Posts com a tag ‘vida’

22

Nov

07

Miguelices: a espuma dos dias

A caminho da escola na garupa da bicicleta, debaixo do sol da uma e meia da tarde, Miguel me vem com essa:

- Pai, por que os dias são infinitos quando a gente tá vivo?

Respostas para a redação.

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19

Nov

07

Blog da vez: unclutterer.com

O blog unclutterer é um bom incentivo pra arrumar a mesa de trabalho, o guarda-roupas, as gavetas, os discos etc. Unclutter quer dizer “se livrar das obstruções”. Imagino que também beneficia a cabeça. Os caras trazem ótimos exemplos de como a vida pode ser mais simples. Gostei das fotos de escritórios domésticos bem bolados e arrumadinhos (será que esse pessoal tem filhos?). Cheguei ao blog através do ótimo Zen Habits.

A propósito, uma perguntinha-enquete: você já precisou comprar alguma coisa duas vezes porque, mesmo tendo o objeto em casa, não conseguia mais encontrar? Eu já. É longo o caminho da evolução humana ;)

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17

Nov

07

Chegadas: Helena

Mais um rebento no time dos casais de jornalistas. Nasceu no dia 12 de novembro – mesmo dia do aniversário do Miguel – a Helena, filha da Jeana e do Karam. Bem-vinda!!

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04

Nov

07

Dois momentos felizes

1. Graças ao Orkut, um amigo que não vejo há 17 anos me reencontrou no feriado. Roberto Carneiro dividiu apê comigo no fim dos 80 aqui em Floripa. Desde 93 vive em Portugal. Artista gráfico de talento, Betto trocou o papel pela pele humana. Faz tatuagens em terras lusitanas e também na Espanha e Reino Unido. Botamos o papo em dia pelo GTalk e ficamos de nos visitar. Será que faço uma tatuagem?

2. Comecei a praticar hatha yoga no centro comunitário perto de casa. Não foi nada pensado, foi mais uma decisão de impulso, como se eu resolvesse de repente: “vou ali na padaria”. Meu sogro convidou pra uma aula de experiência, fui conferir e adorei. Depois de duas aulas, a reflexão que me ocorre é: como é que eu passei quarenta e um anos sem conhecer isso?!

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29

Oct

07

Mais um vídeo dos Camelos na Austrália

Rodrigo na maternidade de Mona Vale, em Sydney, com Marcelo e Liz.

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22

Oct

07

Batizado

Em Sampa. Este post é pro meu sobrinho Estéfano, de sete anos, ler um dia. No sábado tive a honra de me tornar seu padrinho de batismo. Agora você é meu afilhado. Sua mãe é minha cunhada-comadre e seu pai, meu concunhado-compadre. Essa é uma experiência inusitada pra mim, cheia de significado simbólico. Sei que não sou a pessoa mais indicada pra educá-lo como bom cristão, mas pode acreditar: em mim você vai ter sempre um amigo fiel e um guia. Este é um compromisso pra toda a vida, uma responsabilidade que me deixa muito feliz. Ainda mais porque você é amigão do meu filho, que agora, mais que primo-amigo, é algo mais – pode chamar de irmão se quiser.

O curso de padrinhos e a cerimônia foram muito legais, cheios de ensinamentos sobre os valores éticos que nos ajudam na busca pela felicidade – nossa e também dos outros, impossível separar isso. Ignorei o conteúdo carola de algumas palestras, assim como os dogmas religiosos que não me tocam – meu caminho é muito mais a espiritualidade que a religião institucionalizada, mas não quero fazer sua cabeça nem a de ninguém. Apreciei as explicações sobre o que quer dizer cada passo do ritual: os óleos, a água… E guardei no coração as mensagens de amor, o exemplo daquela comunidade em que as pessoas trabalham com alegria uns pelos outros. O padre, que figuraça! Muito engraçado, espirituoso, um verdadeiro amigo dos paroquianos. Este foi um fim de semana especial, me senti irmão daquelas pessoas todas.

Acho bacana que isso tudo tenha acontecido a poucos dias de receber a menção honrosa no Herzog. É um reforço a mais pra manter a cabeça no lugar, dar o devido peso a cada coisa e evitar a soberba. Mas não me furto de comentar sobre a alegria que me deu essa conquista. Se tem uma coisa que não suporto é a falsa modéstia. A reportagem foi bem feita e esse prêmio vai ajudar indiretamente a proteger pessoas que correm risco todos os dias no trabalho. Isso é o que importa, afinal. Quando, aos 15 ou 16 anos, decidi estudar jornalismo, era isso que me motivava: transformar a realidade, por menor que fosse essa contribuição. Felizmente – e apesar de muitas frustrações pelo caminho – tenho conseguido isso, o que me salvou do cinismo que tantas vezes vejo nessa profissão. Acredito que pequenas e boas marolas podem representar grandes ondas de coisas boas. Sim, ontem foi um domingo especial. Deus te abençoe, Estéfano.

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08

Oct

07

Eram cinco da manhã e o sol nascia

Um amigão dos tempos potiguares, Flávio Ferreira, deixou um bonito depoimento no meu orkut e aproveitou pra lembrar que já vomitei no carro dele. Faz vinte e tantos anos. Eu achava que já tinha deletado a cena da memória. Nada como uma idônea testemunha ocular pra imprimir esta marca na minha autobiografia não-autorizada. Assumo, es verdá. Agora tudo voltou (ops!) nítido: eram cinco da manhã em Ponta Negra, sol nascendo – sempre bem cedo naquelas paragens – e chegávamos duma festança boa. Ainda tive a decência de botar a cabeça pra fora da janela, mas foi vã a tentativa de livrar a porta… Não entrarei em detalhes sórdidos sobre odor e consistência. Naquela manhã, Flávio demonstrou ser um verdadeiro brother e um gentleman, pois lavou o carro sozinho.

Isso me trouxe um monte de lembranças agridoces, engraçadas, musicais, perfumadas. É curioso, sempre que evoco minha adolescência hedonista em Natal, as cenas vêm acompanhadas de bons odores, exceto em alguns casos como o supracitado. Talvez elas sejam editadas por um superego de bom gosto, sei lá. As recordações com Flávio envolvem noitadas com violão e turma animada, pilequinhos com tira-gosto de laranja na Bodega da Praça, acampamentos enluarados em praias com coqueirais, piadas sarcásticas e comentários jocosos sobre um pouco de tudo, empurrações de carros velhos, crônica falta de dinheiro, festas e mais festas – juninas, escolares, periféricas, a fantasia, sem convite -, o ombro amigo num momento trágico, natação em riacho no fim de tarde, longas caminhadas e papos filosóficos ao sol torrante com pés descalços… Flávio me apresentou pessoas queridas e me fez enxergar mais longe – por exemplo, quando demonstrou o poder do reiki.

Faz tempo que não vomito; pra felicidade do meu fígado, nunca mais consegui tomar cachaça e outros destilados com a disposição que tinha aos 15, 18 anos. Por outro lado, quando tento recuperar a sensação de otimismo ingênuo, a onipotência, a voracidade de viver a mil que eu tinha naquela época, é como tentar segurar água corrente com as mãos abertas. A juventude só acontece uma vez. É bom que seja assim, porque o que vem depois também é precioso e depende de ter existido o antes. O que me deixa muito grato à vida é que, nesse caminho, tive a sorte de fazer amigos incríveis. Poucos, bons, divertidos. Fundamentais. A gente passa anos sem se ver, mas na essência essa riqueza está preservada. Um brinde a isso!

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26

Sep

07

Chegadas: Rodrigo

Lá do outro lado do mundo acaba de chegar uma bela notícia dos Camelos – Marcelo e Liz:

Olá meu Amigos!

O Rodrigão nasceu no dia 26/09/2007 às 18h39min em Sydney, Australia, pesando 3.57Kg e medindo 51cm. Ele passa muito bem, assim como a mamãe. Ambos vão dormir esta noite na maternidade,

Felicidades!

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17

Sep

07

A escolha de ser feliz

Algumas pessoas são sortudas em possuir genes que as predispõem à felicidade. Mas nem tudo está na genética. Estudos científicos comprovam o que o bom senso e os autores de livros de auto-ajuda já afirmam há tempo: a felicidade pode ser uma questão de escolha, não só de sorte. Resumi as sete estratégias para a felicidade compiladas pela WebMD nos estudos do professor de psicologia David T. Lykken, autor de Happiness: Its Nature and Nurture (a íntegra do artigo de Tom Valeo está aqui, em inglês – mais uma preciosa dica do Nando).

  1. Não se preocupe, escolha ser feliz.
    A felicidade depende em grande parte de uma escolha consciente de atitudes e comportamentos.
  2. Cultive a gratidão.
    Dica: escreva uma lista das coisas que lhe despertam esse sentimento.
  3. Alimente o perdão.
    Ruminar mágoas e ressentimentos é péssimo pra saúde. Colocar-se no lugar do outro e perdoar faz um bem danado.
  4. Contrabalance os pensamentos e sentimentos negativos.
    Meditação, ioga, relaxamento, não importa como. Tente descobrir técnicas para identificar os pensamentos negativos e detê-los.
  5. Lembre que dinheiro não traz felicidade.
    É como disse Pedro de Lara…
  6. Alimente a amizade.
    Este é um dos melhores antídotos contra a infelicidade.
  7. Engaje-se em atividades significativas.
    Quando estamos envolvidos em coisas que nos desafiam e dão sentido à existência, tudo fica bem mais fácil.

p.s.: Fiquei feliz em compartilhar isso com vocês. Depois me contem se dá certo. ;)

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16

Sep

07

Alegrias de sábado à noite

Num churrasco, reencontrei um amigo que não via há uns dez anos. O tempo foi implacável com nossas barrigas; no mais, nos melhorou bastante.

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