Posts de 2008

05

May

08

Artesanato e entrevista

A cunhada Ana Tuyama, artesã de mão cheia, é a entrevistada da vez no Banana Craft.

Você pode conferir as fotos do trabalho dela no flickr e encomendar produtos na loja virtual.

Bookmark and Share


04

May

08

Eu e o paradoxo do futebol

Você pode me considerar um E.T., mas não dou a mínima pros resultados dos campeonatos de futebol. Se numa roda de bate-papo o assunto for este, minha participação vai ser próxima de zero. De qualquer forma, vivo um paradoxo. Apesar de raramente ver uma partida na tevê e muito menos em estádio, de achar um saco os debates futebolísticos e ter habilidade comparável a um jogador da seleção de Vanuatu, sou admirador desse esporte naquilo em que ele se transforma em arte, em parangolé. Até torço pra um time, mais por hábito que por paixão. Enfim, quando se trata de futebol sou uma contradição ambulante. Prova disso é a Copa do Mundo, quando subitamente renasce em mim um interesse compulsivo e temporário pelo jogo – até preencho tabelas e assisto a partidas como Marrocos x Irã.

Neste domingo quebrei jejum de mais de um ano e joguei uma partida com a rapaziada da Átimo, empresa de software dos meus cunhados. Campinho soçaite com grama boa e todos mais ou menos nivelados por várias cervejas. Fui de lateral esquerdo, com presença assídua na banheira e recuadas lentas pra apoiar a zaga. Resultado irregular. Levei dribles vexaminosos e perdi bolas incríveis que fariam a festa dos editores de esportes se o jogo fosse televisionado. Mas deixei minha marca: dois passes bonitos que resultaram em gols. Quase no final, quando o placar era 4 a 4, meu gás acabou e pedi pra sair. Pouco depois a partida foi suspensa porque um dos jogadores adversários machucou o dedo. Foi uma tarde divertida, mas devo demorar mais um ano pra voltar ao campo, e certamente não haverá fãs fazendo passeatas nesse sentido. Alguém aí vai uma partidinha de xadrez?

Bookmark and Share


02

May

08

Guia para usar o Google Earth em aulas de ciências

Os professores Steve Kluge, Drew Patrick e Eric Fermann, de New York, criaram um manual [in English; também disponível pra impressão em pdf] para planejar e criar aulas de ciências com o Google Earth. Sou um entusiasta do uso educacional – e lúdico, claro – desse programa. Eles apontam pelo menos três maneiras – e citam vários exemplos – de como o GE pode ser empregado para tornar as aulas mais interessantes:

  1. Como ferramenta de demonstração. Pode-se organizar tours em que os estudantes “voam” de um ponto a outro do planeta, com uma pequena pausa em cada parada. Várias camadas fornecidas pelo programa (terremotos, vulcões etc.) podem ser ativadas para ilustrar pontos chave com uma narração oral em cada parada.
  2. Como suplemento para atividades de laboratório previamente estabelecidas. Por exemplo, os alunos podem construir manualmente o perfil de um rio para entender como ele é afetado por cachoeiras e represas. Um “passeio” da nascente à foz vai ajudá-los a reconhecer o que fizeram com papel e caneta.
  3. Como atividade orientada pela tecnologia. A construção cuidadosa de roteiros com perguntas inseridas diretamente nos locais do mapa possibilitam aos alunos fazer uma viagem de campo virtual, contextualizada com materiais adicionais como descrições, fotos, hiperlinks etc.

[via Google Earth Newsletter]

Bookmark and Share


01

May

08

REM & Muppets: Furry Happy Monsters

Mais um vídeo do youtube que a criançada aqui adorou e pediu bis.

Bookmark and Share


01

May

08

Trilha da Lagoinha do Leste (8)


Trilha da Lagoinha do Leste, originally uploaded by dveras.

Cara de gigante 2.

Bookmark and Share


01

May

08

Trilha da Lagoinha do Leste (7)


Trilha da Lagoinha do Leste, originally uploaded by dveras.

Cara de gigante 1.

Bookmark and Share


01

May

08

Trilha da Lagoinha do Leste (6)


Trilha da Lagoinha do Leste, originally uploaded by dveras.

Um belo lugar pra nascer flor.

Bookmark and Share


30

Apr

08

O novo conto catarina: minha colaboração

Meu conto na antologia é este aqui:


Pura sorte

1.
Chega a pé. Sol quente, uma e meia da tarde. Casas geminadas sem jardim. Ninguém por ali, só o menino brincando com bolas de gude na calçada.
- Seu pai tá em casa?
- Tá.
Mão no bolso. Nota de cinco.
- Tome. Pra comprar de bala.
O garoto pega o dinheiro, corre para a venda e some de vista.
Sobe o degrau e empurra devagar a porta da frente, entreaberta. Na sala, um homem vê tevê sentado numa cadeira de balanço de plástico trançado. Sorri para o desconhecido, meio sem saber por quê, e se levanta.
- ‘Dia. Posso ajudar?
- Licença. O senhor é Joaquim dos Prazeres, do sindicato?
- Eu mesmo.
- Vim lhe trazer uma encomenda.
Dois tiros certeiros. Um no coração, outro na cabeça. Guarda o revólver e sai caminhando sem pressa.

2.
Demorou, mas um dia falhou. Munição velha. O sujeito reagiu, foi preciso usar arma branca. Confusão, gritaria, fuga rápida. Levou rasteira na esquina e foi algemado pelos soldados de polícia. Na prisão, o pão que o diabo. Quebraram-lhe os dedos da mão direita com cabo de fuzil, um a um. Meses depois, grade serrada e rua.

3.
Sol quente, duas da tarde. Dois meninos batem bola no campinho. Faz sinal e eles vêm.
- Conhecem Mané das Dores?
- É meu pai. Tá em casa, aquela verde ali, ó.
Duas cédulas de cinco, eles pegam rápido. O mais novo aponta a atadura na mão do homem:
- Que foi isso?
- Acidente de trabalho. Mas dei sorte. Sou canhoto.
Os meninos saem correndo para a venda. Ele caminha em direção à casa verde e empurra a porta em silêncio.

Bookmark and Share


30

Apr

08

O novo conto catarina: lançamento

Foi bem legal o lançamento do livro com a coletânea de novos contistas de Santa Catarina. O hall da reitoria da UFSC tava cheio de gente bacana que foi gostoso reencontrar. Conheci alguns companheiros da antologia, como o simpático Charles Silva. Me dei conta de que uma das autoras, a Clarmi, é a mesma com quem estudei francês na Aliança. Combinei com o Marco Vasquez mais uma anchova assada pra breve. Tinha um vinho tinto danado de bom, adequado pra noite gelada de vento sul – nesta madrugada o termômetro chegou a 11 graus em Floripa.

A jornalista Maria Odete, da TV Barriga Verde, me entrevistou e fez uma boa pergunta, embora recorrente em eventos do gênero: por que se lê tão pouco no Brasil? Não me atrevi a buscar uma resposta-síntese de 30 segundos pra uma questão de cinco séculos. Saí-me com um comentário sobre o analfabetismo funcional e sobre a importância da educação em casa. Meu recado pros telespectadores: – Pai, mãe, leiam pros seus filhos. É um presente inestimável que vocês dão pra eles.

Regininha contou algumas histórias curiosas sobre o processo de garimpagem e edição dos textos. Como a do “misterioso” Werner Neuert, de Indaial, que ela teve enorme dificuldade de localizar, inclusive tendo encontrado um homônimo que nada tinha a ver com o escritor. Até que finalmente conseguiu conversar com ele por telefone. Werner se mostrou gentil, mas como não conseguia escolher o conto, enviou um livro inteiro pra ela selecionar. Depois sumiu de novo. Rubens Lunge também enviou um livro inédito sem indicar o conto, mas por outro motivo: tinha acabado de sofrer um acidente de carro. Uma pane no computador fez metade do conto de Moacir Loth desaparecer, problema resolvido a tempo. Outro contista não teve tanta sorte: seu texto evaporou-se e a ausência só foi percebida quando o material já tinha ido pra gráfica.

Fiquei contente em estar nesse livro, principalmente porque não é uma antologia qualquer – é a escolha DA REGININHA, e quem a conhece sabe o que quero dizer.

Bookmark and Share


29

Apr

08

Microconto das arábias

Quando ela entrou de véu na cabeça e andar sinuoso, todos os membros da comitiva se levantaram.

[inspirado nesta notícia e neste texto de blog]

Bookmark and Share