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Oct06
Reportagem premiada com Herzog
A reportagem A Idade da Pedra, que o Observatório Social publicou em fevereiro, vai receber Menção Honrosa do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – categoria revista. De autoria de Marques Casara, com fotos de Sérgio Vignes e edição deste que vos tecla, a reportagem saiu na edição 9 da revista do Observatório Social. É sobre trabalho infantil de crianças na cadeia produtiva de multinacionais.
Em agosto a revista foi apreendida por liminar de uma juíza de Minas Gerais. Ela acatou versão de uma promotora de que a reportagem e as fotos teriam sido “forjadas” e mandou apreender os exemplares que ainda não tinham sido distribuídos. O Observatório recorreu da decisão, que consideramos um ato de censura.
O Herzog é a principal premiação do jornalismo brasileiro na área de direitos humanos. Foi criado três anos depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes da ditadura, em 1975. A entrega do prêmio vai ser dia 25 de outubro no Parlamento Latinoamericano, em São Paulo. Tem mais aqui.








parabéns!!!
Uai, eu tinha deixado um comentário no post anterior…
Fernando, é uma honra fazer parte do seu time. Raulzito e Leo, tou aí em pensamento brindando com vocês. Amigão Casara: emocionado com suas palavras. Sei que jornalismo é trabalho de equipe, mas é também de autoria individual, de suor e risco individual. E sei muito bem dos riscos que você tem corrido ao longo da sua carreira pra trazer boas histórias pros leitores. O principal mérito é seu, caro repórter.
Como dizem aquelas faixas de fim de campeonato, quando os vencedores recorrem ao óbvio rodrigueano: “EU JÁ SABIA!”
Parabéns mano Dauro! Estou aqui em Copa comemorando mais essa com o não menos, Leo Camillo.
Bj!
R.
Como autor do texto da reportagem em questão, gostaria de fazer uma pequena homenagem a este grande jornalista, Dauro Veras.
Aos fatos:
Para Dauro Veras a comunicação e o jornalismo são ferramentas de transformação social. Têm sentido na medida em que contribuem para a construção de um mundo mais justo e menos desigual.
Esse conceito motiva tanto a ele quanto a mim. Nos dá referências e baliza a nossa conduta.
O que não quer dizer que tenhamos, eu e Dauro, o mesmo “conceito” de comunicação.
Dauro é um rapaz sistemático, lógico, bastante cartesiano. Para ele, uma reportagem pode conter a mais profunda verdade dos fatos e nisso ele acredita de maneira profunda e sincera.
Para mim, que tenho a contradição como deus e a ambiguidade como filosofia, a verdade é apenas um ponto de vista. Uma reportagem é apenas uma visão dos fatos.
Então nos completamos.
E por isso conseguimos resultados bem acima do que poderia ser esperado para uma revista de ONG.
Fazemos uma revista de 64 páginas eu, Dauro, a estagiária Adriana, as vezes um bom frila da nossa confiança, e mais Zezé e Sandra na criação gráfica, sendo que Zezé foi a pessoa que começou toda essa história pois o projeto original é dela, uma jornalista visionária e de caráter impecável. Graças a ela trabalho para esta revista.
Mas voltemos ao homenageado:
Como editor da revista do Observatório Social, Dauro Veras tem um rigor e um grau de profissionalismo que não vi, até hoje, em nenhum jornalista com quem trabalhei.
Dauro Veras é o jornalista de mais alto gabarito que conheço. É o jornalista pelo qual eu tenho a mais profunda admiração e respeito e disso não tenho dúvidas.
Por isso digo que ele é o grande estrategista desta história de sucesso da revista do Observatório Social.
Muito Obrigado, Dauro Veras. Obrigado por ser o editor mais chato, o edito mais pentelho, o editor mais crica, o editor mais afeito as preciosidades que fazem do jornalismo um ato de amor ao ser humano.
Você é o cara, Dauro Veras. Você é o cara.
do amigo e admirador,
Marques Casara
Parabens, grande! Ja ta virando rotina. Primeiro foi o ESSO…agora o Herzog…vcs sao imbativeis.