31
Jul08
Rede banda larga é isso aí
DVeras em Rede não poderia deixar passar em branco o recorde mundial conquistado por valorosos cearenses no município de Maracanaú: construíram uma rede gigante com 30 metros de comprimento por 12,5m de largura, capaz de acomodar 300 pessoas. É tecnologia pra ménage-à-trois multiplicado por cem!
13
Jul08
Palavra Cantada encerra mostra de cinema
E hoje chega ao fim a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Foram 17 dias intensos, 106 filmes exibidos para 25 mil crianças, pré-estréias nacionais, debates instigantes, muita pipoca e emoção. Fiz a assessoria de comunicação junto com as amigas e colegas Kátia Klock, Adriane Canan e Cleide de Oliveira, com apoio do Vinicius Muniz no making of. Foi cansativo, mas um privilégio e um grande aprendizado. Tivemos ampla cobertura da mídia e foi nítido o salto de qualidade da Mostra, que acompanho há alguns anos como pai-espectador. É uma alegria imensa ver que o trabalho da Luiza Lins, mãe do evento, ganhou dimensão tão importante pra cultura local e nacional. A onda de beleza gerada em Floripa vai chegar até a Suécia, que em março de 2009 recebe, no Festival de Financiamento de Malmö, um projeto de filme brasileiro selecionado aqui.
Vou guardar muitas lembranças boas desses dias. Do Centro Integrado de Cultura ao Hotel Majestic, de Palhoça aos bairros de periferia, a Mostra irradiou magia pra muitos meninos e meninas que tiveram o primeiro contato com o cinema. Vi lágrimas no rosto de professoras e a alegria com que o pessoal da produção trabalhou pra que o evento tivesse a melhor qualidade possível. Acompanhei a pintura da tela gigante “Eu no mundo” pelas crianças da comunidade Chico Mendes, na oficina Palavra Pintada. A maneira bonita como elas foram desarmando suas couraças em meio a atividades de massagem, dança e canto. O sorriso orgulhoso da meninada que fez a oficina de dublagem ao ver exibido o seu trabalho pro público. O insight dos participantes da oficina de flipbook ao se darem conta, nos bloquinhos de papel, de como funciona a ilusão de ótica do cinema. É um evento em que os sonhos e esperanças ganham posição de destaque. Uma delas, a de que as crianças brasileiras possam ver cada vez mais sua própria cultura nas telas de cinema e tevê. “É uma questão de segurança nacional”, disse alguém num dos debates. A gente chega lá.
Três momentos especialmente marcantes pra mim: o comentário da querida amiga Gilka Girardello, professora da UFSC, de que só vamos perceber todo o alcance da Mostra daqui a vinte anos, quando essa platéia de crianças e adolescentes estiver adulta, produzindo e criando; Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande, com seu sotaque cearense que me é tão familiar, lembrando que a infância é um estado de espírito e que ele, aos 42 anos, tem um quarto de brinquedos e almoça e janta pra esperar a sobremesa; e os olhos azuis brilhantes da Heleninha Gassen, atriz do curta Leste do Sol, Oeste da Lua (de Patrícia Monegatto Lopes), ao me contar que tem vontade de trabalhar em cinema ou televisão quando crescer. Foram dias bem felizes e encantados. A Mostra encerra hoje com o anúncio do melhor filme escolhido por júri infantil e com duas apresentações do novo espetáculo do grupo Palavra Cantada, com nome bem adequado a esta celebração da diversidade cultural: Carnaval.
Fotos: Cleide de Oliveira
p.s.: O filme vencedor da Mostra foi O mistério do cachorrinho perdido, do diretor paulista Flávio Colombini.
p.s.2: Galeria de fotos do show do Palavra Cantada (por Cleide de Oliveira).
07
Jul08
A cor da voz
O Diário Catarinense de hoje traz entrevista da repórter Alícia Alão com meu irmão Leonardo Camillo sobre dublagem. Neste fim de semana ele fez uma oficina pra 15 crianças e pré-adolescentes durante a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Se você já viu filmes dublados com Nicolas Cage, John Travolta, Kevin Costner, Pierce Brosnan (007), o Jesus de Zefirelli, o Ikki de Fênix da série de animação Cavaleiros do Zodíaco e o dinossauro Barney, entre tantos outros, com certeza já ouviu a voz dele. Trecho:
DC – E o mercado, como está?Camillo
– É um mercado restrito em termos de elenco. Porque formar um elenco de dublagem não é da noite pro dia. É diferente de qualquer outro meio de interpretação, do teatro, da TV, do cinema. É uma coisa muito específica e não trabalha só com interpretação, mas também com uma parte técnica que muita gente não consegue se adaptar. Muitos entram na dublagem e não têm paciência pra crescer na área, porque no começo não compensa financeiramente. Você acaba se afastando. Fica quem realmente gosta. Transformar um dublador para fazer grandes papéis, papéis centrais, demora no mínimo uns cinco anos. O elenco acaba sendo umas 300 pessoas, mais ou menos, e só em RJ e SP. Mas trabalho tem bastante!DC – O dublador não tem tanto reconhecimento do público quanto um ator de TV ou teatro. O que você acha disso?
Camillo – Nunca fui um carreirista, que faz para aparecer. Meu objetivo sempre foi interpretar. Eu me sinto com sucesso. Acontece que a dublagem sempre foi muito presa ao estúdio, anônima mesmo. Eu costumo dizer que dublagem tem um divisor de águas, há uns 12 anos, antes e depois de Cavaleiros do Zodíaco. Depois do Cavaleiros, começou um movimento nacional de fãs de anime. Tem eventos de anime em todas as regiões do país, todos os anos. E eles veneram o trabalho dos dubladores. Sabem tudo o que a gente faz, respeitam, reconhecem, querem saber, pedem autógrafos. Semana que vem estarei em Fortaleza, na outra em Recife, sempre nesses eventos, dando palestras, fazendo oficinas. Depois de Cavaleiros do Zodíaco, a coisa saiu do estúdio, os fãs sabem muito mais que eu das coisas que eu faço. Então saiu do anonimato.
p.s.: Alícia é uma repórter de texto sensível e afiado, com grande senso de observação pros detalhes, como o que ela captou pra abrir a matéria e virou título. Uma das melhores coberturas da Mostra tem sido a dela. Feliz do editor que pode contar contar com alguém assim na equipe.
03
Jul08
Pintura que liberta
Uma tela gigante com o tema Eu no mundo está sendo produzida no Centro Integrado de Cultura (CIC) por 15 crianças do Projeto Esperança, vindas da comunidade Chico Mendes, na parte continental da capital. Elas participam da oficina Palavra Pintada, que integra a 7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Ministrada pela artista Sofia Camargo e pelo percussionista e massagista Marcelo Melão, a oficina motiva as crianças a expressar o que pensam de si mesmas e do mundo, por meio da dança, do canto e do conhecimento do próprio corpo. O resultado do trabalho vai ser apresentado ao público na abertura do show do Grupo Palavra Cantada, que encerra a Mostra no dia 13 de julho. Ontem acompanhei um pouco da oficina e depois entrevistei a Sofia. Fiquei emocionado com o alcance desse trabalho. Quem dera houvesse mais Sofias e Marcelos por esse Brasilzão pra levantar a auto-estima da meninada desamparada.
27
Jun08
Mostra de Cinema Infantil de Floripa começa hoje
A 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis começa hoje às 14h no cinema do CIC, com a pré-estréia nacional do filme “Pequenas Histórias”, do cineasta mineiro Helvécio Ratton (sessão para estudantes de escolas públicas pré-agendadas; no sábado haverá nova exibição aberta ao público). Às 19 horas, no CIC, acontece a abertura oficial para imprensa e convidados.
Durante a recepção, a diretora da Mostra, Luiza Lins, e o coordenador institucional da Programadora Brasil, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Frederico Cardoso, assinam protocolo de parceria para dar acesso da Programadora aos filmes inscritos na Mostra. A proposta é oferecer audiovisuais em séries de DVD, por meio de permissão de uso, para pontos de exibição de circuitos não comerciais em todo o país: escolas, universidades, cineclubes, centros culturais etc.
A programação completa da Mostra está aqui. Colegas jornalistas que precisarem agendar pautas e de mais informações, entrem em contato com a gente pelo e-mail imprensa [arroba] mostradecinematinfantil [ponto] com [ponto] br ou pelo telefones (48) 3225 7993 (assessoria de imprensa); 48/ 9989 4202 (Kátia Klock); 9633 9912 (Adriane Canan) e 9922 9700 (Dauro Veras, este que vos tecla).
24
Jun08
George Carlin – Religion is bullshit
Esta é uma das mais famosas apresentações do mestre da stand-up comedy, o americano George Carlin, morto no dia 22 aos 71 anos por causa de complicações cardíacas. Carlin ganhou popularidade por seu estilo ácido, crítico das instituições, e pelos shows freqüentemente relacionados a assuntos tabu. O vídeo tem 10’14″ e está legendado em português.
23
Jun08
Túnel do tempo: Meu Pé de Laranja Lima
Meu irmão Leonardo Camillo em cena da novela Meu Pé de Laranja Lima, versão de Ivani Ribeiro pro romance de José Mauro de Vasconcelos, exibida na Band entre 1980 e 1981. Ele faz o personagem Diogo, que é contra o casamento de seu pai Caetano.
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Leo vai ministrar uma oficina de dublagem durante a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que começa nesta sexta 27 no Centro Integrado de Cultura.
20
Jun08
Cinema Infantil em Floripa
Vem aí a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Com muita satisfação vou fazer assessoria de imprensa do evento, junto com a Adriane Canan e a Kátia Klock, que coordena a comunicação. A Mostra começa dia 27 de junho e, durante 17 dias, tem a meta de levar o cinema a 25 mil crianças, boa parte delas de escolas públicas. Cousa linda! Colegas jornalistas e blogueiros que tiverem interesse em divulgar, me dêem um toque que envio releases.
04
Jun08
Ashes and Snow

Gente em harmonia com animais totêmicos que são verdadeiros monumentos vivos. Uma combinação de fotos, vídeos, instalação artística, música hipnótica e livro de cartas que é tudo isso e muito mais. Essa belíssima experiência sinestésica de autoria do fotógrafo canadense Gregory Colbert percorre o mundo desde 2002 num museu itinerante e já foi vista por um milhão e meio de pessoas. O design do ambiente de imersão virtual é um deslumbre. Narração em inglês, espanhol e chinês.
[dica da Laura]
03
Jun08
Brasília distorcida

A amiga Cristina Gallo, fotógrafa de política em Brasília, mostra em seu blog a capital federal de maneira inusitada, com distorções curiosas. Tem uma foto lá que parece ser de abutres. Não sei se foi tirada na Câmara ou no Senado.







