Posts com a tag ‘vida’

31

May

06

Partidas

O jornalismo e o Brasil perderam ontem uma grande figura. Daniel Herz morreu de câncer em Porto Alegre. Autor de A História Secreta da Rede Globo, leitura indispensável nos cursos de jornalismo, ele foi fundador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Foi chefe do Departamento de Comunicação da UFSC, onde o conheci e aprendi a admirar.
César Valente, em sua coluna de quarta-feira no Diarinho, fez uma bela homenagem ao Daniel.
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Também me tocou outra partida pro outro lado, embora eu não conhecesse a pessoa. Kat, a menina que foi adotada pela família Schürmann na Nova Zelândia e navegou com eles pelo planeta, morreu anteontem em São Paulo, de pneumonia.

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17

Apr

06

Tutu e Fanto

Tutu e Fanto. Foto: DVeras, abril de 2006
Tutu (deitada) e Fanto estão sempre se provocando, mas são amigos inseparáveis, seja pra latir no portão pra quem passa na rua ou pra se juntarem e correr atrás do gato. Aqui, tomam fôlego antes da próxima brincadeira.

Clique pra ver ampliada.

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07

Apr

06

Em casa

Bruno e Laura voltaram pra casa anteontem à tarde. Duas palavras resumem como nos sentimos agora: felizes e cansados. Tamos maravilhados com esse ser que ilumina nossos dias e agita nossas madrugadas. Bem, não somos mais pais de primeira viagem, o que ajuda em muitas coisas práticas como pegar o neném no colo, trocar fralda e dar banho. Por outro lado, cada neném é único. A vida não se repete e tá sempre nos colocando na situação de aprendizes.

Obrigado a todos que nos enviaram palavras de carinho. Vocês devem imaginar por que não atendi o celular. Nesses momentos pré e pós nascimento os usos sociais vão pras cucuias. Mas os torpedos funcionaram bem – li todos e reli pra Laura enquanto ela se recuperava na maternidade (aliás, um parêntesis essencial: assistir um parto é uma experiência poderosa e mística; parir uma criança, então, deve ser mil vezes mais. Talvez se os homens pudessem passar por isso o mundo fosse muito diferente, mais harmônico). Assim que a gente repuser o sono perdido e se acostumar na nova rotina, vai ser um prazer apresentar o pequeno a vocês.

É tempo de adaptação pra família. Precisamos aprender juntos, rápido, a lidar com emoções novas e às vezes difíceis. Miguel alterna alegria pela chegada do maninho com insegurança e rebeldia. Ele tem recebido nossa atenção especial, com beijos e abraços apertados. Imagino o que se passa pela cabeça dele, pois também rolou comigo na infância. É um drama que não pode ser minimizado. Demanda enorme paciência, atenção e capacidade de amar. Hora de investir muito na criação de novos vínculos e no reforço dos já existentes.

E por falar em adaptação, os animais estão de cara. Branquito entrou numas de que também é neném: hoje pegamos o bichano dormindo dentro do berço. Os cachorros ficam olhando pela porta da cozinha, cheios de interrogação nos olhares e rabos. Alheio a isso tudo, Bruno só enxerga os peitos cheios de leite da mamãe. Vida mansa: mamar, cagar, dormir, tomar quinze minutos de sol pela manhã, abrir o berreiro quando se sente incomodado e tirar longas sonecas sonhando com o aconchego do útero.

Hoje fizemos o teste do pezim no posto de saúde da Fazenda do Rio Tavares. Aproveitamos a viagem pra registrar o pequeno, que agora já é oficialmente Bruno Tuyama Veras da Silva. Um legítimo manezinho do Campeche.

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23

Mar

06

Do baú digital

Momento romântico na
Baviera, Sul da Alemanha.

Foto Geraldo Hoffmann, 1997.

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16

Mar

06

Verão na Ilha

Laura, Bruno e eu na praia do Pântano do Sul.
Foto de Raulzito, dezembro de 2005. Posted by Picasa

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22

Feb

06

Domingo na Costa da Lagoa

Domingo na Costa da Lagoa

Miguel e eu curtindo o verão
enquanto o almoço não vinha.
Foto de Raul Ribeiro, do Puxadinho.

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31

Jan

06

Do fundo do baú


Frank remexeu nos guardados
dele e encontrou esta foto. Nós
dois magrinhos em 1986 ou 87.
Num carnaval em Laguna, acho.

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16

Jan

06

Reveillon na Praia da Solidão

Frank, papai (Camillo) e eu em momento alto astral. 31 de dezembro de 2005, Floripa. Foto de Ana Paula Lückmann.

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12

Jan

06

Vinte anos de Floripa

Escrevo de um ciber em Brasília. Mas não é sobre o planalto central que quero comentar hoje, e sim sobre uma efeméride pessoal. Há exatos vinte anos, mais ou menos a esta hora da manhã, começou meu caso de amor com Floripa. Eu tinha dezenove anos, onze meses e dezenove dias. Desembarquei na rodoviária Rita Maria, de um ônibus que vinha do Rio de Janeiro – uma das escalas na longa viagem que começou em Natal.

Como tantos acontecimentos em minha vida, o acaso e o improviso contaram muito. O plano original era ir pro Caribe e pra França, de carona num veleiro francês, mas terminei indo de caminhão na direção oposta. Meus amigos velejadores – dois irmãos e a mulher de um deles – fizeram o convite pra rachar trabalho e despesas, mas os planos mudaram quando os reencontrei na Marina da Glória, no Rio. O casal tinha se separado, a moça voltara pra Paris e os irmãos decidiram continuar descendo até Buenos Aires. Abandonei o barco (aliás, até hoje enjôo no mar) e o sonho adolescente de aventurar o subemprego na Europa.

Resolvi passar férias em Floripa, pra onde minha família tinha acabado de se mudar – minha mãe ia fazer mestrado em enfermagem. Eu pouco sabia da cidade, a não ser que era uma ilha oceânica, bonita, pequena, conhecida pela qualidade de vida. Foi um alumbramento! Me apaixonei à primeira vista e, como já tinha botado na cabeça nômade a decisão de ir embora de Natal, pensei: por que não? A decisão foi rápida. Em pouco tempo eu já tinha trancado a faculdade de jornalismo na Federal do Rio Grande do Norte e estava frequentando o curso de jornalismo da UFSC como aluno ouvinte, enquanto tentava uma transferência.

Da janela do apartamento que dava vista pra Baía Norte, chorei de saudade dos amigos maravilhosos que ficaram em Natal, pelo que foi bom e não ia mais ser. E – pressentia – pela transformação radical que a minha nordestinidade ia passar dali pra frente. Dores do amadurecimento, frio na barriga com as conseqüências da escolha. Aos vinte anos de idade eu abria um novo capítulo na vida, que iria transformar meu sotaque – de onde ele é hoje? -, ampliar meus horizontes profissionais e definir a existência de pessoas ainda por nascer.

Seis meses depois eu conseguia a matrícula em definitivo e começava a trabalhar em jornalismo como revisor do jornal O Estado, a convite do amigo-irmão Frank Maia. Mais outros seis meses e minha família retornava a Natal – a mãe desistiu do curso -, ficando em Floripa eu e mano André, que estudava Direito. Daí experimentei a solidão, depois conheci um montão de gente, virei repórter de polícia e de geral, estive em festas malucas, sofri com o inverno, curti altos verões, peguei caronas pelo interior catarinense e muita, muita coisa aconteceu.

Quase todo ano eu retorno ao Nordeste, de férias, mas não mais voltei a morar lá – com exceção de oito meses entre 1990 e 91, por ocasião da morte da minha mãe, quando ancorei em Ponta Negra pra apoiar a família e escrever meu projeto de conclusão de curso. Floripa virou minha casa, o ninho acolhedor e porto seguro. Na Ilha fiz descobertas maravilhosas no amor, na literatura, no cinema e nos bares. Peguei estradas, cruzei fronteiras, ri muito, passei apertos e cresci. Saí e voltei – Natal, Manaus, Rio -, sempre recebendo acolhida generosa. Encontrei minha amada, gerei dois meninos barrigas-verdes. E fui ficando, por decisão explícita.

Nunca me arrependi da migração voluntária. Eu não seria o que sou hoje sem aquele passo. Vinte anos depois, as lembranças me voltam como uma força da natureza, caóticas e belas. Na manhã daquele 12 de janeiro de 1986, intuí que os novos tempos podiam ser tudo, menos tediosos. Assim é.

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21

Dec

05

39 coisas boas em 2005 (30-39)

30. Sexo & amor & fertilidade.
31. Cinema. Poucos e bons filmes.
32. O restaurante natural da Armação.
33. Fins de tarde na Ponta do Sambaqui.
34. Voltar a andar de bicicleta depois de 12 anos (a cicatriz da queda permanece).
35. Ler, na parede da sala de aula de Miguel, um papel onde ele conta que seu melhor amigo é o papai.
36. Todos os momentos que passei com meus brodinhos e sisterzinhas.
37. A sensação de leveza ao perdoar algumas ofensas.
38. O reforço na convicção de que preciso ter muito pouco para viver bem.
39. A euforia de ter novos e excitantes projetos pra 2006.

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