01
Sep06
Nota da Abraji
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) publicou ontem uma matéria sobre a censura à revista do Observatório Social. Ao final, recomenda a seus associados:
Solicitar à juíza Lucia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva que revise a sua decisão, visto que a medida infringe o direito à liberdade de expressão por se tratar de um tema de interesse público.
Dirigir-se ao:
Fórum Bernardo Pereira de Vasconcelos
Endereço: Rua Padre José Marcos Pena, 64 – Ouro Preto – Minas Gerais
Fone: (31) 3551-2344 e 3551-3659
Fax: (31) 3551-1880
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UPDATE:
Também manifestou apoio o Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), organização com sede no Peru dedicada à defesa do jornalismo independente. O IPYS enviou um alerta para profissionais de comunicação de diversos países.
31
Aug06
Repercussões da censura
Muitos colegas jornalistas se solidarizaram com a equipe do Observatório Social por causa da censura à edição 9 da nossa revista, que trata de trabalho infantil. Reproduzo comentário deixado no site Comunique-se pelo jornalista e professor universitário Samuel Pantoja Lima:
“Há tempos acompanho o belo trabalho que IOS desenvolve. Em se tratando de corrupção e jogo de bastidores, o poder judiciário é sem dúvida o mais ‘opaco’ às luzes da sociedade, seja às lentes do jornalismo ou outras formas de representação da realidade. Ensimesmado, lerdo e com um viés de classe altamente comprometido (neste caso, com os do “andar de cima”), o judiciário brasileiro seria cômico se não fosse trágico. Há exceções a regra, é óbvio! A censura à reportagem e à publicação, em última análise, deve ser repudiada por todos os profissionais da comunicação e, de maneira mais ampla, pelas organizações da sociedade civil”.
Mais aqui.
13
Jul06
A precarização da vida
Matéria muito boa da Nilva Bianco, com fotos de Marcello Vitorino, sobre a terceirização nas indústrias calçadistas de Franca. A personagem principal é uma mulher grávida de seis meses que precisa lidar com cola de sapateiro todos os dias em sua empresinha caseira.
A reportagem traz também uma interessante dica de leitura: Questionando um mito: custos do trabalho de homens e mulheres, organizado pela diretora da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no Brasil, Laís Abramo.
Em 2001 e 2002 ela coordenou um estudo em cinco países – Brasil, México, Argentina, Chile e Uruguai – pra estabelecer o custo real de direitos como o salário-maternidade, atenção médica na gravidez e parto, estabilidade, horário de lactância, creche e direito a licença em caso de doença da criança.
O levantamento mostrou que os custos diretos para o empregador no Brasil não passam de 1,2% da remuneração bruta mensal da trabalhadora, um percentual que não justifica a desvantagem na hora da contratação ou a política salarial diferenciada pra homens e mulheres.
23
Feb06
Mais uma agressão covarde da polícia
O jornalista Nilson Lage, 69 anos, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e uma das sumidades da profissão, foi espancado pela polícia militar em mais um episódio de brutalidade dos que deviam proteger os cidadãos. Ele toma remédio controlado e passou mal ao dirigir. Encostou o carro e perdeu os sentidos. Ao acordar, em vez de ser socorrido, foi algemado, agredido e levado preso. Se o governador não enquadrar seus comandados rapidinho, a polícia vai sentir que pode tudo e arrisca pegar gosto na maldade. Leia esta nota de protesto:
Entidades denunciam violência contra professor Nilson Lage
As entidades e instituições abaixo relacionadas denunciam com veemência a inexplicável e bárbara violência cometidacontra o professor universitário, jornalista e escritorNilson Lage, preso e espancado por policiais militares no último final de semana, em Florianópolis, Santa Catarina. O professor Nilson Lage sentiu-se mal no último sábado, quando dirigia no bairro onde vive, em Florianópolis, conseguiu parar o carro, mas ficou desacordado. Em vez de receber a ajuda que necessitava naquele momento, foi hostilizado pela Polícia Militar ao ser encontrado dormindo dentro do veículo. Foi algemado, jogado em um camburão elevado a uma delegacia. As marcas em seu corpo – principalmente nos punhos e nos ombros – comprovam a inexplicável violência contra um senhor que neste 2006 completa 70 anos de idade. Nilson Lage conta com uma trajetória de amplos serviços prestados ao longo dos últimos 50 anos como jornalista, professor e pesquisador do jornalismo. Trabalhou, como profissional jornalista, nas principais redações do Rio de Janeiro, entre as quais as do Diário Carioca, Jornal do Brasil, Última Hora, O Globo, Bloch Editores e TVE. Paralelamente, fez u mabrilhante carreira acadêmica como professor da Universidade Federal Fluminense, UniversidadeFederal do Rio de Janeiro e outras instituições de ensino. Desde 1992, trabalha como professor Titular do Curso deJornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. É autor utilizado como referência em todos os cursos degraduação e citado em dissertações e teses sobre jornalismo, com obras vendidas aos milhares. Reiterando nosso protesto pela violência do comportamento policial, solicitamos às autoridades competentes a apuração do caso, a punição dos responsáveis, o reparo dos danos morais e a tomada de providências quanto ao preparo das nossas polícias, para que lamentáveis fatos como estes não voltem a ocorrer em Santa Catarina ou em qualquer lugar do país. São injustificáveis e inaceitáveis espancamentos por quem deve garantir a paz, e o abuso da força por quem, ao tê-la, deve impedir o seu uso. Lembramos que justamente aqueles que detêm o poder devem assegurar tratamento humano e digno a todos os cidadãos.
23 de fevereiro de 2006
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo – FNPJ
Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – SJSC
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro -SJPMRJ
Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina – APUFSC -Seção Sindical do Andes
Centro Acadêmico Adelmo Genro Filho do Curso de Jornalismo da UFSC
Departamento de Jornalismo da UFSC – Universidade Federal deSanta Catarina
21
Feb06
Uma atualização sobre o Caso Sarará
Texto do Sindicato dos Jornalistas de SC:
Uma nota de protesto para o silêncio constrangedor
22 horas de segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006. Esperamos, senhores da RBS/DC, um som. Um chamado de telefone. Esperamos, senhores da RBS/DC, pacientemente, e convictos de que o diálogo sempre foi o melhor caminho, o som de uma voz, que viesse ao encontro de um tempo em que a comunicação – e, portanto, o diálogo – se mostra a melhor solução para os impasses e para a superação dos extremos. Aguardamos, pacientemente. E não lamentamos o tempo que esperamos, porque a espera fortalece a convicção de que a verdade jamais poderá ser maquiada e adulterada, e que é com com a espera que se desfazem as dúvidas, ao ponto de se afirmar que não se pode dar a responsabilidade a quem não fez.
Esperamos uma voz que reavivasse o sentimento de justiça, de solidariedade, de reconhecimento pela dedicação. Sim, detido enquanto trabalhava para o DC, o repórter-fotográfico Cláudio Silva Sarará foi espancado; submetido, foi exposto sem que lhe dessem espaço. Desconheceram o que é mais caro ao jornalismo: garantir, a todos, o direito a se expressar, e assegurar o contraditório. Mas não foi assim. Restou julgado aquele que foi notícia e o que foi noticiado.
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina abriu-se para o diálogo, e a resposta foi, primeiramente, um não, e na noite desta segunda-feira, uma longa e silenciosa pausa. Nesta nota, o Sindicato reforça o protesta contra a demissão do colega Sarará e com o silêncio da RBS/DC, sobre todo o episódio que motivou a demissão. Juntamos a nossa voz às vozes que correm o Estado e o País, de estranheza e repúdio.
Rubens Lunge
Presidente
20
Feb06
The Age of Stone
Saiu a English version de A idade da pedra, reportagem de Marques Casara na revista do Observatório Social sobre trabalho escravo na cadeia produtiva de multinacionais. Versão de Jeffrey Hoff. No portal do Observatório há uma matéria sobre a reação das empresas.
17
Feb06
Repórter fotográfico é preso no exercício da profissão
A PM de Santa Catarina prendeu ontem o jornalista Cláudio Silva “Sarará”, repórter fotográfico do Diário Catarinense, que trabalhava na cobertura de um protesto contra o sistema de transporte coletivo de Floripa. Os policiais queriam impedi-lo de clicar, ele retrucou e foi detido por desacato. “Passou umas horas na delegacia, tomou porrada na cara e só liberaram porque a notícia chegou no ouvido do governador”, conta um colega dele. O repórter fotográfico Glaicon Covre foi lá conferir e os policiais arrebentaram a câmera dele. O Sindicato dos Jornalistas de SC divulgou nota de repúdio.
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Sarará é um dos melhores repórteres fotográficos que conheço e uma pessoa boníssima. Tive a honra de trabalhar com ele no DC por quatro anos e aprendi bastante na convivência.
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Depois reclamam dos “vândalos” quando a estátua em homenagem à PM na avenida Beira-Mar Norte aparece pichada de vermelho.
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UPDATE INDIGNADO às 13H30
O DC se referiu ao episódio numa matéria filha da puta. O repórter (não conheço) se agarrou na objetividade do bafômetro pra largar um “tecnicamente embriagado”, mas se esqueceu de ouvir a versão do colega sobre o motivo da discussão. Nem uma linha sobre a agressão na delegacia. Nenhum depoimento de policial ou hipótese sobre quem são os homens de preto que atacaram os manifestantes. Nada sobre a nota de protesto do Sindicato dos Jornalistas. Nada sobre liberdade de imprensa ou direito à informação. Que jornalismo é esse?! Que jornal é esse que larga seus profissionais às feras de maneira tão covarde?!
19
Dec05
As 14 corporações que mais violam direitos
A organização não-governamental Global Exchange publicou uma lista com as 14 grandes corporações que mais violam os direitos humanos no mundo. Entre as violações relacionadas incluem-se mortes violentas, privatização da água, tráfico sexual, lucro com guerras, migração forçada, trabalho infantil, degradação ambiental, prejuízo à organização sindical e outros delitos graves. Veja a lista.
CATERPILLAR. Manutenção de contratos com violadores dos direitos humanos, potencializando demolição de casas e fornecendo equipamentos que matam civis
palestinos e ativistas.
CHEVRON. Destruição ambiental, violação de condições de saúde e morte violentas.
COCA-COLA. Mortes violentas, sequestro e tortura, privatização de recursos hídricos e práticas discriminatórias.
DOW CHEMICAL. Criação de armas químicas, publicidade de produtos químicos venenosos, destruição ambiental, problemas de saúde, mortes.
DYNCORP/CSC. Problemas de saúde, devastação ambiental e mortes; ameaça de vidas; abusos físicos; tráfico sexual.
FORD MOTOR COMPANY. Degradação ambiental, mudanças climáticas, guerras por petróleo.
KBR (KELLOGG, BROWN, AND ROOT) (subsidiária da Halliburton Corporation). Sobretaxas e serviços desnecessários aos contribuintes, exploração de pessoas de outros países.
LOCKHEED MARTIN. Estimula e gera lucro com guerras.
MONSANTO. Migração forçada de pessoas, violações da saúde e trabalho infantil.
NESTLÉ USA. Trabalho infantil, repressão de direitos trabalhistas, propaganda agressiva de produtos nocivos, violação de leis da saúde e meio ambiente.
PHILIP MORRIS USA e PHILIP MORRIS INTERNATIONAL. Propaganda intensiva de produtos letais.
PFIZER. Negação do acesso universal a medicamentos contra HIV/AIDS.
SUEZ-LYONNAISE DES EAUX (SLDE), Privatização dos recursos hídricos.
WAL-MART. Violações de direitos trabalhistas, discriminação de trabalho, prejuízo à organização sindical.
08
Nov05









