16
Apr10
Dia da Mãe
Hoje, se estivesse aqui, minha mãe Sara completaria 70 anos. Partiu aos 50, de uma daquelas maneiras bobas (complicação anestésica em operação de sinusite) que nos ajudam a lembrar como a vida é só uma brisa rápida. Viveu com intensidade o casamento, os filhos, a profissão de enfermeira, a aventura de se embrenhar nas florestas amazônicas num navio hospital, as viagens malucas de carro pelos estradões do Brasil. Nos últimos tempos dedicava-se às aulas na UFRN e à atenção aos doentes de hanseníase e de HIV. Amava dançar tango, ouvir Piazzolla, tomar café preto bem forte, preparar feijoada, fazer artesanato, costurar vestidos coloridos (abençoados sejam os que conseguem fazer seus próprios parangolés), receber os amigos em casa (mas detestava fazer visitas), fazer passeios e viagens de improviso. A fotografia era uma de suas paixões.
E chega de lembranças por hoje, que a sexta-feira vai ser comprida e eu já tou com um cisco no olho.
Na foto, ela e eu.









Não é a toa que um certo Dauro saiu essa figura bacaníssima. Já conhecia um pouco do seu pai mas não sabia das proezas de sua mãe.
Que mãe sensacional!!!
Um brinde à Sara (lindo nome). E um brinde aos que vivem intensamente, deixando uma saudade doce e boas histórias que nunca morrerão.