23
Nov07
Cheiros e cores do Caribe
A jornalista Ana Cláudia Menezes, ex-colega de faculdade na UFSC, está morando na Costa Rica, onde faz mestrado na Universidad para a Paz, um projeto autônomo criado em 1980 pela Assembléia Geral das Nações Unidas. As pesquisas de Ana estão relacionadas a migrações e refugiados, o que tem levado ao contato com muita gente e histórias interessantes. No blog Estrangeira, escrito em inglês, ela conta um pouco das suas impressões sobre o cotidiano. Este post é de 31 de outubro:
There are also the smells and colors of the Caribean. Oh, yes, they are different. The colors, for example, I would compare with “chitão”, a hard fabric from Brazil that mix strong colors such as blue, yellow, green, and red. It is almost composed of flowers, huge flowers. So, that is the Caribean. Chitão, considered a popular fabric, worn by countryside ladies, became now fashionable and it is a must in the wardrobe of famous clothing designers and home decorators. The smell comes from the sea and from the pots in the kitchens, cooking fish with coconut milk, the traditional Caribean sauce.
p.s.: Daqui a pouco a Ana Cláudia vai encontrar a Silvia e o Eumano, que estão mochilando pela América Latina há vários meses. Mundo pequeno!
08
Nov07
HQ na Barca dos Livros
O escritor e roteirista francês Benoît Peeters, especialista em histórias em quadrinhos, é o convidado pra um bate-papo na sexta-feira 9 às 20h na Biblioteca Barca dos Livros.
Ele vai falar sobre a evolução da bande dessiné – como é chamada a HQ na França – e sobre a obra do belga Hergé, pai do personagem Tintim. Peeters escreveu três livros sobre Hergé. A Barca fica na rua Senador Ivo Aquino, 103, em frente aos trapiches da Lagoa da Conceição.
Um programa legal pro domingo 11, com saídas às 15h, 16h e 17h: a Barca dos Livros vai promover três passeios de barco na Lagoa, com livros, leitura, contadores de história e música. O projeto da Barca é coordenado pela professora Tânia Piacentini – professora da UFSC, moradora do Canto dos Araçás -, e amparado pela Sociedade Amantes da Leitura.
A foto é do saite Overmundo e ilustra matéria de Demétrio Panarotto. Essa que aparece com xale vermelho é a amiga Gilka Girardello – contadora de histórias, jornalista, educadora e fada da floresta.
26
Oct07
À espera do nu militante da Binoche
Juliette Binoche, de 43 anos, vai ser capa de novembro da Playboy francesa. Diz ela em matéria da Folha:
“Eu fui convencida por uma jovem equipe que quer mudar a “Playboy” como falar do corpo de uma maneira diferente, em lhe dar alma. Nós temos uma tendência de separar o corpo do espírito, o corpo das emoções. Nós colocamos o prazer à parte. De certa maneira, reivindicar este tipo de corpo nas páginas da revista é um ato militante”, afirmou a atriz francesa.
“Esperaremos em dezembro a edição /Desde já, em estado de ereção /Espero que até lá eu não broche /Para poder ver o nu da Binoche”
19
Oct07
Menção honrosa no Prêmio Herzog
A notícia me pegou ontem tão de surpresa que fiquei sem saber o que dizer além de eebaa!!!!!! Uma reportagem que publiquei em outubro de 2006 na revista do Observatório Social ganhou menção honrosa no Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais importantes do jornalismo brasileiro. É o terceiro reconhecimento público de destaque que nossa revista ganha em apenas 12 edições de existência: em 2003 levamos um Esso na categoria meio ambiente e em 2006, coincidentemente, também menção honrosa no Herzog.
A reportagem é sobre mutilações de trabalhadores na indústria moveleira de Santa Catarina. Fico feliz com a premiação porque ela dá visibilidade ao descaso de muitas empresas com as condições de saúde e segurança dos empregados. Se a repercussão desse prêmio ajudar a salvar dedos em fábricas Brasil afora, missão cumprida.
Procurei enfatizar que a responsabilidade pelos acidentes não é só das empresas, embora elas tenham, sim, culpa no cartório – omissão também mutila e mata. Uma mudança real nessa tragédia brasileira passa pela educação. Pelo amor ao próprio corpo e à mente. Quem trabalha não pode deixar sua saúde e segurança nas mãos dos outros. Isso vale pras atividades consideradas “perigosas” e também pras que parecem até inofensivas – há quanto tempo não limpam o ar-condicionado de sua sala e ninguém reclama?
Esse princípio da Não-Delegação foi sintetizado nos anos 60 pelo movimento sindical italiano e incorporado pelo movimento sindical cutista: o convencimento de que os trabalhadores não podem mais entregar a ninguém o controle sobre as suas condições de trabalho. Outro princípio herdado dos italianos é o da Validação Consensual: o julgamento sobre o nível de bem-estar ou de intolerabilidade de determinada situação de trabalho deve ser expresso pelos trabalhadores. Sei que estamos a anos-luz de uma epifania desse nível no Brasil, mas existem avanços.
Com o perdão pelo clichê – verdade pura -, jornalismo é trabalho de equipe. Compartilho essa menção honrosa com algumas pessoas em especial:
minha família, pela paciência em enfrentar o transtorno que as viagens de trabalho provocam no cotidiano de casa; Maria José H. Coelho, “mãe” da revista; Sandra Werle, a “madrinha”, que a diagramou por tantos anos; Zé Álvaro Cardoso, do Dieese/SC, que fez a ponte com o sindicato; Marques Casara, parceirão, um dos melhores repórteres que conheço; Sérgio Vignes, repórter fotográfico que me acompanha há tempo em aventuras e roubadas; Frank Maia, autor da arte e infografias desta e outras reportagens; Jeanine Will, suporte logístico nota dez; Kjeld Jakobsen, apoio fundamental ao jornalismo investigativo na organização; todos os demais colegas e ex-colegas do Observatório Social, que este mês apaga dez velinhas de aniversário; e aos trabalhadores e trabalhadoras de São Bento do Sul.
18
Oct07
Edição de aniversário

Mais uma saindo do forno. A 12ª edição da revista do Observatório Social comemora os dez anos de existência da organização – pra qual presto serviços há cinco anos. Outros assuntos: o que pensam os trabalhadores sobre trabalho decente, responsabilidade social das empresas e meio ambiente; o impacto negativo das negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio) no setor de serviços no Brasil; a construção da ISO 26000, diretriz de responsabilidade social. A versão em pdf pode ser baixada aqui, em três partes (1, 2 e 3). A arte da capa é de Frank.
17
Oct07
Dia da Leitura
Assino com gosto essa petição do Instituto Ecofuturo para transformar o Dia 12 de outubro no Dia da Leitura. A iniciativa está sendo apresentada no Senado pelo senador Cristóvam Buarque. O projeto visa chamar a atenção para a importância de levar a literatura às crianças de fase pré-escolar e de renovar as bibliotecas públicas e salas de leitura.
12
Oct07
09
Oct07
04
Oct07
Free Burma

Minha contribuição à campanha mundial de blogueiros pela liberdade em Mianmar, antiga Birmânia. A população do país é vítima de uma repressão brutal da ditadura militar. Todo apoio a esta causa é bem-vindo. Para participar, escolha uma imagem aqui no Flickr e coloque no seu blog. Mais informações sobre a campanha em www.free-burma.org
30
Sep07
Remixtures
Uma descoberta bacana em minhas webdivagações. Vou deixar ele mesmo se apresentar. Salvo engano, o gajo é português.
Remixtures.com é um blog assinado por Miguel Caetano sobre a cultura da remistura. Com este espaço, pretendemos criar um posto avançado de observação e reflexão sobre o que de mais recente e interessante ocorre no domínio da cultura livre emergente – netlabels, net-art, P2P, copyleft, Creative Commons, Mash-Ups, remixes – e dos entraves que se colocam ao seu pleno desenvolvimento, no sentido da partilha e reapropriação generalizada do conhecimento. Porque todo o criador não é senão um (re)apropriador das criações de muitos outros.
A cultura da remistura tem as suas raízes numa ecologia musical com vastas ramificações. Só para nos ficarmos pelo último século, podemos apontar uma genealogia que vai desde os blues que emanavam das plantações de algodão ao longo do Delta do Rio Mississippi passando pelos primeiros samples electrónicos da música concreta de Pierre Henry e Pierre Schaeffer no final dos anos 40 e início de 50 ou pelo Hip-Hop que brotou das ruas de Nova Iorque e o Dub dos raggamuffins e sistemas de som da Jamaica, chegando ao techno e house de Detroit e Chicago e culminando nos Mash-Ups da geração MySpace e YouTube.
Estas evoluções culturais colocaram em causa, cada uma à sua maneira, o sistema vigente da propriedade intelectual, em especial, os direitos de autor. (…)








