Posts de 2010

01

Oct

10

Geografia brunita

Geografia do Bruno em dose tripla: Mauroega, Rei Nunido e João em Ville.

Bookmark and Share


26

Sep

10

E o porco leva mais um prêmio

Espírito de Porco recebeu ontem à noite o prêmio de “melhor contribuição social” no II Festival Nacional de Cinema e Vídeo de Piratuba. E assim nosso documentário passa a colecionar três premiações – recebeu as outras em 2009 nos festivais de Curitiba e de Seia, Portugal. Compartilho a alegria com o cara que co-dirigiu essa porcaria comigo, Chico Faganello. No momento ele está acompanhando o filme num festival ambiental na Costa Rica. Eu abraço também toda a equipe, em especial Nane Faganello, Licia Brancher, Cintia Domit Bittar, Vinicius Muniz e Renato Turnes, que dedicaram um montão de horas e de talento pra viabilizar a produção.

Piratuba é uma cidadezinha agrícola no Meio-Oeste catarinense com pouco mais de 4 mil habitantes, a maioria, descendentes de alemães. Fica vizinha a Ipira e bem próxima da divisa com o Rio Grande do Sul. O charme de Piratuba são suas águas termais, que a tornam um lugar perfeito pro turismo geriátrico. Cheguei ontem à tarde e fui direto ao Paraíso: o nome do hotel, na avenida principal. Fiquei tomando cerveja com uns amigos numa mesa na calçada, observando o movimento. Coisa curiosa é a moda que o pessoal tem de caminhar pela rua vestindo roupões de banho. Gostei! Um desfile que celebra o bem-estar e a informalidade. Passou até um cara vestido de vermelho dos pés à cabeça, acho que torcedor do Inter.

De noite, a entrega dos prêmios no Centro de Convenções reservou uma alegria dupla pra minha amiga Adriane Canan: o filme que ela roteirizou e fez assistência de direção – Mulheres da terra, dirigido por Márcia Paraíso – ganhou o troféu de melhor documentário e melhor filme do festival. O doc delas é sobre agricultoras familiares. No palco, a Adri fez um agradecimento especial à generosidade dessas camponesas, foi bem bonito. Como prêmio, a equipe vai receber cem mil reais em serviços de produção para finalizar um filme, com duas condições: tem que ter temática rural e estrear em Piratuba.

No hall de entrada, um grande mapa do Brasil indicava que houve filmes inscritos de todos os estados brasileiros, exceto Acre, Rondônia, Roraima e Alagoas. Ao todo, mais de 120 produções. Tive a oportunidade de conhecer gente finas, como o César Furlan Dassie, repórter do Globo Rural – que ganhou prêmio de melhor reportagem com uma matéria sobre parteiras; o Julinho, premiado na categoria amador com o polêmico curta Veneno de Colono; e uma animada turma de professores e estudantes de jornalismo da Unoesc, de Chapecó. Peguei só a última noite do festival, encerrada em grande estilo com show do mestre da viola Almir Sater. Pelo que me disseram, ainda há bastante a avançar nas próximas edições. Mas a impressão que deu é que tem tudo pra emplacar como evento anual no calendário do cinema brasileiro. A cidade, o estado e os cineastas só têm a ganhar.

p.s.: No retorno de carro pra pegar o voo em Chapecó, viajei ao lado de Almir Sater, de quem sou fã há tempo. Duas horas e meia de conversa agradabilíssima. Também foi conosco Claudio Savaget, produtor do Globo Ecologia, outro figuraço. Mas isso fica pra outro post.

Bookmark and Share


24

Sep

10

Engordando o dicionário

Miguel hoje inventou uma palavra nova:

- Obsecuda. É uma coisa feia, bem feia. Que nem cocô.

A Laura também criou uma:

- Kiwífera. Criança que adora kiwi.

Bookmark and Share


22

Sep

10

Defesa do meio ambiente, um projeto de vida

Germano Woehl Júnior, fundador do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade.

Germano Woehl Júnior, fundador do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade.

O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, com sede em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, foi criado em 2003 para dar continuidade institucional ao trabalho voluntário de Elza Nishimura Woehl e Germano Woehl Jr. Desde 1998 o casal desenvolve projetos de educação ambiental junto com as escolas da rede pública. Em trilhas guiadas na floresta, crianças e adolescentes aprendem sobre a importância da preservação da biodiversidade e dos mananciais.

“Nossa dedicação à causa ambiental é um projeto de vida e não um meio de vida”, diz Germano Woehl Jr., que é físico e vive do salário de pesquisador. O trabalho deles tem recebido o reconhecimento de empresas do porte da Petrobras, Johnson&Johnson e organizações como a Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVSA), uma plataforma de captação de recursos para organizações do terceiro setor, vinculada à BM&FBovespa.

Entrevistei Germano por e-mail para uma publicação especial do jornal Valor Econômico sobre biodiversidade. Como, por motivo de espaço, usei só uma pequena parte das informações, compartilho aqui as perguntas e respostas da entrevista praticamente na íntegra – apenas com pequenos ajustes para facilitar a fluidez do texto. Leia mais

Bookmark and Share


20

Sep

10

Still de Espírito de Porco

Filmagens de Espírito de Porco. Seara, Santa Catarina, inverno de 2007.

Recebi da Cíntia Domit Bittar, que editou Espírito de Porco, esta foto dos bastidores da filmagem do nosso documentário em Seara, no Meio-Oeste de SC. Da esquerda pra direita: eu, Cíntia, Chico Faganello, Vinicius Muniz e o sr. Biondo, que gentilmente nos facilitou amplo acesso a sua granja em várias ocasiões. Foi muito bom trabalhar com essa galera.

Bookmark and Share


17

Sep

10

Novas oportunidades para os oceanógrafos

Diretor do CTTMar/Univali, João Luiz de Carvalho. Foto: Eugênio Andreola/Coletivo Catarina

Diretor do CTTMar/Univali, João Luiz de Carvalho. Foto: Eugênio Andreola/Coletivo Catarina

Saiu hoje no Valor uma matéria que fiz sobre a carreira de oceanógrafo. O primeiro curso do país, da Universidade Federal de Rio Grande, (Furg, no RS), completou 40 anos de criação em agosto. O curso da Univali, em Itajaí, foi o terceiro a ser criado e é forte referência no meio acadêmico. Gostei da pauta. Não só pelo assunto, que envolve uma profissão fascinante. Também pela oportunidade de entrevistar pessoas que amam o que fazem. E ao ar livre, pertinho do mar. Não é todo dia.

Bookmark and Share


17

Sep

10

Mais 15 livros em 15 minutos

A @anitadutra não resistiu e fez uma lista “remix” com outros 15 livros marcantes que ficaram de fora da sua primeira lista, pra que não venham mais puxar no pé dela durante o sono. Então tomo a liberdade de citar mais 15 que também podiam ter entrado na minha primeira:

1. Rayuela (Cortázar)

2. Amor nos tempos do cólera (Garcia Marquez)

3. Sagarana (Guimarães Rosa)

4. Viva o povo brasileiro (João Ubaldo Ribeiro)

5. Meu último suspiro (Luis Buñuel com Jean-Claude Charrière)

6. As flores do mal (Baudelaire)

7. Luna caliente (Mempo Giardinelli)

8. Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

9. Nada de novo no front (Eric Maria Remarque)

10. Olhai os lírios do campo (Érico Verissimo)

11. Feliz ano novo (Rubem Fonseca)

12. O nome da rosa (Umberto Eco)

13. Conversa na catedral (Vargas Llosa)

14. O aleph (Jorge Luis Borges)

15. A invenção da solidão (Paul Auster)

Bookmark and Share


16

Sep

10

15 amigos em 15 minutos

Recebi esse comentário do amigo Maderfrânio, que me deixou muito feliz por estar na lista. Os nomes de 6 a 15 são de irmãos dele.

15 AMIGOS EM 15 MINUTOS ( NA0 NECESSARIAMENTE NESTE ORDEM )

1- dauro veras
2- andre veras
3-camilo veras
4-flavio
5-etemistocles
6-mazotopisteles
7-mequistapache
8-marcolandio
9-merempedes
10-milhomens
11-mupamixades
12-modlipelinda
13-mansglio
14-maridinagema
15-marilandia

Bookmark and Share


16

Sep

10

15 músicas em 15 minutos

Essa é mais difícil que listar discos. Taí a minha, sem pensar muito.

1. A sua estupidez (Roberto Carlos)

2. Maria Isabel (Roberto Livi)

3. Hey Jude (Beatles)

4. Metamorfose ambulante (Raul Seixas)

5. Vassourinhas (Matias da Rocha e Joana Batista Ramos)

6. Insensatez (Tom Jobim)

7. Jamming (Bob Marley)

8. Gente humilde (Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes)

9. Imagine (John Lennon)

10. Nervos de Aço (Lupicínio Rodrigues)

11. The Godfather Theme (Nino Rota)

12. Dia branco (Geraldo Azevedo)

13. Stand by Me (por John Lennon)

14. Bohemian Raphsody (Queen)

15. Bachianas Brasileiras nº 4 (Heitor Villa-Lobos)

1, 2 e 3, ouvi muito na infância. A sua estupidez foi meu primeiro compacto, aos quatro anos. Vassourinhas tá no meu sangue pernambucano (força de expressão, pois apesar de ter nascido em Recife, sou geneticamente 100% cearense). Gente humilde é a cara de um Brasil que eu amo. A 14 me lembra um amigo querido de adolescência e minha primeira viagem a Brasília. A de Villa-Lobos é um encanto. Todas, em diferentes momentos da vida, foram belas trilhas sonoras.

Bookmark and Share


15

Sep

10

15 livros em 15 minutos

Mais um meme que respondi no Facebook. Mesmo esquema: escreva a nota com 15 livros marcantes, sem pensar muito, e passe nas marcações a 15 amigos, incluindo meu nome.

  • Grande sertão – veredas (Guimarães Rosa)
  • O fio da navalha (Somerset Maugham)
  • Pergunte ao pó (John Fante)
  • Misto-quente (Charles Bukowski)
  • O estrangeiro (Albert Camus)
  • O jogador (Dostoievski)
  • O pequeno príncipe (Saint-Éxupery)
  • Encontro marcado (Fernando Sabino)
  • Paula (Isabel Allende)
  • Histórias extraordinárias (Edgar Allan Poe)
  • Huckleberry Finn (Mark Twain)
  • O falecido Mattia Pascal (Luigi Pirandello)
  • Crônica de uma morte anunciada (García Márquez)
  • On the road (Jack Kerouac)
  • Relato de um certo oriente (Milton Hatoum)

“Essa lista vale um post no blog pra comentar as escolhas”, escrevi lá. Há muitas diferenças entre estilos e temas. Em comum, a emoção provocada pela leitura. E, me dou conta agora, a busca do autoconhecimento – às vezes de maneiras tortuosas. O romance de Rosa é uma catedral, das melhores obras que a literatura mundial já produziu. Os contos de Poe eu conheci na adolescência, enquanto aprendia inglês, e me impressionaram. Paula, obra forte que só o amor+dor de mãe pode produzir. Mattia Pascal e o desejo de se reinventar também me impactaram na adolescência. Ouvi ecos da Amazônia de minha infância no romance de Hatoum. Misto-quente e Pergunte ao pó têm uma simplicidade enganosa, mas foram resultado de uma hábil carpintaria narrativa. E que protagonistas! Aliás, o Larry de O fio da navalha é um personagem especial.

Bookmark and Share