Posts de 2010

23

Apr

10

Infância cearense 3

Mais uma da série de fotos que tirei de crianças brincando na comunidade Goiabeira, em Fortaleza. As originais são coloridas. Nesta, em especial, a luz dourada do sol poente e o vestido vermelho da menina deram um toque especial à imagem. Qual você prefere, a p&b ou a colorida?

Bookmark and Share


22

Apr

10

Infância cearense 2

Crianças na comunidade Goiabeira, em Fortaleza. DVeras, 2004.

Bookmark and Share


22

Apr

10

Brasília, rica e desigual

O Valor Econômico de hoje publica uma matéria minha num suplemento especial sobre os 50 anos de Brasília. O texto mostra que a capital federal tem alto poder aquisitivo e indicadores sociais superiores à média brasileira, mas também uma profunda desigualdade social entre o centro e a periferia (íntegra aqui no blog; a versão do jornal é resumida e restrita a assinantes). Tive grande prazer em fazer esta reportagem, pois gosto de Brasília e aprendi muito com os entrevistados. Hora dessas quero voltar a alguns aspectos que não tive tempo de ir mais a fundo, como, por exemplo, uma interessantíssima tese de doutorado sobre a “solidão social” na cidade, à qual me referi só de passagem.

Bookmark and Share


21

Apr

10

O que mais vale: água ou fosfato?

Anitápolis, Santa Catarina. DVeras 2007. CCNo dia 20 de abril o Tribunal Regional Federal da 4a. Região manteve por unanimidade, mais uma vez, a decisão da Vara Federal Ambiental de Florianópolis contra o projeto da fosfateira de Anitápolis. Esta é a 12a. decisão judicial contrária ao empreendimento, que ameaça uma extensa área de mata atlântica e mananciais em Santa Catarina. Fiz quatro perguntas ao advogado Eduardo Bastos, que representa a ong Associação Montanha Viva na causa.

O que significa mais esta decisão do Judiciário contra o projeto da fosfateira?

Em termos ambientais e sociais, a manutenção da liminar concedida pela doutora Marjorie Ribeiro da Silva, juíza da Vara Federal Ambiental de Florianópolis, se reveste de grande importância. Demonstra a sensibilidade do Poder Judiciário Federal com os problemas e riscos potenciais apontados na ação. Apesar de toda complexidade da causa e dos interesses governamentais em jogo, as irregularidades constantes no EIA/RIMA [Estudo Prévio de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental] foram percebidas pelos julgadores, que, embasados nos princípios da prevenção e da precaução, decidiram em prol da sociedade e do meio ambiente.

Por que o projeto da fosfateira é danoso ao meio ambiente?

Diria que o projeto é danoso não apenas ao meio ambiente, mas à sociedade de modo geral. Ao meio ambiente pela perda de biodiversidade, por envolver a supressão de mais de 300 hectares de Mata Atlantica em estágio primário que abriga espécies em risco de extinção, pela possibilidade da contaminação das águas superficais e subterrâneas. Isso sem contar com a poluição e aniquilação do Rio dos Pinheiros, que abastece moradores de Anitápolis e de Braço do Norte. E social, pois o empreendimento coloca em xeque toda uma região que tem por vocação o turismo rural, a agricultura orgânica, inclusive recebendo recursos do governo federal para essas atividades. Em resumo, a luta que se trava é pela preservação de toda Encosta da Serra Geral.

Como tem sido a mobilização social quanto a esta causa?

A sociedade está pressionando os gestores a tomar posição. Houve três audiências públicas promovidas pela Assembleia Legislativa – a primeira em junho de 2009 em Florianópolis, a segunda em setembro, em Braço do Norte, e a terceira no dia 15 de abril, em Laguna. Nesta última, a Comissão Pastoral da Terra entregou ao prefeito 3.800 assinaturas de moradores de Laguna e Tubarão que são contra o empreendimento. O prefeito também se manifestou contrário. As prefeituras de Rancho Queimado e Braço do Norte se somaram ao protesto, ingressando na ação judicial. Mais de 20 organizações empresariais da região também são contrários. O Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Tubarão e Complexo Lagunar finalizou em dezembro de 2009 um parecer técnico que aponta todas as irregularidades do EIA/RIMA e diz que o empreendimento é inviável do ponto de vista ambiental, social e econômico. Há duas semanas a procuradora da República Analúcia Hartmann, do Ministério Público Federal, também requereu a entrada como co-autora no processo.

Qual será o trâmite desta ação daqui para a frente? O projeto está suspenso em definitivo?

Mantida a liminar, e após a análise do mérito nos agravos [agravo é um dos tipos de recurso existentes no processo civil brasileiro], o próximo passo a ser executado pelo governo do estado, prefeitura de Anitápolis, Fatma [Fundação do Meio Ambiente, órgão ambiental do governo de SC], União, Bunge, Yara e IFC [Indústria de Fosfatados Catarinense] pode ser a interposição de recurso no Superior Tribunal de Justiça. Ainda que o façam e em sendo mantida a decisão, o processo na Vara Federal tem seu trâmite normal, ou seja, passará a ser efetivamente julgado. Audiências e produção de provas, até a prolação da sentença. E a partir dessa, de novo o ciclo de recursos se inicia. O risco de a atividade ser viabilizada existe. Contudo, pelo que consta no processo, nos laudos e pareceres elaborados por instituições idôneas, creio que há uma sinalização pela inviabilidade do Projeto Anitápolis. Afinal, o que mais vale: água ou fosfato? Respondida essa equação simples, a decisão é mais fácil de ser tomada.

Esta entrevista está sob licença Creative Commons. Sua reprodução é permitida e incentivada.

Bookmark and Share


21

Apr

10

Infância cearense

Crianças na comunidade Goiabeira, em Fortaleza. DVeras, 2004.

Crianças na comunidade Goiabeira, em Fortaleza. Pobreza extrema num lugar lindo à beira-mar. Fiz a foto em 2003 durante um trabalho que realizava para o Observatório Social e a Oxfam.

Bookmark and Share


20

Apr

10

Ocaso no Ribeirão da Ilha

Ocaso no Ribeirão da Ilha, Florianópolis. DVeras, julho de 2009

Bookmark and Share


19

Apr

10

Amendoeira no Ribeirão da Ilha

Amendoeira no Ribeirão da Ilha. DVeras, julho de 2009
Bookmark and Share


18

Apr

10

Anotação de leitura: contar é fazer história

Eis um aspecto do trabalho do jornalista que não para de me fascinar e, ao mesmo tempo, de me enquietar. Os fatos não registrados não existem. Quantos massacres, quantos terremotos acontecem no mundo, quantos navios afundam, quantos vulcões entram em erupção e quanta, quanta gente é perseguida, torturada e morta! Se não há alguém para colher o testemunho e escrevê-lo, alguém para fazer uma foto que deixe traços em um livro, é como se aqueles fatos jamais tivessem acontecido! Sofrimentos sem consequência, sem história. Porque a história existe apenas se alguém a conta. É uma triste constatação. Mas é assim que funciona, e é talvez essa mesma ideia a me ligar à profissão – a ideia que com cada pequena descrição de algo visto pode-se deixar uma semente no terreno da memória.

Tiziano Terzani, Um adivinho me disse, p. 64.

Bookmark and Share


18

Apr

10

Mostra de Cinema Infantil amplia prêmio

Recebi e compartilho com a maior satisfação:

Mostra de Cinema Infantil amplia prêmio e prorroga inscrições

A 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis amplia a premiação dos filmes vencedores com uma parceria fechada esta semana com a TV Brasil. Serão quatro prêmios de aquisição no valor de R$ 5.000,00, cada um, para Melhor Ficção e Melhor Animação, que serão escolhidos por um júri formado por profissionais de cinema e de educação, Melhor Filme Júri Popular, com votação do público, e Prêmio Especial, que será indicado por um júri formado por crianças.

Até a edição de 2009, a Mostra oferecia um prêmio simbólico de 1.000,00 e agora multiplica os valores para atrair mais realizadores para o audiovisual infantil. Em virtude da inclusão de quatro categorias e de uma maior premiação em dinheiro, as inscrições foram prorrogadas para até o dia 23 de abril. De todo modo já há um aumento de inscritos. Em 2009 foram 116 títulos e na edição de 2010 já são 122.

Para Luiza Lins, diretora do festival, o crescimento da procura pela mostra competitiva é sintomático. “A produção cinematográfica voltada para as crianças tem crescido nos últimos anos e a ampliação do prêmio é um reconhecimento deste processo”, diz Luiza. Para Paulo Rufino, diretor geral da TV Brasil, esta parceria proporciona uma maior diversidade cultural na tela da TV, uma vez que a Mostra de Florianópolis recebe filmes de todo o Brasil.

“A TV Brasil, uma TV Pública, tem compromissos com a formação e conservação de valores humanos e cidadãos em nossa sociedade e, assim, exibe seis horas diárias de programação infantil diferenciada. Esta premiação, portanto, é um complemento natural àquilo que já fazemos, e que é uma de nossas ‘marcas’”, destaca Rufino.

A Mostra ocorre em Florianópolis, Santa Catarina, de 19 de junho a 4 de julho. O regulamento e a ficha de inscrição podem ser acessados em www.mostradecinemainfantil.com.br.

Bookmark and Share


18

Apr

10

“Roubem nossas histórias”

Por sugestão da @ladyrasta, leio reportagem no Estadão sobre como o Propublica – um site de conteúdo livre sob licença Creative Commons – e uma médica que gosta de escrever ganharam o Pulitzer, prêmio máximo de jornalismo nos Estados Unidos. História inspiradora pra quem acredita na importância do jornalismo investigativo. A médica e repórter Sheri Fink ganhou o Pulitzer com a reportagem As Escolhas Mortais no Memorial, sobre dilema de uma cirurgiã durante o Katrina em New Orleans: a doutora Anna Pou fazia a triagem dos pacientes que se salvariam ao embarcar no helicóptero, única maneira de sair do local na ocasião. O Propublica investe no jornalismo de qualidade, não tem fins lucrativos e libera a reprodução de suas reportagens para quem quiser, inclusive jornais e revistas da mídia impressa.

O difícil de reproduzir no Brasil esse novo modelo, que subverte o conceito tradicional de direito autoral e de produção jornalística, é achar banqueiros, fundações e empresas com visão larga o suficiente para investir em projetos de interesse público nessa área. Por mais fascinante que seja o fenômeno do chamado “jornalismo cidadão“, ele não vai, por si só, salvar a imprensa da queda na qualidade de sua cobertura. Reportagens investigativas custam caro, levam tempo e requerem conhecimento técnico, mas o retorno compensa muito pra sociedade. Como viabilizá-las aqui em pindorama, onde não faltam boas histórias pra contar e maracutaias a serem reveladas? Essa questão transcende o debate entre jornalistas. É de interesse vital pra fortalecer a liberdade e pluralidade de expressão.

Bookmark and Share