Posts com a categoria ‘viagem’

02

Apr

07

Dani em Johannesburg

A Daniela Sampaio, minha colega de trabalho, está fazendo mestrado na África do Sul. Ela criou um blog onde conta um pouco sobre o cotidiano em Johannesburg e suas impressões sobre o país que em 2010 vai ser o centro das atenções do planeta.

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02

Apr

07

Caminhos das Américas: Puerto Natales

Serginho Severino já chegou em Ushuaia e agora ruma pro Norte, em direção ao Alaska. Está em Puerto Natales, no Chile. O carro deu defeito no alternador. Acompanhe a aventura em caminhosdasamericas.com

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18

Mar

07

Anotação de leitura: o prazer de viajar de trem

O livro é saboroso, Ivan. Até o momento já viajei com o autor, sem sair da poltrona, por ferrovias inglesas, francesas, suíças, italianas, iugoslavas (o livro é de 1975), búlgaras, turcas, iranianas, afegãs, paquistanesas e indianas. Theroux tem senso de humor sem ser gaiato. Faz observações afiadas sobre a cultura dos países por onde passa, se coloca em cena de maneira discreta mas essencial e nos apresenta personagens incríveis ao longo da jornada. Aliás as paisagens são acessórios nesse relato. A gente é o que mais importa. Trecho:

“Não se espera nada de um passageiro de trem. Em um avião, está-se condenado a viajar horas em uma cadeira estreita; os navios requerem bom humor e sociabilidade; e quanto aos automóveis e aos ônibus, é melhor evitar comentários. O vagão-leito é a forma mais agradável de viajar. Robert Louis Stevenson escreveu em Nos Mares do Sul:

‘Isso me parece ser o atrativo principal das viagens de trem. Ganha-se velocidade tranqüilamente, e o trem perturba tão pouco as paisagens pelas quais passamos que nosso coração enche-se com a placidez e a serenidade do local; enquanto o corpo é transportado na cadeia veloz dos vagões, os pensamentos param, conforme seu capricho, nas estações pouco freqüentadas.’

Paul Theroux, O Grande Bazar Ferroviário, p. 116.

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E por falar em trens… Raramente publico fotos em que apareço. Não por modéstia deste escriba bonito e joiado. É que me sinto mais confortável atrás da câmera, prefiro compartilhar o que vejo. Uma das exceções que mais gosto é esta tirada na janela de um trem italiano (1997), que só fui ver depois do filme revelado. Estado de espírito semelhante ao dos viajantes acima, captado pela Laura num clique feliz.

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11

Mar

07

De trem pela Ásia

Início de leitura: O grande bazar ferroviário: de trem pela Ásia. Quem escreveu, em 1975, foi o americano Paul Theroux, um apaixonado por trens e por viagens. Com essas duas coisas fortes em comum entre mim e o autor, dificilmente vou deixar de gostar. A indicação é do amigo Antonio Rocha, citado há poucos dias (O postal de Cingapura), ator, mímico e contador de histórias que vive on the road (e in flight) por prazer e necessidade profissional. E também ama os caminhos ferroviários. Pra começar, uma das epígrafes:

...a primeira condição de um pensamento correto é a sensação correta – a primeira condição para compreender um país estrangeiro é sentir seu cheiro…
T.S. Eliot, Rudyard Kipling

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09

Mar

07

Caminhos das Américas

Serginho Severino tá esquentando o motor pra mais uma aventura on the road: ele vai sair de Floripa até Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e depois rumar pra Prudhoe Bay, no Alasca. A viagem pode ser acompanhada neste blog, onde ele vai escrever quando tiver saco.

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06

Mar

07

Os postais de Cingapura

Antonio Rocha, mímico e atorA Nessa comenta que isso de fazer conexões mentais com outras pessoas acontece seguidamente com ela. Vou contar outra: em 1993 eu estava em Cingapura a trabalho. Pensei num grande amigo carioca que vive nos Estados Unidos, o mímico Antonio Rocha, e em como ele gostaria de conhecer aquele lugar. Eu passava perto de uma agência de correios, aí aproveitei e mandei um postal pra ele. Quando a viagem terminou e cheguei em casa, em Floripa, encontrei um postal dele pra mim. Escrito em Cingapura! Exatamente no dia em que eu enviei o meu postal! Imagino a cara dele quando chegou em casa no Maine e abriu a caixa do correio. Dá pra acreditar? Fomos pra um lugar improvável no outro lado do mundo, sem avisar um ao outro – eu trabalhando, ele de lua-de-mel -, estivemos na mesma cidade-país e não nos encontramos fisicamente, mas a sincronicidade aconteceu! Você acha que dá pra chamar isso de telepatia ou foi só coincidência?

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08

Feb

07

Pra viajantes

Um saite bacana de viagem, com dicas de destinos, hospedagem e troca de informações numa comunidade de viajantes: World66, The Travel Guide you Write. Uma das ferramentas disponíveis é um mapa personalizável pra você indicar os lugares em que já esteve. Fiz o meu, copiei o código e publiquei no Google Docs: Por onde andei.

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08

Feb

07

Frase de viagem da vez


“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao andar.”
(Antonio Machado)

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06

Feb

07

Autocensura, fronteiras e lembranças aleatórias

Aline comenta em seus Pensamentos Públicos sobre o dilema da autocensura. Respondi dizendo que a autenticidade é uma das suas grandes e muitas virtudes. Todos temos um instinto de autopreservação que funciona no piloto automático. É ótimo quando a gente consegue relaxar e deixar que esse instinto dê o tom das coisas que a gente expressa. Sempre que a gente se bloqueia e limita nossas manifestações ao “socialmente aceitável”, é grande o risco de deixar algumas preciosidades trancadas no baú. Aí lembrei de Henry Miller, cujos livros autobiográficos possivelmente são os mais sinceros da literatura mundial.

Uma coisa puxa outra: lembrei também de uma cena do livro Viajante Solitário, de Jack Kerouac, que acabo de ler. Kerouac estava mochilando pela Europa e tinha acabado de entrar na Inglaterra, vindo da França de barco. Os policiais da alfândega o detiveram e começaram o interrogatório: “O que veio fazer no Reino Unido só com 15 xelins no bolso?” Ele respondeu que era escritor, ia pegar um cheque de direitos autorais e a história podia ser comprovada com o editor dele em Londres. Mas era sábado, ninguém atendeu o fone. Aí ele teve uma lembrança, revirou a mochila e pegou um recorte de revista: era um artigo assinado por ele sobre Henry Miller. O oficial disse: “Miller? Há alguns anos também foi detido por nós, escreveu um monte de coisas”. (Ih, fudeu!, K. deve ter pensado). Mas ficaram satisfeitos com a identificação e o liberaram.

Isso me lembrou um caso engraçado acontecido comigo no Rio Grande do Norte – Ayres, já te contei essa? Eu tava indo acampar em Barra do Punaú, umas três horas ao norte de Natal. Punaú é um riozinho que desagua entre dunas no meio de um coqueiral à beira-mar – descrição pobre pra um lugar paradisíaco. Ayres me recomendou falar com um pescador local amigo dele, Zé Leiteiro. Quando lá cheguei com uma galera, fui recebido por um homem com cara braba, dono do terreno que margeava o riacho. Fui logo perguntando por Zé Leiteiro e aguardando o momento propício pra pedir permissão de armar a barraca. Ele respondeu na lata: “Você é amigo de Zé Leiteiro? Já tá perdendo ponto comigo!”. (Ih, fudeu!, pensei) Mas acabou deixando a gente acampar. Eu soube depois que Zé Leiteiro era posseiro antigo de um terreninho encravado bem no meio do latifúndio do sujeito. Esse pescador nos recebeu com grande hospitalidade. A sombra dos coqueiros depois virou um hotel feioso, mas aí já é outra história.

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05

Feb

07

Anotação de leitura: introspecção

Nenhum homem deveria passar pela vida sem experimentar pelo menos uma vez a saudável e até aborrecida solidão em um lugar selvagem, dependendo exclusivamente de si mesmo e, com isso, aprendendo a descobrir sua verdadeira força oculta. – Aprendendo, por exemplo, a comer quando tem fome e a dormir quando tem sono.

Jack Kerouac, em Viajante Solitário, sobre um período que passou sozinho no topo de uma montanha como vigilante de incêndios.

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