Posts com a categoria ‘jornalismo’

03

May

07

Revista sobre blogs e podcasts

Blogueiros e podcasteiros agora têm uma revista específica: Blogger & Podcaster.

Lá esbarrei num link pra esse artigo de Claire George – Blogging made me a monster – com reflexões sobre blogar em torno do próprio umbigo versus blogar informações que possam ser úteis às pessoas. Para a autora, os diários na web encorajam o narcisismo:

I don’t think that having a personal diary on the Web is a bad thing as long as the writer isn’t too attached to it. To anyone who is as addicted to their online diary as I was, I would say “go out and be with people.”

O artigo foi publicado no OhMyNews, jornal coreano com versão em inglês que é focado no citizen journalism, jornalismo praticado com a participação ativa dos leitores.

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16

Apr

07

Três ingredientes do futuro do jornalismo

“Don´s speak. Point!” A afirmação é de Ethan Zuckerman, co-fundador do GlobalVoices, durante uma palestra em que foi perguntado se achava que os editores de jornais e tevês ainda seriam relevantes nestes dias de jornalismo participativo, ou “cidadão”. A afirmação radical “Aponte para as pessoas e saia do caminho!” se referia ao fato de que os dias em que os jornalistas falavam “em nome das pessoas” ou “para as pessoas” já se foram. Diante da realidade em que informações e opiniões circulam livremente, o papel dos jornalistas está se transformando no de facilitadores, de organizadores do fluxo. Bruno Giussani, no Lunch over IP, cita essa síntese e aponta três ingredientes do futuro do jornalismo.

1. The assembled media, ou mídia feita de partes anexadas a partir de outras fontes – por exemplo, vídeos publicados no youtube que qualquer um pode reproduzir no próprio blog colando um código na página.

Embedding is a win-win situation: You upload something and embed it in your blog: Somehow it becomes “yours” –part of your own blog, of your story, of your online persona — while remaining “theirs.” It maintains their format and branding and extends their reach into your audience. Whatever way you turn it, that’s extremely powerful. And-regardless of whether you’re an individual with a laptop or a large media organization-it heralds a new way of creating, of assembling really, a news or entertainment product. The potential is virtually infinite.

2. The read-write media. Mídia em que a audiência ganha domínio sobre as ferramentas e passa a ser também produtora de informação, contribuindo para a construção coletiva de narrativas.

The collision of new technologies and media is making the “audience” more involved; the tools to gather, treat and distribute information are now in the hands of multitudes. This is transformative.

3. The media as places. Jornais e canais de rádio tevê passam a ser “lugares” onde ocorrem conexões de comunidades.

The direct implication is that the newspaper and the television/radio channel are no longer a mere product –and that they have to relinquish their self-representation as “beacons” or “heralds.” They have to become places. Places where people from the community converge, stop by, make connections and come back again to build a common future.

Para Giussani, a “velha mídia” e a “nova mídia” não são antagônicas, mas complementares, e têm um relacionamento dialético que vai transformar ambas. A nova força dos editores e jornalistas vai depender da sua habilidade de desenvolver novas tarefas: animar um grupo de pessoas; desenvolver formas de organizar como a informação é obtida e utilizada, com a participação do que se costumava chamar “a audiência”; e ajudar as pessoas a navegar em um ambiente de informação a cada dia mais movimentado e instável.

O que isso tem a ver com o futuro do jornalismo? Três coisas, ele diz:

“Primeiro, os jornalistas vão estar aqui por um bom tempo. Segundo, eles não precisam ter medo do que virá, porque isso será excitante e vai expandir bastante suas possibilidades. Mas, em terceiro lugar, eles precisarão se reinventar como uma parte qualificada da multidão, em vez de professores, para se tornarem mais tolerantes à ambigüidade e fluentes tanto nas inovações tecnológicas como nas transformações nas dinâmicas sociais que estão conduzindo o desenvolvimento da mídia”.

O artigo completo está aqui, em inglês.

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04

Apr

07

Intermezzo em casa nova

O Intermezzo, blog coletivo que há quatro anos promove reflexões sobre jornalismo e comunicação no ciberespaço, está com endereço novo: www.imezzo.wordpress.com . Pra quem assina via RSS, também mudaram os feeds, tanto os de posts como os de comentários.

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18

Oct

06

Zero de outubro

A edição de outubro do Zero, jornal-laboratório do curso de jornalismo da UFSC, traz só entrevistas com jornalistas, realizadas por ocasião da V Semana de Jornalismo da UFSC. Clóvis Rossi, Maurício Dias, Juvan de Souza Neto, Renan Antunes, Marcelo Canellas, Juca Kfouri, Juca Varella e, na contracapa, uma anti-entrevista com Ricardo Kotscho, à la Gay Talese com Sinatra (“blue eyes” se recusou a falar com o jornalista americano e este fez um perfil clássico do cantor). O polêmico Renan Antunes de Oliveira, que em 2004 havia desistido do jornalismo e trabalhava como porteiro de hotel quando soube que ganhou o Prêmio Esso de Reportagem, deu a palestra encapuzado com um pano de chão, em protesto contra os profisisonais “mascarados” e em especial, Kfouri.
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O saite do Zero tá desatualizado. A edição impressa pode ser encontrada nas bancas de jornais da UFSC e arredores ou pedidas pelo correio pra Curso de Jornalismo (UFSC-CCE-JOR), Trindade, CEP 88040-900 – Florianópolis – SC.
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Com 24 anos de existência, o Zero acumula quase uma dezena de premiações que reconhecem seu valor como espaço de formação de jornalistas independentes, ousados e críticos. Tive a honra de publicar algumas matérias nele quando era estudante. Os festivos e trabalhosos dias de fechamento da edição, em que às vezes virávamos a noite preparando as reportagens e fotos, foram aulas práticas que estão gravadas pra sempre na minha memória afetiva. Muitos méritos do jornal se devem à dedicação apaixonada do professor Ricardo Barreto, que coordenou o projeto por 15 anos e agora passa o bastão adiante.

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11

Oct

06

Reportagem premiada com Herzog

A reportagem A Idade da Pedra, que o Observatório Social publicou em fevereiro, vai receber Menção Honrosa do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – categoria revista. De autoria de Marques Casara, com fotos de Sérgio Vignes e edição deste que vos tecla, a reportagem saiu na edição 9 da revista do Observatório Social. É sobre trabalho infantil de crianças na cadeia produtiva de multinacionais.

Em agosto a revista foi apreendida por liminar de uma juíza de Minas Gerais. Ela acatou versão de uma promotora de que a reportagem e as fotos teriam sido “forjadas” e mandou apreender os exemplares que ainda não tinham sido distribuídos. O Observatório recorreu da decisão, que consideramos um ato de censura.

O Herzog é a principal premiação do jornalismo brasileiro na área de direitos humanos. Foi criado três anos depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes da ditadura, em 1975. A entrega do prêmio vai ser dia 25 de outubro no Parlamento Latinoamericano, em São Paulo. Tem mais aqui.

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19

Sep

06

Oriente Médio – um retrato


A edição especial da revista Caros Amigos que chega às bancas hoje traz o dossiê Oriente Médio – um retrato da região. Entre os destaques, reportagem do amigo Fernando Evangelista, – formado em jornalismo aqui da Unisul -, que cobriu a recente guerra do Líbano com o fotógrafo italiano Matt Corner.

Renato Pompeu traz “as lições que ninguém aprende”: a história do Oriente Médio e a situação atual de cada um dos seus dezoito países, mais um mapa do poderio militar de cada um e os mais ricos em petróleo; José Arbex Jr. – meu professor em um curso de especialização em 1992 – narra a disputa pelo controle do petróleo. Em outro artigo, vê a derrota de Israel e dos Estados Unidos frente à opinião pública.

Marina Amaral entrevista dois expoentes das comunidades árabe e judaica no Brasil, Helmi Nasr e Fiszel Czerisnia. Marcos Zibordi visita bairros paulistanos onde árabes e judeus convivem na boa. A revista traz também entrevistas com Tariq Ali, Marc Garlasco (pesquisador da Humam Rights Watch) e Stephen M. Walt (professor da Universidade de Harvard e autor de um artigo polêmico sobre o lobby de Israel); artigos de Georges Bourdoukan, Gershon Knispel e Silvio Tendler; e uma amostra das artes árabes e judaicas.

[com infos de Sofia Amaral]

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16

Sep

06

Partidas: Oriana Fallaci

A jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci morreu de câncer na quinta-feira 14, em Florença, aos 77 anos. Suas obras são leitura de alto proveito pra quem se interessa por jornalismo, política e história. Ela cobriu a guerra do Vietnã, o Oriente Médio e a América do Sul. Ficou famosa por suas entrevistas com líderes mundiais, vários do mundo árabe. Dela li só um livro, suficiente pra reconhecer sua grandeza no mundo das letras: Um homem (1979). É a história de Alexander (Alekos) Panagoulis, revolucionário grego que se opôs à ditadura militar de Papadopoulos e tentou matar o ditador em um atentado a bomba. Foi preso, torturado, exilado e perseguido, mas nunca desistiu da causa. Era respeitado pelos carcereiros por ser impossível de dobrar. A jornalista terminou se apaixonando pelo biografado e viveram juntos por um tempo, antes que ele fosse assassinado. Um belo retrato, sem retoques, de um homem digno. Nos últimos anos os escritos de Fallaci provocaram controvérsia ao criticar a cultura do islã.

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04

Sep

06

Liberdade, essa palavra

Documentário em vídeo aponta o governo de Minas Gerais como responsável por censura a reportagens desfavoráveis na mídia e pela demissão de jornalistas que incomodaram. Foi apresentado no dia 28 de junho de 2006 como projeto de final de curso de jornalismo, na UFMG, por Marcelo Baêta. Há também uma resposta no youtube. O governo alega que o documentário editou as falas dos entrevistados fora do contexto e tem finalidade política.
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01

Sep

06

Nota da Abraji

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) publicou ontem uma matéria sobre a censura à revista do Observatório Social. Ao final, recomenda a seus associados:

Solicitar à juíza Lucia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva que revise a sua decisão, visto que a medida infringe o direito à liberdade de expressão por se tratar de um tema de interesse público.

Dirigir-se ao:

Fórum Bernardo Pereira de Vasconcelos
Endereço: Rua Padre José Marcos Pena, 64 – Ouro Preto – Minas Gerais
Fone: (31) 3551-2344 e 3551-3659
Fax: (31) 3551-1880

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UPDATE:

Também manifestou apoio o Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), organização com sede no Peru dedicada à defesa do jornalismo independente. O IPYS enviou um alerta para profissionais de comunicação de diversos países.

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31

Aug

06

Repercussões da censura

Muitos colegas jornalistas se solidarizaram com a equipe do Observatório Social por causa da censura à edição 9 da nossa revista, que trata de trabalho infantil. Reproduzo comentário deixado no site Comunique-se pelo jornalista e professor universitário Samuel Pantoja Lima:

“Há tempos acompanho o belo trabalho que IOS desenvolve. Em se tratando de corrupção e jogo de bastidores, o poder judiciário é sem dúvida o mais ‘opaco’ às luzes da sociedade, seja às lentes do jornalismo ou outras formas de representação da realidade. Ensimesmado, lerdo e com um viés de classe altamente comprometido (neste caso, com os do “andar de cima”), o judiciário brasileiro seria cômico se não fosse trágico. Há exceções a regra, é óbvio! A censura à reportagem e à publicação, em última análise, deve ser repudiada por todos os profissionais da comunicação e, de maneira mais ampla, pelas organizações da sociedade civil”.

Mais aqui.

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