Posts com a tag ‘brasil’

31

Jul

08

4 carnaúbas


Carnaúbas e chaminé de olaria nos arredores de Russas, CE. Dia quente, céu de Buñuel.
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31

Jul

08

Tenha modos ou…


A singela advertência tava dentro de um banheiro em um posto de gasolina perto de Mossoró, RN. Repare a cara sorridente do sacana. Pelo tempo que deve ter levado pra desenharem a figura, parece mais um incentivo. O que leva à pergunta visceral: que decepção pode surpreender alguém que caga no chão? Se distrair e pisar?
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31

Jul

08

The bridge


Esta ponte, na rodovia CE-105, tem história. Ela foi construída anos antes da estrada e ficou parada um tempão como elefante branco. Depois fizeram a estrada, mas tiveram que ajustar o trajeto porque não encaixava na ponte…
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31

Jul

08

Erramos?

Da coluna Erramos da Folha de S. Paulo, 21 de dezembro de 1995:

“Na nota ‘Balão’, da coluna Joyce Pascowitch, publicada à pág. 5-2 (Ilustrada) de 18/12, onde se lê ‘bando Opportunity’, leia-se ‘banco Opportunity’;”

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25

Jul

08

De ônibus, táxi alternativo, mototáxi e carona

Saí de Natal às 7 horas, debaixo de chuva fina. Foi só o ônibus pegar a estrada e ferrei no sono. Quatro horas depois, chegamos à rodoviária de Mossoró. Segunda cidade do Rio Grande do Norte e arqui-rival da capital potiguar (o que rende um monte de piadas entre os natalenses), a cidade é rica em petróleo e está perto do belo litoral norte do estado, embora fique no interior e tenha clima de sertão. Um dos marcos da história mossoroense é ter repelido à bala o bando de Lampião no tempo do cangaço. Sol de fritar ovo em calçada. Fui me informar sobre as opções de transporte até Russas passando pela nova estrada asfaltada que vai por Baraúna, o que poupa uns 80 km de percurso. Pesado como um jumento de carga – uma mochila nas costas, uma mochilinha de ataque na frente e uma bolsa de pano nos ombros -, andei até o trevo pra Baraúna.

Num boteco da beira da estrada, dois papudinhos mamavam suas doses diárias da branquinha. Me abriguei sob o puxadinho (compreendendo até o fundo da alma o dito popular que se fala aqui quando alguém se despede: “Vá pela sombra”). Um velho simpático com fratura exposta mal curada numa perna me informou que a última van do dia já tinha passado e deu a dica dos carros de aluguel. Então peguei um “táxi alternativo”, a gás. Primeiro o lotação deixou duas “moças” no centro de Mossoró. Depois pegamos a estrada: no banco da frente, uma mulher com um bebê; atrás eu e uma senhora, todos sem cinto de segurança e ouvindo um CD de forró. Trinta quilômetros e cinco reais depois, eu estava no mercado público de Baraúna, cidadezinha modorrenta que nem parecia fazer jus à fama de terra de pistolagem. Não havia mais transporte pra Russas.

Depois de assuntar um pouco e tomar um suco de macarujá ultra-açucarado, paguei cinco pilas a um mototáxi pra me levar por 7 km até o posto fiscal na divisa entre Rio Grande do Norte e o Ceará, onde, segundo ele, as chances de uma carona eram maiores. Fomos ambos sem capacete – ele me explicou que a polícia local é altamente desconfiada com motoqueiros que não mostram o rosto. Perguntei sobre os episódios mais recentes de violência em sua simpática cidade. Ele disse que ultimamente estava tudo tranquilo. O último caso tinha ocorrido há três meses, quando a polícia matou quatro assaltantes que fugiam do Ceará num carro roubado. A emboscada fora armada a 200 metros do posto fiscal pra onde estávamos indo. Hmm, lugarzinho animado. Cabelos grisalhos ao vento, com a bagagem precariamente equilibrada na moto, seguimos pelo retão pelo meio da caatinga verde (sim, no tempo das chuvas a caatinga fica linda).

O posto fiscal, no meio do nada, tinha dois pequenos restaurantes ao lado. Num deles comi um prato feito de galinha frita e tomei uma skol gelada enquanto uma senhora e uma mulher se dividiam entre o atendimento à mesa – eu era o único cliente – e um programa de tevê em volume bem alto, em que um cara tentava bater o recorde de segurar motocicletas com cordas, duas motos de cada lado, acelerando pra valer. Moscas, mormaço. Dois gatos magros ficaram me rondando e miando até ganharem restos da galinha. Peguei as mochilas e fui pra beira da estrada pedir carona. Sol assassino, uns 38 graus. Minhas chances de caminhar 45 km com aquele peso e chegar ao destino sem desidratar eram remotas, pensei.

Com os lábios já meio ressecados, continuei estendendo o dedo por uns 20 minutos, até que um caminhoneiro que tinha estacionado pra carimbar os papéis no posto fiscal resolveu me levar. Ele ia no rumo noroeste pra depois pegar a BR-116 rumo sul. Falamos de filhos, lugares, fretes. Do asfalto fino e ruim daquela estrada. Contamos causos, ficamos em silêncio olhando a paisagem e as nuvens enormes em forma de flocos. Me disse que era separado e seus dois meninos moravam com a mãe no Rio de Janeiro. Tentou pegar frete pro Rio e assim visitá-los, mas só tinha pra São Paulo, pra onde estava indo. Contou sobre a pressão dos prazos: tinha vindo de São Paulo a Natal com uma carga de verduras e deram a ele 48 horas pra chegar. Fez em 46, sem dormir. Nos despedimos e desci em frente à pracinha de Russas. Na casa do meu pai, depois de muitos copos de água gelada e um banho gostoso pra tirar a poeira, caí na rede e apaguei por horas.

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21

Jul

08

De futebol e modos de falar

Quem não conhece a região Nordeste muitas vezes pensa que o sotaque daqui é uniforme (algumas imitações em novelas são até constrangedoras de tão caricatas). É engano tão grande quanto achar que os catarinenses do litoral falam como os da serra, do oeste ou como os gaúchos de Porto Alegre. Muda a entonação, mudam as palavras e o ritmo. Meu irmão André cita um exemplo de futebol:
Atrito em campo numa pelada no CE: – Fi duma égua, baitola!
Numa pelada no RN: – Vou te rear, seu galado, fi de rapariga!

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21

Jul

08

Crônicas natalenses: Ponta Negra

Em Natal desde domingo à tarde. Emoções contraditórias ao rever, depois de cinco anos de ausência e 23 anos de mudança, a cidade onde passei a adolescência. Estou no apê do meu irmão André, perto da praia de Ponta Negra. Nesse lugar tive alegrias imensas e algumas tristezas gigantes. Minha mãe está enterrada no pequeno cemitério da vila. Lembranças agridoces me acompanham a cada passo.

Ontem dei uma longa caminhada pelo calçadão até quase o morro do Careca. Desapareceram aquelas barracas charmosas e anti-higiênicas da beira-mar. Agora há uma fieira de restaurantes, bares, pousadas, casas noturnas, imobiliárias anunciando terrenos em inglês e espanhol, carros da “tourist police” circulando devagar, gringos caçando putas. A parte baixa de Ponta Negra anda decadente, me conta mais tarde o amigo Marcello, entre um uísque e outro. Os natalenses não vão mais lá, preferem outros points. Há uma rua no conjunto Alagamar que hoje concentra os botecos legais.

A antiga Bodega da Praça, na Vila, onde tomávamos cachaça com laranja ao som de violão, hoje é um mercadinho. A casa do saudoso centro cultural Babilônia, onde viveram meus amigos Ayres e Gigliola – hoje na Itália – está abandonada e depredada (passei momentos muito bons ali, a cena me impactou). A Vila dos pescadores, que já foi bucólico refúgio de bichos-grilos, viveu um período de violência ligada ao tráfico. Hoje, pelo que relata a cunhada Andréia, está mais tranquila – os bandidos foram se matando uns aos outros e os estrangeiros continuam comprando terrenos num dos lugares mais bonitos de Natal. Enfim, tudo mudando o tempo todo, como manda a lei da vida.

Em duas décadas a ingenuidade provinciana deu lugar ao turismo internacional, ultra-profissional (“faça sua reserva e entregamos sua encomenda no hotel”, anuncia cartaz na loja de cachaças finas). Já foi bem maior o movimento. O turismo estrangeiro em Natal caiu 75% por causa do real forte, diz um jornal local. No alto de Ponta Negra, prédios de vinte e tantos andares rasgam a paisagem. Dezenas de pousadas, hotéis, locadoras de carros. Um xopin com sete cinemas. Um xopin só com “artesanato potiguar” – boa parte trazida do Ceará, que eu sei. Pra onde vai toda essa merda de tanta gente? Pelo que me contaram, há uma estação de tratamento de esgoto no bairro, mas em dias de chuva forte, a bostarada toda escoa pro mar.

Ah, o mar de Ponta Negra… Continua lindo, verde claro em dias de sol, cor de esmeralda em dias nublados de “inverno” como ontem. A brisa que sopra do oceano continua presente, deliciosa, perene. Os barquinhos de pesca continuam ali, ancorados perto da enorme duna de areia, cartão postal que resiste ao tempo. Já são mais de 10h30 e o dia está claro desde as cinco da manhã. Vou andar mais por aí.

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21

Jul

08

Drops cearenses 2

Sábado: banho no rio Jaguaribe, perenizado pelo açude Castanhão. Tava rasinho rasinho no lugar onde fomos. Ficamos tomando cerveja no meio do rio enquanto a criançada chapinhava na água. Depois, tilápia frita e cozida, galinha, arroz e feijão. Todo ano, quando chove muito, o rio enche e destrói os restaurantes da margem, que depois são reconstruídos. E o ciclo recomeça.
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Sentar em cadeiras na calçada quando cai a noite é hábito tradicional dos cearenses. Mesmo em Fortaleza, em muitos bairros de periferia as pessoas ainda mantêm o costume. No interior, mais ainda. No balançar das cadeiras feitas com fios de plástico trançado, as conversas fluem sem pressa, arejadas pelo vento Aracati. Esse vento soprado do mar é uma coisa inusitada, ele tem hora pra chegar em Russas: vem a partir das três da tarde pra aliviar o calorão do semi-árido.
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Dezoito de julho, meu pai completando 83 anos. Na cadeira da calçada, ele recorda um episódio de sua juventude, quando não havia a praça de Russas (praça lindinha na frente da igreja, ponto de encontro de famílias com crianças, casais de namorados, paqueras; em torno dela há lanchonetes com mesas ao ar livre, quiosques e duas lan houses).

- No lugar onde hoje é a praça havia um casarão da bailes. Um dia cheguei atrasado, a festa já tinha terminado. Os amigos se reuniram, mandaram chamar o sanfoneiro e a festa recomeçou – lembra o velho Camillo, voltando mais de meio século no tempo.

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Nossa família tem figuras singulares. Meus primos gêmeos Cosme e Damião, por exemplo. Idênticos. Vivem em São Paulo há anos e sempre visitam o Ceará. Na festa de 80 anos do meu pai, há três anos, Damião, ou melhor, Cosme passou a noite inteira dançando de tudo, de forró a rock. Vitalidade enorme pra um sexagenário. Eles têm mania de dar presente. Um dia o Cosme, ou seria o Damião?, recebeu a visita do meu irmão em São Paulo. Olhou em torno pra ver o que daria, aí foi lá dentro e trouxe um facão pra presentear. Outro dia o Damião (ou Cosme?) estava com outro irmão meu e fez questão de lhe dar uma camisa sua. Abriu a mala e o fez provar várias até achar uma que servisse.
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Outro primo nasceu com duas vocações: fazer dinheiro rápido no comércio de carros e motos, perdendo mais rápido ainda; e espalhar sua carga genética pelo mundo. Festeiro, dono de coração generoso, ele tem três dezenas de filhos. Seu charme com as mulheres é um mistério incompreensível. Namorador contumaz, ele tem duas mulheres fixas, que aceitam a situação numa boa. Elas até já moraram e viajaram juntas. O problema é que agora surgiu uma terceira companheira e elas não estão muito dispostas a aceitar a situação. Fico curioso pra saber como essa história vai se encaminhar. Na santa paz, imagino.
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Os primos rendem muitas histórias. Há outro ainda que tem pavor de andar de avião. Como mora no extremo oeste do país, só se locomove pra visitar o Ceará em viagens de ônibus ou caminhão. Mas tem o hábito de telefonar pras pessoas da família inesperadamente: – Primo! Tudo bem? Saudade. Amanhã eu chego aí. – A gente espera, espera e ele não vem. Acho que desiste no portão de embarque.
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Fotografei muitas carnaúbas, essas palmeiras lindas que são a cara do interior do Ceará. A carnaúba é uma árvore fantástica, que na primeira metade do século passado teve grande valor econômico. Dela se aproveita tudo: o tronco pra construção civil (há casas centenárias com o madeiramento feito de canaúba), a cera (que era usada pra fabricar discos, antes que passassem a usar o vinil), as palhas pra artesanato… Na estrada entre Fortaleza e Russas, num trecho da margem esquerda, há um carnaubal que foi plantado pelo meu avô João Camillo, pai do meu pai. Na época ele levava mais de um dia pra ir até a capital, a cavalo. Hoje a viagem é feita em duas horas e meia, boa parte em estrada duplicada.

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19

Jul

08

Drops cearenses

Depois de um pit stop pra rever os amigos em São Paulo, estou no Ceará há dois dias. Em Russas, no Vale do Jaguaribe, onde mora meu pai. Durmo numa rede no alpendre e acordo cedo com o galo cantando. Tempo de rever os irmãos e sobrinhos, conhecer sobrinhos novos, comer tapioca, tomar suco de cajá, passear na pracinha à noite, reencontrar o sotaque e o finíssimo humor cearense.
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Fiquei algumas horas em Fortaleza. A cidade onde passei tantas férias da minha infância na casa dos avós maternos é hoje uma metrópole inchada, com uma pequena parte lindíssima pra receber os turistas e o restante, um amontoado de favelas. Uma das mais visíveis formas de transferência de renda entre as duas partes é prostituição focada no turismo. Me chamou a atenção a quantidade de casas e prédios protegidos por cercas eletrificadas. Mas claro que também tem muita coisa boa.
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Conheci uma creche pública mantida pelo município, onde trabalha minha cunhada Aline. Limpa, organizada, gerida por professoras que sabem o que fazem. As crianças se alimentam bem, fazem atividades lúdicas, dormem depois do almoço ouvindo música instrumental, tomam dois banhos por dia, enfim, são tratadas com amor e respeito. Há dezenas delas na cidade – não recordo o número agora, acho que 70. Segundo meu irmão Camillo, a prefeita Luizianne fez pouco asfalto, mas investiu pesado em obras sociais como as creches e 15 mil moradias populares.
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Falar em Fortaleza, acabo de ver mais uma grande charge do Frank, contando do rapaz cearense que tentou furtar o cordão do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, e continua na cadeia apesar de seu réu primário. É de lascar.
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Hoje vamos almoçar peixe num lugar chamado Ilhota, na margem do rio Jaguaribe.

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13

Jul

08

Palavra Cantada encerra mostra de cinema

E hoje chega ao fim a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Foram 17 dias intensos, 106 filmes exibidos para 25 mil crianças, pré-estréias nacionais, debates instigantes, muita pipoca e emoção. Fiz a assessoria de comunicação junto com as amigas e colegas Kátia Klock, Adriane Canan e Cleide de Oliveira, com apoio do Vinicius Muniz no making of. Foi cansativo, mas um privilégio e um grande aprendizado. Tivemos ampla cobertura da mídia e foi nítido o salto de qualidade da Mostra, que acompanho há alguns anos como pai-espectador. É uma alegria imensa ver que o trabalho da Luiza Lins, mãe do evento, ganhou dimensão tão importante pra cultura local e nacional. A onda de beleza gerada em Floripa vai chegar até a Suécia, que em março de 2009 recebe, no Festival de Financiamento de Malmö, um projeto de filme brasileiro selecionado aqui.

Vou guardar muitas lembranças boas desses dias. Do Centro Integrado de Cultura ao Hotel Majestic, de Palhoça aos bairros de periferia, a Mostra irradiou magia pra muitos meninos e meninas que tiveram o primeiro contato com o cinema. Vi lágrimas no rosto de professoras e a alegria com que o pessoal da produção trabalhou pra que o evento tivesse a melhor qualidade possível. Acompanhei a pintura da tela gigante “Eu no mundo” pelas crianças da comunidade Chico Mendes, na oficina Palavra Pintada. A maneira bonita como elas foram desarmando suas couraças em meio a atividades de massagem, dança e canto. O sorriso orgulhoso da meninada que fez a oficina de dublagem ao ver exibido o seu trabalho pro público. O insight dos participantes da oficina de flipbook ao se darem conta, nos bloquinhos de papel, de como funciona a ilusão de ótica do cinema. É um evento em que os sonhos e esperanças ganham posição de destaque. Uma delas, a de que as crianças brasileiras possam ver cada vez mais sua própria cultura nas telas de cinema e tevê. “É uma questão de segurança nacional”, disse alguém num dos debates. A gente chega lá.

Três momentos especialmente marcantes pra mim: o comentário da querida amiga Gilka Girardello, professora da UFSC, de que só vamos perceber todo o alcance da Mostra daqui a vinte anos, quando essa platéia de crianças e adolescentes estiver adulta, produzindo e criando; Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande, com seu sotaque cearense que me é tão familiar, lembrando que a infância é um estado de espírito e que ele, aos 42 anos, tem um quarto de brinquedos e almoça e janta pra esperar a sobremesa; e os olhos azuis brilhantes da Heleninha Gassen, atriz do curta Leste do Sol, Oeste da Lua (de Patrícia Monegatto Lopes), ao me contar que tem vontade de trabalhar em cinema ou televisão quando crescer. Foram dias bem felizes e encantados. A Mostra encerra hoje com o anúncio do melhor filme escolhido por júri infantil e com duas apresentações do novo espetáculo do grupo Palavra Cantada, com nome bem adequado a esta celebração da diversidade cultural: Carnaval.

Fotos: Cleide de Oliveira

p.s.: O filme vencedor da Mostra foi O mistério do cachorrinho perdido, do diretor paulista Flávio Colombini.

p.s.2: Galeria de fotos do show do Palavra Cantada (por Cleide de Oliveira).

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