03
Dec08
Orientação para o combate à leptospirose
Um informe importante pra quem entrou em contato com água e lama contaminada:
A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica está repassando uma Nota Técnica sobre conduta e tratamento da leptospirose.
As orientações da Nota Técnica são direcionadas apenas aos municípios atingidos pelas inundações e deslizamentos de terra. A vigilância sobre a suspeita de casos da doença deve ser rigorosa e permanecer até 40 dias após a baixada das águas.
Pessoas que entraram em contato com água e lama contaminada, principalmente pela urina de roedores urbanos (ratazanas, ratos de telhado e camundongos), devem ficar atentos aos sintomas como: dor de cabeça, dores musculares e febre, no caso de identificação destes sinais é indicado procurar a unidade de saúde mais próxima.
As demais cidades devem continuar seguindo as orientações anteriores para procedimentos de investigação de leptospirose.
Mais informações: www.dive.sc.gov.br
Fonte: Associação das Micro e Pequenas Empresas de Blumenau
03
Dec08
Google cria página para apoiar Santa Catarina
Li no Coluna Extra, conferi, gostei e passo adiante. Os funcionários do Google no Brasil, com apoio da Prefeitura de Blumenau, Defesa Civil e outras entidades, criaram uma página especial com informações relevantes sobre as enchentes em Santa Catarina. A ferramenta Google Maps identifica no mapa do estado os pontos onde há hospitais, helipontos, unidades do corpo de bombeiros, pontos de doações, postos da polícia rodoviária, abrigos, cemitérios etc. Há também links para notícias e vídeos.
02
Dec08
Em memória de Dario e Giacomina
dentre as muitas histórias trágicas que tenho ouvido uma das que mais me entristeceu foi saber da morte de uma familia inteira de Rodeio (cidadezinha que fica perto de Blumenau): o casal Dario Eccel e Giacomina Cosi Eccel, ambos de 44 anos e os dois filhos Kelly (7) e Kendy (15), que foram soterrados junto com sua casa. conheci o casal uns oito ou dez anos atrás, la na propriedade deles. Tinham uma fábrica de deliciosos queijos. Ele era natural dali e foi pra Italia aprender as técnicas de queijaria e conhecer Giacomina, com quem casou. Falei recentemente com eles por telefone por conta de um trabalho sobre as bebidas e as comidas dos imigrantes. Lembro vagamente do lugar – acho até que a casa ficava bem longe do morro - mas lembro bem de um quadro que tinha na parede da casa e que na época me chamou atenção. era um retrato da terra natal dela que ficava num vale ao pe de um gigantesco e impressionante morro de pedras e terra desnuda (nos alpes, nao lembro o nome agora). que fiquem em paz!
materia sobre a eles no A Noticia…. http://www1.an.com.br/2000/jan/16/0ecc.htm
02
Dec08
” Jornalismo é mais que 140 caracteres”
Reproduzo artigo de Luiz Weis que a Daniela Bertocchi colocou na lista Intermezzo. Rende boas provocações pra debate, mas por enquanto vou limitar meu comentário a 95 caracteres: cada meio tem função e características próprias; quando se complementam, tendem a ganhar força.
Jornalismo é mais que 140 caracteres
Postado por Luiz Weis em 1/12/2008 às 5:48:02 PMEm tempos de catástrofe – Santa Catarina, Mumbai – a utilização maciça da internet para alertar, informar e mobilizar, influindo no curso dos acontecimentos a ponto de salvar vidas, dá a impressão de que, comparada com os novos recursos da comunicação instantânea, sucinta, de livre acesso e infinitas mãos de direção, a chamada imprensa
convencional é uma anciã entrevada.O problema é que essa comparação peca pela base. Em papel ou na tela, o jornalismo de fato não dá para a saída em matéria dos atributos que fizeram do Twitter, por exemplo, a mais recente sensação das redes sociais virtuais, explorando a plataforma que já passou à frente do computador: o celular.
Nos atentados em Mumbai, mensagens via Twitter – de até 140 caracteres cada – seguiam à razão de uma por segundo [segundo uma reportagem do New York Times, que no entanto não esclarece como se chegou a esse número].
Mas o jornalismo não pode ser avaliado por sua capacidade de enviar mensagens urgentes de 140 caracteres. Se, nessas horas, diz ou não diz a que vem, será por ter estado, ou não, à altura do que dele é justo esperar.
Quando se fala em jornalismo, aqui, fala-se ainda, em primeiro lugar, do jornalismo escrito, alcance ele o público pelo meio que for.
Isso porque, embora a TV possa mostrar as coisas "como as coisas são", enquanto ocorrem – com todo o seu inseparável componente de espetáculo, quando não de espetáculo pelo espetáculo -, a imprensa escrita continua imbatível como sistema de produção e transmissão de informações articuladas, a partir das quais o leitor pode ter uma noção, caso a caso, de como funciona o mundo.
Não em 140 caracteres, naturalmente.
Dito de outro modo, trata-se de dois serviços distintos de utilidade pública. Um, prestado por legiões de pessoas agindo por iniciativa própria ou reagindo espontaneamente a iniciativas alheias. Outro, prestado por organizações criadas para vender notícias – e, infelizmente, cada vez mais, para vender essa lavagem chamada entretenimento de massa.
O Twitter, ou coisa do gênero, é uma forma escandalosamente superior de fazer circular aos quatro ventos, entre outras coisas, fatos que os emissores e receptores (cujos papéis são intercambiáveis) consideram essenciais em dada circunstância.
Por exemplo, no caso dos atentados terroristas em Mumbai, os endereços de hospitais para doação de sangue. É o que faz o bom e velho rádio, mas deixando o registro por escrito em alguns centímetros quadrados na palma da mão das pessoas.
Quanto mais esse tipo de recurso se propagar, levando a patamares inimagináveis há poucos anos o fluxo e a amplitude da informação tópica, pontual – de varejo, em suma, por importante que seja para os interessados – mais a imprensa terá de oferecer o que está além do alcance dos Twitters deste mundo: a informação no atacado.
Com isso se quer repetir, com sintonia ainda mais fina, o que se passou a cobrar do jornalismo impresso quando a televisão se instalou como o meio por excelência de difusão de notícias em escala global: perspectiva, ou, com perdão da má palavra, contextualização.
E com isso se quer dizer informações não apenas certificadas – o calcanhares de Aquiles do reportariado amador, também conhecido como jornalista-cidadão – mas articuladas entre si e, eventualmente, com as que digam respeito a situações, processos e protagonistas, presentes e passados, de esferas diferentes daquelas que são o objeto direto de cada cobertura.
Certa vez, Cláudio Abramo, um dos maiores jornalistas de sua geração, mesmo pelos padrões internacionais mais exigentes, dizia, brincando, que o jornal de seus sonhos seria aquele que traria uma única notícia. Ou seja, o produto de um jornalismo capaz de integrar todas as matérias de que se ocupasse a cada dia.
Quanto menos distante dessa fantasia ficar um jornal ou uma revista – aliás, os semanários nasceram com uma preocupação aparentada a essa: além de resumir a semana, articular os eventos que se prestassem a isso de forma a "separar aquilo que é notícia daquilo que só é barulho", como dizia um anúncio da Time [em inglês soa melhor: "what
makes news from what just makes noise"].Vai sem dizer que isso não pode se dar às custas ou à desconsideração de tudo mais que o periódico deve entregar ao leitor em troca do seu dinheiro: clareza, leveza (não confundir, pelo amor do que se queira, com ligeireza), brevidade, diversidade de focos e pontos de vista, atratividade – e "humanidade".
É secundário, a rigor, se a mídia convencional ficou ou não a reboque de uma legião de não-jornalistas com seus celulares, informando o mundo do que se passava ali onde os repórteres profissionais não conseguiam chegar, ou não chegaram a tempo, em Mumbai ou em Blumenau.
A pergunta é: as organizações jornalísticas foram ou não capazes, lá e cá, de dar uma visão dos fatos (ou mais de uma) que fizesse sentido, porque escorada em apurações exaustivas e não restrita ao imediatismo das situações?
Escreveu-se no parágrafo anterior "organizações" de propósito. Pois é esse sistema – o modo de produção da notícia, a partir de redações estruturadas e de procedimentos padronizados – que dá a um jornal ou revista as condições necessárias, ainda que não suficientes, para que faça o que se propõe.
E é o que os diferencia de tantas quantas redes informais de coletores de informação surjam quando algo motiva os seus membros – com os quais, diga-se desde logo, os jornalistas terão de interagir cada vez mais e sem preconceitos.
Quando o jornalismo organizado não funciona, a culpa não é de ser organizado, mas da mutilação das redações – que representam a encarnação desse conceito – perpetrado pelos mãos-de-tesoura das empresas jornalísticas.
E aí se cai no pior dos mundos possíveis – em que a imprensa perde em agilidade para os twitteiros e blogueiros, e ao mesmo tempo, por falta de estrutura, recursos e qualidade de suas equipes, perde em aptidão para fazer o que não está ao alcance daqueles: montar o quebra-cabeça dos acontecimentos do dia-a-dia.
02
Dec08
Carta ao governador
Esta crônica de Felipe Lenhart, publicada ontem no Diário Catarinense, reflete a decepção de muita gente com a falta de estatura do governador do estado diante da tragédia humanitária ainda em curso. Passo adiante.
Senhor governador,Vou me apresentar: sou um turista endinheirado que mora longe da Santa e Bela Catarina. Mas visito o Estado todos os anos. Passo uma semana em Balneário Camboriú, percorro o roteiro de compras de Blumenau e Brusque, vou sempre a uma praia belíssima em Itajaí, durmo na casa de um parente distante em Bombinhas e invisto (este é o termo certo) o resto de minhas férias gastando nas boates da moda, nos restaurantes caros, nas lojas de grife e nos hotéis luxuosos de Florianópolis. Já estava tudo certo para a minha viagem de fim de ano: passagens compradas, reservas confirmadas, o convite para a festa de Réveillon aceito. Mas aí veio o cataclismo e tudo que aconteceu semana passada. E é com tristeza que lhe confesso, senhor governador: eu não irei mais a Santa Catarina esse ano, nem nos primeiros meses de 2009. Acredite: me custa muito tomar esta decisão.
Ora, o senhor deve ter lido a edição de ontem do Diário Catarinense. Eu li, e li tudo, na internet. Descobri que, neste momento, soldados, bombeiros e voluntários estão nas ruas de Santa Catarina, empunhando pás e picaretas, manejando escadas e maquinário, guiando tratores e caminhões, lutando contra a terra, o lodo e os destroços para desenterrar cadáveres, localizar desaparecidos, salvar o que restou daquele fim de semana tempestuoso. Milhares assistiram ao lar ser destruído e estão desabrigados; outros milhares abandonaram suas residências e estão desalojados. A maioria não tem o que comer e vestir. Alguns perderam familiares e amigos. Quantos mais estão sepultados sob as ruínas? Vou lhe confessar: chorei com os relatos espantosos, emocionados, desesperados. A sua gente está triste, senhor governador, abalada, pobre e enlutada.
É também por isso que lhe escrevo. Para pedir que me esqueça por um ano, senhor governador. Minha visita só atrapalharia. Verão e Réveillon tem todo ano, mas o que aconteceu em Santa Catarina não deveria sequer ter acontecido, e certamente não poderá se repetir. Portanto, senhor governador, não arrume Santa Catarina para me receber para as festas. Em vez de arrumar, conserte, resolva, dê jeito definitivo no seu Estado, para o seu povo abatido que tanto merece. Você tem muito a fazer pelos seus. Desejo-lhe fibra e sorte.
Com o forte abraço e as condolências do seu cliente mais importante.
01
Dec08
FEBASCA – Festival de Besteiras que Assola SC
Li, incrédulo, no blog do Cesar Valente, que leu, mais espantado ainda, no blog do Moacir Pereira:
O governador Luiz Henrique da Silveira instituiu este ano o Premio Beto Carrero de Excelência em Turismo. A escolha é feita pelo Conselho Estadual de Turismo, cujos membros são nomeados pelo governador Luiz Henrique. O resultado oficial foi anunciado esta tarde. Escolhido na categoria Personalidade? O governador Luiz Henrique.
p.s.: Ainda duvida? O release da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte está aqui.
01
Dec08
Tragédias anunciadas há mais de 150 anos
Um leitor do Fábio Brüggemann, Eloy Casagrande Jr. escreveu um longo e pertinente comentário sobre a história das enchentes no Vale do Itajaí, “para incentivar o debate e não deixar que mais uma vez se repita a tragédia”. Casagrande – professor na área de sustentabilidade e inovação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná -, mostra como essas são tragédias anunciadas há mais de 150 anos. De 1850 a 1992 foram 66 enchentes, das quais 11 até 1900, 20 nos 50 anos subseqüentes e 35 nos últimos 43 anos. Certamente, não foram os “caprichos da natureza” culpados pela catástrofe, diz o professor, relacionando diversos projetos preventivos que não saíram do papel por falta de vontade política. Esse texto devia fazer parte das leituras de cabeceira de nossos governantes.
01
Dec08
01
Dec08
S.O,S. Rock-SC
Reverberando o Clube da Luta:
S.O.S Rock-SC!CLUBE DA LUTA + PROJETO ROCK
Unindo forças pra fazer o bem!
Todos sabem o poder que a música tem de unir classes, crenças e idéias em uma só sintonia. É pensando nisso que dois dos maiores projetos musicais de Florianópolis uniram suas forças em prol da melhoria do estado de calamidade pública de algumas cidades catarinenses.
O S.O.S Rock-SC vai juntar numa só noite o público do Clube da Luta e do Projeto Rock no John Bull, a maior casa de rock da cidade. Um evento com a finalidade de arrecadar donativos para os desabrigados das últimas chuvas de Santa Catarina. E de quebra botar a galera para se divertir em clima de união e harmonia entre todos os estilos.
Participe! Faça a sua parte contribuindo com alimentos para bebês, carboidratos e amidos, água potável, roupas e cobertas. Os alimentos sugeridos são: leite em pó, biscoitos, papinha de bebê, sucos prontos, água potável, vassouras, escovas de dente, etc (produtos de pronto-consumo). A meta é arrecadar 1 (uma) tonelada de donativos!
A animação inicial fica por conta de: Andrey e a Baba do Dragão de Komodo (com a participação de Rodrigo Poeta – Tijuquera) e Luciano Bilu & Banda. Depois, o Projeto Rock faz a integração de diversos músicos das bandas participantes: Banda .X. – Black Jackie – Banho de Lua – Funkzilla – Banda Old – Panela Rock – Coda – Fred Lee – Electric Circus – Sallamantra – Long Players – Fijes – Arena – Brasil Papaya – Black Rock – Beterrables;
Venha, apóie, chame seus amigos! Todos unidos pela música em prol do bem da população de Santa Catarina!
Local: John Bull Pub – Lagoa da Conceição
Data: 03/12/2008, quarta-feira
Ingressos: Dois donativos por pessoa ou R$ 15, 00 feminino e R$ 20,00 masculino – integralmente revertidos em donativos.
01
Dec08
Ringo volta pra casa
Contei aqui sobre um caso ocorrido em Balneário Camboriú, em que a dona de um cachorro o viu ser levado pela água que invadiu sua casa. A boa notícia é que a Manu reencontrou o Ringo. Ele estava num abrigo da ong Viva Bicho!








