Posts com a tag ‘brasil’

25

Nov

07

Pesquisa e Ação Sindical

De terça 27 a quinta 29 realiza-se em São Paulo a 7ª Conferência Internacional Pesquisa e Ação Sindical. Este ano o tema é “Perspectivas do mundo do trabalho e os 10 anos do Observatório Social”. Constam da programação as seguintes mesas de debate:

  • Os direitos fundamentais do trabalho: 10 anos de Ação e Pesquisa – 10 anos do Observatório Social
  • Multinacionais e Meio Ambiente;
  • Ascensão da China e os impactos sobre a América Latina: uma perspectiva dos movimentos sociais;
  • A cadeia produtiva do alumínio no Norte do Brasil;
  • Responsabilidade Social Empresarial na cadeia produtiva do alumínio;
  • Trabalho decente em tempos de globalização: Antigas questões, novas respostas;
  • Ainda existe trabalho escravo no Brasil? Por quê?
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20

Nov

07

Floripa Adventure


Fim de tarde nas dunas da Joaquina e praias
do Leste de Floripa. Foto: Rogério Mosimann.

O amigo e parceiro Rogério Mosimann acaba de reativar um projeto antigo, que estava na gaveta por conta de compromissos acadêmicos: o Floripa Adventure, espaço virtual com informações sobre turismo, aventura e meio ambiente. Nesse blog ele alia a experiência de jornalista antenado com a adquirida no tempo em que trabalhou como operador de turismo de aventura. O resultado é um guia de qualidade, com informações sobre temas bem variados. A semente do Floripa Adventure surgiu em 2000 no Rio, quando Rogério e eu desenvolvemos um projeto chamado Guru de Viagem. Na época a idéia não decolou, mas sua semente ficou incubada por um tempo e agora está aí, um ixpetáculo. Tenho pequena participação com alguns textos da época do Guru e depois em parcerias com Rogério para publicações turísticas da editora Letras Brasileiras. Boa navegada! Se gostar, passe o link adiante pros amigos.

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09

Nov

07

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09

Nov

07

Frases sobre patriotismo

Infográfico Folha de S. Paulo, 09.11.07
A propósito do recente anúncio de que o Brasil passa a ser um dos grandes do petróleo – bem na rabeira da notícia de que teremos a Copa de 2014 -, algumas frases sobre patriotismo compiladas por Millôr Fernandes e a conclusão dele (texto desencavado pelo meste Botelho e peneirado por este escriba):

“Tremo pela minha pátria quando me dizem que Deus é justo.”
CURCIO ROMANNETI

(…)
“Não haverá um mundo de paz enquanto não se extirpar o patriotismo da raça humana.”
BERNARD SHAW
(…)
“Não existem patriotas em filas do INPS.”
LUIS FERNANDO VERISSIMO
(…)
“O patriotismo é o último refúgio do canalha.”
DR. SAMUEL JOHNSON.
(…)

“A pátria é o primeiro refúgio do canalha.”
MILLÔR FERNANDES.

CONCLUSÃO FINAL
O amor à nossa estremecida Pátria deve ser ensinado desde o berço, ou o garoto, assim que cresce um pouquinho, vai morar noutro país.

Infográfico: Folha de S. Paulo

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08

Nov

07

Palhares, o sátiro trocadilhista

Tou rindo sozinho aqui. A piauí de novembro, na seção “tipos brasileiros”, traz um perfil ótimo que me lembra as brincadeiras de adolescência com os amigos: Palhares, o sátiro trocadilhista. Funcionário público de reputação ilibada, que nunca falou um palavrão na vida, ele se deleita com a arte de inventar trocadilhos picantes, tipo:

“Sou um ótimo cozinheiro, Vossa Excelência. Se eu cozinho, todo mundo come”.

“Minha amiga Paula é muambeira. O que você quiser, Paula traz”.

“Você gosta de café na máquina ou acha que no coador é melhor?”

“Me ajuda a vender camisetas? Você vende quatro, eu te dou uma”.

“Você chegou há pouco de fora?”

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07

Nov

07

Execução no Campeche

Ontem às 22h40 fui com Miguel devolver um DVD. Por questão de dez minutos deixamos de presenciar o tiroteio na avenida Pequeno Príncipe, que aconteceu a menos de cem metros da locadora Première. O zunzum é que foi acerto de contas. Pela primeira vez precisei explicar ao meu filho o que é um homicídio.

Rapaz é executado e adolescentes feridos a bala na Capital

Ricardo Orlando Braz, 26 anos, foi morto e outros dois adolescentes feridos a bala na madrugada desta quarta-feira no bairro Campeche, no sul de Florianópolis.

Braz foi atingido por quatro tiros nas costas, em frente à Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes, na avenida Pequeno Príncipe.

De acordo com a polícia, dois rapazes teriam sido os atiradores. Um dos adolescentes foi ferido na coxa e no antebraço.

Os jovens foram conduzidos ao Hospital Governador Celso Ramos, no Centro, e não correm risco de morte.

ClicRBS

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06

Nov

07

Psiu!

Botelho manda essa da Folha de Londrina:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), segunda mais importante corte do judiciário brasileiro, investiga desde março se um servidor da área de comunicação atentou contra a ”urbanidade” ao tentar chamar um ministro utilizando o malfadado ”psiu” ao final de uma sessão de julgamentos. O jornalista nega ter empregado o termo e alega que tentou por várias vezes chamar a atenção do magistrado utilizando a expressão ”ministro”. Se for condenado, o servidor poderá ser advertido em sua ficha funcional.

Enquanto isso, nos arquivos do judiciário, a papelada se acumula.

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31

Oct

07

Mestre Arildo e um discurso sobre a abolição

Diógenes Botelho, colega jornalista que trabalha no Congresso, dá mais uma palhinha sobre o cotidiano na “casa do povo”:

Arildo Dória, o jovem sábio de 73 anos que trabalha ao meu lado, acabou de receber a encomenda de um discurso sobre os 120 anos da abolição da escravatura. Quem requisitou, pediu especial destaque e elogios à “visionária” Princesa Isabel e às leis do ventre livre e do sexagenário.

Ele começou o discurso assim:

Senhoras e senhores deputados,

Há 120 anos, a escravidão foi abolida no Brasil. Antes, criaram a lei do sexagenário, que dava liberdade para o negro com mais de 60 anos quando a expectativa de vida no país era de 47. Depois criaram a lei do ventre livre como s,e ao nascer, a criança fosse jogada pela janela como filho de pato, que já nasce nadando…

Que pena que na minha época de escola não havia um professor como Arildo.

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30

Oct

07

Diálogos ranzinzas: Copa de 2014

- Quando é que vão parar esse oba-oba sobre a Copa do Mundo no Brasil?
- Só em agosto. De 2014.
- Ufanismo do carai.
- Veja o lado bom: é um novo tema na roda. Quem agüenta mais seis meses de debate sobre Rolex e Tropa de Elite?
- Eu, nem mais seis segundos.
- O negócio agora é enrolex, drible, pedalada e embaixadinha.
- Bota negócio nisso. Verdade que foram doze governadores na comitiva do Lula?
- É. Pra ver de perto o que todo mundo já sabia. O Brasil era candidato único.
- Um avião desses não cai. ó mundo injusto.
- Somos o país do futebol, cumpadi. É investimento na alegria do povo.
- Bota na conta que a CPMF paga.
- Tem dezoito cidades disputando pra ser sede dos jogos. Imagina o que isso vai movimentar…
- Se isso aqui já engarrafa com joguim do Avaí, quero só ver com Alemanha e Argentina.
- Sede pequena – isso se for escolhida. Aqui deve ter tipo Jamaica e Tunísia.
- Se depender da malacada de Floripa, a torcida no Scarpelli vai ser jamaicana desde criancinha.
- Agora, paciência. Antes tem África do Sul.
- Já vejo até a propaganda Tabajara: “Se você não conseguiu juntar dinheiro prum safári na Copa de 2010, seus problemas acabaram! Embarque hoje mesmo numa excursão de ônibus pra Cuiabá”.
- Ou Natal. Ou Florianópolis.
- Seu anzol ainda tem isca?
- … Tem nada. Anchova comeu.
- Passa a marvada aí. Um queijim suíço de tira-gosto caía bem.

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29

Oct

07

O que eu vi em Tropa de Elite

Meus dois vinténs sobre o filme mais falado do ano:

Tropa de Elite, apesar da abordagem rasa de questões importantes, tem méritos. A começar porque despertou o debate sobre violência, tortura, corrupção, papel do estado e das ongs, relações de causa e efeito entre tráfico e consumo. É preciso relativizar esse mérito, porque Diogo Mainardi e as matérias-lixo da Veja também motivam debates. Mas a gente aprende com os filmes ruins.

Acho válida a opção de apresentar a história pelo ponto de vista do policial-matador. Coppola fez o mesmo com os mafiosos na trilogia The Godfather – com resultados beem superiores, claro. Imaginar como o outro pensa – o outro diferente, não o parecido – é um exercício rico. Se uma parte do público aplaude o capitão como herói, credito isso menos às artes manipulatórias do filme (existentes, sim) que ao lado fera assustada das pessoas que esperam a salvação num líder do esquadrão da morte. O discurso conservador encontra eco nos conservadores ou que tendem a isso.

O filme é pobre e incompleto pela ausência do contraditório. Confunde simplicidade com simplismo, tem personagens esquemáticos – os dirigentes da ong parecem rascunhos ridículos do primeiro tratamento do roteiro. E usa de maneira desnecessária a narração em primeira pessoa – que nem sempre é um pecado, diga-se. Goodfellas (Scorsese, 1990) é um exemplo de como isso pode ser feito com qualidade.

Uma boa comparação pra perceber essa visão capenga é com os dois ótimos filmes-gêmeos de guerra de Clint Eastwood, Cartas de Iwo Jima e A conquista da honra: eles mostram uma mesma batalha da segunda guerra mundial no Pacífico pelo ponto de vista dos japoneses e dos americanos. Não há vencedores nem vencidos. Enfim, faltou a Tropa de Elite a densidade pra, como obra de arte, ir além da reprodução de um discurso limitado. A história ficou incompleta.

Será que o povão tem a capacidade de aprender com filmes ruins? Acredito que sim. Especialmente se puder fazer a comparação com filmes bons, como Cidade de Deus e esses outros que citei, todos disponíveis em locadoras. Conversar sobre isso com a família e os amigos. Buscar contrapontos. Tropa de Elite pode ajudar outros cineastas a contar essa história bem melhor.

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