Floripa na Foto

Programação Floripa na Foto

Local: auditório principal do Centro de Cultura e Eventos da UFSC; Florianópolis.

Data: 17 a 21 de maio de 2010

• Dia 17/05

18h: Credenciamento

19h: Palestra de abertura:

Evandro Teixeira – A Fotografia na história: 50 Anos de Fotojornalismo

Na palestra de abertura do Festival, Evandro Teixeira, um dos principais nomes do fotojornalismo brasileiro fala de sua trajetória na fotografia, momentos importantes da história do país e do mundo, como a ditadura militar no Brasil, a queda do governo Allende no Chile e a cobertura de Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.

• Dia 18/05

14h: José Roberto Comodo – direitos de quem produz fotografia e como defende-los

Compreenda os seus direitos patrimoniais – aqueles que te garantem DINHEIRO – e os seus direitos morais – aqueles que te garantem RESPEITO. Aprenda os mecanismos que existem para protegê-los. Vamos falar de relacionamento dos fotógrafos com as mídias (jornais e revistas), com as agências, com os clientes e com as modelos. Vamos falar de co-autoria e de coletivos fotográficos. Vamos apresentar “cases” e abrir espaço para as perguntas da platéia. Finalmente, vamos mostrar de forma didática as opções jurídicas para a defesa destes direitos.

16h: Ernesto Bazan – Bazan Cuba: Um ensaio de 14 anos

Bazan escolheu Cuba não apenas para ser um espectador que olha para a Ilha de Fidel com um olhar de sobrevôo, permitido apenas ao estrangeiro, ele escolheu Cuba para ser um cubano, para compartilhar com os cubanos suas alegrias e suas dores sem medir o tempo. Em sua palestra ele vai falar sobre esses 14 anos de imersão na cultura cubana.

19h30: Eder Chiodetto – Henri Cartier-Bresson: O acaso objetivo

O curador e crítico Eder Chiodetto falará sobre a importância da obra de um dos mais influentes fotógrafos da história, enfocando a forma como o mestre francês levou a fotografia a expandir seus horizontes de representação tanto no documentarismo quanto no campo da arte. A influência de HCB sobre a fotografia brasileira, um dos motes da mostra “Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo” curada por Chiodetto recentemente em São Paulo , também será um dos tópicos da palestra.

• Dia 19/05

14h: José Roberto Comodo – Contratos para uso de obras fotográficas e de imagem (Licença e cessão)

Redigir contratos é tarefa para advogados. Mas há um conjunto de regras – um verdadeiro passo-a-passo – que qualquer pessoa pode seguir para analisar ou redigir um contrato de licença ou cessão de direitos autorais. O objetivo é mostrar para o público quais as principais armadilhas que os contratos costumam trazer, quais as ilegalidades que devem ser evitadas e apresentar O GRANDE SEGREDO para garantir o recebimento em dia dos valores combinados com os clientes.

16h: Rogério Ferrari – Qual o poder de uma imagem diante de uma torrente contrária? Quem somos nós? Quem são eles? Qual a distância do fotógrafo e aquele que é fotografado?

A fotografia e o fotógrafo devem ir muito além da luz e das sombras. Uma posição em defesa da vida e de uma sociedade justa deve transcender o risco e o conceito da arte pela arte, e da arte como panfleto. Longe disso, o fotógrafo ou o gari, cada qual no seu fazer não podem tergiversar diante da realidade. Se o tempo é de barbárie, pois, como e por que negligenciar?

Fotografar o tamanho das injustiças não basta. Não devemos acatá-las como irremediáveis. Em um tempo de interesses e conceitos obscuros é preciso ver claro…

• Dia 20/05

14h: Fabio Elias – Retratos pelo mundo. Povos e tribos em expedições fotográficas.

Após trabalhar por mais de 28 anos documentando através de Expedições Fotográficas povos, tribos, pessoas, culturas distintas por diversas regiões brasileiras e pelo mundo afora Fabio Elias coletou um vasto material e selecionou retratos que serão mostrados e discutidos neste bate-papo. A idéia principal é debater com os participantes conceitos, modos de aproximação, comportamento e técnica fotográfica com os convidados.

16h: André Teixeira – Os desafios do fotografo de imprensa para o século XXI

Os desafio que o fotógrafo de imprensa passou a encarar depois da explosão do número de câmeras digitais, cada vez mais fáceis de manusear, na mão de amadores. Esse aumento fez de cada portador de uma câmera – ou mesmo de um celular mais avançado – um repórter-fotográfico em potencial, e os veículos de imprensa estão usando mais e mais imagens capturadas pelos leitores. Com isso, o espaço para o repórter-fotográfico vem diminuindo – há até quem diga que é um profissional em extinção. Como nós podemos pelo menos tentar mudar esse panorama, buscando uma nova maneira de atuar na imprensa.

19h30:Boris Kossoy – Trajetória e Obra

Uma trajetória especialmente permeada pela fotografia seja enquanto objeto de estudos, como fonte de informação ou como forma de criação, a fotografia é o constante desafio que move Boris Kossoy, um fotógrafo entre o pensar e criar imagens.

• Dia 21/05

14h: Kazuo Okubo – A Construção de um fotógrafo: do social ao fine art

Na palestra “Do Social ao Autoral”, o fotógrafo Kazuo Okubo vai contar um pouco da sua trajetória profissional. Kazuo começou na fotografia ajudando seu pai a registrar eventos sociais em Brasília e entrou para o mercado publicitário em 1989. Em 2004 iniciou na área da fotografia autoral e em 2009 abriu a primeira galeria do Centro-Oeste especializada em fotografia de arte, A Casa da Luz Vermelha. Na palestra, Kazuo apresentará um panorama do mercado atual de fotografia no Brasil e falará das especificidades do mercado publicitário em Brasília. Termina sua narrativa contando a experiência que vive atualmente como empresário de arte.

16h: Fabio Colombini – Fotografia de natureza brasileira

Fotografia de Natureza. A relação Homem-Natureza; a importância e função da fotografia de natureza; postura, envolvimento, perfil, equipamentos básicos e avançados, o olhar e beleza na composição de imagens.

19h30: Etienne Samain e Fabiana Bruno- Imagem e Pensamento em Antropologia – Retrospectivas e novas considerações

O que representa a imagem na “espiral” dos meios de comunicação que chegamos a conhecer? Trata-se, nesta proposta, de apontar, primeiro, para alguns questionamentos substantivos em torno dos usos da(s) visualidade(s) moderna (s) como meios e modos científicos de investigação – e não apenas meros suportes ilustrativos -, no campo das Ciências Humanas. Em seguida, pretende-se promover uma reflexão em torno das imagens, no campo da Antropologia, enquanto « figuras » e « formas » do pensamento humano, que somente existem para revelar e fazer viver o tempo das culturas e dos homens – recolher, transportar e também nutrir suas inesgotáveis memórias.