28
Jun06
Jornalista premiado
Emerson Tomate Gasperin acaba de ganhar o Prêmio Abril de Jornalismo, categoria Perfil, pela ótima reportagem que fez na Bizz de dezembro – “Maria Rita nua”. Pena que a capa da revista, uma obra de arte de edição de caligrafia com imagem, não ficou nem mesmo entre as finalistas.
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Ao espiar a lista de premiados encontrei esta curiosidade: na categoria Infografia, ganharam Por que é difícil fazer xixi quando o pênis está duro? e Como se forma o cocô?, ambos da publicação Mundo Estranho.
21
Jun06
Haja cara de pau
No dia 19 o TRT do Maranhão decidiu manter a condenação do deputado federal Inocêncio de Oliveira, do PL de Pernambuco, por danos morais a 53 pessoas que foram submetidas a trabalho escravo em sua fazenda em 2002. O advogado de defesa do parlamentar alegou no primeiro julgamento que os desembargadores haviam considerarado apenas a existência de “trabalho degradante”, e não de “trabalho escravo”. O Tribunal considerou que isso foi mais uma firula técnica que um argumento de verdade. Inocêncio ainda pode recorrer ao TST em Brasília. A matéria é de Beatriz Camargo, da Repórter Brasil, ong que tá fazendo um trabalho magnífico de jornalismo social.
31
May06
Partidas
O jornalismo e o Brasil perderam ontem uma grande figura. Daniel Herz morreu de câncer em Porto Alegre. Autor de A História Secreta da Rede Globo, leitura indispensável nos cursos de jornalismo, ele foi fundador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Foi chefe do Departamento de Comunicação da UFSC, onde o conheci e aprendi a admirar.
César Valente, em sua coluna de quarta-feira no Diarinho, fez uma bela homenagem ao Daniel.
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Também me tocou outra partida pro outro lado, embora eu não conhecesse a pessoa. Kat, a menina que foi adotada pela família Schürmann na Nova Zelândia e navegou com eles pelo planeta, morreu anteontem em São Paulo, de pneumonia.
24
May06
Muito além da notícia
11
May06
O jornalismo nosso de cada trimestre

Mais uma cria no mundo do jornalismo, editada junto com Emerson Gasperin e grande elenco: Primeiro Plano, uma revista trimestral de circulação dirigida que vai abordar responsabilidade social das empresas e desenvolvimento sustentável. O lançamento do número 1 foi ontem aqui em Floripa.
23
Feb06
Mais uma agressão covarde da polícia
O jornalista Nilson Lage, 69 anos, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e uma das sumidades da profissão, foi espancado pela polícia militar em mais um episódio de brutalidade dos que deviam proteger os cidadãos. Ele toma remédio controlado e passou mal ao dirigir. Encostou o carro e perdeu os sentidos. Ao acordar, em vez de ser socorrido, foi algemado, agredido e levado preso. Se o governador não enquadrar seus comandados rapidinho, a polícia vai sentir que pode tudo e arrisca pegar gosto na maldade. Leia esta nota de protesto:
Entidades denunciam violência contra professor Nilson Lage
As entidades e instituições abaixo relacionadas denunciam com veemência a inexplicável e bárbara violência cometidacontra o professor universitário, jornalista e escritorNilson Lage, preso e espancado por policiais militares no último final de semana, em Florianópolis, Santa Catarina. O professor Nilson Lage sentiu-se mal no último sábado, quando dirigia no bairro onde vive, em Florianópolis, conseguiu parar o carro, mas ficou desacordado. Em vez de receber a ajuda que necessitava naquele momento, foi hostilizado pela Polícia Militar ao ser encontrado dormindo dentro do veículo. Foi algemado, jogado em um camburão elevado a uma delegacia. As marcas em seu corpo – principalmente nos punhos e nos ombros – comprovam a inexplicável violência contra um senhor que neste 2006 completa 70 anos de idade. Nilson Lage conta com uma trajetória de amplos serviços prestados ao longo dos últimos 50 anos como jornalista, professor e pesquisador do jornalismo. Trabalhou, como profissional jornalista, nas principais redações do Rio de Janeiro, entre as quais as do Diário Carioca, Jornal do Brasil, Última Hora, O Globo, Bloch Editores e TVE. Paralelamente, fez u mabrilhante carreira acadêmica como professor da Universidade Federal Fluminense, UniversidadeFederal do Rio de Janeiro e outras instituições de ensino. Desde 1992, trabalha como professor Titular do Curso deJornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. É autor utilizado como referência em todos os cursos degraduação e citado em dissertações e teses sobre jornalismo, com obras vendidas aos milhares. Reiterando nosso protesto pela violência do comportamento policial, solicitamos às autoridades competentes a apuração do caso, a punição dos responsáveis, o reparo dos danos morais e a tomada de providências quanto ao preparo das nossas polícias, para que lamentáveis fatos como estes não voltem a ocorrer em Santa Catarina ou em qualquer lugar do país. São injustificáveis e inaceitáveis espancamentos por quem deve garantir a paz, e o abuso da força por quem, ao tê-la, deve impedir o seu uso. Lembramos que justamente aqueles que detêm o poder devem assegurar tratamento humano e digno a todos os cidadãos.
23 de fevereiro de 2006
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo – FNPJ
Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – SJSC
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro -SJPMRJ
Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina – APUFSC -Seção Sindical do Andes
Centro Acadêmico Adelmo Genro Filho do Curso de Jornalismo da UFSC
Departamento de Jornalismo da UFSC – Universidade Federal deSanta Catarina
21
Feb06
Uma atualização sobre o Caso Sarará
Texto do Sindicato dos Jornalistas de SC:
Uma nota de protesto para o silêncio constrangedor
22 horas de segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006. Esperamos, senhores da RBS/DC, um som. Um chamado de telefone. Esperamos, senhores da RBS/DC, pacientemente, e convictos de que o diálogo sempre foi o melhor caminho, o som de uma voz, que viesse ao encontro de um tempo em que a comunicação – e, portanto, o diálogo – se mostra a melhor solução para os impasses e para a superação dos extremos. Aguardamos, pacientemente. E não lamentamos o tempo que esperamos, porque a espera fortalece a convicção de que a verdade jamais poderá ser maquiada e adulterada, e que é com com a espera que se desfazem as dúvidas, ao ponto de se afirmar que não se pode dar a responsabilidade a quem não fez.
Esperamos uma voz que reavivasse o sentimento de justiça, de solidariedade, de reconhecimento pela dedicação. Sim, detido enquanto trabalhava para o DC, o repórter-fotográfico Cláudio Silva Sarará foi espancado; submetido, foi exposto sem que lhe dessem espaço. Desconheceram o que é mais caro ao jornalismo: garantir, a todos, o direito a se expressar, e assegurar o contraditório. Mas não foi assim. Restou julgado aquele que foi notícia e o que foi noticiado.
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina abriu-se para o diálogo, e a resposta foi, primeiramente, um não, e na noite desta segunda-feira, uma longa e silenciosa pausa. Nesta nota, o Sindicato reforça o protesta contra a demissão do colega Sarará e com o silêncio da RBS/DC, sobre todo o episódio que motivou a demissão. Juntamos a nossa voz às vozes que correm o Estado e o País, de estranheza e repúdio.
Rubens Lunge
Presidente
17
Feb06
Repórter fotográfico é preso no exercício da profissão
A PM de Santa Catarina prendeu ontem o jornalista Cláudio Silva “Sarará”, repórter fotográfico do Diário Catarinense, que trabalhava na cobertura de um protesto contra o sistema de transporte coletivo de Floripa. Os policiais queriam impedi-lo de clicar, ele retrucou e foi detido por desacato. “Passou umas horas na delegacia, tomou porrada na cara e só liberaram porque a notícia chegou no ouvido do governador”, conta um colega dele. O repórter fotográfico Glaicon Covre foi lá conferir e os policiais arrebentaram a câmera dele. O Sindicato dos Jornalistas de SC divulgou nota de repúdio.
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Sarará é um dos melhores repórteres fotográficos que conheço e uma pessoa boníssima. Tive a honra de trabalhar com ele no DC por quatro anos e aprendi bastante na convivência.
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Depois reclamam dos “vândalos” quando a estátua em homenagem à PM na avenida Beira-Mar Norte aparece pichada de vermelho.
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UPDATE INDIGNADO às 13H30
O DC se referiu ao episódio numa matéria filha da puta. O repórter (não conheço) se agarrou na objetividade do bafômetro pra largar um “tecnicamente embriagado”, mas se esqueceu de ouvir a versão do colega sobre o motivo da discussão. Nem uma linha sobre a agressão na delegacia. Nenhum depoimento de policial ou hipótese sobre quem são os homens de preto que atacaram os manifestantes. Nada sobre a nota de protesto do Sindicato dos Jornalistas. Nada sobre liberdade de imprensa ou direito à informação. Que jornalismo é esse?! Que jornal é esse que larga seus profissionais às feras de maneira tão covarde?!
07
Feb06
Tags e jornalismo
Mario Lima Cavancanti escreve no Comunique-se sobre a adaptação das tags ao jornalismo online. Ele conta que o LATimes.com vem usando o recurso de uma forma interessante: pra mostrar os termos que mais se destacam em uma determinada matéria, podendo ou não fazer comparações com matérias similares ou ainda com suítes.
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Três exemplos do uso pessoal que faço de sites com tags:
http://del.icio.us/dauroveras/
http://flickr.com/photos/dauroveras/
16
Jan06
As histórias de Zuenir
Acabo de ler Minhas histórias dos outros, de Zuenir Ventura. Com texto fluente e coloquial, ele passeia por alguns acontecimentos marcantes do século 20 que testemunhou como jornalista. Também conta anedotas curiosas de bastidores e pequenos grandes dramas do cotidiano. Eu já gostava muito do trabalho dele. Depois de ler a última história do livro – um relato corajoso e íntimo que envolve sua vida familiar -, minha admiração vai além do profissional: Zuenir é um homem de generosidade ímpar. Ele conta como rompeu com um dos princípios do jornalismo – o de não interferir nas histórias que cobre – ao adotar um menino acreano que foi testemunha-chave de acusação no caso Chico Mendes. O ato de amor que salvou a vida do menino provocou conseqüências inesperadas. Mais não conto pra deixar você com vontade de ler. As crônicas do autor de Cidade Partida e de 1968, o ano que não terminou podem ser lidas em No Mínimo.







