Posts de 2010

22

Feb

10

Manual de Reportagem

Rafinha Bastos, baseado na obra do jornalista britânico Charlie Brooker, “How To Report The News”. [via @suzannevaladon]

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21

Feb

10

Escultura em movimento

Mais um recuerdo dos álbuns de viagem. Cliquei essa estátua em Oslo. É uma homenagem à atriz e patinadora norueguesa Sonja Henie (1912-1969), três vezes campeã olímpica, dez vezes campeã mundial e seis vezes campeã europeia, me diz a Wikipedia. Bem mais bonita que as estátuas de milicos montados a cavalo, né não?

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19

Feb

10

How to Write About Africa

Leitura especialmente recomendada pros colegas jornalistas que forem cobrir a Copa do Mundo em junho. Esse texto irônico e hilário da revista Granta me foi enviado pelo amigo Aidan Doyle, correspondente australiano para assuntos aleatórios. Traz toda a lista de clichês a evitar.

Always use the word ‘Africa’ or ‘Darkness’ or ‘Safari’ in your title. Subtitles may include the words ‘Zanzibar’, ‘Masai’, ‘Zulu’, ‘Zambezi’, ‘Congo’, ‘Nile’, ‘Big’, ‘Sky’, ‘Shadow’, ‘Drum’, ‘Sun’ or ‘Bygone’. Also useful are words such as ‘Guerrillas’, ‘Timeless’, ‘Primordial’ and ‘Tribal’. Note that ‘People’ means Africans who are not black, while ‘The People’ means black Africans.

Never have a picture of a well-adjusted African on the cover of your book, or in it, unless that African has won the Nobel Prize. An AK-47, prominent ribs, naked breasts: use these. If you must include an African, make sure you get one in Masai or Zulu or Dogon dress. (…)

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18

Feb

10

O porco em Nota de Rodapé

Dei entrevista sobre Espírito de Porco ao jornalista Thiago Domenici, que coordena o blog coletivo Nota de Rodapé. No início de março o doc vai ser exibido em um festival de cinema em Santiago de Cuba. E pra quem ainda não teve a oportunidade de assistir na telona, estamos combinando novas exibições em março e abril em Floripa. Depois dou os detalhes.

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13

Feb

10

Miguelices: renovação

Miguel, na contagem regressiva pro início do ano letivo:

- Pai, posso renovar minhas férias?

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11

Feb

10

Recife, 1968

Rua Major Codeceira, 1966. Álbum de família.

Mais uma foto de família que recuperei no photoshop e ajuda a reavivar lembranças. Esta deve ter sido clicada no segundo semestre de 1968 – não faço ideia da autoria. Eu no colo do pai e meu irmão André no colo da mãe, no jardim da nossa casa na rua Major Codeceira, na Boa Vista, Recife. Eu tinha quase três anos de idade e André, quase um. Papai, 43 – um ano mais novo que a minha idade atual – e mamãe, 28. Na minha imaginação, eram poderosos e infalíveis, eu me sentia completamente seguro e vivia um dia de cada vez.

Como diz Zuenir Ventura, 1968 não terminou. Daquele ano conturbado pro país, não tenho como recordar de nenhum evento histórico, mas algumas das minhas primeiras lembranças nítidas são dessa época (há fragmentos anteriores). Subir na grade da janela da frente e olhar a chuva caindo na rua; abrir a geladeira durante uma festa de carnaval, comer um pacote inteiro de azeitonas e vomitar; cair de cabeça num paralelepípedo e ganhar um galo na testa; brincar com uma cachorrinha… Lembro de muitas visitas e risadas, casa sempre cheia.

Há uma história engraçada sobre um ladrão atrapalhado que tentou levar um bujão de gás dessa casa, que já contei aqui, mas só soube depois. Outra coisa que só me contaram mais adiante foi sobre a mangueira que meus pais plantaram. Anos depois, eles passaram pela casa e viram que tinha se tornado uma árvore frondosa, como tantas outras no bairro da Boa Vista. Marchinhas carnavalescas também me trazem um eco desse tempo. Passei anos sem comer azeitonas, sem saber por quê, até que a lembrança chegou de repente. E voltei a gostar delas.

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09

Feb

10

Bonecos de Olinda

Bonecos de Olinda

Mais uma certeira do Frank. Eu voto nessa pra entrar na seleção da retrospectiva 2010.

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08

Feb

10

Migração em andamento: resenhas

Tenho aproveitado umas horinhas livres pra fazer aos poucos a migração do blog antigo pra este, com a ajuda inestimável do desenvolvedor web Fabrício Boppré, voluntário na empreitada do novo DVeras em Rede. Neste fim de semana, salvei diversas resenhas de livros que estavam dispersas no Blogger, em Googlepages e em outros sites, reunindo-as em páginas novas no WordPress. Uma parte delas foi escrita em 2001 quando eu fazia frilas para a Editora Rocco – são, portanto, resenhas-releases, mas selecionei só os textos sobre livros de que realmente gostei e recomendo. Entre meus favoritos, As consolações da filosofia, de Alain de Botton, e A política do rebelde – tratado de resistência e insubmissão, de Michel Onfray.

Há também algumas resenhas que bloguei mais recentemente, como as impressões sobre e o livro de contos Meias vermelhas & histórias inteiras, de Marcos Donizetti, e sobre o livro de poemas Os mortos na sala de jantar, de Ademir Demarchi, no início de 2008. Falta ainda compilar muita coisa, não há pressa. Penso em também reunir anotações de leitura, posts em que reúno trechos que me marcaram em diversas obras. Em mudança de pobre, sempre se perde alguma coisa pelo caminho. Marquei bobeira ao não ter salvado os textos que estavam arquivados na extinta Geocities. Cheguei a recuperar alguns usando o Internet Archive, um fantástico “túnel do tempo” que tenta preservar a memória da grande rede – mas não faz milagres.

Enfim, continuamos em obras. Enquanto não volto a postar com mais regularidade, talvez algumas dessas dicas de leitura possam ser úteis. Deixo com você três consolações da filosofia como degustação para o livro de Alain de Botton, que continua tão atual quanto Epicuro, Sêneca e Nietzsche:

Epicuro e sua filosofia da busca de felicidade pelo prazer são um alento para quem tem pouco dinheiro. Segundo o epicurismo, a felicidade é relativamente independente dos bens materiais. Os ingredientes essenciais para uma vida agradável são a amizade, a liberdade e a reflexão serena sobre as principais fontes de ansiedade – morte, doença, fome, superstição.

Consolação para a frustração aborda a vida de Sêneca, cuja obra é permeada por uma única tese: a de que suportamos melhor as frustrações para as quais nos preparamos e somos atingidos principalmente por aquelas que menos esperamos. O filósofo romano propôs que se tenha sempre em mente a possibilidade de uma tragédia e que não se deve surpreender com nada: “O que não pode ser modificado precisa ser suportado”.

Consolação para as dificuldades resgata as idéias de Friedrich Nietzsche, para quem é impossível atingir uma vida plena sem passar por grandes períodos de dificuldade. Nietzsche utilizava uma analogia com a jardinagem para ressaltar a importância da valorização dos elementos negativos da vida humana: “Se fôssemos ao menos terrenos férteis, não permitiríamos que nada se tornasse inútil e veríamos em cada acontecimento, em cada coisa e em cada homem um adubo bem-vindo”.

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06

Feb

10

O porco vai a Cuba

Uma boa notícia pra fechar a semana: Espírito de Porco foi selecionado para participar da 11a. edição do Festival Internacional de Documentários “Santiago Álvarez in Memoriam”, que vai se realizar em Santiago de Cuba de 8 a 13 de março. Este ano o Brasil é o país convidado. O evento, organizado pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC), o Instituto Cubano de Rádio e Televisão e a Direção Provincial de Cine de Santiago de Cuba, presta homenagem à memória do cineasta Santiago Álvarez. “O Festival promove obras dedicadas aos grandes temas do mundo contemporâneo e à reflexão sobre o papel do cinema documental em nossa época”, diz texto da comissão organizadora.

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03

Feb

10

Parceria criativa no twitter

Esta charge do @frankmaia nasceu de uma piada do publicitário @silviolach e de uma conversa deles hoje à tarde pelo twitter. Detalhes no blog Coluna Extra, do Alexandre Gonçalves.

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