Posts com a tag ‘brasil’

19

Oct

07

Menção honrosa no Prêmio Herzog

A notícia me pegou ontem tão de surpresa que fiquei sem saber o que dizer além de eebaa!!!!!! Uma reportagem que publiquei em outubro de 2006 na revista do Observatório Social ganhou menção honrosa no Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais importantes do jornalismo brasileiro. É o terceiro reconhecimento público de destaque que nossa revista ganha em apenas 12 edições de existência: em 2003 levamos um Esso na categoria meio ambiente e em 2006, coincidentemente, também menção honrosa no Herzog.

A reportagem é sobre mutilações de trabalhadores na indústria moveleira de Santa Catarina. Fico feliz com a premiação porque ela dá visibilidade ao descaso de muitas empresas com as condições de saúde e segurança dos empregados. Se a repercussão desse prêmio ajudar a salvar dedos em fábricas Brasil afora, missão cumprida.

Procurei enfatizar que a responsabilidade pelos acidentes não é só das empresas, embora elas tenham, sim, culpa no cartório – omissão também mutila e mata. Uma mudança real nessa tragédia brasileira passa pela educação. Pelo amor ao próprio corpo e à mente. Quem trabalha não pode deixar sua saúde e segurança nas mãos dos outros. Isso vale pras atividades consideradas “perigosas” e também pras que parecem até inofensivas – há quanto tempo não limpam o ar-condicionado de sua sala e ninguém reclama?

Esse princípio da Não-Delegação foi sintetizado nos anos 60 pelo movimento sindical italiano e incorporado pelo movimento sindical cutista: o convencimento de que os trabalhadores não podem mais entregar a ninguém o controle sobre as suas condições de trabalho. Outro princípio herdado dos italianos é o da Validação Consensual: o julgamento sobre o nível de bem-estar ou de intolerabilidade de determinada situação de trabalho deve ser expresso pelos trabalhadores. Sei que estamos a anos-luz de uma epifania desse nível no Brasil, mas existem avanços.

Com o perdão pelo clichê – verdade pura -, jornalismo é trabalho de equipe. Compartilho essa menção honrosa com algumas pessoas em especial:

minha família, pela paciência em enfrentar o transtorno que as viagens de trabalho provocam no cotidiano de casa; Maria José H. Coelho, “mãe” da revista; Sandra Werle, a “madrinha”, que a diagramou por tantos anos; Zé Álvaro Cardoso, do Dieese/SC, que fez a ponte com o sindicato; Marques Casara, parceirão, um dos melhores repórteres que conheço; Sérgio Vignes, repórter fotográfico que me acompanha há tempo em aventuras e roubadas; Frank Maia, autor da arte e infografias desta e outras reportagens; Jeanine Will, suporte logístico nota dez; Kjeld Jakobsen, apoio fundamental ao jornalismo investigativo na organização; todos os demais colegas e ex-colegas do Observatório Social, que este mês apaga dez velinhas de aniversário; e aos trabalhadores e trabalhadoras de São Bento do Sul.

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12

Oct

07

Barra de Punaú

Barra de Punaú – ou “do” Punaú se preferirem – fica a 80 km ao norte de Natal. É um dos lugares mais lindos que já conheci. Lá fiz acampamentos inesquecíveis, um deles na lua cheia, no tempo em que era uma praia praticamente intocada (tem uma lembrança aleatória aqui). Uma das diversões era caminhar a pé pelas dunas e depois descer boiando pelo rio morninho e limpo. Numa dessas encontrei um mamão, tinha acabado de cair n’água, e devorei ali mesmo. Hoje existe um hotel na margem do rio, perto da praia. O lugar continua lindo, como você pode ver na imagem do Google Earth, mas aquele das minhas lembranças não existe mais. Por onde andarão o pescador Zé Leiteiro e sua família?

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11

Oct

07

A gaiola de abre. E a audiência voa

Recebo agora do Fernando Evangelista um texto ao qual vale dedicar cinco minutos. Nelson Hoineff, em artigo no Observatório da Imprensa, reflete sobre o que todos sabem, mas as emissoras de televisão fingem que não existe: a era da massificação acabou.

(…) A exacerbação da televisão generalista foi lida no Brasil como a necessidade de se tratar o espectador como débil mental. De tanto fazer isso, as emissoras passaram a acreditar que o espectador era mesmo um idiota. Compuseram para ele um cardápio oligofrênico que expressa muito mais o que os realizadores são capazes de fazer do que aquilo que o povo é capaz de entender.

A expansão da oferta do produto audiovisual está simplesmente fazendo com que a verdade venha à tona. O jovem, que tem acesso a inúmeras fontes de informação, sobretudo mas não apenas pela web, olha para a sua televisão e tudo aquilo lhe parece uma idiotice. Bota o seu fone de ouvido e vai procurar a sua turma. (…)

Íntegra aqui

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28

Sep

07

O gol de Marta em Brasil 4×0 USA

Obra de arte!

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28

Sep

07

Não há fronteiras para as boas idéias

É ótimo quando uma boa idéia se multiplica. O PAIR - Programa Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro, que hoje existe em 57 cidades de 11 estados, vai ser expandido para mais três estados este ano: Rio de Janeiro, Rondônia e Pará. Criado há cinco anos, o programa teve sucesso reconhecido pelo Tribunal de Contas da União, que em 2004 recomendou sua expansão. A estratégia é buscar o fortalecimento dos Conselhos Tutelares e a capacitação dos agentes da rede de proteção à criança e ao adolescente. Está em negociação um projeto que vai levar a metodologia aos demais países do Mercosul, a princípio nos municípios de fronteira.

Conversei com Ângelo Motti, coordenador da Escola de Conselhos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que desenvolveu essa metodologia. Ele conta que o grande diferencial do PAIR é capacitar as pessoas para entender o problema:

“Nós mostramos os meios de que dispomos para o enfrentamento, os danos que a violência causa, o papel da rede e como organizá-la, sempre respeitando a dinâmica, a história e a cultura de cada lugar”.

Ângelo cita alguns resultados positivos. O município de Pacaraima, em Roraima, deixou de ser rota do tráfico internacional de crianças e adolescentes, que eram levadas para garimpos de brasileiros na Venezuela – algumas também para Holanda, Espanha e outros países europeus. Muitas dessas meninas eram de Manaus, outra cidade escolhida no projeto-piloto, onde a situação também melhorou.

No Acre houve redução no número de meninas que eram levadas de Brasiléia e do interior do estado para a Bolívia. Mas essa rota ainda é abastecida via Porto Velho. Por isso Rondônia é um dos três estados que vão ser incluídos no Programa este ano. Em Feira de Santana, importante entroncamento rodoviário na Bahia, o PAIR promoveu uma ação preventiva sistemática junto a caminhoneiros. Criou-se um “parlamento juvenil”, organização em que mais de 300 jovens atuam propondo políticas públicas e em outras ações de enfrentamento do problema.

Mais aqui

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25

Sep

07

Sabe onde fica Porto Murtinho?

Gosto muito do saite do IBGE. Sempre que vou lá descubro coisas novas sobre este Brasilzão. Uma seção que consulto bastante é Cidades, ótimo banco de dados sobre todos os municípios do país. Acabo de descobrir e ver no mapa onde fica o município de Porto Murtinho.

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20

Sep

07

‘No meu tempo era pior’ 3

Meu mano Camillo, jornalista em Fortaleza, a propósito da mensagem que repassei a ele sobre os 80 anos de Ariano Suassuna:

Ariano. O cabra é mesmo muito bom.
Na semana passada ele teve aqui na Assembléia e pude assistir mais uma palestra (show) dele.
O que era pra ser apenas mais uma daquelas chatas solenidades de título de cidadania ele transformou numa grande palestra e um verdadeiro show de humor. O humor é afinado, no mesmol estilo do Chicó (do “Auto da Compadecida”).
Certa hora, ele se desculpou por ser o único sem paletó e disse que isso ocorreu porque o avisaram que era traje esporte-fino:
- Como eu não sabia o que era esporte-fino me lembrei que era torcedor do Sport Clube do Recife, que tem uniforme vermelho e preto, então escolhia uma calça e uma camisa com essas cores… explicou.
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20

Sep

07

‘No meu tempo era pior’ 2

Meu pai, 82 anos, concorda com o mestre Suassuna: no tempo dele era pior. Já imaginou viver sem penicilina? Levar um mês de caminhão do Ceará ao Rio? Não poder contar com os anticoncepcionais nem com anestesia decente pra tratar os dentes? O velho Camillo comenta ainda que, em todas as épocas que viveu, as pessoas sempre diziam que “antes era melhor”. Memória seletiva coletiva.

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20

Sep

07

‘No meu tempo era pior’

Ariano Suassuna, comemorando 80 anos, no Valor de hoje.
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Com todo respeito ao genial escritor, professor e pensador: Ciro Gomes em 2010 não dá, né?!
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Aproveitando a deixa. Você não acha graça em mais nada? Levou fora do namorado? Seu patrão fugiu com o bilhete premiado da mega-sena? DVeras em Rede recomenda a leitura de Auto da Compadecida, peça de teatro que Ariano Suassuna escreveu em 1955. Talvez não cure seus males, mas vai lhe garantir boas risadas e um pouco mais de conhecimento sobre a cultura do povo nordestino.

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14

Sep

07

Vergonha nacional

Você pode ajudar o Google a indexar melhor seus resultados. Escreva um post e utilize o link vergonha nacional no corpo dele, apontando para o Senado. Agora faça o teste: vá ao Google, digite “vergonha nacional” e veja qual é o primeiro resultado. A campanha foi lançada no dia 12 Rodrigo Stulzer e em menos de 24 horas já tinha dado resultado. Bender lançou a mesma idéia no dia 13.
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Update 11h38. http://www.senado.gov.br > SERVICE UNAVAILABLE
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Update 12h07: segundo o Technorati, 4.016 blogs já aderiram à campanha até o momento.

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