Posts de 2008

10

Jul

08

Aforismo do dia: jornalismo e literatura

Qual a diferença entre jornalismo e literatura? O jornalismo é ilegível, a literatura não é lida.

Oscar Wilde, sempre atual.

Aqui tem mais

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10

Jul

08

De fatos, bastidores e velhas novidades

Muito boa a matéria de Bob Fernandes na Terra Magazine sobre a guerra de espionagem interna que a PF viveu pra prender Daniel Dantas. Nessa história toda, aliás, os subterrâneos devem ser mais espetaculares que a ponta do iceberg que se vê nas notícias. A libertação do banqueiro ontem à noite por habeas corpus só surpreende quem ainda não se deu conta de que, no Brasil, cadeia não é lugar pra rico. Lembrei do velhinho humilde do interior de Mato Grosso do Sul que vi numa reportagem na tevê dia desses, preso numa cela com assaltantes e homicidas porque foi condenado por transportar vacas perto de uma estrada. De qualquer forma, não dá pra ignorar que o fato de tantos figurões da elite financeira passarem ao menos uma noite na prisão é sinal de que as coisas estão mudando. Mesmo que a passo de lesma em nossa escala cotidiana. A História é que vai dizer o real alcance desses acontecimentos. Como já lembrou Eric Hobsbawm, “historiadores são como todas as outras pessoas, são os mais perceptivos depois que as coisas acontecem”.

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08

Jul

08

Pop escandinavo

Um som maneiro da Noruega: Sondre Lerche. Dica do Yan Boechat.

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08

Jul

08

Pipoca e cinema, combinação perfeita

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08

Jul

08

Mais frases da vez: brincadeira

“Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo”.
Carlos Drummond de Andrade

“O prazer estético se baseia no livre jogo das nossas funções mentais, em face do objeto belo e na harmonia lúdica das nossas capacidades de imaginação e entendimento”.
Kant

(citados neste artigo de Ilona Hertel)

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08

Jul

08

Frase da vez: caminhar e viver

De uma palestra do médico Dráuzio Varella em Joinville, no blog da Aline:


“Se o seu estilo de vida não permite tirar 30 min pra andar, você está vivendo errado”.

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08

Jul

08

O Grande Irmão e a internet brasileira

Este texto do Marcos Donizetti (Hedonismos), explica como um projeto de lei do senador Eduardo Azeredo representa ameaça de censura à internet no Brasil e o que podemos fazer pra pressionar os senadores a barrar a proposta. Também dá link pra vários textos sobre o assunto em outros blogs.

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07

Jul

08

A cor da voz

O Diário Catarinense de hoje traz entrevista da repórter Alícia Alão com meu irmão Leonardo Camillo sobre dublagem. Neste fim de semana ele fez uma oficina pra 15 crianças e pré-adolescentes durante a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Se você já viu filmes dublados com Nicolas Cage, John Travolta, Kevin Costner, Pierce Brosnan (007), o Jesus de Zefirelli, o Ikki de Fênix da série de animação Cavaleiros do Zodíaco e o dinossauro Barney, entre tantos outros, com certeza já ouviu a voz dele. Trecho:

DC – E o mercado, como está?

Camillo – É um mercado restrito em termos de elenco. Porque formar um elenco de dublagem não é da noite pro dia. É diferente de qualquer outro meio de interpretação, do teatro, da TV, do cinema. É uma coisa muito específica e não trabalha só com interpretação, mas também com uma parte técnica que muita gente não consegue se adaptar. Muitos entram na dublagem e não têm paciência pra crescer na área, porque no começo não compensa financeiramente. Você acaba se afastando. Fica quem realmente gosta. Transformar um dublador para fazer grandes papéis, papéis centrais, demora no mínimo uns cinco anos. O elenco acaba sendo umas 300 pessoas, mais ou menos, e só em RJ e SP. Mas trabalho tem bastante!

DC – O dublador não tem tanto reconhecimento do público quanto um ator de TV ou teatro. O que você acha disso?

Camillo – Nunca fui um carreirista, que faz para aparecer. Meu objetivo sempre foi interpretar. Eu me sinto com sucesso. Acontece que a dublagem sempre foi muito presa ao estúdio, anônima mesmo. Eu costumo dizer que dublagem tem um divisor de águas, há uns 12 anos, antes e depois de Cavaleiros do Zodíaco. Depois do Cavaleiros, começou um movimento nacional de fãs de anime. Tem eventos de anime em todas as regiões do país, todos os anos. E eles veneram o trabalho dos dubladores. Sabem tudo o que a gente faz, respeitam, reconhecem, querem saber, pedem autógrafos. Semana que vem estarei em Fortaleza, na outra em Recife, sempre nesses eventos, dando palestras, fazendo oficinas. Depois de Cavaleiros do Zodíaco, a coisa saiu do estúdio, os fãs sabem muito mais que eu das coisas que eu faço. Então saiu do anonimato.

p.s.: Alícia é uma repórter de texto sensível e afiado, com grande senso de observação pros detalhes, como o que ela captou pra abrir a matéria e virou título. Uma das melhores coberturas da Mostra tem sido a dela. Feliz do editor que pode contar contar com alguém assim na equipe.

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07

Jul

08

Os bastidores de Glosa Glosarum

O leitor Elí de Araújo, do Rio Grande do Norte, me escreve sobre um livro engraçadíssimo e admirável do poeta Celso da Siveira, que li há muitos anos: Glosa Glosarum. Caso o editor a quem ele se refere – sem citar o nome – queira apresentar sua versão da história abaixo narrada, o espaço também está aberto. Pelo bem do público que ainda não conhece o escritor potiguar, espero que o impasse editorial se resolva e seja possível lançar novas edições dessa jóia rara.

Dia 06 passado você postou no blog substantivo plural, perguntando pelo Glosa Glosarum de Celso da Silveira. Celso, meu pai, faleceu em janeiro de 2005, deixando encaminhada a edição do Glosa. O editor, entretanto, publicou o livro sem o aval dos herdeiros, estando até hoje sem prestar contas, apesar de ter sido instado amistosamente, por diversas vezes, a fazê-lo. Lamentável porém verdadeiro. O mesmo editor, depois da morte de Celso colocou uma capa de extremo mau gosto no livro, que certamente meu pai recusaria. Além disso, editou mais recentemente, coletânea de poetisas do estado, onde incluiu minha mãe – Myriam Coeli – mais uma vez sem pedir autorização e sem prestar contas. Trata-se, como pode ver, meu caro Dauro, de um facínora das letras. Atenciosamente, Elí de A.

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07

Jul

08

Caio Cambalhota de volta à blogolândia

Caio Coletivo Operante Cezar está de volta ao universo blogueiro com seu Cambalhota, espaço de rodopios, arremessos e cruzcredinhagens. Ah, e também de chamirrinealidades múltiplas.

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