Posts com a tag ‘lugares’

13

Jun

08

Impressões do Norte


A amiga (e possivelmente prima) Gabriela Veras, manezinha da Ilha que emigrou pro Canadá há alguns anos, relata a inusitada experiência que está vivendo numa temporada de trabalho no norte do país, região que conheceu agora. Pelo que ela conta, deve ser desses lugares que parecem de documentário da National Geographic.

Ola pessoal…
Para quem nao sabe, estou em Yellowknife trabalhando num contrato de 4 semanas para a CBC (televisao). E para quem nao sabe, Yellowknife is a capital do Northwest Territories, e fica bem no norte do pais, a 400 quilometros ao sul do circulo polar artico. Tou adorando a experiencia e gostaria de compartilhar com voces um pouco de fatos e das minhas primeiras impressoes… Jah que esse lugar parece um outro planeta!!!
- os tres territorios canadenses (Northwest Territories, Yukon e Nunavut) juntos sao quase a metade do Canada, mas tem um populacao de apenas 100 mil pessoas.
- os territorios estao para o Canada assim como a Amazonia estah para o Brasil.
- a cidade de yellowknife tem menos de 20 mil pessoas e parece que todo mundo tem um cachorro peludao, do tipo husky.
- metade da populacao do territorio aqui eh aborigena.
- nesta epoca do ano nunca escurece, de fato, na semana que vem (dia 21) vai ser o solsticio de verao, quando eh o dia mais longo do ano e acontece o sol da meia noite.
- eu tou tao fascinada, que nas minhas primeiras noites aqui eu acordei a cada uma hora soh para checar se estava escuro lah fora. E nunca estava…
- parece meio dia quando vou dormir, e parece meio dia quando acordo as 5:40 da manha. O sol estah sempre brilhando.
- o povo aqui eh super relax. As mulheres nao usam maquiagem, salto alto ou cabelo alisado. Os homens parecem que acabam de voltar de um fim de semana de acampamento. Eh interessante ver as pessoas sem os difarces de super herois que normalmente a gente ve nas grandes cidades.
- aqui tem de tudo, mas apenas um: um wallmart, um banco de cada, uma televisao (CBC), uma radio (CBC) e um jornal.
- a estrada para o norte de Alberta (olhem no mapa) acaba aqui em Yellowknife. Existem outras comunidades mais ao norte, mas soh dah para chegar lah de aviao. Eh comum ver aqueles avioes que posam na agua. No inverno, quando tudo congela, dah para ir de carro a alguns lugares.
- as pessoas andam aqui com spray para urso, em caso de um encontro inesperado pelo caminho.
- o lugar eh rochoso e existem poucas arvores. Nada dah aqui. Tudo tem que ser trazido do “sul”.
- a economia eh baseada na mineracao de ouro e mais recentemente, de diamantes. Yellowknife eh a “Capital do Diamante da America do Norte”.
- dah para circular a cidade de carro em menos de 10 minutos
- ninguem usa endereco para nada, nem nos press releases…eh o predio tal, que fica do lado da loja tal, em frente do restaurante tal… assim que todo mundo se acha.
- o suburbio fica a tres quadras do centro da cidade.
- e o melhor: no meu trabalho, todo mundo tira uma hora de almoco. Fazia um tempao que eu nao deixava a minha mesa para almocar…
Mesmo com tantas diferencas, jah estou me apaixonando pelo lugar!
Beijos a todos,
gabi
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03

Jun

08

Brasília distorcida


A amiga Cristina Gallo, fotógrafa de política em Brasília, mostra em seu blog a capital federal de maneira inusitada, com distorções curiosas. Tem uma foto lá que parece ser de abutres. Não sei se foi tirada na Câmara ou no Senado.

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28

May

08

Da Tailândia ao Sertão: fotos de Henio Bezerra

Lindas fotos de Henio Bezerra, meu amigo de adolescência em Natal. Clicou paisagens e pessoas na Tailândia, Vietnã, Cingapura, Hong-Kong, França, Estados Unidos e Rio Grande do Norte.

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13

May

08

O terremoto na China, meu chuveiro e o twitter

O terremoto na China, que, pelas estimativas oficiais até o momento, soterrou 18 mil pessoas e pode ter matado 12 mil, é mais um daqueles fenômenos gratuitos quase incompreensíveis à razão. Ainda mais quando não há ninguém em quem jogar a culpa – aquecimento global, corporações, pecados humanos… Como imaginar tanta dor, tanto sofrimento de crianças? A tragédia é menos significativa por ter acontecido do outro lado do mundo? Mereceria tanto espaço na mídia quanto as mil mortes da menina Isabela?

Reparo em mim mesmo e tenho mais perguntas que respostas. Eu soube da notícia via twitter e devo ter ficado menos de 15 segundos horrorizado, até que outros afazeres me chamaram. A resistência do chuveiro estava quebrada, difícil ficar sem banho quente neste outono quase inverno. Saí pra comprar uma nova e, no caminho, o carro deu problema no motor. Dirigi devagar até a oficina do Cebola, que constatou defeito em duas bobinas. Voltei pra casa caminhando, pensando em coisas mil, não mais nos chineses.

Troquei a resistência lembrando do meu sogro querido. Há poucos meses estávamos nós dois ali no box do banheiro, ele em pé numa cadeira, instalando o novo chuveiro Thermosystem – com haste pra regular a temperatura – e eu ajudando com as ferramentas. Conversamos de eletricidade e de um monte de outras coisas que não lembro mais. Ontem eu estava sozinho na tarefa, mas a presença da ausência dele era tão forte que me encheu os olhos d’água.

Depois da digressão, volto ao twitter, uma discussão acessória diante do horror dos soterrados, mas válida pra quem se interessa por comunicação. O terremoto na província de Wenchuan foi divulgado em tempo real (três minutos antes da divulgação pelo US Geological Survey) pelos usuários dessa ferramenta de comunicação interativa, graças à flexibilidade com que pode ser usado em aparelhos móveis – celulares, notebooks e outros.

O fato agrega mais vitamina ao debate sobre a revolução provocada por essas novas tecnologias na maneira como as pessoas se informam e informam umas às outras. Entre as análises, há quem preveja a tendência de que o Twitter se torne o primeiro meio pelo qual as pessoas vão se informar quando buscarem notícias factuais imediatas sobre manchetes de impacto. Rex Hammock comenta em seu blog:

The folks “playing around” with Twitter are creating something that is not just about “play.” It may remain an “edge” medium – a global police scanner for the news obsessed – but I stand by my predictions that Twitter will become the source people will turn to in the early, confusing moments of breaking news stories.

Com todos esses avanços e o potencial de transformações sociais que trazem, vida e morte continuam sendo um grande mistério. Bem, vou lá tomar meu banho quente.

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09

May

08

órfãos do Eldorado

Li de uma sentada só, no avião (aliás, duas: trecho Floripa-Guarulhos e Guarulhos-Brasília), o novo livro de Milton Hatoum, órfãos do Eldorado. São 103 páginas que envolvem o leitor numa história de amor frustrado, conflito pai & filho, miragens e obsessão. Tudo isso ambientado às margens do rio Amazonas, no início do século vinte, entre o apogeu e a decadência do ciclo da borracha. O mito amazônico da Cidade Encantada, lenda indígena e também européia, é evocado na narrativa como possível destino de Dinaura, órfã por quem o protagonista se apaixona.

Muito bom! Não chega a ter a exuberância dos premiados Relato de um certo Oriente, Dois Irmãos e Cinzas do Norte. Mas é uma pequena jóia, lapidada com extrema sensibilidade e competência, que só reforça minha impressão: Hatoum é um dos melhores escritores brasileiros desta geração. órfãos do Eldorado é um “pequeno grande livro”, como diz em seu blog Daniel Piza, colunista do Estadão. Citei Milton Hatoum e a sua obra algumas vezes aqui no blog. A obra dele provoca ecos fortes em minhas memórias de infância – morei dos cinco aos seis anos em Manaus.

Um tema recorrente da obra do escritor amazonense gira em torno de afogamentos e naufrágios – a primeira cena da história marca esse tom e o naufrágio do cargueiro Eldorado tem peso concreto & simbólico na trajetória do protagonista. O recente afundamento de um barco lotado no Amazonas, com dezenas de mortes, revela como a realidade é alimentadora infinita de dramas para a literatura. Barcos que afundam por causa da ganância irresponsável de seus donos e da corrupção das autoridades são fato corriqueiro por lá. Passada a indignação momentânea e as promessas de medidas duras pra aumentar a fiscalização, tudo volta ao que era.

p.s.: o navio Leopoldo Peres, no qual viajei de Manaus a Belém em 1972, já está submerso. Afundou alguns anos depois, numa colisão com uma corveta da Marinha.

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06

May

08

Roteiros do Brasil

A editora Letras Brasileiras e o Ministério do Turismo acabam de lançar a coleção de revistas Roteiros do Brasil, com versões impressa e digital. Material bonito, com belas fotos, textos sintéticos e bem cuidados sobre todos os estados. Contribuí com a redação de algumas revistas – as de Acre, Rondônia, Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A coleção, é claro, não pretende esgotar as possibilidades de viagem por este país gigante (qualquer pretensão nesse sentido seria inútil e burra), mas traz um bom apanhado sobre os principais destinos de acesso relativamente fácil pro turista. Apresenta também opções pros que optam por abrir mão do conforto e encarar um ritmo de aventura (meu estilo preferido de viajar), mas este não é o foco principal da publicação.

Aproveito pra agradecer a todos os que me deram dicas preciosas de roteiros ecoturísticos, gastronômicos e culturais. Escrever sobre o Rio Grande do Norte me deu um prazer especial, pois sou apaixonado pela terrinha onde vivi a adolescência. Por mais que se conheça um lugar, sempre há coisas novas a descobrir. Fiquei cuma vontade danada de visitar com mais calma o Vale do Seridó – já passei um carnaval em Caicó uma vez -, as praias da Costa Branca, no extremo norte do estado, e, quem sabe, aprender a mergulhar com scuba pra explorar mais de perto os corais de Maracajaú. Amigos queridos de Natal, qualquer hora dessas apareço.

p.s.: No dia 30 o Jakzam Kaiser, editor da Letras Brasileiras, recebeu a Medalha Mérito Editor Odilon Lunardelli, concedida pela Câmara Catarinense do Livro pela sua contribuição de mais de dez anos pro crescimento cultural de Florianópolis. Acompanhei essa década bem de perto, com seus altos e baixos, desafios e superações, e afirmo com todas as letras: o homem merece.

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02

May

08

Guia para usar o Google Earth em aulas de ciências

Os professores Steve Kluge, Drew Patrick e Eric Fermann, de New York, criaram um manual [in English; também disponível pra impressão em pdf] para planejar e criar aulas de ciências com o Google Earth. Sou um entusiasta do uso educacional – e lúdico, claro – desse programa. Eles apontam pelo menos três maneiras – e citam vários exemplos – de como o GE pode ser empregado para tornar as aulas mais interessantes:

  1. Como ferramenta de demonstração. Pode-se organizar tours em que os estudantes “voam” de um ponto a outro do planeta, com uma pequena pausa em cada parada. Várias camadas fornecidas pelo programa (terremotos, vulcões etc.) podem ser ativadas para ilustrar pontos chave com uma narração oral em cada parada.
  2. Como suplemento para atividades de laboratório previamente estabelecidas. Por exemplo, os alunos podem construir manualmente o perfil de um rio para entender como ele é afetado por cachoeiras e represas. Um “passeio” da nascente à foz vai ajudá-los a reconhecer o que fizeram com papel e caneta.
  3. Como atividade orientada pela tecnologia. A construção cuidadosa de roteiros com perguntas inseridas diretamente nos locais do mapa possibilitam aos alunos fazer uma viagem de campo virtual, contextualizada com materiais adicionais como descrições, fotos, hiperlinks etc.

[via Google Earth Newsletter]

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23

Apr

08

Mala Strana


Mala Strana, originally uploaded by Pensiero.

Mulher caminhando pelo bairro de Mala Strana, em Praga, uma das cidades mais lindas do mundo. CC Stefano Corso.

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17

Apr

08

Bom Jardim da Serra


Riozim nos fundos de um restaurante na beira da estrada.


A água cristalina convida pra um banho.


Árvore simpática, primaveril no outono.


SC: da serra à praia é um pulinho.

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17

Apr

08

Mais fotos de Urubici


Morro da Igreja, o ponto mais alto de SC e mais frio do Brasil.


Pousamos aqui na casa da dona Maria e do seu Celso.


Cachoeira do Avencal. Cem metros de queda d’água.


Uma placa rara de se ver por aí.

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