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Oct08
Amazônia, nome aos bois: vídeo
O caso da madeira é semelhante. Madeireiras sistematicamente multadas por fazer derrubada ilegal de árvores vendem madeira “esquentada” para grandes empresas como a Tramontina e lojas de alto padrão como Louis Vuitton e Empório Armani. O produto chega ao consumidor final, no Brasil e em outros países, como “madeira certificada”. A Sincol, com sede em Caçador, Santa Catarina, é a maior exportadora de portas e janelas da América Latina. Embora afirme em seu site que vende madeira certificada, ela é dona de uma madeireira no MT que está sendo processada por invasão de terra indígena, grilagem de terras, derrubada e armazenamento ilegal de árvores. Procurada pelos repórteres, a empresa preferiu não se manifestar. Uma informação que causou surpresa no público: a Pampa Exportações, uma das grandes compradoras de madeira ilegal no Pará, é presidida por um membro do Conselho de Sustentabilidade do Banco Real.
Chamam a atenção na palestra as desculpas para justificar a participação nessas cadeias predatórias. Algumas empresas alegaram que não tinham conhecimento sobre a conduta de seus fornecedores, embora as informações sobre autuações do Ibama e a “lista suja” do trabalho escravo estejam disponíveis ao acesso público. Houve caso em que os repórteres constataram informação falsa no balanço social. Casara exortou o governo a assumir seu papel fiscalizador e as empresas citadas a romper relações com os fornecedores de produtos ilegais. Sakamoto chamou a atenção para a responsabilidade dos consumidores: “Comprar algo é um ato político”. Depois da palestra deles, o gerente do Ibama em Altamira (PA), Roberto Scarpari, explicou como funcionam os processos de esquentamento de madeira.








Triste, essa realidade!!!
Dauro, obrigado pela divulgação. A blogosfera tem se mostrado uma excelente ferramenta de discussão sobre temáticas ambientais e sociais.
E parabéns pelo blog. Tá excelente.