07
Jul08
Tuitadas marqueteiras
Tem uma agroindústria avícola me seguindo no tuíter. Só porque comi não quer dizer que a gente tenha que casar…
07
Jul08
Casamento, batizado e histórias japonesas
Fim de semana movimentado e emocionante. No sábado a cunhada e comadre Sônia casou com meu compadre Antônio Gerassi Neto, depois de uns 15 anos de união que já geraram uma filha e um filho. A cerimônia foi na capelinha do Campeche, com um pequeno grupo de familiares e amigos. Domingo Laura e eu fomos padrinhos de batizado do Eduardo, filho de 11 anos do irmão dela, Carlos, e da Cristina. No meio de preparativos, idas a aeroporto e rodoviária e comemorações, ainda trabalhei na 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Que teve no sábado um dia inteiro de homenagens ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Também no fim de semana o mano Leonardo Camillo ministrou uma oficina de dublagem pra crianças de oito a doze anos. O resultado das atividades da criançada foi exibido ao público ontem à tarde, ficou muito legal.
Um ponto alto foi a presença das tias Maria e Cecília Tuyama, que vieram de ônibus de Santo André/SP depois de muita insistência minha. Elas são irmãs do querido Augusto, pai da Laura e meu segundo pai, que nos deixou em fevereiro. Conversar com elas era quase como revê-lo. São muito parecidas com ele, não só na fisionomia como no jeito de encarar a vida, com humor e tranquilidade. Tia Maria, a mais velhinha, sempre serena, contou várias histórias da infância dela em Nagasaki – ela veio do Japão com cinco anos de idade, num navio que o pai dela, Shungiro, ajudou a construir. Falou sobre a mãe, Ito, que teve uma premonição sobre a bomba atômica e insistiu pra emigrar. Lembrou da dificuldade dos primeiros tempos, da dureza que foi se alfabetizar em outra língua, de Augusto pequeninho que não queria dormir sozinho.
Tia Cecília, sorridente e doce, estava sempre se oferecendo pra fazer massagem em todos da família: “Deixa eu fazer um carinho em você”. Sua intuição lhe dizia o que o corpo da pessoa precisava, onde estavam as dores, as articulações travadas. Minha tensão nos ombros se evaporou. Tia Cecília é herdeira dos dons especiais da mãe – consegue antever situações que ainda não ocorreram. Quando isso acontece e a previsão é trágica, reza muito e às vezes a tragédia é evitada. Ela nos contou isso com naturalidade e lembrou que todas as pessoas têm esse poder, só que algumas aprendem a desenvolvê-lo e outras não. Foi um fim de semana muito especial mesmo, cheio de risadas, amor e amizade.
04
Jul08
A China pelo olhar de Sônia Bridi
Minha ex-colega de curso na UFSC, Sônia Bridi, hoje correspondente da TV Globo em Paris, está lançando pela editora Letras Brasileiras o livro Laowai (Estrangeiro). Numa mistura de reportagem e diário de viagem, Sônia conta das experiências que ela mais o marido, o cinegrafista Paulo Zero, e um filho de três anos viveram em 2005 e 2006 na China, onde montaram a primeira base da emissora na Ásia.
Diz o texto do convite da Letras Brasileiras: “Uma história divertida, intensa e delicada, que provoca risos e lágrimas, sem apelações ou pieguices. … Um retrato pitoresco, emocionado e extremamente requintado da sociedade chinesa,…com olhar perspicaz de repórter e viajante experiente e uma perspectiva feminina que dá ao relato um sabor especialíssimo”.
Um livro de reportagem e histórias sobre a China, por si só, já me deixaria curioso (em 93 estive em Taiwan e Hong-Kong, o que me deixou com água na boca pra conhecer melhor essa cultura fantástica). Escrito pela Sônia, então – uma das repórteres de tevê mais brilhantes que conheço -, não dá pra deixar de ler. O lançamento com presença da autora vai ser no dia 10 de julho às 19h na Livraria Cultura de São Paulo (Conjunto Nacional); 15 de julho às 19h na Livraria da Travessa em Ipanema, Rio de Janeiro; e 17 de julho às 19h na Livraria Saraiva, em Floripa. Pena que estarei viajando, mas vou reservar meu exemplar.
04
Jul08
O som pop de Floripa nos anos 90
Finalmente está na web, pelas mãos do Ulysses (Esquerda Festiva), o vídeo Sete Mares e uma Ilha, produzido em 1999 pela doutora em Psicologia Social Kátia Maheirie e pelo jornalista André Gassen. O documentário apresenta sete bandas que embalaram o cenário musical pop de Floripa nos anos 90: Dazaranha, Tijuquera, Stonkas y Congas, Phunky Buddha, Iriê, Primavera nos Dentes e Rococó ( que se tornaria John Bala Jones). São músicas bem evocativas. Quem curtiu a noite ilhoa nessa época certamente já ouviu alguma ou várias dessas bandas. Boa parte desses músicos continua na ativa.
p.s.: Dedico este post ao Philo Ranks, meu amigo de Trinidad e Tobago com quem dividi casa por um tempo e que foi vocalista dos Stonkas.
03
Jul08
Mostra itinerante em Palhoça
Nesta quarta-feira às 14h30, 220 crianças se acomodaram nas cadeiras do Clube 7 de Setembro, em Palhoça, pra mais uma sessão itinerante da 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Muitas delas, vindas de bairros carentes, tiveram que caminhar meia hora pra chegar ao local da exibição. O esforço compensou. Quando as luzes se apagaram, a tela iluminada se refletiu em olhos brilhantes de encantamento. Em um município onde as opções culturais pro público infanto-juvenil são quase inexistentes, 1.200 crianças foram beneficiadas nos últimos dias. Estive lá com os colegas Cleide e Vinicius pra fazer uma matéria e o making-of da Mostra. Adorei ver aquilo de perto. As coisas mais bonitas da vida são assim, de uma simplicidade quente como a luz projetando histórias e o cheiro de pipoca.
Foto: Cleide de Oliveira
03
Jul08
Pintura que liberta
Uma tela gigante com o tema Eu no mundo está sendo produzida no Centro Integrado de Cultura (CIC) por 15 crianças do Projeto Esperança, vindas da comunidade Chico Mendes, na parte continental da capital. Elas participam da oficina Palavra Pintada, que integra a 7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Ministrada pela artista Sofia Camargo e pelo percussionista e massagista Marcelo Melão, a oficina motiva as crianças a expressar o que pensam de si mesmas e do mundo, por meio da dança, do canto e do conhecimento do próprio corpo. O resultado do trabalho vai ser apresentado ao público na abertura do show do Grupo Palavra Cantada, que encerra a Mostra no dia 13 de julho. Ontem acompanhei um pouco da oficina e depois entrevistei a Sofia. Fiquei emocionado com o alcance desse trabalho. Quem dera houvesse mais Sofias e Marcelos por esse Brasilzão pra levantar a auto-estima da meninada desamparada.
02
Jul08
02
Jul08
Cinema infantil de qualidade – dez mandamentos
Os dez mandamentos para uma programação audiovisual de qualidade voltada ao público infantil, segundo segundo pais e mães – a fonte é a MídiaQ, do Midiativa – Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes:
1. Confirmar valores (transmitir conceitos como família, respeito ao próximo, solidariedade);
2. Incentivar a auto-estima (não reforçar preconceitos nem estereótipos);
3. Preparar para a vida (propor temas importantes para a futura vida profissional e social);
4. Gerar curiosidade (despertar o gosto pelo saber);
5. Não ser apelativo (não banalizar a sexualidade e a violência; não induzir ao consumismo);
6. Ser atraente (ter música, competições, ação, humor; falar a linguagem do público infanto-juvenil);
7. Despertar o senso crítico (fazer a criança e o jovem refletirem, mostrar a diversidade);
8. Mostrar a realidade (apresentar limites e conseqüências, sem agressividade);
9. Gerar identificação (mostrar dúvidas e situações próprias da infância e da adolescência);
10. Ter fantasia (estimular a brincadeira, a fantasia e fazer sonhar).
01
Jul08
Balanço semestral de leitura e blogagem
Começou o segundo semestre. Antes de tudo, parabéns ao Ulysses, do Esquerda Festiva, que faz aniversário hoje, e à Nega Balbys, que fez ontem. Tenham um grande dia! Meia volta do planeta em torno do sol. Tempo inventado, metade do ano. Sensação de que 2008 tá “passando rápido e não fiz quase nada”, misturada com a de que vivi, nesses seis meses, experiências que valem por uma vida inteira. Ambas as impressões são verdadeiras, é a tal história do copo metade cheio e metade vazio, ou da zebra branca de listras pretas que também é preta de listras brancas. Tempo de recalibragem de rota. No meio do caminho, a busca do caminho do meio. Efeméride efêmera, que ao menos rende frases zen e assunto pra blogar.
Começo o balanço pelo índice de investimento em literatura. Nos seis primeiros meses de 2008 li 13 livros (lista na coluna da direita), o que dá uma média de 2,2 livros por mês. Posso dizer a meu favor que foram todos livros bons, alguns excelentes. Mas 2,2 é pouco. Tive que aplicar tempo considerável lendo profissionalmente vários calhamaços técnicos e pedagógicos. Outros cinco livros estão em andamento simultâneo e em releitura, alguns quase no fim. Se fossem considerados, elevariam a marca do semestre pra 18 e a média mensal pra 3. Por isso sou pé atrás com estatísticas, tudo depende do critério adotado. Bem, vou tentar ler 50 até o fim do ano, o que vai exigir muito sacrifício em indolentes tardes na rede do quintal.
Vamos ao índice de assiduidade no blog. Foram 320 posts de janeiro a junho, uma média de 53,3 por mês e 1,8 por dia, entre textos, fotos e charges. Março foi o mês de mais blogagem, com 69 posts, e fevereiro o mais rarefeito, com 33 – quem acompanha o blog sabe por quê. Se confirmada a projeção, vou fechar 2008 com 640 posts, superando o recorde de 639 obtido no ano passado. Aí talvez me dê um prêmio – e um descanso aos leitores – de um mês inteiro sem publicar aqui… Mas deixemos isso pro verão. De janeiro a junho foram 418 comentários, média de 70/mês, 2,3/dia. Alguns comentários foram meus mesmo, respondendo aos outros e involuntariamente inflando esta estatística. E chega de balanços por ora. Vamos ao segundo semestre.
29
Jun08
Escandinavos de olho no cinema infantil brasileiro
O mercado foi o tema do 4º Encontro Nacional de Cinema Infantil, realizado neste sábado como parte da programação da 7ª. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Programadores, investidores e profissionais do setor debateram com agentes do governo a realidade brasileira e políticas públicas para fomentar a produção nacional. Os participantes também conheceram o que os países escandinavos têm feito para fortalecer o cinema infantil. Lá as produções para crianças e adolescentes recebem em torno de 20% dos recursos estatais investidos em cinema. Annette Brejner, diretora do Fórum de Financiamento do BUFF FilmFestival de Malmö, na Suécia, e o produtor Lennart Ström, que por 25 anos dirigiu o BUFF, falaram sobre os principais critérios que os financiadores levam em conta ao escolher projetos para apoiar.
A perspectiva de co-produção internacional de filmes brasileiros está sendo reforçada hoje, quando sete projetos participam de um pitching. É um processo seletivo em que cada representante pode defender o seu filme para a banca em exposição oral, com apoio audiovisual se quiser. O vencedor, que deve ser conhecido ainda esta noite, vai ter a oportunidade de participar de um fórum de financiamento em março de 2009 na Suécia. Concorrem projetos que estão sendo produzidos no Rio de Janeiro, Pernambuco/Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo. O pitching já é utilizado por algumas emissoras como o Canal Futura na seleção de produções infantis para a grade de programação. A TV Brasil cogita também utilizar esse modelo de seleção e a Ancine pretende adotá-lo em seus próximos editais. Seu uso na seleção de projetos para cinema infanto-juvenil é inédito no Brasil.








