29
Apr09
Informações sobre gripe suína
Bem boa esta matéria do Bom Dia Brasil, da Globo, sobre a gripe suína, e também a série de perguntas e respostas sobre o risco e a prevenção, publicada no portal G1. Reportagens esclarecedoras e sem alarmismo.
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Cesar Valente citou no De Olho na Capital o saite que dois cientistas criaram voluntariamente no dia 27 com informações em português sobre prevenção, tratamento e contenção. É bem fundamentado e referenciado, mas aplicável somente SE a gripe chegar por aqui botando pra quebrar, como já ocorre no México.
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Nessas orientações do doutor em epidemiologia Wladimir J. Alonso e da doutora em zoologia e profissional de TI Cynthia Schuck-Paim, me chamou a atenção uma divergência quanto à recomendação de duas fontes com bastante credibilidade:
* Nota: nós respeitosamente discordamos da recomendação de alguns órgãos (como o Center of Diseases Control dos EUA e o Ministério de Saúde do Brasil) que pessoas com suspeita de gripe suína devam “Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima”. Dado o potencial pandêmico desta cepa viral, é fundamental que suspeitos de terem esta doença evitem circular por locais públicos. Casos suspeitos deveriam ser comunicados por telefone, através do qual instruções de contenção seriam repassados ao paciente e pessoas próximas, e imediatamente uma equipe com equipamentos adequados de biosegurança se deslocaria ao local. Este tipo de medida é fundamental principalmente no primeiro estágio de propagação.
O que eles dizem parece fazer sentido. Mas, sem qualquer condição de opinar sobre a polêmica (que não é detalhe bobo, pois pode envolver a diferença entre a vida e a morte de muita gente), cá fico em minha ignorância, agora ligeiramente reduzida com a leitura desse material todo.
27
Apr09
27 de abril, efemérides
Hoje é aniversário do amigão Raul Ribeiro, que rima com Rio de Janeiro. E ontem foi o do mano Leonardo Camillo, a voz do mestre Shifu em Kung-Fu Panda, entre outras. Parabéns pros dois!
Outra anotação pra data de hoje: coloquei aparelho nos dentes. Espero retirar bem antes dos três anos de prazo máximo previsto. Tou me sentindo um cavalo velho de cabresto.
21
Apr09
Na corda bamba
Man on Wire é um relato extraordinário sobre um homem estraordinário: o filme conta a história do francês Philippe Petit, que em agosto de 1974 atravessou o topo das torres gêmeas do World Trade Center numa corda bamba. Lindo, arrepiante e comovente. Os bastidores dos seis anos de preparação são recontados pelos parceiros na aventura, por testemunhas e pelo próprio Petit, de maneira expressiva e apaixonada. Man on Wire ganhou o Oscar de melhor documentário em 2008.
06
Apr09
Pra que nojo?
Como “a que tarda, mas não falha” está sendo tema recorrente de hoje, me veio à lembrança um episódio bizarro que presenciei no carnaval de 1982 em Barra de Maxaranguape, RN.
A moça comia um sanduíche quando descobriu um cabelo dentro do pão. Reclamou indignada. E o balconista, uma flor de delicadeza nas relações humanas, saiu com esse consolo filosófico:
- A senhora tá cheia do nojo aí, mas quando morrer vai levar uma pá de terra na cara.
Ela saiu sem dizer nada e eu era o próximo da fila. Desisti do lanche, peguei uma cerveja e fui atrás do trio elétrico, pensando na vida.
06
Apr09
Smile
Smile, Charlie Chaplin , Modern Times, 1936.
Recebi este vídeo agora há pouco do amigo Ayres, que mora em Loreto, não muito longe do epicentro do terremoto que atingiu a Itália na noite passada. Já são mais de 50 mortos.
27
Mar09
13
Mar09
Sobre o valor subjetivo das coisas
Reproduzo do dharmalog, sem tirar nem pôr, essa reflexão valiosa. É sempre uma alegria quando percebo que algumas ideias que rumino de maneira tosca já foram aperfeiçoadas por pessoas mais evoluídas.
“É meu valor subjetivo pelas coisas que transforma um simples objeto num objeto de valor especial, um objeto peculiarmente importante pra mim. Torno-me apegado a tais objetos apenas porque me rendo a eles, não porque eles se prendam a mim. Nenhuma casa me prende, eu me prendo à casa por causa do valor subjetivo que projeto nela. Objetos não me pegam e prendem. Eu os prendo. A prisão está em mim mesmo, em meus valores subjetivos baseados na incapacidade para compreender as limitações dos objetos, sua impossibilidade de me preencherem. Quando compreendo, a prisão desaparece e vejo a coisas como são. E este estado de ver é chamado indriyartheshu vairagyam, desapego em relação aos objetos dos sentidos”.
~ Swami Dayananda Saraswati, em “O Valor dos Valores” (Vidya Mandir, 1988)
09
Mar09
Chegadas: Alice!
Eba!! Nasceu hoje por volta do meio-dia, na Maternidade Santa Helena, em Floripa, a Alice, filhota da Anninha e do Frank (o autor das charges que vivo publicando aqui). Veio miudinha, com 1,950 kg, e vai ter que ficar uns dias na incubadora pra crescer. Mãe e filha estão bem. E o pai, babão, tá passando SMS pra todos os amigos. Fiquei super ansioso e agora tou muito feliz. Longa e bela vida pra você, Alice!
* Alice é um anagrama de Celia, a queridíssima mãe do Frank, que nos deixou há pouco mais de um ano e meio. Onde quer que ela esteja, tá sorrindo agora.
26
Feb09
O caminho do dragão e o céu que nos protege
Neste carnaval vi pela primeira vez um filme de Bruce Lee: Way of the dragon, filmado em 1972, um ano antes de sua morte precoce aos 32. É uma comédia de ação que se passa em Roma – escrita, dirigida e protagonizada pelo próprio -, com roteiro tosco, mas belas coreografias de luta. Uma curiosidade é que o antagonista do filme é interpretado por Chuck Norris, que foi discípulo de Lee. A história desse ator, filósofo e lutador de artes marciais que se tornou um símbolo da cultura pop nos anos setenta é fascinante, como conta a Laura sobre a biografia dele, Bruce Lee – Definitivo (Marco Antonio Lopes, editora Conrad). Por exemplo, ele já foi exímio dançarino de cha-cha-cha.
Fui atrás de mais informações na Wikipedia e um link foi me levando a outro. Em 1993 o filho dele, o também ator Brandon Lee, morreu num acidente bizarro, atingido por um tiro que era pra ser de festim durante as filmagens de O corvo. Pouco antes de sua morte, Brandon Lee havia incluído no convite de seu casamento uma citação do escritor Paul Bowles (autor de The Sheltering Sky – O céu que nos protege, que foi adaptado pro cinema por Bertolucci). A citação está gravada no seu túmulo, o que levou muitos fãs a atribuírem-na ao ator:
“Because we don’t know when we will die, we get to think of life as an inexhaustible well. And yet everything happens only a certain number of times, and a very small number really. How many more times will you remember a certain afternoon of your childhood, an afternoon that is so deeply a part of your being that you can’t even conceive of your life without it? Perhaps four, or five times more? Perhaps not even that. How many more times will you watch the full moon rise? Perhaps twenty. And yet it all seems limitless…”[Minha tradução fast-food:
Por não sabermos quando vamos morrer, tendemos a pensar na vida como um bem inesgotável. Mas cada coisa acontece apenas um certo número de vezes, na verdade um pequeno número. Quantas vezes mais você vai lembrar de uma certa tarde da sua infância, uma tarde que pertence tão profundamente ao seu ser que você não consegue conceber sua vida sem ela? Talvez quatro ou cinco vezes mais? Talvez nem mesmo isso. Quantas vezes mais você vai ver a lua cheia nascer? Talvez vinte. E ainda assim tudo parece sem limites…” ]
p.s.: Se este post tivesse trilha sonora, seria Um Índio, de Caetano.
25
Feb09
A política do rebelde
Do baú, uma resenha que escrevi para a Rocco em 2001 sobre A política do rebelde – tratado de resistência e insubmissão, de Michel Onfray:
A veia anarquista que originou A política do rebelde lhe surgiu na infância, conta o filósofo francês Michel Onfray. Sua experiência de humilhações em um colégio interno e, na adolescência, o trabalho insalubre numa fábrica de queijos forjaram-lhe um visceral espírito libertário: “A autoridade me é insuportável, a dependência, intolerável, a submissão, impossível”, deixa claro no início do livro. Seu texto celebra a busca do prazer como filosofia de combate. Uma filosofia pela plenitude da vida, contrária à armadilha do ascetismo e atenta ao fato de que tudo irá desaparecer. (…)








