Posts com a tag ‘brincadeira’

21

Aug

07

- Aí ela falou: “Cansei. Segura você que tem os braços mais compridos”.
- Quaquaquaquaquá!

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16

Aug

07

Agora com Twitter

Resisti um tempo, parte por birra, parte por preguiça. Mas finalmente hoje recebi um convite do Nando e resolvi testar o tal do Twitter, espécie de mini-blog e comunidade em que você conta aos amigos (ou ao mundo) em poucas palavras o que está fazendo ou pensando ou deixando de fazer. É a febre do momento entre os conectados. Dá pra atualizar de três maneiras – pelo saite do Twitter na web, por mensagem de texto no celular ou mensagem instantânea no Jabber ou GTalk. Também dá pra inserir um código pra mostrar as atualizações no blog, como fiz aí na coluna ao lado (Curtas). Minha primeira impressão é que o grande barato do Twitter é a mobilidade associada à facilidade de comunicação em comunidades. Me atrái isso do minimalismo das mensagens. Mas como eu uso pouco o celular e gosto de escrever posts telegráficos no blog, talvez seja pouco aproveitado e mesmo redundante. A ver.

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06

Aug

07

O Brasil em pedacinhos, pronto pra montar

Aos quatro anos, antes de ser alfabetizado, aprendi com meu pai a localizar no mapa todos os estados do Brasil. Numa fantástica viagem de navio do Ceará ao Amazonas, pra onde nos mudávamos, tive a oportunidade de acompanhar a rota com a ponta dos dedos e ainda divertir os passageiros. Vem daí meu fascínio por tudo relacionado a mapas, aventuras e viagens. Parece que o Miguel herdou isso de mim. Com a vantagem que ele agora tem à disposição o Google Earth, o Google Maps e sabe lá o que mais virá. Mas eu tava procurando alguma coisa mais lúdica, fácil de manejar. Eis que a Giorgia deu a dica desde jogo: um quebra-cabeças em que as pecinhas são os estados. Alô alô professores, confiram isso! Maneiríssimo.

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04

Aug

07

Miguelices: filho entrevista pai

- Pai, você tem medo de lula gigante?
- Não.
- Por quê?
- Porque ela vive no fundo do mar.
- E se você estivesse no fundo do mar e fosse atacado?
- Eu disparava nela um jato de tinta do meu submarino.
- E se ela fosse muuito grande?
- Eu disparava dois jatos de tinta.
- E se ela não se importasse?
- Eu fugia pra superfície.
- E se ela fosse atrás?
- Eu chamava um super-herói. O homem aranha, pra amarrar os tentáculos dela.
- E se ela quebrasse a teia?
- Eu chamava o surfista prateado.
- E se ela quebrasse?
- A prancha?
- Não, o surfista.
- Eu chamava todos os heróis da Liga da Justiça.
- E se ela fosse uma lula espacial e derrotasse todos?
- Eu chamava o Jimmy Neutron.
- E se ela destruísse a nave do Jimmy Neutron?
- Eu chamava o homem de ferro com uma motosserra pra cortar os tentáculos dela e botar numa panela pra fritar.
- E se crescessem mais tentáculos?
- Eu… hmmm… Chamava o presidente Lula.
- O presidente também é lula?
- É.
- E se ela ganhasse?
- Ganhava não. Ele enrolava ela toda. Vamos brincar de outra coisa?

Miguel, 4 anos e 9 meses. Dauro, 41 anos e 7 meses.

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02

Aug

07

Já não se fazem mais anéis de saturno como antes

O Google Earth, um dos softwares mais poderosos pra aprender brincando sobre o mundo, traz mais novidades. Agora dá pra ver os planetas e luas do sistema solar com seus tamanhos relativos entre si e em relação ao sol. E um novo material da Nasa com fotos da Terra tiradas por astronautas, fotos de satélites de lugares interessantes e as luzes de cidades à noite.

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10

Jul

07

Deliciosa essa sua patifaria

Algumas palavras me atraem pela sonoridade, pelo ritmo ou pelas associações de idéias que provocam. Também gosto de imaginar novos sentidos pra elas. Por exemplo, corifena (um peixe, mas podia ser nome de mulher: “Princesa Corifena já vai recebê-lo, senhor”, ou de remédio: “Sete gotas de corifena três vezes ao dia”); coach (treinador em inglês, mas sempre penso num sapo de boné); serendipity (a palavra mais linda da língua inglesa, significa descobrir, por acaso ou sagacidade, coisas que não se está procurando; pra mim podia ser também um pozinho mágico, tipo o de pirilimpimpim); maravalha (apara de madeira; podia ser uma maravilha que valha a pena).

Não é sempre que a gente tem chance de usar nauseabunda, como agora por ocasião das revelações da Operação Moeda Verde. Isso me traz à mente algumas outras: meliante (especulador imobiliário na Ilha do Mel e em outras ilhas); algoz (pessoa que ridiculariza o ativismo ambiental de Al Gore); patifaria (patê bastante apreciado na mesa de certos parlamentares: “- Deliciosa essa sua patifaria! – Comprei em Paris, coisa fina”); hipocrisia (academia hípica para impulsionar o turismo de alto padrão); alvará (papel com timbre oficial que atinge altas cotações na bolsa de favores). Êta mundão das palavras…

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03

Jul

07

Camelos felizes na Austrália

Diretamente de Sydney, via youtube, um clipe engraçado e cheio de amor de Marcelo, Elizângela e do menino que tá a caminho. Ele editou o vídeo durante as tempestades que atingiram a cidade este ano. Saudades, amigos!

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29

Jun

07

Cinco coisas que adoro nos meus meninos

  1. O carinho. Os dois são muito afetuosos com pai e mãe e entre eles. Expressam isso com freqüência, com abraços, beijos e palavras (“Te amo” tá sempre em alta). Às vezes tem umas rabujices, implicâncias, brincadeiras rudes seguidas de chororôs. Mas no fim a harmonia impera. A cena-síntese da união de irmãos é quando os dois estão dormindo na nossa cama – espaço que adotaram como deles e toleramos a contragosto – e ficam aninhados com as cabeças encostadas uma na outra.
  2. As perguntas. Fico deliciado com a curiosidade do Miguel quando quer saber como se escreve “começar”, o que é “tropical”, se bicho-preguiça arranha com as garras ou se “totem” é uma palavra do inglês – essa última, tive que procurar no Houaiss: “etimologia: ing. totem (c1776) ‘id.’, do ojibua oto’te’man ‘seu totem’; f.hist. 1899 tótem”. Será que eu perguntava tanta coisa assim na idade dele? Aprendo ensinando, ensino aprendendo.
  3. O crescimento. Coisa linda de ver o Bruno ganhando a cada dia mais confiança no andar, incorporando novas palavras no vocabulário, fortalecendo a autonomia nas brincadeiras, nas preferências de paladar. E os avanços do Miguel na alfabetização, que formalmente ainda nem começou. Letras, rimas, sonoridades de sílabas, leitura de placas. E já escreve o próprio nome.
  4. O bom humor. Ninguém tem obrigação de ser bem humorado o tempo inteiro, muito menos quando se tem quatro anos e meio e um ano e três meses. Mas de maneira geral, os meninos adoram abrir o sorriso e fazer os outros rirem. Valem piadas, trocadilhos, sons engraçados com a boca, puns, esconde-enconde (“Achou!”), cócegas, cambalhotas, imitações…
  5. O espírito viajante. Estão puxando aos pais. Miguel adora viajar, seja ao centro da cidade ou ao Ceará. Bruno ainda não foi muito longe, mas se deixar a porta aberta ele escapa pra explorar o jardim ou o quintal. E quando vê alguém saindo sem levá-lo, abre o berreiro. Também curtem muito a natureza – árvores, praia, dunas… São ambos mochileiros em potencial.
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29

Jun

07

Minhas festas juninas de outrora

Hoje é dia de São Pedro. Uma das datas festivas mais importantes do Nordeste, só perde pra São João e pro carnaval. Tenho recordações bonitas das festas juninas de minha adolescência em Natal. O São João da Rua Bacopari, em Ponta Negra, fez história na primeira metade dos anos 80 – chegou a ser considerado o melhor da cidade.

Os preparativos já eram uma festa em si. Durante um mês inteiro envolviam toda a comunidade da rua e arredores. As pessoas colocavam cadeiras nas calçadas e botavam o papo em dia com os vizinhos. Os ensaios de quadrilha eram momentos deliciosos pra conhecer gente nova, paquerar as gatinhas – praticamente ninguém comia ninguém, o clima era de alegria e excitação ingênua.

Tinha decoração com bandeirinhas e palhas de coqueiro, iluminação, montagem da fogueira, busca dos músicos. O sanfoneiro era contratado pra tocar forró enquanto tivesse gente dançando ou até o sol raiar, o que viesse primeiro. Preparava-se o aluá, uma bebida de origem indígena feita com milho fermentado por quinze dias, mais especiarias… Quentão, adivinhações e simpatias, bolos de milho, pé-de-moleque…

Com o tempo a festa da Bacopari definhou e terminou morrendo, em parte pela mudança ou morte de alguns moradores que eram dínamos da mobilização. Ou talvez pelo natural ciclo de vida das organizações humanas. Mas as festas juninas continuam vivas e muito bem de saúde nas cidades nordestinas. Vim pro Sul, em que isso não tem a mesma força cultural, mas há coisas que não tem lá, como a bernunça e o jaraguá. Nunca mais pintei bigode, botei cadeira na calçada nem dancei quadrilha.

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18

Jun

07

Fim de semana junino

No sábado prestigiamos a festa junina na escola do Miguel. Pescaria, quadrilha, capoeira, boi-de-mamão, pinhão, bergamota… Dei uns bons pulos na cama elástica junto com ele, pra esquentar. A festa terminou mais cedo que a do ano passado porque tava um frio danado.

No domingão, literalmente descansei carregando pedras – fizemos umas paradinhas legais de jardinagem, contornando os canteiros de plantas com “pedras-pulmão” de granito que sobraram da obra da casa. Hoje sinto como se tivesse cavalgado uma semana sem parar.

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