06
Oct08
Mesa comprida
No sábado chuvoso fomos na festinha de aniversário do Maurício, um cara tão legal que devia se chamar BOMrício (essa é velha, mas não resisto). Almoço no Deca, restaurante manezinho de frutos do mar na beira da Lagoa. A mesa comprida tava cheia de calor amigo. Tivemos que sair cedo porque eu precisava trabalhar num roteiro. A meu pedido (eu já conhecia a história), a Cris e o Maurício contaram pro Miguel o episódio, acontecido há alguns anos, em que eles viram um Objeto Voador Não-Identificado no mirante do Morro das Pedras. Deixo pra eles contarem nos seus blogs.
06
Oct08
Fragmentos do Tempo
Outro blog que renasce das cinzas é Fragmentos do Tempo, do jornalista Celso Martins. Depois de quase um ano de pausa, ele traz uma série de fotos de viagem à Serra Catarinense.
06
Oct08
Botelheco: Ciro Gomes e um cigarro
Historinha muito boa sobre Ciro Gomes e um cigarro, no Botelheco – blog que o amigo Diógenes Botelho, nosso correspondente para asssuntos aleatórios em Brasília, resolveu ressuscitar, pra alegria dos leitores.
03
Oct08
Frase da semana: Saramago e a cegueira
José Saramago sobre o boicote a seu filme Ensaio sobre a Cegueira nos Estados Unidos:
“Trata-se de uma associação de cegos que decide ter uma opinião sobre um filme que não viu”.
03
Oct08
03
Oct08
Charlie Parker by Jack Kerouac
Jack Kerouac, with a piano in the background, talks about the death of the great musician Charlie Parker (1920-1955), an icon of the beat generation, comparing him to Beethoven.
02
Oct08
30
Sep08
Reblogando-me: 6 de Fevereiro de 2003
Intuição
Uma vez consegui alugar um apartamento na Trindade de uma maneira inusitada. Tava procurando o dia todo e nada. No fim da tarde, vi um velhinho sair da padaria com um saco de pão na mão e resolvi seguir o cara. Ele entrou num prédio, eu fui atrás. Caminhou até o último bloco e subiu quatro andares, eu subi. Entrou num ap e, quando a porta se fechou, eu toquei a campainha. Atendeu a mulher dele. Perguntei se ela sabia de algum ap pra alugar. Ela disse: “Que coincidência! Quero alugar o meu e ainda não anunciei em lugar nenhum. Entre!” Fechamos negócio.
30
Sep08
30
Sep08
Trezentas árvores
Eu caminhava pelo quintal com Miguel. Comentei que lá nos fundos nós vamos, um dia, construir uma edícula pra instalar um pequeno escritório e uma área de serviço. Pra isso, íamos ter que sacrificar duas ou três árvores do nosso bosquezinho. Ele olhou pra elas e começou a chorar.
Por um instante me senti um ser abominável. A vontade que me deu foi dar um abraço apertado nele e dizer “é mesmo, filho, quem precisa de escritório e de área de serviço?” Mas segui com minha lógica de adulto utilitarista.
Expliquei que às vezes é preciso derrubar árvores pra usar a madeira ou construir. E que podíamos compensar replantando. Ali mesmo já tínhamos plantado várias, como o nim e o pé de araçá. Mas ele não se convenceu. Aí eu disse que, pra cada árvore derrubada, vamos plantar dez.
- Dez não. Cem!
- Tá bom. Cem.
Ele enxugou as lágrimas e continuamos o passeio. A conversa reforçou meu sentimento de que há esperança pra humanidade. Quem virá depois será muito melhor que nós. Então deixo registrado aqui o meu compromisso com o planeta e com meu fiote: plantar no mínimo trezentas árvores.








