Posts com a tag ‘vida’

27

Nov

09

Chegadas: Eric

Nasceu o filho do Josemar e da Lili, irmão da linda Laurinha. Bem-vindo, Eric!
Pesando 3.460 e medindo 49 cm Eric já está entre nós. Chegou cedinho às 7h35min na maternidade do Hospital Universitário. Mãe e filho estão bem. Laura já passou por aqui e literalmente cobriu o irmão de beijos. Tios, tias e vovós não cabem em si. O pai tá tolo. Mas o melhor, e o que deixa a todos tranquilos é que o nariz é parecido com o da mãe.
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01

Sep

09

A vida dos animais

Esses dias li A vida dos animais, do sul-africano J.M. Coetzee. Bela história metalínguística. Ele fez duas palestras numa universidade apresentando a história de uma escritora vegetariana que faz duas palestras numa universidade sobre questões éticas da relação dos humanos com os (outros) animais. Foi inspirador pro debate que tive com os participantes da Mostra de Curitiba.

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20

Aug

09

Chegadas: Leo

Nasceu hoje às 9h23 em Brasília, pesando 3,345 Kg e com 50 cm, o LEO, filho do Lúcio Lambranho e da Cristina Gallo. Parabéns ao trio! E também ao mano maior do Leo, o lindo Matheus-blue-eyes.

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26

Jul

09

Girafa


Girafa, originally uploaded by dveras.

Começo hoje uma nova série no blog: fotos de infância. Talvez algumas tenham interesse pra você, possivelmente a maioria não. Isso é irrelevante pra mim (se você me conhece ou acompanha DVeras em Rede há tempo, sabe que não se trata de descaso com o leitor, e sim o compromisso primeiro com o que me importa publicar, antes de qualquer consideração com o que os outros querem que eu publique). Encaro esse material como uma espécie de terapia empírica de autoconhecimento (sou só um grande curioso; meu amigo Ayres Marques, que trabalha com fototerapia na Itália, sabe bem como isso funciona).

Um prólogo com idas e vindas no tempo e no espaço pra explicar como recuperei essas fotos: minha mãe Sara era aficcionada por fotografia. Durante os dois anos em que vivemos em Manaus ela tirou centenas de slides em suas viagens como enfermeira num navio-hospital que atendia as comunidades ribeirinhas no estado. No meio dessas, muitos flagrantes familiares. Ela também clicou muita coisa antes (Recife) e depois da nossa temporada amazonense (Recife e Natal). Com sua morte em 1990, os slides ficaram com meu irmão André. No ano passado estive em Natal e levei alguns, guardando-os na gaveta com a vaga intenção de um dia escaneá-los.

Esse dia chegou na semana passada, quando recebi a visita do Michel e da Cecília, amigos e vizinhos de bairro aqui no Sul da Ilha de SC. Michel é um francês que conheci no Thorn Tree, fórum de viajantes do saite Lonely Planet, e que hospedamos em 2001 no apartamento que morávamos na Serrinha. Ele fazia uma escala na viagem de bicicleta do Alasca à Terra do Fogo. Em Floripa apaixonou-se – coincidentemente, por uma amiga minha, colega de Aliança Francesa -, largou a vélo e fixou residência.

Passaram-se oito anos. Há poucos dias, recorri ao serviço profissional dele pra consertar um computador (aliás, recomendo: twi.web [arroba] gmail [ponto] com). Ao tomarmos um café, comentei dos slides guardados na gaveta e ele se ofereceu pra digitalizá-las, como retribuição àquela longínqua hospedagem. Enfim, o material está na mão em forma de bits e bytes. São quase 800 fotos, muitas delas em mau estado de conservação, outras com as cores já meio desbotadas ou alteradas. E elas são só o começo, meu irmão tem muito mais no baú de tesouros dele. Tenho me divertido em doses homeopáticas com a restauração caseira desse material no fotoxópi e com as evocações que essas imagens trazem.

Esta foto, por exemplo, foi tirada em Recife em 1968, quando eu tinha dois anos de idade. O mais importante dela aparece no canto direito: a girafinha, o brinquedo preferido da minha primeira infância. Já contei aqui: o bichim apitava quando a gente apertava a barriga. Meu irmão André detestava o barulho do apito. Um dia a girafa sumiu. Passou um tempão até que alguém, limpando o alto do guarda-roupa, achou o brinquedo escondido. Depois disso a girafa ainda durou um tempão, até que sumiu pra sempre, numa das trinta e tantas mudanças que já fiz. Que bom revê-la.

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05

Jul

09

A tragicomédia nossa de cada dia

Eu no notebook, na mesa da cozinha. Atrás de mim, Laura grita: ‘Salva, salva!’. Rápido, salvei o doc pelo atalho do teclado. Ela: ‘Aí não, no quintal! O gato tá com um passarinho na boca’. Era tarde.

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09

Jun

09

Anotação de leitura: LLL e a notícia do acidente

De Alex Castro, um dos grandes textos da internet brasileira.

Vida Que Segue

Liberal, Libertário, Libertino

Ontem de manhã, extraordinariamente, comprei o jornal. Estou procurando um apartamento pra alugar e queria ver os classificados. Em outro caderno, petrificados em fotos e condensados em resumos biográficos, estavam os mortos do acidente aéreo: o casal de noivos de Niterói, o maestro e o príncipe, a família que viajava separada justamente para que todos não morressem juntos, a mãe que perdeu a chance de ver a filha pela última vez pois ficou presa no trânsito. Li tudo aquilo com a curiosidade mórbida que caracteriza os humanos, me emocionei, considerei minha própria mortalidade, etc etc, e deixei o jornal respeitosamente à beira da cama, talvez para ler de novo. Mais tarde, houve sexo, com sua costumeira desordem viscosa. Já de madrugada, antes de dormir, fui arrumar o quarto. Em cima do jornal, tinha caído uma camisinha usada: gotas esparsas de porra e de KY manchavam o rosto do dinâmico chefe de gabinite de um jovem prefeito. Dobrei o jornal em volta da camisinha, joguei tudo fora e fui dormir.

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30

May

09

Zé Rodrix e a crítica aos especialistas medíocres

No blog do Ulysses, esbarrei neste belo depoimento de Lázaro Freire sobre o músico e compositor Zé Rodrix, que partiu há poucos dias. Trechinho:

(…)
O primo Zé, um generalista genial por definição, e que em muitos aspectos sempre foi um “pai” e exemplo para mim, fez um breve porém cirúrgico discurso a favor do generalismo inteligente que contrabalance e lance voz crítica a uma sociedade de especialistas medíocres. E me disse algo que JAMAIS esqueci, quase um pedido, um legado, que no dia soou para mim quase como uma daquelas frases que pais entregam para seus filhos no leito de morte:

“Primo, nunca se esqueça, esse discurso de ‘foco’ (numa atividade só) é para os medíocres. Nunca, nunca, nunca, mas nunca mesmo, permita que a mediocridade dos demais lhe roube NENHUM de seus talentos”
(…)

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22

May

09

Os direitos inalienáveis do leitor

O prazer da leitura é um tema que me interessa muito. E devia interessar também a todos os pais e professores, que, muitas vezes, na maior das boas intenções, terminam criando aversão nos filhos/estudantes ao obrigá-los a certas coisas, como ler O Guarani sem preparação e estímulo prévios. A propósito, encontrei essa lista bacana e divido com vocês: Os direitos inalienáveis do leitor, por Daniel Pennac, em “Como um Romance” (citado em Peciscas, onde cheguei pela dica de Lady Rasta). Comentei abaixo de cada tópico.

1 – O direito de não ler
Não li Ulysses nem O monge o e executivo. Nem a maioria dos livros escritos pela humanidade, aliás. Minhas Mil e uma noites não chegam a um trimestre.

2 – O direito de saltar páginas
Gosto de abrir um livro novo pelo meio e bisuiar umas linhas antes de começar pelo começo. Amei Rayuela, do maluco do Cortázar.

3 – O direito de não acabar um livro
Pode me xingar, mas parei no primeiro capítulo de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Dizem que a partir do segundo a coisa engrena.

4 – O direito de reler
Releituras recentes: Os vagabundos iluminados (Kerouac), Sagarana (Guimarães Rosa), Cai o pano (Agatha Christie).

5 – O direito de ler não importa o quê
Bula de remédio, rótulo de caixas de sucrilhos, Tex, pulp fiction…

6 – O direito de amar os “heróis” dos romances
Larry de O fio da navalha (Somerset Maugham); Bandini, de Pergunte ao pó (John Fante); Tarzan, de E. R. Burroughs; Huckleberry Finn, de Mark Twain.

7 – O direito de ler não importa onde
No ônibus; na praia; comendo (se tou sozinho) e descomendo. Meu lugar preferido é a rede embaixo das árvores. E um dos mais desconfortáveis é a tela do computador.

8 – O direito de saltar de livro em livro
8b: e o direito de espalhar livros não lidos pela casa toda, pra esbarrar neles por acaso.

9 – O direito de ler em voz alta
Pros meninos antes de dormir. Monteiro Lobato em voz alta é uma delícia. Imito as vozes de Emília, do Visconde, de Pedrinho, de Dona Benta…

10-O direito de não falar do que se leu.
Comentar livro erótico é que nem sair contando como foi a transa.

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14

May

09

Homem-Aranha de repouso

Ontem à noite Miguel fraturou o antebraço numa das suas frequentes escaladas nos vãos das portas. Susto e correria – somos pais de primeira viagem quanto a ossos quebrados -, mas tá tudo bem. Foi uma “fratura benigna”, disse o ortopedista. Nada que uma semana de tala mais três de gesso não deem jeito em nosso homem-aranha de seis anos. Natação e judô, naturalmente, ficam suspensos, mas as aulas continuam.

O atendimento na policlínica municipal 24 horas foi gentil e não muito demorado: em torno uma hora entre a espera, a consulta, a radiografia e o diagnóstico. O “pequeno”detalhe foi que, verificada a existência da fratura, não havia ortopedista de plantão pra resolver o caso! (talvez eles imaginem que as pessoas não quebram ossos durante a noite). Fomos encaminhados ao Hospital Infantil. Lá, às nove da noite, o movimento era intenso na emergência, com casos muito mais graves. Consultamos por telefone um amigo pediatra e ele nos indicou uma clínica particular de ortopedia no Santa Mônica. Do momento da queda até chegarmos em casa com Miguel medicado se passaram 3 horas e meia. Fico imaginando essa mesma peregrinação pra quem não tem carro nem plano de saúde e depende do transporte coletivo integrado da capital.

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02

May

09

Wired conta de onde veio o ancestral da gripe suína

Reportagem publicada ontem pela Wired Science aponta que o “ancestral” do vírus da gripe H1N1 surgiu em 1998 em fazendas industriais nos Estados Unidos.

Swine Flu Ancestor Born on U.S. Factory Farms

Scientists have traced the genetic lineage of the new H1N1 swine flu to a strain that emerged in 1998 in U.S. factory farms, where it spread and mutated at an alarming rate. Experts warned then that a pocket of the virus would someday evolve to infect humans, perhaps setting off a global pandemic.

The new findings challenge recent protests by pork industry leaders and U.S., Mexican and United Nations agriculture officials that industrial farms shouldn’t be implicated in the new swine flu, which has killed up to 176 people and on Thursday was declared an imminent pandemic by the World Health Organization. (…)

Wired Science – News for Your Neurons

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