15
Sep10
Simpósio de Literatura Argentina
Recebi este release da Raquel Wandelli e compartilho. Quem ainda não assistiu ao ótimo O segredo de seus olhos, de Campanella, tem a chance de ver na faixa.
UFSC marca Bicentenário da Argentina com rede de eventos internacionais sobre literatura, cinema e fotografia
Simpósio Internacional integra quatro eventos reunindo especialistas de várias partes do mundo para discutir relações culturais enre Argentina, Brasil e América Latina
No ano em que se comemora o bicentenário da Argentina, quatro eventos de caráter artístico e abrangência internacional iniciam no dia 20, na UFSC, integrando os debates sobre uma questão tratada sem a devida profundidade no País: as relações culturais entre Brasil e Argentina. Com foco no cinema, fotografia e principalmente literatura, a programação em torno do Simpósio Internacional de Literatura Argentina em seu Bicentenário pretende dar resposta a essa lacuna promovendo o maior encontro de especialistas já realizado no Brasil para discutir a projeção universal e lationamericana da literatura argentina. Abertos ao público e de entrada gratuita, todos os eventos se concentram no auditório Henrique Fontes do Centro de Comunicação e Expressão.
De 20 de setembro a 6 de outubro estarão reunidos na UFSC os mais reconhecidos pesquisadores da área da Argentina, Brasil e Esados Unidos para discutir as singularidades da literatura portenha e as possibilidades de diálogos com a literatura brasileira e latinoamericana, conforme explica Liliana Reales, uma das coordenadoras. A rede de eventos é organizada pelo Núcleo Onetti de Literatura e Núcleo de Estudos Literários e Culturais, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte, Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Centro de Comunicação e Expressão da UFSC e ainda o patrocínio da Fapesc, CNpq e Ministério de Relações Exteriores. (…)
09
Sep10
05
Sep10
Impasse: entrevista com os diretores
Entrevistei Juliana Kroeger e Fernando Evangelista sobre o documentário Impasse, que eles vão lançar no dia 16 às 19h30 na Reitoria da UFSC. O filme mostra as manifestações estudantis contra o aumento nas tarifas de ônibus de Florianópolis e aborda a questão da mobilidade urbana. Ju enfatiza a importância de se fazer um jornalismo honesto, buscando sempre “a melhor versão da verdade”. Fernando conta como se surpreendeu com o tom das manifestações, cheias de arte e riso. Outro fato marcante pra eles foi o assustador despreparo do poder público. Durante a cobertura, alguns integrantes da equipe de filmagem foram atingidos por disparos de taser, armas de choque que a PM parece usar como brinquedinhos e que, em certas circunstâncias, podem ser fatais.
O que motivou vocês a fazer o filme?
Juliana: A importância, a urgência e a proximidade do tema.
De que forma a experiência de vocês em coberturas de zonas de conflito foi útil na realização deste documentário?
Juliana: Uma coisa importante em qualquer conflito, eu acredito, é mostrar que você é jornalista. Você não é policial, não é militante, não é estudante, você está ali para ouvir todos os lados e reproduzir o que você está vendo, ouvindo e sentindo da maneira mais honesta possível. Você está ali para relatar, como disse Carl Bernstein, um dos repórteres do Caso Watergate, “a melhor versão possível da verdade”. Ser jornalista, na hora da confusão braba, às vezes serve de proteção, outras vezes não. Nesse caso específico, serviu. Conseguimos fazer nosso trabalho sem restrições. O único problema é que, principalmente nos primeiros dias, a manifestação estava infestada de policiais se passando por jornalista e alguns estudantes ficavam desconfiados com a gente. Tomamos o cuidado de usar sempre o crachá da Doc Dois e levar nossa carteira de jornalista. Dessa vez, pela experiência, íamos acompanhando as manifestações já prevendo para onde correr em caso de conflito, mas tendo sempre em mente que só podemos fazer boas imagens se estamos muito próximos. Em 2004, na chamada “Revolta da Catraca”, fui atingida por uma bala de borracha. Neste ano, saímos ilesos, mas alguns integrantes da nossa equipe foram atingidos com tasers, as armas de choque. O fotógrafo Hans Denis recebeu um choque no estômago e o cinegrafista Carlos Cazé recebeu um choque nas costas.
Não é raro que documentaristas comecem um projeto com uma idealização da realidade e essa imagem se transforme durante a apuração. Isso aconteceu com Impasse ou vocês confirmaram a hipótese inicial? Quais foram as surpresas do caminho?
Fernando: Uma das coisas mais fascinantes do trabalho jornalístico, pra mim, é essa surpresa diante da realidade. É esbarrar com alguma coisa que não estava prevista, é sair do roteiro, é encontrar pessoas ou fatos que nos façam perceber determinada realidade de forma diferente. Eliane Brum tem um texto lindo sobre isso. Ela diz que o grande barato de ser repórter é a surpresa diante do mundo. Minha primeira surpresa foi ver um pessoal muito jovem, boa parte secundarista, fazendo política com bom humor e com criatividade. Aquela coisa das caras amarradas, punhos cerrados, nesse movimento daqui, pelo menos nas cinco semanas de manifestações, foi substituída pela leveza, pela arte e pelo riso. É um movimento sem líderes fixos, totalmente horizontal, sem ligação com partidos políticos. Isso me surpreendeu de verdade. Eles viraram de cabeça para baixo aquela forma de luta que eu conhecia. Quando começamos a gravar, pensei que os atos estavam sendo organizados pelo Movimento Passe Livre. Não estavam. Também não sabia que o Movimento Passe Livre não luta mais pelo Passe Livre, mas pela Tarifa Zero. Não sabia nada sobre a política da Tarifa Zero. Não sabia que 38 milhões de brasileiros não podem pegar ônibus por causa das tarifas e nunca tinha pensado que o transporte público, na verdade, não é público. Se você não tem dinheiro para pagar a educação do seu filho, você tem a possibilidade de colocá-lo numa escola pública. Você tem a saúde pública, através do SUS, você tem a segurança pública, mas o transporte, não. O transporte tem que ser pago. Nunca tinha pensado nisso. E me surpreendeu ainda a incapacidade desses jovens, tão criativos, de unir forças com os trabalhadores do transporte, com os motoristas e cobradores. Existe um oceano separando essas duas forças. Além disso, muitos deles continuam vendo a polícia como o principal oponente, mas isso não me surpreendeu.
O que mais lhes chamou a atenção na postura do poder público e na cobertura da mídia sobre os conflitos? O que o filme agrega de diferencial?
Fernando: Sobre a postura do poder público, me surpreendeu a incrível falta de tato, de jogo de cintura e de inteligência mesmo. Um despreparo assustador e explícito. Sobre a cobertura da mídia, apesar de não ter acompanhado atentamente, acho que foi melhor do que a cobertura de 2005. Nosso documentário faz a cobertura das manifestações, da ação da polícia, com um pouco mais de profundidade do que tem passado nas tevês, até porque na televisão temos matérias e nossa história é documentário, então a diferença começa pelo tempo. E, segundo, acho que tem uma diferença de abordagem. Um exemplo: temos bem claro que uma das funções do jornalismo é fiscalizar o poder, seja ele qual for. Isso poder parecer arrogante e pretensioso, mas não vejo isso na grande mídia hoje em dia. Não vejo nem na grande mídia, marcadamente de direita, nem vejo no que se convencionou chamar de imprensa alternativa ou independente, tradicionalmente de esquerda. Pra mim, tanto um lado quanto outro, com honrosas exceções, têm usado seus espaços para fazer propaganda ideológica e não jornalismo. E, agora, em época de eleição, isso está cada vez mais evidente. É Fla-Flu midiático, muito apaixonado e pouco objetivo.
Na avaliação de vocês, por onde passam as soluções para o impasse na crise de mobilidade urbana de Florianópolis? Que ensinamentos esse conflito pode dar para outras cidades que enfrentam o problema?
Fernando: Fazer viadutos, faixas especiais para os ônibus etc. etc. são medidas importantes, mas insuficientes, paliativas. Tem que se investir, de fato, no transporte coletivo. Um dos nossos entrevistados, Lúcio Gregori, engenheiro e criador do projeto Tarifa Zero, afirma que o transporte coletivo só poderá “concorrer” com o carro, quando ele for muito bom e muito barato. Aí a gente tem o exemplo da cidade de Hasselt, na Bélgica, que adotou o Tarifa Zero. Em dez anos, o uso transporte público aumento mais de 1.000%. As pessoas deixaram de andar de carro para andar de ônibus e, lógico, a mobilidade urbana melhorou consideravelmente. Para que isso aconteça, acho que o primeiro passo é o Estado assumir essa atividade. Mas quem pagaria esse transporte gratuito? Como seria feito? A gente toca nessas questões no documentário, mas o foco mesmo do nosso trabalho acabou sendo as manifestações.
Entrevista ilustrada com fotos de Denis Schneider, Juliana Kroeger, Pedro Machado e Daisy Schio.
02
Sep10
Impasse
Ju
liana Kroeger e Fernando Evangelista lançam no dia 16 às 19h30, no auditório da Reitoria da UFSC, o documentário Impasse, sobre as manifestações dos estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em Floripa. Eles acompanham o tema há bastante tempo e captaram os desdobramentos dessa história “em cima do lance”, com o faro e a sensibilidade de jornalistas investigativos que já cobriram situações de conflito em outros cantos do mundo, como o Líbano, a Palestina e a Turquia. Se você até agora só tomou conhecimento desse assunto por meio dos jornalis e tevês locais, vale conferir por um ângulo inusitado. A questão da (i)mobilidade urbana é um dos problemas mais sérios da nossa “Ilha da Magia” e vem sendo tratada há décadas com descaso, quando não com irresponsabilidade e coisas piores, pelo poder público. Tema da hora.
Além de cenas que não foram exibidas em nenhuma tevê, incluindo flagrantes de violência durante os atos públicos ocorridos em maio e junho de 2010, o documentário revela o que pensam usuários, trabalhadores, especialistas e empresários do transporte. Expõe as contradições e as diferenças de posição dos estudantes e dos representantes dos governos municipal e estadual.
Impasse discute ainda questões que se entrelaçam e se completam: por que a cidade se tornou um símbolo na luta pelo transporte público? O que aconteceu durante a ação da Polícia Militar na Universidade do Estado de Santa Catarina, no dia 31 de maio de 2010? Qual são os limites e os direitos dos movimentos sociais na democracia? Quais são os prós e os contras do atual modelo de transporte? Por que a mobilidade urbana é um dos grandes temas do século XXI? Existe, afinal de contas, saída para este impasse?
25
Aug10
25
Aug10
Fazendo Gênero 9, filmes de quarta
Semana interessante em Floripa pra quem curte cinema. Confira a programação desta quarta na mostra audiovisual do evento Fazendo Gênero 9, que está sendo realizado na UFSC:
25/08 (quarta-feira)
Local: Centro de Eventos/UFSC
14h às 18h
Reassemblage (Trinh Minh-ha 1982, 40 min.).
Uma reflexão sobre o fazer documentário e a representação etnográfica a partir do olhar da diretora sobre os povos Sereer, Bassari e Peul do Senegal.
Shoot for the contents, (Trinh Minh-ha 1992,102 min)
Filme cujo titulo brinca com o significado de um jogo antigo chinês e com os elementos criativos da realização fílmica, é uma excursão no labirinto da nomeação alegórica. Pondera sobre questões de poder e mudanças relacionadas às rupturas culturais e políticas da China contemporânea, refletidas nos eventos da Praça Tiennamen.
A tale of love (Trinh Minh-ha e Jean-Paul Bourdier 1995, 108 min).
Retrato da experiência de imigrantes vietnamitas através de Kieu, A tale of Love segue a busca de uma mulher amorosa do Amor. Livremente inspirado no poema Vietnamita The tale of Kieu.
25/08 (quarta-feira)
Local: Auditório do DAC (ao lado da igrejinha da UFSC)
14h às 18h
Crisálida (Doc., Lígia Maciel Ferraz, 13 min., 2009, SC)
Após a morte do pai, Alice recebe uma carta de aceitação que implica morar em outra cidade. Dividida entre a dor do luto e a vontade de partir, Alice precisa decidir se vai ou se fica.
João Sem Terra (Doc., Teresa Noll Trindade, 90min., 2010, RS/SP)
História de João Machado dos Santos, gaúcho que desde muito cedo se envolveu na luta política pela terra, participando ativamente do MASTER, movimento que, nos anos 60, teve fundamental importância na colocação da Reforma Agrária na agenda política nacional. Uma vida de luta e clandestinidade, da dimensão humana ao processo político brasileiro.
Sombras na Cabine (Doc., Alexandre Araújo, 10min, 2009, SP)
Sombras na Cabine, conta a história dos operadores de projetor cinematográfico. Dramas e alegrias de profissionais, que escondidos nas sombras, sob a luz do projetor, literalmente colocam o cinema na tela.
Darluz (Fic., Leandro Goddinho, 15 min, 2009 SP)“Dei José, dei Antonio, dei Maria. Dei, daria e dou. Não posso criar.” Darluz
Sacrifício (Doc., Francirosy Campos Barbosa Ferreira, 13 min., 2007, SP)
No Islã, o Hajj – peregrinação a Meca – é o quinto pilar da religião, que se encerra nas comemorações da Festa do Sacrifício – Eid Adha´há. Este vídeo apresenta os significados dessa peregrinação, para os muçulmanos, assim como, a Festa do sacrifício tal como acontece aqui em São Paulo e em São Bernardo do Campo.
Funcionárias do prazer (Doc., Vídeo Ativista, 12min37., 2005, DF)
Funcionárias do Prazer foi feito por voluntárias do Centro de Mídia Independente de Brasília no principal ponto de prostituição da cidade. No vídeo algumas profissionais do sexo revelam um universo muitas vezes retratado de maneira estereotipada pelos meios de comunicação convencionais. Embora seja estigmatizada e reprimida com violência, a prostituição existe porque a própria sociedade que a condena, a mantem.
Páginas de Menina (Fic., Monica Palazzo, 19 min., 2008)
Em 1955 a jovem Ingrid começa a trabalhar na Livraria Machado de Assis, onde conhece Sílvia, a gerente. O que poderia ser um encontro casual vai influenciar as escolhas que moldarão ser futuro de forma importante e duradoura.
Identidades em Trânsito (Doc., Daniele Ellery e Márcio Câmara, 19min, 2007, CE)
Identidades em Trânsito trata das experiências de estudantes de Guiné-Bissau e Cabo Verde formados no Brasil. O filme aborda a saída, a chegada, adaptação no Brasil, e o retorno desses estudantes aos seus países de origem. Identidades em Trânsito traz a questão das diferenças e semelhanças culturais entre os respectivos países africanos e o Brasil, revelando novas identidades que passam assumir depois da experiência fora dos seus países.
Amores de Circo (Fic., Ana Lúcia Ferraz, 40min, 2009, SP)
Uma Companhia de Circo-Teatro chega a uma pacata cidade do interior. A família circense vive o seu cotidiano enquanto os moradores da cidade se encantam com o circo. As relações com o Estado e os temas do casamento e do adultério são revividos para a etnoficção que parte de histórias vividas ou imaginadas pelos atores e atrizes de uma companhia da tradição do Circo-Teatro brasileiro.
25/08 (quarta-feira)
Local: Centro de Eventos/UFSC
19h às 22h
O Fio da História - entre agulhas e tecidos (Doc., Kátia Klock, 12 min, 2010, SC)
Eu me lembro da sirene da fábrica, do ir e vir dos operários, das histórias em torno daquele lugar. “Era a fábrica de fios e tecidos que moldava a vida de quem está próximo a mim e de tanta gente daquela região”. Assim inicia o curta-documentário que resgata histórias das primeiras indústrias têxteis de Santa Catarina e a importância do papel da mulher para o setor. O documentário termina no quarto de costura da mãe da diretora, que depois de 50 anos como costureira e ex-operária de fábrica, acaba de se formar na faculdade de Design de Moda.
A Casa dos Mortos (Doc., Débora Diniz, 24min., 2009, DF)
Jaime, Antônio e Almerindo são homens anônimos, considerados perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão perpétua nas casas dos mortos.
Maison Tropicale – As novas utopias africanas de Ângela Ferreira (Doc., Ilka Boaventura Leite, 10min., 2010, SC)
Trata-se de um pequeno documentário sobre a obra “Maison Tropicale”, realizada pela artista portuguesa Ângela Ferreira, que representa Portugal na Bienal de Veneza de 2006 no qual a artista documenta a espetacular operação de salvamento das casas pré-fabricadas concebidas e utilizadas durante a colonização francesa na África.
Allahu Akbar (Doc., Francirosy Campos Barbosa Ferreira, 29 min., 2006, SP)
Este documentário focaliza o jejum do mês do ramadã, um dos cinco pilares da pratica muçulmana. Por meio de depoimentos feitos por muçulmanos de três comunidades islâmicas em São Paulo e da comunidade de São Bernardo do Campo procura-se compreender os significados do jejum, aprender sobre a quebra do jejum, sobre o licito e o ilícito, sobre uma noite especial para os muçulmanos: a noite do decreto e, finalmente, o encerramento do ramadã com uma das festas principais do calendário islâmico – Eid AL- Fitr.
D.O.R. (Doc., Leandro Goddinho, 3 min54, 2010, São Paulo)
Através de depoimentos pessoais, utilizando-se do gestual e sem falas, o tema DOR e Racismo é retratado pelos atores da Cia. de Teatro OS Crespos num Documentário poético/experimental.
Impressão em Deslize (Exp., Bárbara de Andrade, 1min26, 2009, Florianópolis)
Numa sociedade de consumo e exposição de corpos, uma reflexão a respeito da delicadeza na abordagem do feminino.
Memórias de uma mulher impossível (Doc., Marcia Derraik, 40min., 2008, RJ)
Documentário sobre a vida, a criação e as idéias da escritora e editora Rose Marie Muraro, eleita em 2007 Patrona do Feminismo no Brasil (lei 11.261).
La Josefa (Doc., Cristina Smargiasse, Delia Puebla, Adelina Coda, 38min., 2009, Argentina)
Josefa tem um caudal de peculiares anedotas para contar de sua vida. Em sua história não existem glórias, não existem grandes triunfos, mas existe fortaleza a uma vida que escolheu o que escolheu. Este filme é uma pesquisa intimista de um personagem – Josefa – que se descobre frente à Câmara através de seu relato, numa história de vida documental, que recupera seu passado para reforçar o presente.
Sobe, Sofia (Fic., André Mielnik, 15min22, 2009, RJ)
Estar no mundo, solidão em dissolução.
16
Aug10
Vagas de TIC abertas em SC
Saiu no Valor de hoje, editoria Eu & Carreira, uma reportagem que fiz sobre a demanda das empresas catarinenses de tecnologia por profissionais qualificados. Este é o principal gargalo do setor, na avaliação das lideranças de entidades empresariais. Um esforço grande tem sido feito para criar novos cursos, incentivar adolescentes e adaptar currículos, mas ainda assim, há sempre vagas a preencher. As 500 empresas de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) de Florianópolis crescem em média 30% ao ano e vendem R$ 1 bilhão em produtos e serviços.
02
Aug10
04
Jul10
Reblogando-me: fim de tarde

Verão de 2009, Lagoa da Conceição, Floripa. Miguel aparece de costas em primero plano.
02
Jul10
E a vida segue: cinema
Recebi da Sofia Mafalda, presidente da Cinemateca Catarinense, e passo adiante. Três filmes com reflexões sobre sanidade e loucura.
Cinemateca Catarinense, Prefeitura Municipal de Florianopolis, Funcine e Travessa Cultural apresentam:
Cineclube Ieda Beck
Sessão dia 07/07 – QUARTA FEIRA 19h
Instituto Arco-Íris, Travessa Ratclif nº 56 – Centro, Florianópolis, SC
ENTRADA FRANCA
DENTRO DO OUTRO LADO
Como retratar ou dar voz ao outro marginalizado que habita as instituições de recuperação, abrigo ou detenção – instituições em si periféricas e à parte da sociedade? O cineclube Ieda Beck apresenta três curtas que buscam abordar o outro lado desse muro que separa o criminoso do inocente, o louco do são. Cada obra busca fazer uma ponte entre “nós” e “eles”, lidando de forma documental ou experimental com essa complexa problemática.
Amarras
(de Letícia Kapper, documentário, SC, 2009, 18’)
Sinopse: Amarras visíveis e ocultas impedem que Katya Regina Costa, 28 anos, siga pelo caminho banal aos olhos do mundo, mas feliz para uma presidiária. Ela só quer liberdade: ter emprego, casa, família. Moradora de rua desde os 16, ela furtava para sobreviver. Em 2008, deixou o Presídio de Florianópolis, mas, sem ter para onde ir, voltava escondida para dormir na unidade carcerária. No mesmo ano foi reclusa no Presídio Regional de Mafra, onde sua história de “vai e volta” se repete entre os presos, como Cassiano, Antônio e Vilson. Até quando a falta de oportunidade dentro e fora de prisões fará vítimas? Se a chance de uma vida digna não existe, um homem livre também não.
Entrelinhas
(de Letícia Cardoso e Pedro MC, documentário, SC, 2009, 25’)
Sinopse: Documentário realizado no interior do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de SC, investiga a complexidade da alma humana
Material Bruto
(dir. Ricardo Alves Junior, experimental, BH, 2007, 16′)
Sinopse: Afora nos corredores do edifício caminha a Mulher Náusea. Adentro Mulher Cabelo , Homem Cigarro e Homem Musica esperam o momento de fuga, um instante para sair de si. Material Bruto e um trabalho realizado com usuários do centro de convivência da rede pública de saúde mental na cidade de Belo Horizonte.
O QUE: sessao do Cineclube Ieda Beck “Dentro do Outro Lado”QUANDO: quarta, 7 de julho, as 19h
ONDE: Instituto Arco-Iris. Travessa Ratclif, 56 (esquina com Joao Pinto)
QUANTO: Entrada Franca e livre
UMA REALIZAÇÃO Cinemateca Catarinense, Pref. Municipal de Florianópolis, Funcine, Travessa Cultural, Fundação Franklin Cascaes
CONTATOS Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239 Sofia Mafalda (48) 9125.5306 Alan Langdon (48) 9941.2714 contato@cinematecacatarinense.org















