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Jul08
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Jul08
29
Jul08
Outra vez em Outubro
Uma foto que tirei na Guarda do Embaú ilustra o texto de hoje do Nei Duclós no blog Outubro. É a segunda vez que recebo a honraria. O homem escreve muito bem.
29
Jul08
Vai-e-vem de livros
Na viagem, li Dias e noites de amor e de guerra, de Eduardo Galeano. Textos curtos com recordações agridoces dos tempos da ditadura no Uruguai, Argentina e Brasil. Estou lendo Contos de crime – clássicos escolhidos, uma coletânea organizada por Flávio Moreira da Costa. Entre os selecionados, contos de Machado de Assis, Maupassant, Poe, Dostoievski, O. Henry, Robert Louis Stevenson, Conan Doyle… Só filé.
29
Jul08
O racha no Sindicato dos Jornalistas de SC (2)
Saiu novo manifesto com o outro lado. Em resumo, os integrantes da chapa 1 dizem que o processo eleitoral tem sido democrático e transparente. Convidam a categoria ao diálogo aberto e à união. A íntegra está no blog do César Valente.
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Lamentável não haver uma chapa 2. Essas diferenças seriam resolvidas no voto, com a saudável alternância de poder se assim os eleitores decidissem.
29
Jul08
Ciclista na boca da noite

O local desta foto, no centro de Russas, tem história. Imagine-se caminhando até o fim da rua e dobrando a esquina à direita. Bem ali defronte à igreja, neste mesmo horário, na década de 30 – meu pai era menino quando ocorreu o fato – um juiz de direito natural de Alagoas estava sentado na cadeira de balanço em frente à sua casa, esta que aparece à direita da imagem. Dois homens saltaram o muro dos fundos e avançaram por dentro da casa até a porta. Um deles passou um pano pelo pescoço do juiz, puxando-o para trás, e outro o matou com um punhal. Pouco depois, suspeitou-se de um sujeito que apareceu com o pé ferido – havia farpas afiadas de metal no muro que os assassinos saltaram. Quando a polícia o procurou, ele já havia desaparecido da cidade. Dizem que passou anos no Norte do país, até que o homicídio prescreveu e ele voltou. O crime nunca foi solucionado.
29
Jul08
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Jul08
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Jul08
O racha no Sindicato dos Jornalistas de SC
Fiquei de cara com o racha pré-eleitoral no Sindicato dos Jornalistas de SC, explicitado neste manifesto no blog do Rogério Christofoletti. Que o Sindicato está distante de parte significativa da base e defasado quanto a várias questões de nosso tempo, eu já sabia (digo isso com a tranqüilidade de sindicalizado há duas décadas e, portanto, com direito de dar pitaco). Mas não imaginava que a coisa chegasse ao que está descrito no documento.
A grande novidade desta eleição, marcada pra 6 de agosto, é que pela primeira vez em muitos anos a chapa única não resulta de consenso. Em resumo, os colegas insatisfeitos alertam que o processo eleitoral está sendo conduzido de forma autoritária e com interesses político-partidários, o que inviabilizou a construção de uma chapa que representasse a diversidade de pensamento dos profissionais (e já esgotou o prazo pra criação de uma chapa 2).
Prefiro não subscrever o manifesto porque estou afastado do dia-a-dia da entidade e não acompanhei o caso desde o início. Mas os nomes dos que assinam são gente de credibilidade. Ex-dirigentes sindicais com um histórico de lutas importantes pro fortalecimento da profissão, como Ayrton Kanitz, Celso Vicenzi, Francisco Karam, Gastão Cassel, Luis Fernando Assunção, Maria José Baldessar, Samuel Pantoja Lima, Valdir Cachoeira e outros.
Conheço alguns integrantes da chapa 1 e são gente boa. Mas se o povo todo que assinou o manifesto adverte pro risco da transformação do sindicato em braço de partido político, então fico com os dois pés atrás. Cá de minha rede no quintal, aguardo os desdobramentos, concordando com o que diz o Cesar Valente: eleição com chapa única é uma chatice. Ao que parece, é o que teremos no dia 6. Espero que a crise sirva pra sacudir os ânimos e recolocar o SJSC no papel que lhe cabe.
28
Jul08
De volta à Ilha
Depois de 12 dias zanzando entre São Paulo, Ceará e Rio Grande do Norte, hoje às 11h15 cruzei a ponte de acesso a Floripa e tive aquela gostosa sensação de voltar pra casa. É um privilégio ser ao mesmo tempo nordestino e me sentir catarina.
De sexta até hoje peguei dez transportes pra chegar: ônibus de Natal pra Mossoró > táxi alternativo pra Baraúna > mototáxi pra divisa RN/CE > carona de caminhão até Russas > ônibus pra Fortaleza > avião pra Guarulhos > ônibus pro Terminal Tietê, SP > ônibus pra Curitiba > ônibus pra Floripa > carro pra casa.
Ah, Norberto, arrumadinho é uma comida típica nordestina. Não confundir com escondidinho, outra comida típica de lá. Não faço idéia de como se prepara, mas os dois são bons. Podem ser de carne de sol, de camarão, de queijo…
Falando em comida, trouxe duas delícias: doce de buriti (uma palmeira do Maranhão, Piauí e Ceará) e geléia de cupuaçu, um néctar dos deuses. Em Natal procurei sequilho, mas só encontrei num lugar e não tava muito bom. É um biscoito branquinho, delicioso, tradicional do Vale do Seridó, no RN.
Adorei as mini-férias. Eu precisava ir, não só como um refresco pra cabeça, como pra lidar com algumas questões famíliares. Tive a chance de rever amigos com quem não tinha contato havia mais de vinte anos, saborear os sotaques de minha infância e adolescência, conhecer gente nova.
Dez dias são pouco pra descansar. Por outro lado, são uma eternidade pra quem tá longe dos amados. Cá estou. E nem dei pra vocês leitores as férias prometidas… Não tenho culpa se até o sertão já tá conectado.











