23
Apr07
Do espelho ao sonho
Meu leitor Pacífico Armando Guerra gostou tanto da ilustração da ruiva de calcinha se penteando ao espelho – by Orlando Pedroso – que chegou a sonhar com ela. Nada como umas doses de sensualidade pra apimentar o blog
23
Mar07
Sonhos e conexões
Hoje sonhei com um primo que não vejo há 16 anos – deve ter sido a primeira vez que sonho com ele. Na nossa infância éramos muito chegados. Todas as férias a gente brincava e jogava xadrez na casa dos avós em Fortaleza. Depois a vida nos afastou. Aí abro o e-mail e o que vejo lá? Uma mensagem dele pra mim via Orkut!
~
Também sonhei que tava na praia, passava um avião e caía um peixe do céu, bem do meu lado. Aí fui visitar um amigo e uma das primeiras coisas que ele disse foi: “Hoje cedo pesquei uma tainhota na Lagoa”.
10
Mar07
O jogo da amarelinha, últimos capítulos (2)
132
Nos cafés recordo-me dos sonhos, um no man´s land suscita o outro; agora mesmo estou recordando mais um, mas não, recordo apenas que devo ter sonhado algo de maravilhoso e que no final sentia-me como que expulso (ou fugindo, mas à força) do sonho que irremediavelmente ficava atrás de mim. Não sei, inclusive, se uma porta se fechava atrás de mim, creio que sim; na realidade, estabelecia-se uma separação entre o já sonhado (perfeito, esférico, concluído) e o agora. Mas eu continuava dormindo, também sonhei com essa expulsão e a porta se fechando. Uma única e terrível certeza dominava esse instante de trânsito, dentro do sonho: saber que irremissivelmente essa expulsão continha o esquecimento total da maravilha prévia.
(…)
Tudo terá, imagino, uma raiz edênica. Talvez o Éden, como dizem por aí, seja a projeção mitopoética dos bons momentos fetais que pervivem no inconsciente. De repente, compreendo melhor o gesto de Adão de Masaccio. Cobre o rosto para proteger sua visão, o que foi seu; guarda nessa pequena noite manual a última paisagem do seu paraíso. E chora (porque o gesto é também o que acompanha o pranto) quando entende que tudo é inútil, que a verdadeira condenação é aquilo que já está começando: o esquecimento do Éden, ou seja, a conformidade bovina, a alegria barata e suja do trabalho e o suor na testa e as férias pagas.
Julio Cortázar
27
Feb07
Percepção extra-sensorial
Ontem sonhei com meu grande amigo Marcello Castro, de Natal, que não vejo há alguns anos. E fazia tempo que ele não me aparecia em sonhos também. No mesmo dia, ele encontrou outro grande amigo, João Augusto, na UFRN. Ficaram um tempo conversando e falaram de mim. Aí tentaram me ligar, mas tinham um número de celular antigo. João me mandou e-mail hoje contando isso. E liguei pro Marcello pra contar do sonho.
01
Apr03
Sonho
Miguel tava num self-service de papinhas. Ele sentava num cadeirão e tava rodeado de tijelinhas coloridas dos mais variados sabores, que passavam na sua frente. Dava um monte de risada.
09
Dec02
Onírico
Sonho doido high-tech: o berço de Miguel tinha um microcomputador acoplado, com um programa que dava o log das mamadas. Informava a hora, a duração, quantos ml consumidos e se ele tinha arrotado ou não. Hmm, com certeza não substitui o instinto de mãe e pai :-))
25
Nov02
Onírico
Hoje sonhei com os deliciosos biscoitos amanteigados que eu comia na casa de um amigo de adolescência em Natal, enquanto estudávamos pro vestibular. Eram feitos pela avó dele, se não me engano. Curiosas essas gavetinhas do inconsciente. Eu não pensava nisso há 18 anos. Biscoitos amanteigados…
19
Jul02
Vimos Mulholland Drive, de David Lynch. É um filme notável, tipo “ame ou odeie, mas fale de mim”. O espectador vive a sensação estranha de saber que é sonho e ao mesmo tempo mergulhar na história como se fosse real. Aliás isso é a essência do cinema, mas no caso de David Lynch, levada ao extremo. Quem aprecia roteiros lineares, plausíveis vai sair frustrado do cinema. Já quem gostou de Memento e Eyes Wide Shut vai curtir. Há diversas pontas soltas e uma salada cronológica. Personagens que são apresentados e depois somem, como um prelúdio de suas interpretações em uma eventual parte 2. O tom incoerente é um mérito, mas também o ponto fraco. Mulholland Drive se equilibra entre a atração onírica de uma história de mistério e o cansaço que a insistência nessa linha provoca em duas horas e meia. Não é propriamente o tipo de filme que deixa sensação prazerosa ao final. Confesso que me senti aliviado em “acordar” e tomar um chope no Matisse. Mas é cinema de primeira. Faz a gente voltar pra casa se perguntando: “Mas o que foi mesmo que rolou entre aquela loira e aquela morena?” P.S.: Nando e esposa tavam lá conferindo pela segunda vez.







