05
Jan07
Fotografia: entrevista com Tatiana Cardeal

“Sometimes I call my photography “social photography,” not only because of the social documentation issues, but because of the consequences and possible social changes that evolve from this use of communication. It happens on different levels; my photos can be interpreted as a denunciation, a call for action, a protest, a petition, a campaign, or just as educational information. But the intention of my projects, and probably the most important aspect of what I seek, is focused on social development by opening minds, hearts and eyes and sensitize them to social inequalities and human spirituality”.
Sou fã da Tatiana Cardeal e me sinto honrado em ser seu amigo. Gente boníssima, de grande sensibilidade, ela coloca a alma em tudo o que faz. E assim tem feito com a fotografia social, à qual se dedica desde 2003, em especial documentando os indígenas brasileiros – já mostrei várias fotos dela aqui. Nesta ótima entrevista (em inglês) ao site Living in Peru, Tati conta sobre seus projetos, motivações e experiências.
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I´m a fan of Tatiana Cardeal, and honoured to be her friend. Excellent person, gifted with great sensibility, she puts her soul in everything she does. So she´s been doing with social photography, her métier since 2003, with enphasis in documenting Brazilian indigenous people – I´ve shown some of her pictures here. In this nice interview (in English) to the site Living in Peru, Tati tells about her projects, motivations and experiences.
22
Dec06
Comércio ilegal de talco continua em Ouro Preto
Uma série de quatro reportagens especiais da Rádio CBN, que foram ao ar entre 18 e 21 de dezembro, repercutiu a denúncia do Observatório Social sobre a existência de trabalho infantil na mineração de talco em Ouro Preto (MG), na cadeia produtiva de multinacionais.
A série, de autoria da repórter Luciana Marinho, traz outra denúncia grave: apesar da interdição da mineração pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), o minério de talco continua sendo comercializado de forma clandestina.
Com um gravador escondido e sem revelar a identidade, a repórter negociou a compra de um caminhão do minério por R$ 1.500,00 com um dos donos de pedreiras mais conhecidos da localidade de Santa Rita, Oscar Lundes da Silva. Mais aqui
21
Dec06
A violência camuflada

Na revista do Observatório Social, uma reportagem de Sylvia Palma – com arte de Frank Maia – explica como se dá o assédio moral, uma violência camuflada à qual estão sujeitos milhares de trabalhadores em diversas profissões. As primeiras linhas do texto dão uma amostra dos casos estarrecedores que acontecem todos os dias:
Século 21. 2006. Brasil. Uma operária do setor fabril da região Sul é acorrentada a uma máquina têxtil. Ela só será libertada depois de cumprir sua meta de produção. Assim como todas as outras trabalhadoras que apresentaram baixa produtividade.Outra trabalhadora, de uma empresa do Nordeste do país, para usar o banheiro durante o serviço é obrigada a fazer a limpeza dos sanitários, pias e chão. Ela decide levar um urinol para o trabalho e fazer suas necessidades fisiológicas diante das colegas.
Numa terceira empresa, na Bahia, vários trabalhadores são colocados num auditório. Os homens que não atingiram as metas de vendas são obrigados a desfilar vestidos de mulher, ornamentados com um pênis de plástico preto – os negros têm que usar o artifício de plástico branco. E as mulheres são oferecidas de brinde para programas sexuais com os colegas que atingiram as metas. As que não aceitam são queimadas com cigarros nas nádegas. (…)
21
Dec06
Madeira e Sangue

Foi penoso, mas também gratificante fazer esta reportagem – com fotos de Sérgio Vignes – pra revista do Observatório Social. Pude conhecer de perto uma realidade de sofrimento que não é mostrada quando se divulga a pujança da indústria de Santa Catarina, líder na exportação de móveis. Apesar de o problema estar bem diagnosticado, as ações de prevenção vêm sendo adiadas sob alegação de prejuízos com a crise cambial. (!)
13
Jul06
A precarização da vida
Matéria muito boa da Nilva Bianco, com fotos de Marcello Vitorino, sobre a terceirização nas indústrias calçadistas de Franca. A personagem principal é uma mulher grávida de seis meses que precisa lidar com cola de sapateiro todos os dias em sua empresinha caseira.
A reportagem traz também uma interessante dica de leitura: Questionando um mito: custos do trabalho de homens e mulheres, organizado pela diretora da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no Brasil, Laís Abramo.
Em 2001 e 2002 ela coordenou um estudo em cinco países – Brasil, México, Argentina, Chile e Uruguai – pra estabelecer o custo real de direitos como o salário-maternidade, atenção médica na gravidez e parto, estabilidade, horário de lactância, creche e direito a licença em caso de doença da criança.
O levantamento mostrou que os custos diretos para o empregador no Brasil não passam de 1,2% da remuneração bruta mensal da trabalhadora, um percentual que não justifica a desvantagem na hora da contratação ou a política salarial diferenciada pra homens e mulheres.
10
Jul06
Fim de tarde
Moradores da comunidade Goiabeira, formada por barracos construídos sobre dunas num dos lugares mais bonitos de Fortaleza, a Barra do Ceará.
Clique pra ver ampliada.
20
Feb06
The Age of Stone
Saiu a English version de A idade da pedra, reportagem de Marques Casara na revista do Observatório Social sobre trabalho escravo na cadeia produtiva de multinacionais. Versão de Jeffrey Hoff. No portal do Observatório há uma matéria sobre a reação das empresas.
19
Dec05
As 14 corporações que mais violam direitos
A organização não-governamental Global Exchange publicou uma lista com as 14 grandes corporações que mais violam os direitos humanos no mundo. Entre as violações relacionadas incluem-se mortes violentas, privatização da água, tráfico sexual, lucro com guerras, migração forçada, trabalho infantil, degradação ambiental, prejuízo à organização sindical e outros delitos graves. Veja a lista.
CATERPILLAR. Manutenção de contratos com violadores dos direitos humanos, potencializando demolição de casas e fornecendo equipamentos que matam civis
palestinos e ativistas.
CHEVRON. Destruição ambiental, violação de condições de saúde e morte violentas.
COCA-COLA. Mortes violentas, sequestro e tortura, privatização de recursos hídricos e práticas discriminatórias.
DOW CHEMICAL. Criação de armas químicas, publicidade de produtos químicos venenosos, destruição ambiental, problemas de saúde, mortes.
DYNCORP/CSC. Problemas de saúde, devastação ambiental e mortes; ameaça de vidas; abusos físicos; tráfico sexual.
FORD MOTOR COMPANY. Degradação ambiental, mudanças climáticas, guerras por petróleo.
KBR (KELLOGG, BROWN, AND ROOT) (subsidiária da Halliburton Corporation). Sobretaxas e serviços desnecessários aos contribuintes, exploração de pessoas de outros países.
LOCKHEED MARTIN. Estimula e gera lucro com guerras.
MONSANTO. Migração forçada de pessoas, violações da saúde e trabalho infantil.
NESTLÉ USA. Trabalho infantil, repressão de direitos trabalhistas, propaganda agressiva de produtos nocivos, violação de leis da saúde e meio ambiente.
PHILIP MORRIS USA e PHILIP MORRIS INTERNATIONAL. Propaganda intensiva de produtos letais.
PFIZER. Negação do acesso universal a medicamentos contra HIV/AIDS.
SUEZ-LYONNAISE DES EAUX (SLDE), Privatização dos recursos hídricos.
WAL-MART. Violações de direitos trabalhistas, discriminação de trabalho, prejuízo à organização sindical.
08
Nov05
23
Feb03
Impressões de viagem
De volta a Floripa depois de cinco dias em Salvador. Pela segunda vez, dei um curso de roteiro multimídia para uma turma de pós-graduação em design instrucional no Senai. O prof. Marco Silva, autor do livro Sala de Aula Interativa, dividiu a disciplina comigo. Foi uma experiência enriquecedora. Pena que o tempo disponível era tão curto, pois tínhamos assunto pra passar um semestre inteiro debatendo. A turma é maravilhosa: gente afetuosa, curiosa, interessada no tema, fazendo pontes freqüentes entre o que discutíamos e seus conhecimentos prévios. Aprendi bastante. E o melhor é que continuamos em contato via lista de discussão. Muito obrigado, galera! Foi um privilégio conhecer vocês.









