lugar, olhos bem colocados a frente do rosto , só que ainda não bem abertos. Como está cada vez mais gordo, seus movimentos já não são tão amplos. As suas brincadeiras continuam no seu mundo restrito. Podemos vê-lo brincando com o cordão. Com os pés, com as mãos e chupando o dedo.
Guia do Bebê
13
Dec05
Brincadeira
Crianças empinam uma ‘arraia’ (pipa) na comunidade Goiabeira, uma favela miserável sobre as dunas de Fortaleza, com belíssima vista pro mar. Julho de 2003.
12
Dec05
Meu tempo é hoje
A tarde deste domingo foi iluminada por um vídeo belíssimo: Meu tempo é hoje, documentário de Izabel Jaguaribe sobre a vida de Paulinho da Viola, com roteiro de Zuenir Ventura. Paulinho é um compositor excepcional, isso não é novidade. Sambas como Desilusão (que Marisa Monte interpretou no CD Rosa e Carvão), Pecado Capital (“Dinheiro na mão é vendaval…”, tema de novela da Globo), Foi um rio que passou em minha vida (homenagem à Portela, de 1970) e tantos outros colocam o artista no pódio dos melhores da música.
Em 1991 eu o entrevistei em Natal, durante uma turnê pelo Nordeste. Ia ser uma coletiva e cheguei mais cedo, pra minha alegria. Tivemos a oportunidade de conversar sozinhos por uma hora no hotel onde ele se hospedava na Via Costeira. Ficou em mim a impressão forte de ter conhecido uma alma iluminada (“Parece que ele vive flutuando sobre o chão”, diz uma de suas filhas no documentário; “Ele é capaz de bater papo com a telefonista do 102″, conta a mulher dele). Sereno, simples e simpático, filosofalou um pouco de tudo, numa conversa que eu não me importaria que durasse o dia inteiro.
“Meu tempo é hoje” é uma referência a uma frase que Paulinho costuma citar – por sua vez parafraseando o samba de um colega – quando reflete sobre este que é um dos temas recorrentes na sua obra. Ele não é adepto do saudosismo nem pensa muito no futuro, prefere viver o momento com intensidade. Diz que, quanto recorda pessoas ou músicas ou lugares, aquilo tudo está vivo dentro dele no instante atual, o que realmente importa.
O documentário também me pegou emocionalmente por outros lados: as raízes clássicas do samba – Pixinguinha, Jacó do Bandolim – e o cenário musical carioca, que tanto me lembra os dois anos que vivi na cidade maravilhosa. Velha Guarda da Portela, rodas de chorinho e samba, aquele clima de humor, informalidade e poesia transbordante que contagia quem se aventura a ir além do roteiro clássico de Rio. Bom demais.
97/100.
12
Dec05
DVeras Award 2005 (2)
A rainha: amada Laura, agora mãe de dois.
Descoberta genética: minha especialidade é fazer meninos. Menção honrosa: os calçados de Miguel gastam primeiro do lado de dentro, no calcanhar. Como os meus.
O boteco: ó do Borogodó, em Vila Mariana, Sampa. ótima feijoada, um contagiante samba de raiz e um lugar de reencontro com amigos queridos.
Menção honrosa: Bar do seu Chico, no Campeche, um dos meus points favoritos de praia na Ilha.
Bola branca: meus amigos-irmãos.
Bola preta: Delúbio e companhia.
TV aberta: A Grande Família.
Menção honrosa: tenho várias desonrosas, mas deixa pra lá.
Rádio: Campeche 104.9 (comunitária), agora retomando as transmissões e com sede própria.
Menção honrosa: previsão do tempo na CBN com Clóvis Correia.
12
Dec05
Miguelices: apelido
Inspirado na castanha de caju, que ele adora, e com freqüentes recaídas de “bebezice” à medida que o irmãozinho cresce na barriga, Miguel deu um novo apelido carinhoso pra mamãe:
- Tatanha, quero colo.
12
Dec05
Deliciosa
A Yahoo comprou a Delicious, informa a Info Exame. Você já experimentou usar as tags pra se organizar e pra interagir com pessoas com os mesmos interesses? Essa tecnologia ainda vai dar muito o que falar.
11
Dec05
Cadela e mar
Tutu não vai à praia, mas chega perto e gosta de apreciar o visual. Essa aí é no Morro das Pedras. Ao fundo, costão da praia da Armação e da Lagoinha do Leste.
10
Dec05
09
Dec05
Tempos mudernos
O amigo Josemar conta que ao terminar a leitura da matéria, indo virar a página, involuntariamente, sua mão procurou o mouse ao lado do jornal. Fernanda emenda: quando deixou um copo se espatifar no chão, pensou em dar CONTROL + Z.










