Posts com a tag ‘lugares’

12

Feb

09

Blog da vez: Falando russo

O blog da vez se chama Falando russo e é escrito pelo amigo virtual Fabrício Yuri Vitorino, que conheço há alguns anos via lista de e-mails Hostelling. Fabrício é jornalista, com pós-graduação em letras português-russo e morou um tempo em Moscou, cidade que visita com certa frequência. Seu blog aborda diversos temas ligados à cultura e ao cotidiano russo, sempre com observações argutas sobre os detalhes que importam. Os temas vão de poesia a literatura, televisão a música pop, turismo a comportamento, e muito mais. Vale a visita.

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02

Feb

09

Novidades no Google Earth

A versão 5 do Google Earth – um dos meus softwares favoritos, empatado com o Photoshop – traz informações detalhadas sobre os oceanos: relevo, localização de naufrágios, temperatura da água, pontos de mergulho e de surfe, rotas de espécies monitoradas pelos cientistas… E mais: imagens históricas, que permitem acompanhar uma mesma região ao longo de anos. E mais: exportação de dados de GPS, que antes só era possível nas versões pagas. Pra quem se cansar de explorar a Terra, o novo Google Earth traz outra novidade matadora: navegação em Marte, com base em informações das sondas que estiveram por lá. O brinquedinho tá ficando cada vez melhor. É uma ferramenta fantástica pros professores de geografia, história, biologia, astronomia e outras áreas levarem a ciência aos estudantes de forma divertida.
[via InfoExame]

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30

Jan

09

Pílulas brasilienses

Na entrada do hotel onde tou hospedado tem uma Rural que pertenceu a JK. Conservadíssima, linda. Tenho vagas lembranças de infância de uma Rural na família, do pai ou de um tio.
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Hoje vi um cachorro preto passear de lancha e depois de jet-ski no lago Paranoá.
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Pitomba, nosso taxista cearense, contou que tem sucuri no lago. Gugleei “sucuri + paranoá” e encontrei uma matéria legal do Correio Braziliense, de 2003, sobre o que essas águas escondem.
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Semana passada o Botelho, catarinense radicado em Brasília, me contou uma história engraçada que presenciou em Salvador. Ontem ele botou no blog: Emplacamento baiano.
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Comida goiana é boa demais. Tem muita semelhança com a mineira. Mas não me arrisco no pequi, aquela armadilha espinhenta com jeitinho inocente.
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Lendo: Em águas profundas: criatividade e meditação, de David Lynch, o diretor de Veludo Azul e Mullholand Drive – Cidade dos Sonhos, dois dos filmes mais oníricos que já vi.
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O tuiteiro @tiagomx dá a dica: http://twtip.com, saite com dicas sobre Google, Photoshop, writing, life etc. In English.
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O designer João Zanatta dá esta outra: The 100 Most Popular Photoshop Tutorials 2008. Saiba como transformar uma mocréia numa sereia.
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Ei, Ana Paula, conheci uma cerveja nova hoje: Teresópolis, uma lager que vem numa garrafa gordinha. Boa. (curti o som da Amy Winehouse que você blogou; e fui atrás de outros).
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Contando as horas pra voltar pra Floripa.
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(pensando alto, depois de dois adiamentos: trilha da Lagoinha do Leste no carnaval?)

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28

Jan

09

UFSC vai ao Pará com o Projeto Rondon

Estudantes de jornalismo, medicina e serviço social da UFSC começaram esta semana a Operação Centro-Norte – nome com o qual foi batizada a missão do Projeto Rondon no município de Monte Alegre, no Pará. O projeto, coordenado pelos professores Sérgio Mattos e Clóvis Geyer, prevê uma série de ações sociais envolvendo crianças, adolescentes, idosos, mulheres em amamentação, educadores, agentes comunitários e a população em geral. É a primeira vez que uma turma do jornalismo da UFSC participa dessa experiência transformadora de conhecer e informar sobre um Brasil que a maioria dos brasileiros desconhece. Tiro o chapéu pro Projeto Rondon, uma das raras iniciativas em que a universidade pública é colocada a serviço do povão. Dá pra acompanhar de perto o trabalho da moçada pela internet, em textos, fotos e, em breve, também em vídeo. Monte Alegre fica perto de Santarém, a 623 km em linha reta de Belém. O Projeto Rondon é promovido pelo Ministério da Defesa com apoio da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.

p.s.: O professor @clovisgeyer é tuiteiro. Se tiver tempo, vai enviar alguns dropes de viagem em 140 caracteres.

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21

Jan

09

Nota rápida sobre gastronomia nordestina

Almocei hoje no Mangai, restaurante de comida sertaneja que começou como uma bodega em João Pessoa e hoje tem filiais em Natal e em Brasília, onde tou agora. Dica do natalense-globetrotter Julio Gurgel. Diliça!, como dizem na Ilha. Vasta variedade de comida e sucos da terrinha (tomei um de siriguela, minha fruta favorita) que me deram até um pouquim de banzo. O suco é caro, mas a comida – a quilo – não é nada exorbitante. Na saída tem umas redes no alpendre – o detalhe me conquistou de vez.

De tarde ganhei duas rapaduras do Pitomba, motorista de táxi cearense que presta serviços pra mim e pros colegas aqui. Confesso que nunca fui muito fã de rapadura, aquela que “é doce mas não é mole”, mas me senti honrado com o simbólico tijolo da amizade. Agradeci e disse que tinha medo de quebrar um dente, mas ele deu logo a dica infalível: “Raspe e coma com farinha!” Caba bom. Como se diz lá no Ceará, respeite!

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16

Jan

09


Roda-gigante no Parque da Cidade, em Brasília.
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12

Jan

09

Vicky Cristina Barcelona, humor e charme

Primeiro cinema do ano: semana passada vi Vicky Cristina Barcelona (na sala de cinema do CIC, que já teve seus dias de glória e agora tá mofada e com o ar-condicionado quebrado). A partir de um argumento aparentemente banal, Woody Allen constroi um filme leve, sensual e engraçado sem ser hilário. Duas turistas americanas vão passar o verão em Barcelona e ficam caídas por um pintor catalão, recém-separado de uma artista passional. As aventuras e desventuras desse “quadrilátero amoroso” são contadas por um narrador em off – recurso que muitas vezes empobrece a dramaturgia, mas nesse caso, achei que deu um ar folhetinesco interessante.

Javier Bardem, no papel de “artista latino sexy-casual”, está perfeito. Os sentimentos contraditórios que ele provoca nas três mulheres – e a maneira como elas lidam com isso – são o motor da história (a versão brasileira podia se chamar “elas pintam como eu pinto”; ia fazer sucesso nas das locadoras de vídeo). As atrizes estão muito bem. Rebecca Hall faz Vicky, pra quem as emoções de Barcelona fazem questionar os planos de noivado e vida tranquila. Scarlett Johansson, a nova musa de Woody Allen, interpreta com competência, embora sem muito brilho, a mulher volúvel em busca do autoconhecimento como artista. Penélope Cruz está fantástica como Elena, a instável ex-mulher do pintor Juan Antonio. Ela acrescenta o toque de humor na pitada certa.

Retratada com a magia intensa das suas cores, sons e formas, Barcelona é uma personagem essencial à trama (não dá pra imaginar, por exemplo, Vicky e Cristina curtindo adoidado em Bruxelas). O governo da Catalunha fez um investimento rentável ao financiar o projeto. Saí do cinema louco de vontade de pegar um avião e conhecer a cidade tomando vinho tinto, coisa que os protagonistas fazem no filme inteiro (sou tão influenciável que cheguei em casa e entornei uma taça de Merlot). Enfim, Vicky Cristina Barcelona possivelmente não é o melhor de Woody Allen, mas está longe de ser dos piores e sem dúvida fica acima da média. O filme me conquistou pelo seu charme despretensioso.

p.s.: O jornalista Cláudio Versiani escreveu para Congresso em Foco suas impressões sobre Barcelona. Vale conferir.

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05

Dec

08

Jornalismo, mangaba e direitos humanos

Dia de comemoração! Acabo de saber que a reportagem Tradição Dizimada, escrita por Paola Bello e fotografada por Tatiana Cardeal, ganhou o Prêmio Especial de Direitos Humanos da OAB/RS e do Movimento Justiça e Direitos Humanos. O texto, sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres catadoras de mangaba de Sergipe, foi publicado em novembro na edição 14 de Observatório Social Em Revista [pdf, 4,3 MB], que tive a honra de editar.

Começa assim a matéria:

Quando as primeiras flores da mangabeira começam a desabrochar na restinga sergipana, não é somente uma nova estação que se aproxima. A cada safra, a incerteza e a angústia de três mil famílias se multiplicam. Liderada por mulheres de pele negra e causas nobres, a catação ou colheita da mangaba é a razão pela qual toda uma comunidade tradicional nordestina está com a existência ameaçada.

A árvore símbolo de Sergipe já foi eliminada em 90% dos territórios nativos no Estado. Nos 10% que restam, a coleta da mangaba é um cabo de guerra onde estão, de um lado, o poder público e grandes investidores, e do outro, comunidades de baixa escolaridade, sem terras ou reservas econômicas, cuja maior riqueza é a tradição que carregam há gerações.

Há anos, os governos estadual e federal constroem discursos sobre os investimentos feitos na região. São milhões aplicados na construção de pontes e rodovias, na monocultura e no incentivo à vinda de grupos estrangeiros de turismo e criação de camarão. Ao mesmo tempo, a modernidade ameaça de extinção atividades que ajudaram a construir a identidade brasileira. (…)

Fico contente que o Observatório Social tenha acreditado no talento da Paola, minha substituta quando encerrei o vínculo formal com a organização em outubro de 2007. Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ela é daquelas profissionais em início de carreira que considero uma jóia rara, pelo talento em farejar boas histórias e contá-las com sensibilidade. Paola tem outros atributos preciosos: humildade, generosidade e coragem. Seu trabalho de conclusão de curso, realizado no ano passado aos 23 anos de idade, foi uma grande reportagem independente sobre refugiados de guerra em Uganda e no Sudão – países pra onde viajou sozinha. Aliás, A lei do mais fraco, publicada na revista Galileu em fevereiro, também ganhou prêmio neste concurso gaúcho (terceiro lugar na categoria Reportagem).

Tou duplamente feliz. Minha amiga Tatiana Cardeal é uma fotógrafa independente com um trabalho admirável na área de direitos humanos, em especial retratando comunidades indígenas, quilombolas e sem-teto. A química entre Tati e Paola, pelo que vejo, funcionou muito bem, e espero que renda mais histórias bonitas no futuro.

Observatório Social Em Revista é um caso singular entre as publicações jornalísticas de organizações do terceiro setor. Em apenas 14 edições, conquistou um Prêmio Esso de Jornalismo Ambiental, dois Prêmios Herzog de Anistia e Direitos Humanos e agora mais este. Tudo isso com recursos limitados e equipe enxuta, mas afiada. E com respaldo (= coragem, um dos atributos a que eu me referi acima) do IOS para mexer em temas polêmicos que envolvem interesses de empresas multinacionais, como foi o caso das reportagens-denúncia sobre trabalho escravo, trabalho infantil, contaminação ambiental e tantas outras. Fui um privilegiado por ter participado desse projeto por cinco anos, e agora, mesmo que a distância, por ter a chance de continuar editando a publicação. Valeu, Paola e Tati, vocês merecem!

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21

Nov

08

Técnicas ninja e feira de games no Japão

Depois de quatro anos morando em Osaka, no Japão, meu amigo Aidan Doyle arruma as malas pra voltar à sua Austrália. O único plano dele no momento é encarar um seminário intensivo de seis semanas em Brisbane sobre redação de contos de ficção científica. Da vivência japonesa, em que trabalhou como professor de inglês e jornalista, ficam saudades, histórias curiosas – algumas eu compartilhei aqui – e muitas fotos.

Entre suas últimas experiências na terra do sol nascente, ele participou de um curso sobre técnicas ninja e do Tokyo Game Show, a maior exposição mundial da games:

Last month I went to Tokyo for a few days. The Tokyo Game Show is the world’s biggest computer games expo and software companies showcase their new game titles. It’s held once a year and 2 days are open only to industry professionals and the media and 2 days are open to the general public. I got myself a press pass (I’ve been writing for a magazine in Japan) and went for one of the media-only days and one of the public days. There were hundreds of new games on display and many of the companies had very cute girls in skimpy clothing promoting the games. Getting complimented on your game-playing skills by beautiful girls is a gruelling experience. On the public days, lots of people came dressed up as their favorite anime or game characters. It was an interesting experience.

Aidan colocou no youtube algumas imagens de sua passagem pelo Tokyo Game Show.

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17

Nov

08

Resposta a uma entrevista imaginária para a Playboy

- Qual foi o lugar mais estranho onde você se masturbou?
- No Laboratório Santa Luzia.

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