26
May10
E por falar em camarão…
…recebi esta agora por e-mail do Celso Vicenzi.
A festa“Estava suave o sol, o ar limpo e o céu sem nuvens. Afundado na areia, um caldeirão de barro fumegava. No caminho entre o mar e a boca, os camarões passavam pelas mãos do Zé Fernando, mestre de cerimônias, que os banhava em água-benta de sal e cebolas e alho.Havia bom vinho. Sentados em roda, amigos compartilhávamos o vinho e os camarões e o mar que se abria, livre e luminoso, aos nossos pés.Enquanto acontecia, essa alegria estava já sendo recordada pela memória e sonhada pelo sonho. Ela não terminaria nunca, e nós tampouco, porque somos todos mortais até o primeiro beijo e o segundo copo, e qualquer um sabe disso, por menos que saiba.”Eduardo Galeano, escritor uruguaio.
26
May10
Crime e castigo, camarão e cuscuz
Ontem foi dia de boas aquisições livrescas. Comprei por impulso na banca de revista o clássico Crime e Castigo, de Dostoievski, por R$ 14,90. Mais barato que meio quilo de camarão graúdo. Ao pensar nisso, eu passava na frente duma peixaria. Parei e comprei camarão, que preparei com cuscuz pro jantar.
Ganhei da Laura Teoria da Viagem, de Michel Onfray (já escrevi aqui sobre outro livro desse filósofo francês), que o Fabrício Boppré tinha me indicado. E ela comprou pros meninos, num balaio de promoções da Livros & Livros, um de Manoel de Barros. Já temos o que fazer nos intervalos dos jogos da Copa.
26
May10
News diamond
Reblogo post que Fábio Mayer publicou no ótimo blog Centro Multimídia (onde há, também, uma tabela interativa da Copa pra download gratuito – dica do Alexandre Gonçalves).
O pesquisador e jornalista Paul Bradshaw criou o conceito news diamond, com o qual propõe um novo modelo para o desenvolvimento de notícias, aproveitando as ferramentas tecnológicas disponíveis atualmente. Para tal, demanda primeiro uma reorganização das redações.
1. Alerta – Notas em “últimas notícias” (celular, email e twitter).
2. Resumo – Blog (esboço da matéria).
3. Artigo – Matérias pequenas no site (uso de hipertexto).
4. Contexto – Maior profundidade na matéria (uso de hipermídia).
5. Análise – Reações em blog e comentários.
6. Interatividade – Enquete, chat, fórum (interferência do leitor).
7. Personalização (banco de dados)
Mais informações: Online Journalism Blog
25
May10
Si, soy yo
E por falar em argentinos, ficou bem feito esse comercial da Quilmes sobre a Argentina na Copa do Mundo, combinando bebida, paixão e religião.
[dica da Nane Faganello]
25
May10
Argentino
A amiga Cíntia Domit Bittar (que editou Espírito de Porco) está passando uma temporada de trabalho & diversão em Buenos Aires e tem feito cliques ótimos. A foto acima é de uma grande manifestação pelos direitos dos povos indígenas da Argentina. No seu blog de viagem, Dias Portenhos, tem mais.
24
May10
3 perguntas a Cláudio Farias: vitivinicultura
Fiz estas perguntas por e-mail para uma reportagem sobre Arranjos Produtivos Locais (APL), publicada pelo Valor Econômico. O professor Cláudio Farias é diretor de Desenvolvimento Institucional do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) no campus Porto Alegre. Conversamos sobre o APL da vitivinicultura da Serra Gaúcha, objeto de suas pesquisas. Tive que condensar a entrevista – perguntas escritas + conversa por telefone + infos que ele me enviou por e-mail – por causa da limitação de espaço na matéria.
Por que os vitivinicultores se beneficiam com a organização em APL? Pode dar exemplos?
Cláudio Farias: Esse tipo de organização em APL é o grande diferencial para as vinícolas da região da Serra gaúcha, uma vez que a proximidade das firmas, unido com a proximidade de fornecedores, viticultores, além de centros de pesquisa e institutos de formação de recursos humanos capacitados, é o que garante a posição de destaque do APL. Minhas pesquisas recentes têm apontado para os ganhos que as vinícolas que se relacionam com os fornecedores de máquinas e equipamentos tem conquistado em trabalhar próximo, não apenas geograficamente, mas desenvolvendo produtos e tecnologias conjuntamente. Outro exemplo pode ser os investimentos que muitas vinícolas têm realizado na reconversão de vinhedos de viticultores parceiros. Esse investimento vai muito além do fornecimento das mudas de uvas viníferas, mas com a contratação de agrônomos e enólogos que auxiliam os produtores rurais na produção de uvas de qualidade.
Quais eram os principais gargalos do setor e como foram e estão sendo superados por meio do associativismo?
Cláudio Farias: Ao responder essa questão, não pretendo que entendas que todos os gargalos foram superados. Muito pelo contrário. Existem dificuldades enormes a serem suplantadas, a maior de todas, a meu ver, dizem respeito a logística e relacionamento com os compradores atacadistas e varejistas localizados por todo o país. No entanto, acredito que a maior barreira que foi superada foi no sentido de acessar os mercados internacionais, principalmente por meio do consórcio de exportação “wines from brazil”, organizados pela APEX BRASIL e o IBRAVIN. Tal estratégia de associação é totalmente deliberada, pois as 38 empresas participantes (34 delas da Serra gaúcha) tem buscado os mercados internacionais com a finalidade de valorizar os seus produtos no mercado nacional, uma vez que o consumidor brasileiro valoriza os produtos que possuem experiência e participação no exterior.
De que forma as empresas do setor foram e são beneficiadas por políticas públicas e privadas?
Cláudio Farias: Acredito que é justamente através do “wines from Brazil” que se consegue perceber alguns dos principais benefícios advindos de políticas públicas e privadas. Não apenas a exportação,mas principalmente a experiencia internacional tem intensificado os processos de inovação entre as firmas do APL. Também, devemos considerar a presença de duas instituições públicas federais na região, que fornecem suporte em pesquisa (EMBRAPA CNPUV) e ensino (Campus Bento Gonçalves do Instituto Federal do RS) às empresas do APL. Porém, ainda há um grande espaço de progresso nesse sentido, principalmente através do trabalho conjunto das associações empresariais, as instituições de ensino e pesquisa e o Estado, em suas diversas esferas.
23
May10
Pedagogia do parangolé
Dias 7 e 8 de junho, na PUC de São Paulo, o amigo Marco Silva, doutor em Educação pela UERJ, vai lançar três livros sobre Educação a Distância. O Sala de Aula Interativa completa dez anos na quinta edição, atualizada com posfácio e editada agora pela Loyola. Os outros dois são Educação Online e Ensino-aprendizagem e comunicação. Neste último, ele participa com um artigo sobre infoexclusão do professor e da educação.
Conheci o Marco quando morei no Rio de Janeiro entre 2000 e 2001. Como roteirista, ajudei-o a criar um curso a distância para a Universidade Anhembi-Morumbi, a partir do texto-base do Sala de Aula Interativa. Lembro dos óti
mos debates que tivemos sobre o tema, a linguagem e os recursos para estimular os estudantes a distância. Marco é aquele tipo raro de pessoa com quem você tem prazer em trocar ideias. Mesmo quando há divergências, a gente tem ampla liberdade pra argumentar, examinar a situação por ângulos diversos, expor-se à possibilidade de convencer e ser convencido ou, quem sabe, encontrar caminhos que nem estavam na pauta. Um tiquinho teimoso, como eu também, mas aberto a reconhecer erros e considerar sugestões. Perfil maravilhoso para um companheiro de trabalho em EaD, uma atividade instrinsecamente coletiva, em que a capacidade de co-criar é fundamental.
Foi o início de boa parceria que prosseguiu por alguns anos e se transformou em amizade (tive a honra de acompanhar seu nam
oro com a baianíssima Méa, também pesquisadora de EaD, evoluir pra união que resultou numa filha linda). Voltamos a trabalhar juntos na adaptação desse primeiro livro para outro contexto. E em duas ocasiões, a convite dele, dividimos uma disciplina num curso de pós-graduação em design instrucional, no Senai de Lauro de Freitas, cidade vizinha a Salvador.
Marco aborda com conhecimento de causa e desenvoltura diversos temas ligados à teoria e prática da educação a distância. Sua obra é libertária (o que me encantou de cara), ao advogar o envolvimento de professores e estudantes em uma educação verdadeiramente interativa e dialógica, que rompa com a prática da transmissão. Tudo a ver com Paulo Freire, claro.
Um dos grandes inspiradores de Marco é o artista plástico Hélio Oiticica, em especial o parangolé (não confundir com a banda de axé da Bahia), obra subversiva em forma de capa, que só revela suas cores, dobras e texturas na plenitude quando
alguém a veste e se move – de preferência, dançando. Metáfora perfeita pra um modo de educar que preconiza o incentivo à autoria e a apropriação da tecnologia pelos estudantes.
A chave da questão não está nos gadgets e widgets que sempre tem alguém tentando nos empurrar, mas nas pessoas. E na maneira como é possível usar essas ferramentas a nosso favor. Recomendo a “pedagogia do parangolé” a todos os professores, formais ou não – tanto os que ainda se sentem intimidados ou de “pé atrás” diante das novas tecnologias de comunicação, quanto os que já captaram suas ricas possibilidades e desejam ir além.
22
May10
O paradoxo das escolhas
Este vídeo tem 19’40″ e vale cada segundo. Barry Schwartz fala no TED sobre um paradoxo da vida moderna, cujo dogma é que a felicidade está vinculada à liberdade de escolher. Para ele, o excesso de opções na verdade traz paralisia e frustração. “O segredo da felicidade está em ter baixas expectativas”, brinca, a sério. “Quanto mais opções nos são oferecidas, mais ficamos desapontados com as eventuais escolhas erradas que fizemos”, diz, lembrando que essa pressão por não falhar leva a muitos casos de depressão e suicídio. Em resumo: “Não há dúvida de que alguma escolha é melhor que nenhuma, mas isso não significa que ter mais escolhas é melhor que alguma escolha”. Schwartz aponta a falsidade do mantra moderno de que não há limites para o que podemos fazer: “A ausência de algum aquário metafórico é uma receita para a infelicidade e, eu suspeito, o desastre”. Essa análise toda se aplica, claro, ao mundo ocidental capitalista desenvolvido, pois nos lugares miseráveis do mundo, o problema é a falta do que escolher. Nesse sentido, ele também faz uma interessante sugestão: a de que distribuir renda traz felicidade tanto para as pessoas pobres quanto para as que doam, pois estas estão abrindo mão da pressão para escolher tanto.
[vi este vídeo no blog Nãoenchequejátoucheia, valeu!]
p.s.: Vídeo em inglês, com legenda em várias línguas, inclusive português do Brasil.
21
May10
17
May10
Floripa na Foto
A Juliana Kroeger me deu o toque e compartilho: Floripa na Foto, um evento sobre fotografia, vai reunir um time de feras de 17 a 21 de maio no auditório do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Na pauta de debates, contratos para uso de obras fotográficas e de imagem, povos e tribos em expedições fotográficas, os desafios do fotografo de imprensa para o século XXI, fotografia de natureza brasileira, imagem e pensamento em antropologia, e mais. Confira a programação.










