Posts de 2007

08

Nov

07

HQ na Barca dos Livros

O escritor e roteirista francês Benoît Peeters, especialista em histórias em quadrinhos, é o convidado pra um bate-papo na sexta-feira 9 às 20h na Biblioteca Barca dos Livros.

Ele vai falar sobre a evolução da bande dessiné – como é chamada a HQ na França – e sobre a obra do belga Hergé, pai do personagem Tintim. Peeters escreveu três livros sobre Hergé. A Barca fica na rua Senador Ivo Aquino, 103, em frente aos trapiches da Lagoa da Conceição.

Um programa legal pro domingo 11, com saídas às 15h, 16h e 17h: a Barca dos Livros vai promover três passeios de barco na Lagoa, com livros, leitura, contadores de história e música. O projeto da Barca é coordenado pela professora Tânia Piacentini – professora da UFSC, moradora do Canto dos Araçás -, e amparado pela Sociedade Amantes da Leitura.

A foto é do saite Overmundo e ilustra matéria de Demétrio Panarotto. Essa que aparece com xale vermelho é a amiga Gilka Girardello – contadora de histórias, jornalista, educadora e fada da floresta.

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07

Nov

07

Brunitezas no banheiro

Fui lavar as mãos e não tinha sabonete. Peguei um novo no armário da pia e, quando abri a embalagem de papel, vi um detalhe que certamente não veio de fábrica: marcas de dentinhos.

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07

Nov

07

Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo

Em junho lamentei aqui a morte precoce do Olívio Lamas. Volto ao nome dele pra dar conta da homenagem criada pelo Sindicato dos Jornalistas de SC. Que legal: entre os finalistas do prêmio estão o amigo Caio Cezar, o ex-colega de O Estado, Marco Cezar (pai de Caio), e o ex-colega de Diário Catarinense, Júlio Cavalheiro. A nota do Sindicato:

Os fotógrafos Júlio Cavalheiro, Flávio Neves, Hermes Bezerra, Marco Cezar, Caio Cesar e Rubens Flores são os seis finalistas da 1ª edição do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo. A seleção foi realizada no último 05/11, quando os 38 trabalhos inscritos foram avaliados. O nome dos três vencedores será anunciado na próxima 2ª -feira (12/11), em evento no hall da Assembléia Legislativa, em Florianópolis, a partir das 19h. Os prêmios são um equipamento fotográfico (1º lugar), um pacote turístico para duas pessoas para Buenos Aires (2º) e R$ 1,5 mil (3º). O Troféu Olívio Lamas foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e Associação Catarinense de Imprensa, com apoio da Fenaj e patrocínio da Eletrosul.

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07

Nov

07

Execução no Campeche

Ontem às 22h40 fui com Miguel devolver um DVD. Por questão de dez minutos deixamos de presenciar o tiroteio na avenida Pequeno Príncipe, que aconteceu a menos de cem metros da locadora Première. O zunzum é que foi acerto de contas. Pela primeira vez precisei explicar ao meu filho o que é um homicídio.

Rapaz é executado e adolescentes feridos a bala na Capital

Ricardo Orlando Braz, 26 anos, foi morto e outros dois adolescentes feridos a bala na madrugada desta quarta-feira no bairro Campeche, no sul de Florianópolis.

Braz foi atingido por quatro tiros nas costas, em frente à Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes, na avenida Pequeno Príncipe.

De acordo com a polícia, dois rapazes teriam sido os atiradores. Um dos adolescentes foi ferido na coxa e no antebraço.

Os jovens foram conduzidos ao Hospital Governador Celso Ramos, no Centro, e não correm risco de morte.

ClicRBS

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06

Nov

07

Fontes para conteúdo Creative Commons

Um link pra guardar na caixa de ferramentas (dica de Rogério Mosimann): 25+ Sources For Creative Commons Content

Saiba aqui (em português) o que é Creative Commons.

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06

Nov

07

Psiu!

Botelho manda essa da Folha de Londrina:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), segunda mais importante corte do judiciário brasileiro, investiga desde março se um servidor da área de comunicação atentou contra a ”urbanidade” ao tentar chamar um ministro utilizando o malfadado ”psiu” ao final de uma sessão de julgamentos. O jornalista nega ter empregado o termo e alega que tentou por várias vezes chamar a atenção do magistrado utilizando a expressão ”ministro”. Se for condenado, o servidor poderá ser advertido em sua ficha funcional.

Enquanto isso, nos arquivos do judiciário, a papelada se acumula.

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05

Nov

07

A procuradora e as marinas

Cesar Valente publica em sua coluna-blog De Olho na Capital uma excelente entrevista com a procuradora da República Analúcia Hartmann sobre o uso das áreas costeiras na Ilha de Santa Catarina. Saiu em maio de 2006 na revista Pesca, Navegação e Lazer, mas mesmo depois da Operação Moeda Verde, continua bem atual. Trecho:

De que modo se pode construir marinas em Florianópolis?

O mesmo modo que se tem para construir marinas em qualquer lugar do mundo, que é o licenciamento ambiental e a autorização dos órgãos competentes. Na verdade, em Florianópolis, além do problema físico da ilha, de ter poucos locais abrigados, existe uma maneira de atuar pouco profissional por parte dos empreendedores do turismo. Normalmente, as marinas que são projetadas aqui, são projetadas prevendo graves danos ambientais. Ou então, quando os emprendedores descobrem que têm que fazer um estudo de impacto ambiental já desistem. Aí eles desistem e botam a culpa no ministério público, nos ecologistas, na chuva, no sol, em qualquer coisa. Mas é uma atitude muito pouco profissional.

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05

Nov

07

Microchip na carteira de jornalista

Meu toque sobre a falta de usabilidade da carteira profissional de jornalista foi levado pelo Cesar Valente ao presidente da Fenaj, Sérgio Murillo, que respondeu o seguinte:

“Já mudou. O Dauro tá com modelo velho. Mas acho que temos que transformar a carteira em um cartão, com microchip e tudo. Estamos em estudos e aceito sugestões”.

Valeu, Sérgio! ótima idéia a do chip. Eu devia ter me informado melhor antes de fazer a crítica – mas pelos comentários que recebi, não era o único a desconhecer a novidade. As primeiras sugestões que me ocorrem são:

  • Versão duas em uma: fazer do novo documento também uma carteira internacional (com o verso em inglês/espanhol, talvez).
  • Aumentar o prazo de validade para cinco anos.

~
p.s.: Uma boa sugestão de Rodrigo Lóssio:

O tal microchip poderia contar com um certificado digital, que seria uma espécie de carteira de identidade digital. As eleições da FENAJ, por exemplo, poderiam ser online mediante sistema que permitisse a leitura do cartão.

E já há como aliar isso com o próprio CPF, usando o mesmo documento/cartão. É o e-CPF. Seria realmente vanguardista esta possibilidade.

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05

Nov

07

Diários da América Latina

Silvia Pavesi e Eumano Silva, que estão mochilando há vários meses pela América Latina, chegaram ao Panamá. Segue trecho (sem edição) do relato que recebi dela sobre os últimos dias na Colômbia. Estavam num lugar sem estradas nem carne, mas com internet.
(…) Depois de uma semana em Puerto Obaldia, um pueblito de 600 pessoas na fronteira com a Colombia, tomamos, finalmente, o barco. Puerto Obaldia foi um pouco chato. É zona de fronteira e de segurança, entao, tinhamos que pedir licença pra policia até pra ir caminhar na praia, que nem é tao bonita assim. Nossa pousada era a unica da vila, bem fraquinha, mas pelo menos, tínhamos um teto. O banho era de cuia. Comemos apenas arroz com peixe frito todos os dias. Nao tem frutas, nao tem verduras, nao tem leite, nao tem carne no povoado. Ah, rolou um frango, um dia. E bananas verdes fritas, que è prato típico na colombia, venezuela, equador e panamá tb. Nao é saboroso, mas pelo menos alimenta e tem vitaminas. Mas no final, foi legal, curtimos.

Muitas histórias rolaram. Na pousada acabamos conhecendo outros ” naufragos” como a gente. Um mariner americano que esta na reserva e se chama Rodrigo. Apesar de mariner, super gente boa. U/m colombiano que està pedindo asilo polìtico no Panamà e nao pode sair de Obaldia de jeito nenhum, outro colombiano novinho que tb està tentado sair da colombia e foi mandado embora no primeiro dia, antes de conseguir entrar em Obaldia ( nao ganhou visto), um nicaraguense-brasileiro que morou em itapema, um casal de artesaos franceses que esta viajando há mais de um ano e que dormiam na praia pq nao tinham dinheiro pra gastar com hospedagem, enfim…

Na ultima noite chegou carne no povoado, mandado pelo exército. compramos e fizemos um churrasco. Foi bem legal. Estava rolando uma festa da cidade em Obaldia que durou quatro dias. Foi por isso que o barco demorou a sair, pq a tripulaçao era de lá e nao queria zarpar antes da festa terminar. Por isso, todo dia a saìda era adiada atè que saìmos no sábado, exatamente uma semana depois de chegarmos neste lugar perdido, sem estradas, mas com internet. (…)

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04

Nov

07

Dois momentos felizes

1. Graças ao Orkut, um amigo que não vejo há 17 anos me reencontrou no feriado. Roberto Carneiro dividiu apê comigo no fim dos 80 aqui em Floripa. Desde 93 vive em Portugal. Artista gráfico de talento, Betto trocou o papel pela pele humana. Faz tatuagens em terras lusitanas e também na Espanha e Reino Unido. Botamos o papo em dia pelo GTalk e ficamos de nos visitar. Será que faço uma tatuagem?

2. Comecei a praticar hatha yoga no centro comunitário perto de casa. Não foi nada pensado, foi mais uma decisão de impulso, como se eu resolvesse de repente: “vou ali na padaria”. Meu sogro convidou pra uma aula de experiência, fui conferir e adorei. Depois de duas aulas, a reflexão que me ocorre é: como é que eu passei quarenta e um anos sem conhecer isso?!

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