01
Jun07
Xixi e Cocô
Estão fazendo o maior sucesso na Suécia os bonecos de brinquedo Pee & Poo (Xixi e Cocô). Como ninguém tinha pensado nisso antes? Tem uma fase em que a criançada só fala disso.
[via Blue Bus, que recebeu e-mail da publicitária Cristiana Schmoldt contando a novidade]
31
May07
Geografia do século 21
Quem gosta de brincar com dados e geografia vai apreciar o Geocommons. É um serviço que ajuda a associar estatísticas com mapas, de maneira que as informações possam ser visualizadas de forma mais intuitiva. Dá pra criar, por exemplo, um mapa do país indicando com gradações de cores os estados onde a taxa de longevidade é maior, ou onde há mais afinadores de piano. Ferramenta preciosa pra pesquisadores, professores, estudantes e curiosos em geral. Mas não é assim tão simples de usar, ainda tou apanhando nas FAQs.
24
May07
Brincadeiras na neve
Primeira neve do ano na serra. E o frio continua:
Os catarinenses podem ficar certos de uma coisa: vão sentir muito frio, pelo menos, durante os próximos 10 dias. A massa de ar polar que entra pelo Oeste e pelo Sul do Estado derruba drasticamente as temperaturas, e frio abaixo de zero deve ser registrado de hoje até domingo.
Por incrível que pareça, moro em Santa Catarina há 21 anos e nunca vi neve aqui, embora ela venha quase todo ano. Ou derrete quando chego à Serra, ou por algum motivo não posso ir lá conferir. O pessoal que vive nos países gelados deve achar graça do fascínio que os fiapos de neve provocam nos brasileiros. Culpa dos desenhos animados que passam no nosso Natal escaldante, mostrando a meninada que espera Papai Noel na maior friaca.
A primeira vez que vi neve foi na Bolívia, no topo das montanhas. De longe, pela janela do ônibus. Depois vi nevar em Praga, numa primavera gelada sobre a ponte Karluv – aquela famosa das estátuas de santos, cartão postal checo, talvez a ponte mais charmosa do mundo. Chovia fino, daí vieram uns floquinhos de nada e logo viraram chuva de novo. Mesmo assim deu tempo de abrir a boca e provar o gosto – a gente vira criança mesmo. Hmm, picolé de chuva ácida.
Na clareira de um bosque suíço fiz um piquenique romântico com a Laura. Ao redor de nós o chão tava coberto de neve misturada com lama. Preferi provar só pão e vinho.
Também vi nevar no topo da Zugspitze, maior montanha da Alemanha (2.962 m, diz a Wikipedia). Tinha uma grande quantidade acumulada e realizei uma antiga fantasia besta: me joguei no chão de braços abertos, de costas, que nem os Beatles num dos filmes deles. Me senti o Ringo, o mais narigudo e palhaço dos Fab Four.
Tinha uma fantasia de infância: brincar de batalha com bolas de neve. Realizei na Noruega, numa minúscula estação de trem chamada Flam, onde fizemos uma baldeação. Ao redor dos trilhos havia um labirinto de paredes de neve acumulada, com mais de três metros de altura. Meu adversário era o amigo Eirik Eng, exímio atirador de bolotas desde a infância. Acertei algumas na cachola dele, mas por melhor que fosse minha pontaria, não dava pra vencer um nativo.
Nunca me entusiasmei com esqui ou trenó. Mas tenho outra fantasia ainda não realizada que compartilho com o Miguel: fazer um boneco de neve. Quem sabe neste inverno. Nem que seja um pokemon de neve, pela quantidade que costuma cair em São Joaquim.
21
May07
Vulcões na cozinha, na internet e na memória
Hoje de manhã Miguel e eu falamos sobre vulcões. Ativos, extintos, adormecidos… A curiosidade surgiu porque ele viu um vulcão submarino num desenho animado. Estávamos na cozinha e a panela de pressão serviu pra demonstrar por que essas forças da natureza cospem fogo e lava. À noite mostrei a ele no youtube um vídeo impressionante sobre a mais recente erupção do Etna, em 13 de dezembro de 2006. Em seguida, no Google Earth, localizei todos os vulcões ativos no mundo – mas ele já tinha perdido o interesse e fazia outra coisa.
Aí aproveitei pra aprender um pouquinho também, e revisitar um lugar. “Voei” pra Termas de Chillán, a 400 km ao sul de Santiago do Chile. Em 1998, numa viagem de trabalho, percorri a cavalo com Rogério Magrão Mosimann uma trilha aos Nevados de Chillán, um grupo de três vulcões ativos que ficam próximos a uma estação de esqui – subimos a montanha até umas piscinas naturais com água fervente cheirando a enxofre. Na imagem de satélite cliquei no link pro verbete da Wikipedia e de lá pro programa de vulcanismo global do Instituto Smithsonian, uma fonte riquíssima de informação. Vi que a mais recente erupção conhecida dos Nevados foi em 2003.
Acho fascinante essas oportunidades que as crianças e adultos de hoje têm pra aprender brincando. A combinação de histórias interessantes, exemplos práticos do dia-a-dia e os fantásticos recursos da internet podem transformar radicalmente a educação. Será que os professores estão atentos a isso? Se em vez de encararem a hipermídia como uma concorrente a usarem como aliada, podem transformar suas aulas em experiências inesquecíveis.
22
Feb07
Pequenos prazeres: sinuca em pé-sujo
Sou grande apreciador de xadrez, “o rei dos jogos”. Entre muitos motivos, porque nele não entra o fator sorte. Nada de dadinho rolando: ganha sempre o melhor, ou o menos distraído. Mas o que eu queria comentar mesmo é sobre outro belo jogo, também isento do fator sorte – um maravilhoso invento que a humanidade bolou pra diminuir nossas angústias em relação à finitude da vida. A sinuca me fascinava quando criança e via a malandragem jogando na bodega o dia inteiro. Mas terminei indo fazer outras coisas e não pude me aperfeiçoar. Talvez tenha sido pro meu bem, você pode pensar. É, talvez. Escapei de viciar em jogatina e de virar pinguço, mas o antigo fascínio pela beleza das esferas coloridas singrando no veludo verde permanece até hoje.
Nesta terça-feira, pra não dizer que passei o carnaval inteiro em casa, saí à noite com Neto, Érico e Camila em busca de um boteco pra jogar sinuca. No final da avenida das Rendeiras, na Lagoa, encontramos um “pé-sujo”, com direito a baratas circulando pelo chão, coca-cola vencida e uma penumbra que aliviava as paredes encardidas. Compramos algumas fichas no balcão e pedimos pro homem de feições nada apolíneas que baixasse algumas cervejas. Logo estávamos passando giz nos tacos e botando as bolinhas pra rolar. A mesa, apesar de suja, era boa e com iluminação decente. O banheiro tava surpreendentemente limpo, no vídeo rolava um tributo a Bob Marley e as cervejas estavam geladinhas. Mentalmente alterei o rótulo do boteco para a categoria “falso pé-sujo” – mas diante da exuberância das baratas, resistimos à tentação de pedir um tira-gosto.
Fizemos umas dez partidas em duplas. No começo marquei o placar com giz na parede, depois deixei pra lá, o importante é competir. Até fiz uma ou outra jogada à la Rui Chapéu. Numa delas, antológica, a bola correu num ângulo improvável pela quina do feltro sem sair da mesa e acertou o alvo lá no outro canto (lembrou-me uma partida de futebol de campo que joguei uma vez na escola: contra todas as expectativas, fiz dois gols com bola em movimento e dei vitória ao meu time; minha fama de perna-de-pau se dissolveu por completo, mas só até a próxima partida). Em vários lances atirei no que vi e acertei o que não vi – mas não chamaria isso de sorte, e sim de inteligência cinestésica intuitiva (outros preferem chamar de cagada
). E, claro, cometi erros de amador, mas no geral não fiz feio. Até senti certo progresso em minhas habilidades psicomotoras. Em resumo, uma noite divertida.
29
Jan07
Sol, riacho, chuva e termas
Sábado curtimos com a criançada – filhos e sobrinhos – um passeio-delícia pra dia de sol escaldante: tomar banho das mais variadas formas. Fizemos um piquenique em Caldas da Imperatriz, a 30 km de Floripa. Lá tem um parte aquático popular – limpinho, organizado e seguro -, com toboáguas e uma piscina d´água corrente no leito do riacho que desce da mata. O calor tava tão intenso que a inevitável chuva de verão veio forte, pra felicidade do meu lado curumim. Pingos grossos ensoparam todo mundo e levantaram aquele cheiro gostoso de terra. Pra fechar o dia, nos molhamos mais nas termas: banho relaxante de banheira a 38 graus. O dia me lembrou muito a infância nos arredores de Manaus, com acampamentos perto de igarapés na mata.
26
Jan07
Lancer de Tatannes
Um esporte nacional do território francês da Nova Caledônia, depois de se consolidar na França, chega ao Brasil em grande estilo: o 1º Campeonato Nacional de Lançamento de Sandálias vai se realizar no dia 10 de fevereiro a partir das 9 horas no Terraço Shopping, em Brasília. O release que recebi dá mais detalhes sobre a atividade:
Relatos apontam para o lançamento de sandálias como um esporte que, em sua origem, foi fator de coesão social. Diz a lenda que, cansados das guerras e disputas violentas entre tribos, os indígenas caledônios criaram o esporte para estimular relações amistosas entre grupos rivais.Seguindo a tradição, hoje o esporte é uma das principais modalidades de grandes festas folclóricas caledonianas, que levam à capital do país, Nouméa, milhares de turistas todos os anos. Outras variações foram acrescentadas à modalidade como o lançamento de sandálias sobre alvos fixos no solo e a corrida de chinelos enganchados nas orelhas.
Pode ser minha grande chance de virar atleta olímpico.
10
Jan07
Notebooks
Brincar é o trabalho. O escritório dos primos Estéfano, Miguel e João Luiz no quintal dos avós.
10
Jan07









