28
Apr10
Mais um prêmio
Ontem, em Bento Gonçalves, RS, a Revista do Observatório Social ganhou o Prêmio Fiema de Jornalismo Ambiental na categoria revista, ao qual concorria com a reportagem Devastação S/A, sobre corporações que se beneficiam com o desmatamento ilegal da Amazônia.
Com este são 6 prêmios para reportagens investigativas sobre direitos humanos e meio ambiente em apenas 16 edições, desempenho excelente pra uma publicação do terceiro setor. Fico muito honrado em compartilhar a autoria da matéria com André Campos, Carlos Juliano Barros, Leonardo Sakamoto (esses três, da ong Repórter Brasil), Marques Casara, Paola Bello e Sérgio Vignes.
Para fazer o download da versão completa da revista, clique aqui. [pdf, 1,67 MB]. Se quiser imprimir em resolução melhor, baixe aqui [pdf, 4,84 MB].
p.s.: Na mesma categoria Revista, ficou entre os três finalistas do prêmio o amigo, colega freelancer e vizinho Mauricio Oliveira. Parabéns, meu caro!
26
Apr10
De Olho na Capital, agora em livro

Nesta quarta o Cesar Valente lança seu primeiro livro, uma coletânea de suas crônicas publicadas no Diarinho do Litoral sobre a política de Santa Catarina, em especial de Florianópolis. Quem acompanhou seu blog De Olho na Capital sabe que o material é de primeira. Quem ainda não conhece, vale conferir.
22
Apr10
Brasília, rica e desigual
O Valor Econômico de hoje publica uma matéria minha num suplemento especial sobre os 50 anos de Brasília. O texto mostra que a capital federal tem alto poder aquisitivo e indicadores sociais superiores à média brasileira, mas também uma profunda desigualdade social entre o centro e a periferia (íntegra aqui no blog; a versão do jornal é resumida e restrita a assinantes). Tive grande prazer em fazer esta reportagem, pois gosto de Brasília e aprendi muito com os entrevistados. Hora dessas quero voltar a alguns aspectos que não tive tempo de ir mais a fundo, como, por exemplo, uma interessantíssima tese de doutorado sobre a “solidão social” na cidade, à qual me referi só de passagem.
18
Apr10
Anotação de leitura: contar é fazer história
Eis um aspecto do trabalho do jornalista que não para de me fascinar e, ao mesmo tempo, de me enquietar. Os fatos não registrados não existem. Quantos massacres, quantos terremotos acontecem no mundo, quantos navios afundam, quantos vulcões entram em erupção e quanta, quanta gente é perseguida, torturada e morta! Se não há alguém para colher o testemunho e escrevê-lo, alguém para fazer uma foto que deixe traços em um livro, é como se aqueles fatos jamais tivessem acontecido! Sofrimentos sem consequência, sem história. Porque a história existe apenas se alguém a conta. É uma triste constatação. Mas é assim que funciona, e é talvez essa mesma ideia a me ligar à profissão – a ideia que com cada pequena descrição de algo visto pode-se deixar uma semente no terreno da memória.
Tiziano Terzani, Um adivinho me disse, p. 64.
18
Apr10
“Roubem nossas histórias”
Por sugestão da @ladyrasta, leio reportagem no Estadão sobre como o Propublica – um site de conteúdo livre sob licença Creative Commons – e uma médica que gosta de escrever ganharam o Pulitzer, prêmio máximo de jornalismo nos Estados Unidos. História inspiradora pra quem acredita na importância do jornalismo investigativo. A médica e repórter Sheri Fink ganhou o Pulitzer com a reportagem As Escolhas Mortais no Memorial, sobre dilema de uma cirurgiã durante o Katrina em New Orleans: a doutora Anna Pou fazia a triagem dos pacientes que se salvariam ao embarcar no helicóptero, única maneira de sair do local na ocasião. O Propublica investe no jornalismo de qualidade, não tem fins lucrativos e libera a reprodução de suas reportagens para quem quiser, inclusive jornais e revistas da mídia impressa.
O difícil de reproduzir no Brasil esse novo modelo, que subverte o conceito tradicional de direito autoral e de produção jornalística, é achar banqueiros, fundações e empresas com visão larga o suficiente para investir em projetos de interesse público nessa área. Por mais fascinante que seja o fenômeno do chamado “jornalismo cidadão“, ele não vai, por si só, salvar a imprensa da queda na qualidade de sua cobertura. Reportagens investigativas custam caro, levam tempo e requerem conhecimento técnico, mas o retorno compensa muito pra sociedade. Como viabilizá-las aqui em pindorama, onde não faltam boas histórias pra contar e maracutaias a serem reveladas? Essa questão transcende o debate entre jornalistas. É de interesse vital pra fortalecer a liberdade e pluralidade de expressão.
03
Apr10
27
Feb10
Terremoto no Chile
Acordei cedo com mais uma notícia de terremoto. Dessa vez a tragédia é no Chile, país lindo que tive a oportunidade de conhecer razoavelmente – fui uma vez mochilando e três a trabalho. A Amandinha, filha da amiga Adri Canan, estava passando férias com o pai em Santiago. Liguei pra Adri e ela me contou que pequena chegou a Floripa na quinta-feira. A família de Pablo está bem, mas a casa deles teve vários estragos, com móveis tombados etc.
Estamos buscando notícias de Cíntia Schultz, irmã da Vanessa. Cíntia e o marido estão viajando de carro desde dezembro pela Patagônia. Pelo que conta no post mais recente de seu blog, estavam entre o sul do Chile e o sul da Argentina, prestes a pegar a Carretera Austral. Até o momento não foi possível fazer contato com eles. Se alguém souber de algo, por favor, informe.
O Google criou uma ferramenta para procurar pessoas desaparecidas. Tenho acompanhado as notícias pela Globo News e também pelo twitter, na hashtag #chile; por alguns jornais chilenos e pela TV Chile, transmitida ao vivo por streaming, que está fazendo uma cobertura muito boa.
UPDATE 18h05: Cintia, irmã da Vanessa, acaba de ligar do Chile pra mãe dela. Estão bem. Tavam passeando e só agora souberam do terremoto.
22
Feb10
Manual de Reportagem
Rafinha Bastos, baseado na obra do jornalista britânico Charlie Brooker, “How To Report The News”. [via @suzannevaladon]
19
Feb10
How to Write About Africa
Leitura especialmente recomendada pros colegas jornalistas que forem cobrir a Copa do Mundo em junho. Esse texto irônico e hilário da revista Granta me foi enviado pelo amigo Aidan Doyle, correspondente australiano para assuntos aleatórios. Traz toda a lista de clichês a evitar.
Always use the word ‘Africa’ or ‘Darkness’ or ‘Safari’ in your title. Subtitles may include the words ‘Zanzibar’, ‘Masai’, ‘Zulu’, ‘Zambezi’, ‘Congo’, ‘Nile’, ‘Big’, ‘Sky’, ‘Shadow’, ‘Drum’, ‘Sun’ or ‘Bygone’. Also useful are words such as ‘Guerrillas’, ‘Timeless’, ‘Primordial’ and ‘Tribal’. Note that ‘People’ means Africans who are not black, while ‘The People’ means black Africans.
Never have a picture of a well-adjusted African on the cover of your book, or in it, unless that African has won the Nobel Prize. An AK-47, prominent ribs, naked breasts: use these. If you must include an African, make sure you get one in Masai or Zulu or Dogon dress. (…)
09
Feb10
Bonecos de Olinda
Mais uma certeira do Frank. Eu voto nessa pra entrar na seleção da retrospectiva 2010.









