Posts com a tag ‘vida’

10

Jun

08

Lagoa da Conceição outonal 1

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06

Jun

08

Dica preciosa de como emprestar sem sofrer

Frase sábia neste ótimo texto em Livros e Afins:

“Só empreste aquilo que puder presentear”.

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04

Jun

08

Ashes and Snow


Gente em harmonia com animais totêmicos que são verdadeiros monumentos vivos. Uma combinação de fotos, vídeos, instalação artística, música hipnótica e livro de cartas que é tudo isso e muito mais. Essa belíssima experiência sinestésica de autoria do fotógrafo canadense Gregory Colbert percorre o mundo desde 2002 num museu itinerante e já foi vista por um milhão e meio de pessoas. O design do ambiente de imersão virtual é um deslumbre. Narração em inglês, espanhol e chinês.

[dica da Laura]

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21

May

08

Anotação de leitura: Sobre o amor, etc.

Trecho de uma bela e melancólica crônica de Rubem Braga, escrita há exatos sessenta anos, sobre o que há de irremissível nas separações. O tempo perdido na distância nos transforma em outros.

Dizem que o mundo está cada dia menor.É tão perto do Rio a Paris! Assim é na verdade, mas acontece que raramente vamos sequer a Niterói. E alguma coisa, talvez a idade, alonga nossas distâncias sentimentais.

É horrível levar as coisas a fundo: a vida é de sua própria natureza leviana e tonta. O amigo que procura manter suas amizades distantes e manda longas cartas sentimentais tem sempre um ar de náufrago fazendo um apelo. Naufragamos a todo instante no mar bobo do tempo e do espaço, entre as ondas de coisas e sentimentos de todo dia.

Assim o amigo que volta de longe vem rico de muitas coisas e sua conversa é prodigiosa de riqueza; nós também despejamos nosso saco de emoções e novidades; mas para um sentir a mão do outro precisam se agarrar ambos a qualquer velha besteira: você se lembra daquela tarde em que tomamos cachaça num café que tinha naquela rua e estava lá uma loura que dizia, etc., etc. Então já não se trata mais de amizade, mas de necrológio.

Sentimos perfeitamente que estamos falando de dois outros sujeitos, que por sinal já faleceram – e eram nós. No amor isso é mais pungente. De onde concluireis comigo que o melhor é não amar, porém aqui, para dar fim a tanta amarga tolice, aqui e ora vos direi a frase antiga: que é melhor não viver. No que não convém pensar muito, pois a vida é curta e, enquanto pensamos, ela se vai, e finda.

Maio, 1948

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18

Apr

08

Sofrimento verdadeiro e sofrimento falso

Anotação de leitura antes de ir ao dentista:

…até que nos curvemos e suportemos o sofrimento da vida, sem nos opormos a ele, mas absorvendo-o e sendo-o, não conseguiremos enxergar o que a vida é. De modo algum isso implica passividade, inação; implica, ao contrário, a ação provinda de um estado de completa aceitação. Até mesmo o termo “aceitação” não é muito preciso; quero dizer, simplesmente ser o sofrimento. Uma completa abertura, uma completa vulnerabilidade à vida é (para nossa grande surpresa) o único meio satisfatório de se viver.

Texto de Charlotte Joko Beck, extraído do livro”Sempre Zen”

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09

Apr

08

Life and death


Life and death-which is more dreadful?

Life and death are both processes of gaining more and more fresh experiences in the progress of evolution tending towards the fruition of the wishes of the experiencer. Life is a scene where the individual puts on the dress or the form of a certain amount of desires special environment which can be fulfilled in the special environment afforded by it; and death is the time when the individual goes behind the screen and puts on a new dress to appear in another scene of life in order to fulfill another quality of desires which cannot find the required atmosphere for fruition in the present life, but demand a fresh suitable environment. Hence, when properly understood, neither of them is dreadful. Both are necessary processes of breaking barriers and tearing the veils in the path to Perfection. To the ignorant man, however, both are dreadful experiences. He imagines death to be more dreadful.

May I answer that?

Sri Swami Sivananda (1887-1963), cujos textos encontrei por dica do Nando.

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30

Mar

08

Tempo tempo tempo tempo

Caiu o primeiro dente do Miguel, aos cinco anos e quatro meses. Papai e mamãe corujas, impressionados de ver como o tempo voa, enchemos ele de beijo e abraço.

Eu sugeri jogar no telhado, como fiz com meu primeiro que caiu. Mas o dente terminou indo pra caixinha de tesouros.

Bruno abriu a boca e mostrou os próprios dentes – também quer ficar banguelinha, ora, afinal já tem quase dois anos.
~
A música me veio quando peguei na mão aquele dentinho de leite do menino lindo. É uma das obras-primas de Caetano. E olha só o que encontrei no mei da letra: o Migo tá lá!

Oração ao Tempo

(Caetano Veloso)

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho
Tempo Tempo Tempo Tempo, vou te fazer um pedido
Tempo Tempo Tempo Tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo Tempo Tempo Tempo entro num acordo contigo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo Tempo Tempo Tempo és um dos deuses mais lindos
Tempo Tempo Tempo Tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo Tempo Tempo Tempo ouve bem o que te digo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo Tempo Tempo Tempo quando o tempo for propício
Tempo Tempo Tempo Tempo
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo Tempo Tempo Tempo e eu espalhe benefícios
Tempo Tempo Tempo Tempo
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo
Tempo Tempo Tempo Tempo apenas contigo e migo
Tempo Tempo Tempo Tempo
E quando eu tiver saído para fora do círculo
Tempo Tempo Tempo Tempo não serei nem terás sido
Tempo Tempo Tempo Tempo
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo Tempo Tempo Tempo num outro nível de vínculo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo Tempo Tempo Tempo nas rimas do meu estilo
Tempo Tempo Tempo Tempo

[Tks MPBnet e Liciamhf]

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28

Mar

08

Os provedores de asas

Bonita despedida de um amigo do jornalista Sérgio de Souza – editor da revista Caros Amigos -, que morreu no dia 25.

(…) Sem essa do “descanse em paz”. Ele era calmo e tranqüilo. Mas por dentro um vulcão. Porém sempre sereno. Gente como ele finge que morre, mas deixa suas extensões. Que se libertam e assumem vôos próprios, imaginários ou reais. Sérgio de Souza, mais que o jornalista, foi o provedor de asas, o cara que veio e disse: vai em frente. Abriu caminhos e ensinou os atalhos para vencer as veredas (…)
JÚLIO CHIAVENATO

[via Fernando Evangelista]
~
Não consigo deixar de lembrar do meu sogro ao ler essas palavras. Augusto Tuyama também foi um provedor de asas. Um mestre que chamava os outros de mestre – tava sempre aprendendo enquanto nos ensinava com o exemplo. Tem dias que a presença da ausência bate forte. Fico lembrando o assobio de duas notas que anunciava a sua chegada pra tomar um cafezinho no meio da tarde. Imagino o que ele diria da grama esmeralda que escolhemos pro jardim – o fornecedor, do município de Antônio Carlos, nos foi indicado por ele. Quais seriam seus comentários sobre a ciclovia que estão construindo no Campeche, a chegada do outono e do inverno (“me disseram que aqui fazia frio, mas ainda não vi”, disse no inverno passado), o noticiário político na tevê (“sem Lula o Brasil estaria pior”), o conserto de algum equipamento elétrico ou hidráulico (“noventa por cento é pensamento lógico, dez por cento é técnica”), a árvore nim que deu uma esticada no verão, os meninos que estão esticando todo dia… (“eu gosto tanto do vô, e você?”). É bem como disse a Ana no comentário sobre a andiroba. Quando vejo as obras dele, fico cheio de saudade e de orgulho.

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22

Mar

08

Idéias aleatórias em um sábado de aleluia

Desconfio que é assim: antes de nascer e depois de morrer, a gente é parte do todo = a gente É o todo. Durante a vida também (donde se pode concluir que a vida é eterna). Acontece que, vivendo, a gente pensa que é um indivíduo e age como um indivíduo – e vamos e venhamos, é bom ser um indivíduo. Mas a gente é muito mais que isso. E só se dá conta em raros lampejos como o relatado neste vídeo. O que isso pode representar como conclusão prática pra vida? Aí é um papo pra muitos sábados e domingos.

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21

Mar

08

Um vídeo especial

Dica 5 stars do Nando: uma neurocientista conta sua experiência de ter encontrado o nirvana durante um derrame cerebral. O vídeo tem 18’44″ e tá em inglês. Vale cada instante.

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