03
Nov07
As 23 ferramentas de trabalho que mais uso
1. Caneta. Indispensável. De preferência, escrita fina e macia. Azul ou preta. Tenho sempre várias de estepe – uma vez fiquei sem caneta no meio duma entrevista.
2. Bloco de notas (papel). Prefiro os pequenos, com espiral e folhas destacáveis. Uso em qualquer lugar, até dentro de ônibus. Tenho fases de caderno grande com capa dura. Quase não uso gravador. Só pra ping-pongs e com políticos.
3. Bloco de notas (software). Pra rascunhos e pra limpar lixo de código antes de publicar na internet. A simplicidade e eficiência do texto puro, sem formatação, são uma beleza.
4. MS Word. Os clientes adotam, eu também. O contador de caracteres ajuda a calcular os honorários. Me divirto mudando as fontes, o corpo e o alinhamento. Ainda uso a versão 2003. A 2007 mudou os botões de lugar.
5. Gmail. Melhor ferramenta de e-mail que conheço. Uso também pra fazer becapes de textos em andamento. Tenho outros dois endereços de e-mail (acesso pelo ótimo Thunderbird), mas se quer resposta rápida, me escreva pra este.
6. Google. Oráculo do cotidiano. Excelente ponto de partida pra pesquisas. O grande risco é se acomodar e achar que tudo está nele. Às vezes o substituo por ferramentas específicas, como…
7. Creative Commons Search. Faz busca de imagens liberadas pela licença CC. Uma mão na roda pra ilustrar matérias e brincar de mashups com as fotos que têm autorização pra isso.
8. Google Reader. Grande ferramenta de produtividade! Os leitores de RSS são bom exemplo de tecnologia que realmente faz ganhar tempo. O tempo ganho, sempre que posso, redireciono pro ócio.
9. MSN e GTalk. Uso todo dia pra teclar com colegas de trabalho, clientes, amigos e família. Oferecem grande risco de dispersão, mas sua utilidade compensa. Um botão importante: “Ocupado”.
10. Skype. Me aproximou das pessoas e aliviou as despesas. Adoro usar pra ligações internacionais, às vezes com a webcam – é como um banho de cachoeira sem a preocupação de fechar a torneira.
11. Houaiss Online. Sou viciado em dicionário. Nos tempos de revisor apostava cerveja com amigos sobre o significado de palavras. Pena que seja só pra assinante do UOL. Seria ótimo o acesso livre.
12. Dictionary.com. Bom dicionário e tesauro inglês-inglês. Também uso o Merriam-Webster. E o Google: basta escrever (sem as aspas) “define:palavra”
13. Wikipedia. Outro oráculo que quebra um galhão. Mas como qualquer enciclopédia, tem que consultar com o desconfiômetro ligado. Uso as versões em português, espanhol e inglês, conforme o tema.
14. Delicious. Este bookmark online colaborativo é minha “memória de navegação” sobre o que encontro de relevante na web. E uma evidência cotidiana do valor da inteligência coletiva.
15. Google Desktop. Perfeito pra desorganizados como eu. É praticamente impossível não localizar um documento no micro. Não é raro eu reencontrar coisas que nem lembrava que existiam.
16. Oanda. Conversor de moedas versátil, fácil e prático de usar. Tá na web e é free.
17. Photoshop. Um dos softwares que acho mais bacanas. Eu não uso nem 10% do que ele permite fazer na manipulação de imagens.
18. Google Documentos e Planilhas. Genial recurso da web 2.0. Tenho usado pra publicar textos na web, compartilhar a edição de arquivos com colegas e até verificar a evolução da conta de luz com gráficos de barra.
19. Calculadora. A do micro não é muito prática, mas termino usando porque nunca encontro a maquininha por perto.
20. Celular. Não sou grande fã de telefones, mas hoje é quase impossível passar sem eles, né? Uso as funções básicas: falar, agenda de contatos, mensagens rápidas, despertador (o meu tem som de galo cantando).
21. Post-it. Já tentei os post-its digitais no desktop, mas não me acostumei. Prefiro os bons e velhos pedaços de papel amarelo vivo pregados ao meu redor, me pressionando a “limpar a pauta”.
22. Google Maps / Google Earth. Uso mais pra me divertir, mas às vezes são uma ótima maneira de ilustrar textos que têm a ver com referência geográfica. O GE é o programa que eu gostaria de ter inventado.
23. Firefox. O melhor navegador, sem dúvida. Quando a gente aprende a baixar e usar as extensões que dão novas funcionalidades a ele, não quer mais saber de outra coisa.
Se você quiser compartilhar suas ferramentas, fique à vontade.
01
Nov07
Tá difícil…
A dica é do Rafael Ziggy, meu comparsa no +D1: o blog Tá difícil… aborda problemas de usabilidade que os consumidores encontram no dia-a-dia com produtos e serviços que adquirem – ou tentam adquirir e desistem. É o caso das lojas de telefone celular, que NÃO atendem por telefone; de uma proposta de aplicação conservadora do Unibanco, em que as letrinhas miúdas advertem para o risco de perda de todo o investimento; do processo kafkiano de renovar o CPF; do furinho malfeito no suco Kapo, difícil de encontrar e que geralmente deixa derramar metade do conteúdo…
Acrescento uma pequena contribuição, entre tantas com que me deparo todo dia: na carteira de identidade da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas – o texto que explica o conteúdo do campo superior fica praticamente dentro do campo inferior. A indução a erro é inevitável. Dezenas de vezes já confundiram o número da identidade com o da carteira profissional, a data de nascimento com a de emissão da carteira etc. Sempre que a mostro, sou obrigado a dizer: “Esse aí não é meu nome, é o do meu pai”. Na mais recente confusão, a secretária de um consultório de oftalmologia chegou a fazer piadinha sobre a inteligência do designer do documento. Colegas da Fenaj, que tal uma renovada na capacidade de comunicação da nossa carteira?
(clique na imagem pra ver ampliada)
01
Nov07
Da série Diálogos da Globalização
- Pai, todas as coisas são fabricadas na China?
- Não, filho. A maioria, mas não todas.
31
Oct07
Mestre Arildo e um discurso sobre a abolição
Diógenes Botelho, colega jornalista que trabalha no Congresso, dá mais uma palhinha sobre o cotidiano na “casa do povo”:
Arildo Dória, o jovem sábio de 73 anos que trabalha ao meu lado, acabou de receber a encomenda de um discurso sobre os 120 anos da abolição da escravatura. Quem requisitou, pediu especial destaque e elogios à “visionária” Princesa Isabel e às leis do ventre livre e do sexagenário.Ele começou o discurso assim:
Senhoras e senhores deputados,
Há 120 anos, a escravidão foi abolida no Brasil. Antes, criaram a lei do sexagenário, que dava liberdade para o negro com mais de 60 anos quando a expectativa de vida no país era de 47. Depois criaram a lei do ventre livre como s,e ao nascer, a criança fosse jogada pela janela como filho de pato, que já nasce nadando…Que pena que na minha época de escola não havia um professor como Arildo.
30
Oct07
Diálogos ranzinzas: Copa de 2014
- Quando é que vão parar esse oba-oba sobre a Copa do Mundo no Brasil?
- Só em agosto. De 2014.
- Ufanismo do carai.
- Veja o lado bom: é um novo tema na roda. Quem agüenta mais seis meses de debate sobre Rolex e Tropa de Elite?
- Eu, nem mais seis segundos.
- O negócio agora é enrolex, drible, pedalada e embaixadinha.
- Bota negócio nisso. Verdade que foram doze governadores na comitiva do Lula?
- É. Pra ver de perto o que todo mundo já sabia. O Brasil era candidato único.
- Um avião desses não cai. ó mundo injusto.
- Somos o país do futebol, cumpadi. É investimento na alegria do povo.
- Bota na conta que a CPMF paga.
- Tem dezoito cidades disputando pra ser sede dos jogos. Imagina o que isso vai movimentar…
- Se isso aqui já engarrafa com joguim do Avaí, quero só ver com Alemanha e Argentina.
- Sede pequena – isso se for escolhida. Aqui deve ter tipo Jamaica e Tunísia.
- Se depender da malacada de Floripa, a torcida no Scarpelli vai ser jamaicana desde criancinha.
- Agora, paciência. Antes tem África do Sul.
- Já vejo até a propaganda Tabajara: “Se você não conseguiu juntar dinheiro prum safári na Copa de 2010, seus problemas acabaram! Embarque hoje mesmo numa excursão de ônibus pra Cuiabá”.
- Ou Natal. Ou Florianópolis.
- Seu anzol ainda tem isca?
- … Tem nada. Anchova comeu.
- Passa a marvada aí. Um queijim suíço de tira-gosto caía bem.
30
Oct07
Um rubro-negro em Moscou
O amigo Yan Boechat manda alguns flagrantes de sua viagem pelas estepes russas.
30
Oct07
29
Oct07
Mais um vídeo dos Camelos na Austrália
Rodrigo na maternidade de Mona Vale, em Sydney, com Marcelo e Liz.
29
Oct07
Cinquenta livros
Minha homenagem ao Dia Nacional do Livro. Cinqüenta livros marcantes (em primeiro lugar na lista, “o monumental”):
1. Grande Sertão – Veredas (Guimarães Rosa)
2. O apanhador no campo de centeio (J.D. Salinger)
3. Pergunte ao pó (John Fante)
4. Cem anos de solidão (Garcia Márquez)
5. Histórias Extraordinárias (Allan Poe)
6. O Alef (Jorge Luís Borges)
7. Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato)
8. Amor nos tempos do Cólera (Garcia Márquez)
9. Crônica de uma morte anunciada (Garcia Márquez)
10. O jogo de amarelinha (Julio Cortázar)
11. Madame Bovary (Gustave Flaubert)
12. Flores do Mal (Baudelaire)
13. Coração das trevas (Joseph Conrad)
14. O falecido Mattia Pascal (Luigi Pirandello)
15. Relato de um certo oriente (Milton Hatoum)
16. Kaputt (Curcio Malaparte)
17. As pelejas de Ojuara (Nei Leandro de Castro)
18. De ratos e homens (John Steinbeck)
19. A geografia da fome (Josué de Castro)
20. Vidas Secas (Graciliano Ramos)
21. Morte e vida Severina (João Cabral de Mello Neto)
22. O inventor da solidão (Paul Auster)
23. Se um viajante numa noite de inverno (Ítalo Calvino)
24. Meu último suspiro (Luís Buñuel)
25. A casa dos espíritos (Isabel Allende)
26. Cai o pano (Agatha Christie)
27. Ms. Smilla´s feeling for snow (Peter Hoeg)
28. Glosa Glosarum (Celso da Silveira)
29. Contos (Mário Benedetti)
30. O povo brasileiro (Darcy Ribeiro)
31. On the road (Jack Kerouac)
32. Os vagabundos iluminados (Kerouac)
33. A volta ao mundo em 80 dias (Julio Verne)
34. Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
35. O ganhador (Ignácio de Loyola Brandão)
36. O jogador (Fiodor Dostoievski)
37. Lolita (Vladimir Nabokov)
38. Trópico de Câncer (Henry Miller)
39. 37°2 le matin (Philippe Dijian)
40. Os eleitos (Tom Wolfe)
41. O talentoso Ripley (Patricia Highsmith)
42. El siglo de las luces (Alejo Carpentier)
43. A spaniard in the works (John Lennon)
44. Viva o povo brasileiro (João Ubaldo Ribeiro)
45. O grande mentecapto (Fernando Sabino)
46. O vermelho e o negro (Stendhal)
47. O fio da navalha (Somerset Maugham)
48. Um homem (Oriana Fallaci)
49. Adeus às armas (Ernest Hemingway)
50. L’Étranger (Albert Camus)
29
Oct07
O que viram em Tropa de Elite
Jeanne Callegari, autora de Meus biscoitos, dá seu pitaco sobre Tropa de Elite. Posso não concordar, mas que ela argumenta bem pra caramba, argumenta.








