Posts com a tag ‘lugares’

09

Mar

07

Caminhos das Américas

Serginho Severino tá esquentando o motor pra mais uma aventura on the road: ele vai sair de Floripa até Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e depois rumar pra Prudhoe Bay, no Alasca. A viagem pode ser acompanhada neste blog, onde ele vai escrever quando tiver saco.

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06

Mar

07

Os postais de Cingapura

Antonio Rocha, mímico e atorA Nessa comenta que isso de fazer conexões mentais com outras pessoas acontece seguidamente com ela. Vou contar outra: em 1993 eu estava em Cingapura a trabalho. Pensei num grande amigo carioca que vive nos Estados Unidos, o mímico Antonio Rocha, e em como ele gostaria de conhecer aquele lugar. Eu passava perto de uma agência de correios, aí aproveitei e mandei um postal pra ele. Quando a viagem terminou e cheguei em casa, em Floripa, encontrei um postal dele pra mim. Escrito em Cingapura! Exatamente no dia em que eu enviei o meu postal! Imagino a cara dele quando chegou em casa no Maine e abriu a caixa do correio. Dá pra acreditar? Fomos pra um lugar improvável no outro lado do mundo, sem avisar um ao outro – eu trabalhando, ele de lua-de-mel -, estivemos na mesma cidade-país e não nos encontramos fisicamente, mas a sincronicidade aconteceu! Você acha que dá pra chamar isso de telepatia ou foi só coincidência?

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02

Mar

07

London Walk

Vi no blog do Nando este vídeo sobre as caminhadas de três amigos em Londres. Super criativo e com uma trilha sonora bacana – se alguém souber me dizer de quem é, agradeço.

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12

Feb

07

Um folheto de missa e um catálogo de museu

Tenho em minhas mãos um folheto da missa dominical de 4 de fevereiro da catedral St. Patrick, de NY, que minha cunhada pegou quando passou por lá. O primeiro parágrafo dá boas vindas aos fiéis. O segundo e o terceiro pedem grana – doações pra manutenção da catedral e pra serviços educacionais, de caridade e assistenciais. Sugerem o valor de uma hora de salário pra manutenção. O quarto parágrafo informa dois números de telefone e um saite a quem precisar fazer denúncias sobre abuso sexual de menores. O quinto e último parágrafo convida para um seminário sobre “A importância de ter um testamento”.

O catálogo do Museu do Brooklyn, com 12 páginas, nos conta o que rola em janeiro e fevereiro. Destaques pra exposição Mágica no Antigo Egito; pra uma mostra com 200 trabalhos da fotógrafa Annie Leibovitz entre 1990 e 2005 – ela é famosa por retratos de figuras públicas como Mandela e Demi Moore grávida e reportagens como o cerco de Sarajevo no início dos anos 90 -; e uma exposição com 11 esculturas do australiano Ron Mueck, que se dedica a fazer corpos humanos em tamanho gigante e impressionante perfeição de detalhes. Se você tivesse que escolher, iria à catedral ou ao museu?

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11

Feb

07

Lagoa da Conceição

Saquinho da Lagoa, uma praia deliciosa de água transparente. O acesso é só a pé ou de barco.

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09

Feb

07

Sincronicidade Brasil-Austrália

Meio acordado, meio dormindo, pensei nos meus amigos Camelos, que moram na Austrália: enquanto estamos nos preparando pruma noite de sono, eles estão despertando no dia seguinte. Cochilei dez minutos, sentei no micro e abri o gmail. Quem me dá um alô pelo Gtalk? Liz! Lá do outro lado. Pra dar uma notícia fantástica: o camelinho chega em setembro!

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09

Feb

07

Cem anos de frevo!

O frevo nasceu nas ruas do Recife, como resistência do povão ao carnaval dos ricaços e seus clubes de alegoria. É um dos ritmos musicais mais bonitos, alegres e eletrizantes que conheço. Fusão anárquica de marcha e maxixe com maravilhosos passos de dança de toques acrobáticos, herdados da capoeira. Vassourinhas, um som que mexe comigo de forma imblogável, é considerado o hino do carnaval de Recife e Olinda. Os frevos-canções também são lindos. Quem já passou o carnaval por aquelas bandas certamente já ouviu este aqui, de 1956, composto por Nelson Ferreira. O fim da música tem um belíssimo arranjo de instrumentos de sopro, que sacode a galera. Transição perfeita da melancolia dos versos pra alegria suada do momento presente.

“Felinto, Pedro Salgado,
Guilherme, Fenelon,
Cadê teus blocos famosos?
Bloco das Flores, Andaluzas,
Pirilampos, Apois-Fum,
Dos carnavais saudosos?

Na alta madrugada
O coro entoava
Do bloco a marcha-regresso
Que era o sucesso
Dos tempos ideais
Do velho Raul Morais:
‘Adeus, adeus, ó minha gente,
que já cantamos bastante..’
E Recife adormecia
Ficava a sonhar
Ao som da triste melodia…”

~

Em tempo: o frevo agora é “patrimônio imaterial nacional“. Bacana! Oficializou-se o que já é faz tempo.

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08

Feb

07

Pra viajantes

Um saite bacana de viagem, com dicas de destinos, hospedagem e troca de informações numa comunidade de viajantes: World66, The Travel Guide you Write. Uma das ferramentas disponíveis é um mapa personalizável pra você indicar os lugares em que já esteve. Fiz o meu, copiei o código e publiquei no Google Docs: Por onde andei.

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07

Feb

07

Família

Augusto, Miguel, Laura e Amanda. Três gerações de Tuyama tomando banho na Lagoa da Conceição, em Floripa. Clique na foto pra ver ampliada.

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06

Feb

07

Autocensura, fronteiras e lembranças aleatórias

Aline comenta em seus Pensamentos Públicos sobre o dilema da autocensura. Respondi dizendo que a autenticidade é uma das suas grandes e muitas virtudes. Todos temos um instinto de autopreservação que funciona no piloto automático. É ótimo quando a gente consegue relaxar e deixar que esse instinto dê o tom das coisas que a gente expressa. Sempre que a gente se bloqueia e limita nossas manifestações ao “socialmente aceitável”, é grande o risco de deixar algumas preciosidades trancadas no baú. Aí lembrei de Henry Miller, cujos livros autobiográficos possivelmente são os mais sinceros da literatura mundial.

Uma coisa puxa outra: lembrei também de uma cena do livro Viajante Solitário, de Jack Kerouac, que acabo de ler. Kerouac estava mochilando pela Europa e tinha acabado de entrar na Inglaterra, vindo da França de barco. Os policiais da alfândega o detiveram e começaram o interrogatório: “O que veio fazer no Reino Unido só com 15 xelins no bolso?” Ele respondeu que era escritor, ia pegar um cheque de direitos autorais e a história podia ser comprovada com o editor dele em Londres. Mas era sábado, ninguém atendeu o fone. Aí ele teve uma lembrança, revirou a mochila e pegou um recorte de revista: era um artigo assinado por ele sobre Henry Miller. O oficial disse: “Miller? Há alguns anos também foi detido por nós, escreveu um monte de coisas”. (Ih, fudeu!, K. deve ter pensado). Mas ficaram satisfeitos com a identificação e o liberaram.

Isso me lembrou um caso engraçado acontecido comigo no Rio Grande do Norte – Ayres, já te contei essa? Eu tava indo acampar em Barra do Punaú, umas três horas ao norte de Natal. Punaú é um riozinho que desagua entre dunas no meio de um coqueiral à beira-mar – descrição pobre pra um lugar paradisíaco. Ayres me recomendou falar com um pescador local amigo dele, Zé Leiteiro. Quando lá cheguei com uma galera, fui recebido por um homem com cara braba, dono do terreno que margeava o riacho. Fui logo perguntando por Zé Leiteiro e aguardando o momento propício pra pedir permissão de armar a barraca. Ele respondeu na lata: “Você é amigo de Zé Leiteiro? Já tá perdendo ponto comigo!”. (Ih, fudeu!, pensei) Mas acabou deixando a gente acampar. Eu soube depois que Zé Leiteiro era posseiro antigo de um terreninho encravado bem no meio do latifúndio do sujeito. Esse pescador nos recebeu com grande hospitalidade. A sombra dos coqueiros depois virou um hotel feioso, mas aí já é outra história.

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