Posts com a categoria ‘viagem’

18

May

06

Os lugares da memória

Um texto de Raul e um poema de Drummond no +D1 me levaram a fazer uma pequena viagem ao passado. Por Recife, Natal, praias potiguares e Floripa.

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25

Apr

06

Duas dicas de viagem em SC

Semana passada estive por três dias em São Bento do Sul, no planalto norte catarinense. Duas dicas pros viajantes: o Hotel Stelter é um dos melhores lugares onde já me hospedei. Limpo, confortável, com funcionários atenciosos e atentos aos detalhes, como lavar os vidros dos carros, tirar poeira dos lugares mais escondidos e acordar você por telefone dizendo: “Bom dia! São sete horas, o termômetro marca 14 graus e o céu está azul”. O café da manhã é um espetáculo, dá vontade de ficar horas ali. Outro destaque da cidade é a cervejaria Alpenbier, que apesar daqueles horríveis veados empalhados na parede, produz uma cerveja de primeira qualidade – recomendo a Draft.

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18

Apr

06

Lendo

Viajante solitário, de Jack Kerouac. São textos de viagem do guru da geração beat pelos Estados Unidos, México e Europa. Até agora minha impressão é que não se compara ao grande On the road, nem tampouco aos ótimos Big Sur e Dharma Bum. Mas são boas linhas pra ler viajando.

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23

Mar

06

Do baú digital

Momento romântico na
Baviera, Sul da Alemanha.

Foto Geraldo Hoffmann, 1997.

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02

Feb

06

Dez mais caras

Pra quem gosta de viajar e de listas, esta pode ser útil. Depois de 14 anos no topo do ranking, Tóquio foi desbancada pela capital da Noruega como a cidade mais cara do mundo.

  1. Oslo, Noruega
  2. Tóquio, Japão
  3. Reykjavik, Islândia
  4. Osaka, Japão
  5. Paris, França
  6. Copenhague, Dinamarca
  7. Londres, Reino Unido
  8. Zurique, Suíça
  9. Genebra, Suíça
  10. Helsinque, Finlândia

Da BBC News, via Aidan Doyle, de Osaka.

~

Laura e eu passamos duas semanas na Noruega em 97, metade do tempo em Oslo. Só conseguimos a façanha graças à generosidade dos amigos Eirik e Hélène – que nos hospedaram em sua simpática casinha à borda da floresta de Oslo, [tal como a de Sofia] e viajaram conosco pelo interior. E também à bondade de Kjersti – de quem fomos convidados especiais à sua festa de casamento -, Camilla, Kristian e Marianne, que nos mostraram a cidade e bancaram belos jantares.

Se você pensa em tomar um pilequinho por lá, melhor preparar o bolso. Um hábito comum dos noruegueses é servir água com limão aos visitantes. Isso se explica pelas severas restrições culturais/legais ao alcoolismo, que tem origens históricas no puritanismo e em questões de saúde pública. O preço da birita é proibitivo – um caneco de cerveja custa o equivalente a 7 dólares num bar, e a venda de bebidas fortes, incluindo vinho, é monopólio do Estado. Curiosamente, muita gente fabrica bebidas em casa, em alambiques clandestinos. E é possível comprar nos supermercados essências de bebidas como uísque e gim pra misturar no álcool de cereais.

A Noruega é um país de belezas naturais estonteantes e um grande choque cultural pra nós tupiniquins ( aliás encontramos lá dois índios tupiniquins de verdade, protestando contra a Aracruz Celulose). É uma sociedade materialmente resolvida. Lá os problemas são de outro tipo, mais existenciais e menos “sobrevivenciais”. Tudo isso me dava uma certa tontura, uma sensação de irrealidade, que talvez eles também sintam quando vêm às latitudes tropicais. Lá tive também uma forte experiência de vertigem mística, no Preikestolen (“Pedra do Púlpito”), um paredão natural de 604 metros de altura no alto de um fiorde de Stavanger. Outra hora conto essa.

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12

Jan

06

Vinte anos de Floripa

Escrevo de um ciber em Brasília. Mas não é sobre o planalto central que quero comentar hoje, e sim sobre uma efeméride pessoal. Há exatos vinte anos, mais ou menos a esta hora da manhã, começou meu caso de amor com Floripa. Eu tinha dezenove anos, onze meses e dezenove dias. Desembarquei na rodoviária Rita Maria, de um ônibus que vinha do Rio de Janeiro – uma das escalas na longa viagem que começou em Natal.

Como tantos acontecimentos em minha vida, o acaso e o improviso contaram muito. O plano original era ir pro Caribe e pra França, de carona num veleiro francês, mas terminei indo de caminhão na direção oposta. Meus amigos velejadores – dois irmãos e a mulher de um deles – fizeram o convite pra rachar trabalho e despesas, mas os planos mudaram quando os reencontrei na Marina da Glória, no Rio. O casal tinha se separado, a moça voltara pra Paris e os irmãos decidiram continuar descendo até Buenos Aires. Abandonei o barco (aliás, até hoje enjôo no mar) e o sonho adolescente de aventurar o subemprego na Europa.

Resolvi passar férias em Floripa, pra onde minha família tinha acabado de se mudar – minha mãe ia fazer mestrado em enfermagem. Eu pouco sabia da cidade, a não ser que era uma ilha oceânica, bonita, pequena, conhecida pela qualidade de vida. Foi um alumbramento! Me apaixonei à primeira vista e, como já tinha botado na cabeça nômade a decisão de ir embora de Natal, pensei: por que não? A decisão foi rápida. Em pouco tempo eu já tinha trancado a faculdade de jornalismo na Federal do Rio Grande do Norte e estava frequentando o curso de jornalismo da UFSC como aluno ouvinte, enquanto tentava uma transferência.

Da janela do apartamento que dava vista pra Baía Norte, chorei de saudade dos amigos maravilhosos que ficaram em Natal, pelo que foi bom e não ia mais ser. E – pressentia – pela transformação radical que a minha nordestinidade ia passar dali pra frente. Dores do amadurecimento, frio na barriga com as conseqüências da escolha. Aos vinte anos de idade eu abria um novo capítulo na vida, que iria transformar meu sotaque – de onde ele é hoje? -, ampliar meus horizontes profissionais e definir a existência de pessoas ainda por nascer.

Seis meses depois eu conseguia a matrícula em definitivo e começava a trabalhar em jornalismo como revisor do jornal O Estado, a convite do amigo-irmão Frank Maia. Mais outros seis meses e minha família retornava a Natal – a mãe desistiu do curso -, ficando em Floripa eu e mano André, que estudava Direito. Daí experimentei a solidão, depois conheci um montão de gente, virei repórter de polícia e de geral, estive em festas malucas, sofri com o inverno, curti altos verões, peguei caronas pelo interior catarinense e muita, muita coisa aconteceu.

Quase todo ano eu retorno ao Nordeste, de férias, mas não mais voltei a morar lá – com exceção de oito meses entre 1990 e 91, por ocasião da morte da minha mãe, quando ancorei em Ponta Negra pra apoiar a família e escrever meu projeto de conclusão de curso. Floripa virou minha casa, o ninho acolhedor e porto seguro. Na Ilha fiz descobertas maravilhosas no amor, na literatura, no cinema e nos bares. Peguei estradas, cruzei fronteiras, ri muito, passei apertos e cresci. Saí e voltei – Natal, Manaus, Rio -, sempre recebendo acolhida generosa. Encontrei minha amada, gerei dois meninos barrigas-verdes. E fui ficando, por decisão explícita.

Nunca me arrependi da migração voluntária. Eu não seria o que sou hoje sem aquele passo. Vinte anos depois, as lembranças me voltam como uma força da natureza, caóticas e belas. Na manhã daquele 12 de janeiro de 1986, intuí que os novos tempos podiam ser tudo, menos tediosos. Assim é.

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20

Dec

05

O veículo do futuro

Miguel e a prima Beatriz experimentam o Jegue-flex, um 4 x4 robusto que bebe pouco, custa quase nada, tem freios ABeSta, assento de couro e uma santa paciência com a criançada. Palhano, Ceará, julho/2005. Foto DVeras.

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23

Feb

03

Impressões de viagem (2)
Agradecimento especial ‘a querida Méa, que foi uma anfitriã nota 100 em Salvador. Gostei especialmente de ter participado com ela da aula do doutorado em educação sobre técnica de etnopesquisa. Foi num terreiro de candomblé. Lá tive a oportunidade de acompanhar um debate de altíssimo nível e de conhecer mais de perto essa religião fascinante.

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23

Feb

03

Impressões de viagem
De volta a Floripa depois de cinco dias em Salvador. Pela segunda vez, dei um curso de roteiro multimídia para uma turma de pós-graduação em design instrucional no Senai. O prof. Marco Silva, autor do livro Sala de Aula Interativa, dividiu a disciplina comigo. Foi uma experiência enriquecedora. Pena que o tempo disponível era tão curto, pois tínhamos assunto pra passar um semestre inteiro debatendo. A turma é maravilhosa: gente afetuosa, curiosa, interessada no tema, fazendo pontes freqüentes entre o que discutíamos e seus conhecimentos prévios. Aprendi bastante. E o melhor é que continuamos em contato via lista de discussão. Muito obrigado, galera! Foi um privilégio conhecer vocês.

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02

Feb

03

Reminiscências de viagem
Quando eu tinha quatro anos, em 1970, escapei de um desastre de avião. Meus pais estavam se mudando de Recife pra Manaus com a família. Decidiram cancelar as reservas e viajar de navio, assim teriam mais tempo pra fazer festa com os amigos. O vôo da Paraense Transportes Aéreos caiu na Baía de Belém durante uma tempestade, pouco antes do pouso, matando 38 dos 40 passageiros e tripulantes. A viagem de navio foi ótima e tudo o que veio depois é lucro. Este incidente não me deixou qualquer trauma. Depois disso já voei milhares de quilômetros e dei a volta ao mundo de avião. Ficaram algumas lições, claro: aproveite o dia (“carpe diem”); e nunca perca uma oportunidade de fazer festa.

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