28
Oct09
Documentário sobre imigrantes teuto-russos
Recebi e passo adiante.
TV UFSC conta história de teuto-russos que fugiram da ditadura stalinista
A vida dos remanescentes alemães que viviam na Rússia e imigraram ao sul do Brasil foi resgatada pelas jornalistas Débora Tozzo e Leyla Spada no documentário ‘Sem Deus, Sem Imperador, Nós por Nós Mesmos – Da Rússia ao Brasil: A Trajetória dos Teuto-russos’. A TV UFSC o exibe com exclusividade quinta e sexta-feira (29 e 30/10), às 20 e 21 horas, respectivamente. O cenário da grande reportagem são os municípios de Riqueza e São Carlos no extremo-oeste de Santa Catarina, além de Porto Alegre (RS), locais onde ainda vivem alguns dos imigrantes que fugiram da ditadura do russo Josef Stalin no final dos anos 30. Confira a programação completa no site www.tv.ufsc.br e acompanhe tudo no canal 15 da NET.
28
Oct09
Renato Turnes, “the man”
Este post do Fifo Lima no blog Cine Luz destaca as conquistas do ator Renato Turnes, de quem temos muito orgulho por ter dado voz ao porco em nosso documentário. O cara não para quieto…
25
Oct09
Espírito de Porco ganha prêmio em Portugal
Uma ótima notícia d’além-mar: Espírito de Porco ganhou um prêmio especial do Júri Internacional no Cine’Eco 2009 – Festival Internacional de Cinema Ambiental de Seia, Portugal. Nosso doc tinha sido um dos 50 selecionados pra exibição entre os mais de 300 enviados por realizadores de 30 países. Mais detalhes no blog do porco.
23
Oct09
CurtaDoc
Recebi da Katia Klock e passo adiante. O horário coincide com a segunda exibição do nosso doc (hoje às 19h no Centro Cultural Badesc), mas se você já viu Espírito de Porco ontem, confere lá no Sol da Terra que é coisa boa. Se ainda não assistiu à porcaria, ainda tem a opção de sábado às 17h.
Pré-estreia de CurtaDoc
A produtora Contraponto, em parceria com o SESCTV, faz a pré-estreia da série CurtaDoc nesta sexta 23, às 19h30, no Cineclube Sol da Terra. O programa será transmitido pelo canal SESC TV para todo o Brasil, a partir de terça 27. CurtaDoc revelará uma seleção representativa do curta-metragem brasileiro no gênero documentário. Foram selecionados 125 filmes de um total de 520 inscritos. Embora a maioria dos títulos seja de produção recente, há títulos emblemáticos dos anos 60, 70 e 80. O primeiro episódio exibe quatro filmes e abre com O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade, sobre o poeta Manuel Bandeira, obra realizada há exatos 50 anos.
Até julho de 2010 serão exibidos semanalmente 37 programas temáticos, cada um com duração de 52 minutos. Além das exibições de curtas-metragens, o programa contará com um convidado especial para comentar o tema do episódio e analisar as obras. Outros entrevistados, como realizadores e pesquisadores, completam com questões sobre a produção e reflexões sobre o gênero. Mais informação: http://www.curtadoc.tv
22
Oct09
Espírito de Porco na rádio CBN
Entrevista de Chico Faganello à rádio CBN – 19out2009 by dauroveras
O radialista Luiz Carlos Prates, da rádio CBN de Florianópolis, entrevista no programa Notícia na Tarde o Chico Faganello sobre o documentário Espírito de Porco, que dirigimos juntos e vamos mostrar em Florianópolis a partir de hoje na Fundação Cultural Badesc.
21
Oct09
Espírito de Porco news – primeira sessão lotada
A sessão de quinta-feira 22 do nosso documentário Espírito de Porco já tá lotada. Se você ainda não reservou seu lugar, ainda restam as sessões de sexta 23 (19h) e sábado 24 (17h). É só enviar e-mail para espiritodeporcofilme@gmail.com informando o nome completo e a data preferida.
19
Oct09
Por que fiz o porco
Por que fiz o porco. Escrevi nesta madrugada para o blog de lançamento do doc Espírito de Porco.
18
Oct09
Espírito de Porco esta semana em Floripa
Espírito de Porco, o doc sobre os impactos da suinocultura industrial que dirigi junto com Chico Faganello, estreia esta semana em Floripa, em três sessões gratuitas na Fundação Cultural Badesc. Reserve seu ingresso enviando um e-mail para espiritodeporcofilme [arroba] gmail.com , informando seu nome e a data escolhida. Você vai receber uma resposta confirmando a solicitação com o envio de um ingresso virtual. Não é preciso imprimir o ingresso – seu nome vai ficar numa lista na entrada. A gente se vê lá.
Quinta, 22/10 às 19h
Sexta, 23/10 às 19h
Sábado, 24/10 às 17h
No blog de lançamento você encontra mais informações sobre Espírito de Porco.
16
Oct09
O porco por Flávio José Cardozo
Estávamos na fase de conclusão do doc quando recebi um simpático e-mail de mestre Flávio José Cardozo, que honra as letras de Santa Catarina e do Brasil com seus contos, romances e crônicas. Ele disse estar curioso para ver o filme e enviou uma crônica publicada em setembro de 1991 no Diário Catarinense, reverenciando o porco. Aguardamos você lá, Flávio! Uma das cenas tem muito a ver com o seu texto.
O porco
Flávio José CardozoAlcebíades Santos, repórter de jornal, manda de Chapecó competente matéria sobre as não sei quantas utilidades que tem o porco. Relata dele tanta serventia que o leitor ponderado se constrange de já ter olhado o porco sem respeito e, pior, ter usado seu bom nome para definir um ou outro mau sujeito. Até um pensamento triste e torto cheguei a ter, confesso humildemente: da ponta do rabinho à pontinha da orelha, tintim por tintim desse vivente é 100% aproveitado – de mim que percentagem se aproveita, vivo ou morto?
Alcebíades Santos, com senso didático, retalha para nós um porco bem no ponto e faz este balanço matemático: itens industrializados são cerca de oitenta, do tipo mortadelas e salsichas; produtos congelados são uns quinze, como pernil, lombo e filé, e uns dez produtos salgados como pés, orelhas, rabo, que fazem da feijoada o encanto que ela é. E como se isso tudo não fosse já legal extraem-se ainda do dadivoso porco bondades com os quais nunca sonhou nossa vã porcologia.
Dos miolos e do reto, vejam só que chique, resultam uns peregrinos manjares que, atravessando a barreira dos mares, vão deliciar Hong-Kong. Quanto ao útero da porca, eis o seguinte: não dá só porquinhos, dá também um prato de oriental requinte. E o tesouro científico que é o porco?De seu pâncreas tiram a insulina; da mucosa intestinal, a heparina; do duodeno não ficou dito que remédio mas dele sai remédio. E nas válvulas cardíacas, ó que porco cordial! Elas dão certinho no coração humano, não há nada que melhor e por mais tempo funcione que as válvulas cardíacas do porco. Que tal, bípede mofino, saber o coração batendo aí no peito com um tique-taque suíno?
Do couro sem luxo de quem rolou na lama saem sapatos e roupas que dão gosto, e do pêlo sai pincel para ensaboar o rosto, e do casco sai cola, e dos ossos, fígado e pulmões saem rações que perpetuam o porco irmão no corpo de outros bichos.
Soubesse eu fazer orações boas, de contrição uma faria: perdão, porco, se usei mal o teu nome, perdoas?
(Diário Catarinense – 11.09.1991)
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Acompanhe o blog de lançamento do filme.
16
Oct09
Renato Turnes, a voz do porco
A “voz certa” para o nosso protagonista-porco foi muito debatida durante a gestação do filme. Da força dessa interpretação dependeria em grande parte uma narrativa verossímil. Apostávamos no recurso que, no meio dramatúrgico, se conhece como suspensão da descrença: o público se dispõe a aceitar a implausibilidade de uma situação (no caso, o espírito de um porco que conta uma história), em troca da premissa de entretenimento. E a escolha do ator Renato Turnes (à esquerda, junto comigo e com o Chico, na foto de Lucas Barros) revelou-se uma opção feliz. Pedi a ele que descrevesse a experiência.
Nunca imaginei que eu tivesse voz de porco. Mas um dia o Faganello pediu pra eu gravar um áudio, lendo um poema do Walt Whitman. Gravei um trecho das Folhas de Relva num tom meio Pereio e mandei. Achei canastrão. Mas acho que ele gostou porque depois de alguns dias eu tinha em mãos o texto de Espírito de Porco e um DVD demo do documentário. Depois do impacto inicial com a força visceral das imagens percebi a idéia: o texto na voz antropóide do porco deveria relacionar-se com o que se via, gerando uma tensão poética e irônica. Imaginei essa voz sem mimetismos suínos, uma voz inteligente e altiva. Um porco – rei da pocilga – orgulhoso de sua linhagem limpa, olha os humanos do alto de sua sabedoria animal e descreve seus vícios, aponta suas falhas. Denuncia a sujeira da civilização e clama por justiça para sua espécie. Porco morto, ele é espírito com voz, e seu discurso é uma espécie de metafísica da porcaria. Durante as leituras os diretores foram indicando passagens importantes, clareando intenções e descrevendo curvas e pontos de virada. No estúdio enfim, o porco falou. Acho que o resultado soa humano, ainda que porco. Quem assistir o filme deverá reparar no perturbador close up no olho de um porco. A imagem não me sai da cabeça. Esse plano revela a estranha ligação porco-homem. Parece que ele pensa. Certamente ele sente. Nesse olho está o personagem. Ou seu espírito.
Renato Turnes
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